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Veja produz seu segundo caso Boimate

13 de abril de 2013

Dilma_Veja_Tomate

Em 1984, o jovem repórter Eurípedes Alcântara caiu numa pegadinha de primeiro de abril e acreditou numa reportagem de uma revista científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate. O caso “boimate”, levado às páginas de Veja, se consagrou como a maior “barriga” jornalística de todos os tempos, mas não impediu que Eurípedes se tornasse diretor de Redação da revista da Abril. Nesta semana, Veja diz que a presidente Dilma “pisou no tomate” e que o alimento virou piada nacional. A tabelinha entre Abril e Globo é mais um momento baixo do jornalismo brasileiro, em sua campanha para disseminar terrorismo, pedir juros altos e combater o PT.

Via Brasil 247

Eurípedes Alcântara, diretor de redação da revista Veja, tem uma marca indelével em seu currículo. Em 1984, quando era apenas um jovem repórter que iniciava sua carreira na revista Veja, leu uma reportagem numa publicação científica sobre o cruzamento genético entre o boi e o tomate e produziu uma das pérolas da história do jornalismo no Brasil, sem se dar conta de que se tratava de uma piada de primeiro de abril. O caso Boimate, obra de Eurípedes, entrou para a história como a maior “barriga” da imprensa brasileira em todos os tempos (para saber mais, leia aqui).

Neste fim de semana, no entanto, Eurípedes decidiu produzir seu segundo caso Boimate. Numa tabelinha com a revista Época, da Editora Globo, Veja produziu uma capa idêntica, dizendo que a presidente Dilma “pisou no tomate”. Na Carta ao Leitor, Eurípedes “Boimate” Alcântara afirma que a presidente Dilma “pode afundar o Brasil”. E o texto sobre inflação é uma das peças jornalísticas mais vis, distorcidas e mal-intencionadas já produzidas pela imprensa brasileira.

Sob o título “Sim, eu posso…” e a imagem de uma Dilma com um tomate tatuado no braço, Veja “informa” que o alimento se transformou no símbolo da apreensão dos brasileiros com a volta da inflação. Mas nem torcendo e espancando as estatísticas, Veja consegue deixar sua tese de pé. Num gráfico interno, com a evolução dos preços do tomate, percebe-se que o preço do quilo foi de R$4,37 a R$7,81 entre 15 e 28 de março, mas já caiu para R$4,43 em 11 de abril. Ou seja: o estouro da meta inflacionária em 0,09%, que ocorreu em razão de uma entressafra, será revertido em abril.

Para ancorar sua peça de propaganda política, Veja cita as piadinhas que surgiram “com toda a naturalidade do mundo”, como o famoso colar de tomates de Ana Maria Braga. E fala até que os fiscais da Alfândega brasileira em Foz do Iguaçu estavam tendo que lidar com um novo tipo de crime na fronteira com o Paraguai: o contrabando de tomates.

Outro gráfico usado por Veja cita a inflação acumulada em 12 meses, de 6,59%, e outros preços que subiram mais do que isso, como a mensalidade escolar (9%), o pet shop (12%), o óleo diesel (14%) e o tomate (122%) – repita-se, um alimento com preços já em queda livre. Ora, é elementar que, se a média ficou em 6,59%, há outros itens que subiram bem menos, ou até caíram, como, por exemplo, as tarifas de energia elétrica.

Na reportagem, Veja mal disfarça seu lobby pelos juros altos. “Com a inflação não tem conversa. Ela só entende uma coisa: aumento dos juros, corte de gastos do governo e aperto no crédito – todas medidas impopulares”. No seu Boimate 2.0, Veja aproveita também a oportunidade para fazer um elogio rasgado em relação a Margaret Thatcher, que “cortou os gastos e elevou os juros”. Prestes a ser enterrada, Margaret Thactcher ainda hoje é um das figuras públicas mais odiadas da Inglaterra e a polícia britânica discute como conter protestos em seu funeral.

Sobre Veja, Eurípedes e seu segundo caso Boimate, nada a fazer a não ser atirar tomates na publicação. Que, aliás, já estão bem mais baratos.

