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Desmascarada a médica da Folha que trabalha 128 horas por semana

31 de agosto de 2013
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Junice: Médica padrão Fifa.
Foto de seu Facebook.

A denúncia da médica Junice Maria Moreira, estampada na 1ª página da Folha, de sexta-feira, dia 30/8, é só o primeiro fruto da colheita algo sôfrega com a qual a mídia conservadora busca ansiosamente reverter o jogo do Mais Médicos.

O programa, combatido com a beligerância habitual dedicada a tudo que afronte a irrelevância incremental do liberalismo, caiu na simpatia da população. É forçoso desmontá-lo. E a isso se oferecia o grito anticubano da doutora Junice. O fruto suculento vendido pela ‘Folha no café da manhã não resistiu a alguns cliques de rastreamento digital.

Era mais uma baga podre do jornalismo que já ofereceu simulacros equivalentes em outros momentos. Basta acessar o serviço CNESNet da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde. Foi o que fez o professor universitário André Borges Lopes. Associado ao nome da doutora Junice surgem quatro vínculos empregatícios ativos, dois deles de 40 horas no Programa de Saúde da Família e mais dois de 24 horas cada como médico clínico. Total de 128 horas semanais (improváveis 18 horas e meia por dia, de segunda a segunda). Com um detalhe: os vínculos públicos são com prefeituras de três cidades diferentes (Murici, Queimadas e Jiquiriçá no interior baiano) distantes 357 quilômetros entre si, 4h40 de viagem segundo o Google Maps.

Pergunta: por que o diligente jornalismo da casa Frias não providenciou essa investigação mínima, antes de disparar a exclamativa manchete da sexta-feira? Leia a seguir o que apurou o professor André Borges Lopes, publicado na Carta Maior.

***

É difícil saber se essa polêmica do Mais Médicos está fazendo mais estragos na reputação dos médicos ou na dos jornalões brasileiros.

Hoje [30/8] – não por coincidência – dois jornalões (Folha e O Globo) dão destaque à triste história da doutora Junice Maria Moreira, médica do Programa Saúde da Família, que estaria sendo sumariamente demitida para “dar lugar a um cubano” em Murici, povoado da cidade de Sapeaçu (BA). A denúncia foi plantada na imprensa pelo CRM da Bahia.

Folha_Capa_Medicos_CubanosOs links:

Folha: “Disseram que eu tinha que dar lugar a um cubano

O Globo: Prefeituras substituem médicos por profissionais do programa do governo.

Muito bem. Aí a gente acessa o serviço CNESNet da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde e pede uma busca pelo nome da doutora Junice Maria Moreira.

Descobre-se que essa médica tem quatro vínculos empregatícios ativos, dois deles de 40 horas no Programa de Saúde da Família e mais dois de 24 horas cada como médico clínico. Total de 128 horas semanais (improváveis 18 horas e meia por dia, de segunda a segunda). Com um detalhe: os vínculos públicos são com prefeituras de três cidades diferentes (Murici, Queimadas e Jiquiriçá no interior baiano) distantes 357 quilômetros entre si, 4h40 de viagem segundo o Google Maps.

Com essa carga de trabalho insana e atendendo em três municípios distantes é de se supor que a doutora Junice encontrasse dificuldades para cumprir seus horários contatados. Pois foi exatamente isso que constatou a repórter Louise Lobato do jornal Correio ao seguir o princípio básico de dar voz ao outro lado (relegado ao mero registro de um desmentido formal nas matérias da Folha e d’O Globo).

Da matéria da Louise:

“O secretário de Saúde da cidade, Raul Molina, desmentiu as alegações. ‘Ela disse que está sendo substituída por um médico estrangeiro, mas isso não é verdade. A demissão aconteceu não para economizar recursos da prefeitura, e sim porque esta médica não está cumprindo o contrato. Ela se recusa a cumprir a carga horária determinada, de 40 horas, e ao invés disto, trabalha somente durante um turno, duas vezes na semana. Ou seja, apenas 12 horas’, afirmou. ‘Há três meses, nós comunicamos para a cooperativa que ela não estava cumprindo a carga horária, e pedindo a substituição. Contudo, a cooperativa disse que não tinha nenhum outro médico disponível para substituí-la. Por causa disso, demos entrada no pedido para participar do Mais Médicos’, relata o secretário Molina.”