Veja_BoiMate

***

Texto publicado por Alexandre Ceará, no Facebook

As maiores taxas de inflação do Brasil pós-real e que você não soube porque as revistas, jornais, Ana Maria Braga etc. não precisavam torcer contra o povo:

1994 – 916,43% (ainda não vale)

1995 – 22,41% (preços ainda se ajustando à nova moeda, aproveitando e fazendo aquele primeiro arrocho salarial básico)

1996 – 9,56% (mão grande aqui, arrocho ali e o trabalhador trocava a picanha pelo frango)

1999 – 8,94% (Reeleição comprada e ganha, desvaloriza a moeda pra mais um arrochinho)

Enquanto isso, a carga tributária saia do patamar de 20 e poucos para os atuais 32%. E a dívida/PIB saltava de 28% para 52%, mesmo vendendo estatais a preço de banana para os amigos. E crescimento pífio: “Um governo que não usou um saco de cimento sequer.”

2001 – 7,67% (o presida Boca de Suvaco admite fracasso e implora US$30 bi ao Clinton pra fechar as contas)

2002 – 12,53% (a vaca foi pro brejo, mas essa batata quente vai pro Lula, FHC sorri)

2003 – 9,30% (Palocci começando a limpeza)

2004 – 7,60%

2005 – 5,69%

2006 – 3,14%

2007 – 4,45%

2008 – 5,90%

2009 – 4,31%

2010 – 5,90%

2011 – 6,50%

2012 – 5,83%

2013 – 6,40% (projeção)

Em campanha contra Dilma, Época usa Ana Maria Braga como conselheira econômica

13 de abril de 2013
Via Esquerdopata.

Via Esquerdopata.

Em sua capa desta semana, a revista semanal das Organizações Globo anuncia que o governo Dilma faz tudo errado no combate à inflação e diz que a presidente e o ministro Guido Mantega pisaram no tomate. Autorreferente, a Globo usa declaração da global Ana Maria Braga, que disse usar uma joia ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para afirmar que a inflação hoje assusta os brasileiros. Nunca é demais lembrar, no entanto, que, nos dois governos FHC, a inflação foi substancialmente maior do que a agora, sem disparar o mesmo alarme: será síndrome de abstinência de juros altos ou de ter amigos no poder?

Via Brasil 247

Nunca é demais relembrar os dados de inflação dos últimos governos. Na primeira gestão FHC (1995-1998), a taxa média foi de 9,7% ao ano. Na segunda (1999-2002), de 8,8%. Com Lula, os índices foram mais civilizados, sempre dentro da meta e, agora, com Dilma, a taxa média é de 6,2%. No entanto, nunca o alarma dos veículos de comunicação tradicionais soou tão alto como agora.

Em sua capa desta semana, a revista Época, das Organizações Globo, afirma que a presidente Dilma Rousseff e seu ministro Guido Mantega pisaram no tomate – produto que simboliza a alta de preços recente. Anuncia ainda que o governo federal faz tudo errado no combate à inflação – como se, por exemplo, iniciativas recentes, como a desoneração das contas de luz não tivesse a menor importância.

Autorreferente, a Globo usa uma declaração da apresentadora global Ana Maria Braga, a de que estava usando uma joia, ao pendurar um colar de tomates no pescoço, para indicar que a população brasileira estaria apavorada com a inflação. Detalhe: quem será que pediu para Ana Maria Braga fazer sua piadinha ridícula?

Com a capa desta semana, Época, na verdade, apenas acentua sua cruzada contra o governo Dilma e, a um só tempo, alia interesses políticos da Globo a interesses econômicos seus e de apoiadores. Os dois objetivos principais são derrotar o PT nas próximas eleições e garantir o início de um ciclo de alta de juros. No fundo, trata-se de uma síndrome de abstinência de juros e também um sintoma da falta de amigos no poder.

Abaixo, um trecho da reportagem:

“Estou usando uma joia.” Com essa frase, a apresentadora Ana Maria Braga apresentou o colar de tomates de seu figurino no programa da quarta-feira passada. Foi apenas uma das muitas piadas que pipocaram ao longo da semana sobre o mais novo símbolo da inflação. Numa piada da internet, a atriz Cláudia Raia, chefe de uma quadrilha internacional de prostituição na novela das 9, diz que mudará de ramo e traficará tomates. Em outra, um caqui que se passa por tomate vai para a cadeia. Alguém sugeriu um novo programa social – Meu Tomate Minha Vida. Na semana em que a inflação acumulada nos últimos 12 meses ultrapassou o teto da meta estipulada pelo Banco Central, o Brasil se transformou no “país do tomate”. Com alta de 122% em um ano, o fruto contribuiu para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechar o período em 6,59%.

Inflação oficial acumulada em 12 meses fica em 6,59%, diz IBGE

Não se acredita num descontrole que leve o País aos patamares de inflação do final dos anos 1980, quando, na casa dos 1.000% ao ano, ela obrigava os brasileiros a apostar corrida, entre as gôndolas dos supermercados, com os funcionários responsáveis pela remarcação de preços. É um erro, porém, comparar os índices desses dois períodos, tantas foram as mudanças da economia na conquista da estabilidade. Mesmo que o patamar atual não pareça assustador, ele é. Índices desse porte estão longe de representar um problema trivial. Um primeiro efeito: na semana passada, os supermercados divulgaram que, em fevereiro, registraram queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, em comparação com o mesmo mês de 2012. O consumo diminuiu sobretudo entre a classe média e os mais pobres. De acordo com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), as vendas para famílias de menor renda caíram 4% em 12 meses. Essa situação – em que os maiores beneficiários do crescimento recente da economia brasileira perdem poder de compra – é a principal fonte de preocupação para o futuro político da presidente Dilma Rousseff.

Dois dias antes da divulgação do IPCA, a presidente convocara a seu gabinete três de seus principais consultores econômicos: o ex-ministro Delfim Netto, Luiz Gonzaga Beluzzo e Yoshiaki Nakano, que cuidou das contas de várias administrações tucanas. O governo só se pronunciou sobre o assunto depois que o índice foi divulgado, na última quarta-feira. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que não pouparia esforços para evitar a alta de preços e quis demonstrar otimismo. Afirmou que a entressafra agrícola terminará em breve, que as pressões sobre o setor de serviços estão mais brandas. Também lembrou que a inflação de março foi a mais baixa do ano – segundo ele, um bom sinal. Procurado por Época para comentar o assunto, Mantega não quis dar entrevista. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, também não quis se pronunciar. Na sexta-feira, durante um evento em São Paulo, Mantega afirmou que “as medidas que forem necessárias serão tomadas pelo governo”. “Não titubeamos em tomar as medidas, inclusive, posso dizer, mesmo medidas que são consideradas não populares, como elevação da taxa de juros, quando isso é necessário”, afirmou. “O Banco Central tem dito que não há e não haverá tolerância com a inflação”, disse Tombini no mesmo dia.

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Texto publicado por Alexandre Ceará, no Facebook

As maiores taxas de inflação do Brasil pós-real e que você não soube porque as revistas, jornais, Ana Maria Braga etc. não precisavam torcer contra o povo:

1994 – 916,43% (ainda não vale)

1995 – 22,41% (preços ainda se ajustando à nova moeda, aproveitando e fazendo aquele primeiro arrocho salarial básico)

1996 – 9,56% (mão grande aqui, arrocho ali e o trabalhador trocava a picanha pelo frango)

1999 – 8,94% (Reeleição comprada e ganha, desvaloriza a moeda pra mais um arrochinho)

Enquanto isso, a carga tributária saia do patamar de 20 e poucos para os atuais 32%. E a dívida/PIB saltava de 28% para 52%, mesmo vendendo estatais a preço de banana para os amigos. E crescimento pífio: “Um governo que não usou um saco de cimento sequer.”

2001 – 7,67% (o presida Boca de Suvaco admite fracasso e implora US$30 bi ao Clinton pra fechar as contas)

2002 – 12,53% (a vaca foi pro brejo, mas essa batata quente vai pro Lula, FHC sorri)

2003 – 9,30% (Palocci começando a limpeza)

2004 – 7,60%

2005 – 5,69%

2006 – 3,14%

2007 – 4,45%

2008 – 5,90%

2009 – 4,31%

2010 – 5,90%

2011 – 6,50%

2012 – 5,83%

2013 – 6,40% (projeção)

Breno Altman: Por que a direita ataca as viagens de Lula?

5 de abril de 2013

Lula_Nigeria02

Liderança do ex-presidente segue importante para integração da América Latina, ainda mais após morte de Hugo Chavez. Por isso, críticas têm, além do objetivo mais evidente, o de encontrar formas para desgastar sua liderança popular, um outro propósito menos aparente: limitar o ativismo internacional no qual Lula tem-se empenhado desde sua primeira eleição.