Bem, se a doutora Junice é uma amostra do tipo de profissional da saúde pública que está sendo trocado pelos médicos cubanos, continuo achando que o Brasil está fazendo um excelente negócio em trazer los hermanos.

André Borges Lopes é professor universitário e produtor gráfico. Texto publicado originalmente na página do Facebook do autor.

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Recordar é viver: A festa dos 500 anos do Brasil de FHC dá prejuízo de R$10 milhões ao estado da Bahia

2 de abril de 2013
A nau Espírito Santo não saiu do lugar e, com o tempo, naufragou levando o dinheiro do contribuinte.

Na festa dos 500 anos, a nau Espírito Santo não saiu do lugar e, com o tempo, naufragou levando o dinheiro do contribuinte.

Com informações do Portal do Ministério Público Federal da Bahia

A Justiça Federal acolheu pedido de uma ação civil pública do Ministério Público Federal na Bahia e condenou o Estado da Bahia a pagar indenização por impedir uma manifestação pacífica nas comemorações pelos 500 anos do Brasil, há 12 anos

O estado da Bahia terá de pagar R$10 milhões de indenização por dano moral coletivo por impedir o direito constitucional de reunião e de liberdade de expressão de índios, negros e cidadãos comuns durante o 5º Centenário do Descobrimento do Brasil, em 22 de abril de 2000, em Porto Seguro (BA). A indenização deve ser paga com juros e correção monetária e revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, conforme prevê o art. 13 da Lei nº 7347/85.

Na ação, o MPF argumentou que a Polícia Militar baiana reprimiu uma manifestação pacífica de diversos índios, integrantes do movimento negro, estudantes e outros cidadãos, que seguiam da enseada de Coroa Vermelha, há cerca de 20 quilômetros de Porto Seguro, para o Centro Histórico da cidade a fim de expor a visão do grupo sobre o significado dos 500 anos de descobrimento do País.

O episódio, que repercutiu nacional e internacionalmente na mídia, marcou as comemorações pelos 500 anos do Brasil não só pelo fato de o governo baiano impedir o direito constitucional de reunião e de liberdade de expressão, como também pela forma violenta e desproporcional que a Polícia Militar dissolveu a passeata. Apesar de não portarem armas e carregarem apenas faixas, bandeiras e panfletos, bem antes do local dos festejos oficiais os manifestantes, os manifestantes foram surpreendidos por uma barreira policial que impediu o prosseguimento da marcha com uso de bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Os 500 Anos de Descobrimento do Brasil

Para comemorar a data, o governo e a Presidência da República prepararam uma superprodução em Porto Seguro com direito a missa e a uma réplica da nau que Cabral usou para chegar ao Brasil. Além da nau não ter funcionado, o evento foi marcado por protestos. O fato gerou preocupação ao governo e à Presidência da República quanto à manutenção da segurança pública na cidade durante os festejos. Índios de diversas regiões do País, por sua vez, aproveitaram o momento histórico para realizar uma conferência e uma passeata na cidade a fim de fazer uma reflexão sobre o real significado daquela data.

Para o Judiciário, em vez de frustrar a comemoração realizada pelo governo, a manifestação pretendia simplesmente conferir pluralidade ao evento, por isso, cabia ao Estado, em vez de impedir os índios de se reunirem pacificamente e exporem seu ponto de vista, adotar todas as providências para que eles exercitassem esse direito integralmente. “Não se justifica a atuação repressiva da Polícia Militar em relação aos manifestantes, não sendo possível reconhecer que os agentes estatais agiram no estrito cumprimento do dever legal”, afirma a sentença.

***

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