Breno Altman, via Carta Maior

Com o estardalhaço de praxe, parte da imprensa tradicional dedicou-se a criticar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suas visitas a distintos países. Além do objetivo mais evidente, de encontrar alguma forma para desgastar sua liderança popular, há outro propósito, menos aparente: limitar o ativismo internacional no qual Lula tem-se empenhado desde sua primeira eleição.

Talvez não haja outra agenda, no bojo da estratégia de reformas sem rupturas, na qual tenha sido estabelecida reviravolta tão profunda. O ex-presidente, nesse tema, comandou um cavalo de pau, apoiado pelo tripé de assessores formado por Celso Amorim, Samuel Pinheiro Guimarães e Marco Aurélio Garcia.

A mirada colonizada da oligarquia brasileira, sempre voltada para os países centrais do capitalismo, foi substituída por um novo programa. Ao mesmo tempo em que foram estabelecidas medidas de defesa da soberania nacional (a mudança no sistema de exploração do petróleo e o fim da tutela do Fundo Monetário Internacional são bons exemplos), o Brasil estabeleceu como eixo de sua diplomacia a integração latino-americana, o diálogo com as nações do sul e a articulação das potências emergentes.

Os laços de dependência financeira, comercial e tecnológica com os Estados Unidos e a Europa começaram a ser desatados. O enterro da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), desse ponto de vista, provavelmente foi o capítulo mais simbólico dessa empreitada. Mas também se destacam a criação da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), as novas relações com Rússia e China, o protagonismo na África.

Novas forças na América Latina

Estas mudanças não refletiram apenas os interesses brasileiros em buscar novos mercados e ampliar perspectivas para o desenvolvimento econômico. O ex-presidente, aliado a outros líderes do continente, especialmente o venezuelano Hugo Chavez, deu forte impulso à costura de um bloco histórico que se contrapusesse à hegemonia norte-americana. O centro geográfico dessa estratégia foi identificado na América Latina, como seria natural, mas estendeu-se a outros rincões.

O surgimento de instituições do subcontinente sem a participação de Washington e a incorporação de Cuba à Celac são o saldo mais visível dessa política, que abre caminho para passos ainda mais ousados. A Organização dos Estados Americanos (OEA), certa vez apelidada por Fidel Castro de ministério da Casa Branca para as colônias, vive o outono de sua existência.

Lula também comprou outras brigas, dentro e fora da região. A solidariedade com a Venezuela, durante a crise política do biênio 2003-2004, foi decisiva para deter a escalada agressiva de Bush e defender o projeto chavista contra o risco de desestabilização. A reação contra o golpe em Honduras (2009), enérgica e sem contemplação, é um contraponto inequívoco a Fernando Henrique Cardoso, que bateu palmas para Fujimori quando esse fechou o parlamento peruano e chegou a condecorar o tiranete de Lima.

Sob a batuta do ex-presidente, países árabes e sul-americanos fizeram sua primeira conferência e o apoio à causa palestina virou assunto relevante nessa parte do mundo. A guerra ao Iraque foi nitidamente condenada. As represálias ilegais contra o Irã foram rejeitadas e tentou-se, junto com a Turquia, criar uma nova ponte para a saída diplomática e o respeito ao direito daquele povo à autodeterminação.

No auge da crise econômica de 2008, Lula foi uma das vozes mais críticas ao modelo que havia levado os países desenvolvidos às beiras do colapso financeiro, denunciando como antipopulares as chamadas medidas de austeridade, caracterizadas por drásticas reduções dos gastos públicos, salários e empregos. Quem irá esquecer a feição patética do ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown quando o fundador do PT disse, em reunião bilateral, que a crise tinha sido provocada pelos loiros de olhos azuis?

Importância atual

Estas e outras são razões de sobra para a direita querer Lula de pijama, também na atividade internacional. Sua liderança, afinal, continua a ser decisiva para a geopolítica do que o argentino Manuel Ugarte, nos idos de 1922, alcunhou de Pátria Grande. Ainda mais com a morte de Chavez e a saída de cena do chefe histórico da revolução cubana.

Diante dos ataques da mídia conservadora a suas viagens, no entanto, o ex-presidente deu resposta à altura. Gravou vídeo de franco apoio a candidatura presidencial de Nicolas Maduro, nas próximas eleições venezuelanas. A direita terá mais razões para chorar as pitangas.

Breno Altman é jornalista e diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel.

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Leia também:

Lula começa a ocupar o espaço de Chavez e Fidel

Imperialismo prepara opinião pública mundial para atacar a Coreia do Norte

1 de abril de 2013

Coreia_Norte02Glauber Ataíde, via A Verdade

A tensão crescente na península coreana, prenunciando o que alguns já chamam de “2ª Guerra da Coreia”, já “ultrapassou a linha de perigo e entrou na fase de uma guerra real”, declarou o Comando Supremo do Exército do Povo Coreano na terça-feira, dia 26/3.

Os grandes oligopólios de informação, a serviço do capital em sua campanha de (des)informação pública, constroem a imagem de que o governo coreano busca, irresponsavelmente e a qualquer custo, iniciar um conflito contra o país que é simplesmente a maior potência bélica do mundo.

Como parte dessa campanha pró-agressão à Coreia do Norte, o jornal estadunidense The Washington Post tentou vender a seus leitores na semana passada o velho golpe do “combate ao tráfico de drogas”, que estaria sendo organizado a mando do próprio governo coreano, mostrando assim a que ponto chegou o descaramento imperialista.

Em resposta a esta calúnia, a Central de Notícias da Coreia do Norte publicou nota informando que “isso não passa de uma sórdida e infundada campanha contra a Coreia do Norte”.

Diz ainda a nota:

Os Estados Unidos estão abertamente preparando a atmosfera internacional […], rotulando a Coreia do Norte como um “estado criminoso” e “trapaceiro”, empregando todos os meios e métodos possíveis […] O jornal busca atuar como uma brigada de choque executando a política hostil da administração dos EUA contra a Coreia do Norte e assim manchar a imagem do país e justificar tal política”.

O uso ilegal, o tráfico e a produção de drogas, as quais reduzem o ser humano a aleijados mentais, não existem na Coreia do Norte.

O país aderiu a convenções internacionais de controle de drogas e tem controlado com rigor sua entrada no país através de leis nacionais e internacionais.

É ilógico que os EUA, um país com graves problemas sociais como o abuso de drogas, o contrabando e a produção ilegal, venham falar sobre um inexistente “tráfico de drogas” na Coreia do Norte.

Além de plantar falsas informações, é notória a omissão deliberada e criminosa por parte da grande mídia dos atos de provocação dos governos estadunidense e sul-coreano na fronteira com a Coreia do Norte.

Na semana passada, a Coreia do Sul divulgou uma “lista de alvos” na Coreia do Norte, mirando principalmente monumentos dedicados a líderes norte-coreanos, símbolos da dignidade e da suprema liderança do país. Segundo os “gângsteres militares” da Coreia do Sul, este plano de destruição resultaria num grande impacto psicológico sobre o povo norte-coreano.

Segundo pronunciamento do Ministro do Exterior da Coreia do Norte, Pak Ui Chun, soldados estadunidenses sobrevoaram o céu da Coreia do Sul ensaiando um bombardeio nuclear surpresa sobre a Coreia do Norte, o que mostraria que o ato prova claramente que o plano dos EUA para iniciar uma guerra nuclear entrou numa fase incontrolável.

Ainda segundo o ministro, os EUA temem que a prosperidade econômica da Coreia do Norte prove o fracasso de sua política hostil contra o país.

Nos últimos dois meses os EUA já inventaram duas “resoluções sobre sanções” por meio do Conselho de Segurança da ONU, criando um círculo vicioso de tensão escalonada para criar um pretexto internacional para iniciar uma guerra nuclear sob o mote da “não-proliferação nuclear”. Os ministros da União Europeia concordaram em proibir o comércio de títulos do governo norte-coreano, bem como de ouro, metais preciosos e diamantes, além de proibir os bancos do país de abrir filiais na União Europeia. Bancos europeus também não podem se instalar no país. A ampliação das sanções também inclui mais empresas e indivíduos norte-coreanos numa “lista negra”, que impõe proibições de viagem e congela contas bancárias.

Mísseis estratégicos nucleares nos EUA já estão apontados para a Coreia do Norte, e submarinos com ogivas nucleares já estão saindo da região da Coreia do Sul em direção à região do Pacífico.

O secretário de defesa dos EUA, Ashston B. Carter, afirmou abertamente em sua visita à Coreia do Sul que o exército estadunidense considera top priority a “2ª Guerra Coreana”, dando assim sinal verde para se iniciar uma guerra nuclear.

Ataque cibernético atinge internet em todo o mundo

27 de março de 2013

Internet01Via BBC

A internet ficou mais lenta ao redor do mundo na quarta-feira, dia 27, devido ao que especialistas em segurança chamaram de maior ciberataque da História. Uma briga entre um grupo que luta contra o avanço do spam e uma empresa que abriga sites deflagrou ataques cibernéticos que atingiram a estrutura central da rede.

O episódio teve impacto em serviços como o Netflix e especialistas temem que possa causar problemas em bancos e serviços de e-mail. Cinco polícias nacionais de combate a crimes cibernéticos estão investigando os ataques.

O grupo Spamhaus, que tem bases em Londres e Genebra, é uma organização sem fins lucrativos que tenta ajudar provedores de e-mail a filtrar spams e outros conteúdos indesejados. Para conseguir seu objetivo, o grupo mantém uma lista de endereços que devem ser bloqueados – uma base de dados de servidores conhecidos por serem usados para fins escusos na internet.

Recentemente, o Spamhaus bloqueou servidores mantidos pelo Cyberbunker, uma empresa holandesa que abriga sites de qualquer natureza, com qualquer conteúdo – à exceção de pornografia ou material relacionado a terrorismo.

Sven Olaf Kamphuis, que diz ser um porta-voz da Cyberbynker, disse em mensagem que o Spamhaus estava abusando de seu poder e não deveria ser autorizado a decidir “o que acontece e o que não acontece na internet”.

O Spamhaus acusa a Cyberbunker de estar por trás dos ataques, em cooperação com “gangues criminosas” do Leste da Europa e da Rússia. A Cyberbunker não respondeu à agência britânica de notícias BBC quando contactada de forma direta.

“Trabalho imenso”

Steve Linford, executivo-chefe do Spamhaus, disse à BBC que a escala do ataque não tem precedentes: “Estamos sofrendo este ciberataque por ao menos uma semana. Mas estamos funcionando, não conseguiram nos derrubar. Nossos engenheiros estão fazendo um trabalho imenso em nos manter em pé. Este tipo de ataque derruba praticamente tudo.”

Linford disse à BBC que o ataque estava sendo investigado por cinco polícias cibernéticas no mundo, mas afirmou que não poderia dar mais detalhes, já que as polícias envolvidas temem se alvos de ataques também.

Os autores da ofensiva usaram uma tática conhecida como Negação Distribuída de Serviço (DDoS, na sigla em inglês), que inunda o alvo com enormes quantidades de tráfego, em uma tentativa de deixá-lo inacessível.

Os servidores do Spamhaus foram escolhidos como alvo. Linford disse ainda que o poder do ataque é grande o suficiente para derrubar uma estrutura de internet governamental.

No twitter, Miguel Nicolelis reage à “tentativa de destruição de caráter” pelo Estadão

17 de dezembro de 2012

Miguel_Nicolelis01Daniel Dantas Lemos em seu blog

Pelo twitter, o neurocientista Miguel Nicolelis reagiu à matéria do jornal O Estado de S.Paulo que o acusou, entre outras coisas, de improdutividade desde a saída do Instituto de Neurociência do grupo de Sidarta Ribeiro em 2011.

“Os 18 trabalhos publicados em revistas indexadas, inclusive Nature, foram esquecidos”, disse Nicolelis.

O pesquisador também criticou o que chamou de tentativa da direita brasileira de destruição de pessoas a partir de declarações anônimas.

“Informações foram omitidas, dados manipulados e declarações anônimas”, disse ainda. “Cientista brasileiro, de acordo com eles, não pode pensar grande, não pode tentar realizar e não pode ter opinião política!”, complementou.

Nicolelis deixou claro que a resposta será dada de maneira apropriada, em juízo.

***

Como professor de jornalismo acho inconcebível que um jornal, do porte do Estadão, faça uma matéria em que acuse um cientista de improdutividade e, para subsidiá-la, deixe de considerar 18 publicações em revistas indexadas.

Só a título de comparação do que significa isso: o ano de 2012 foi bastante positivo para mim em termos de publicação (em comparação com outros anos). Ainda assim, publiquei três artigos completos em anais de congressos e apenas um em revista.

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Stanley Burburinho faz algumas considerações no twitter

1. O Estadão passou a atacar @MiguelNicolelis. Está muito claro que é um ataque político.

2. Por exemplo, o Estadão omitiu 18 trabalhos publicados pelo Nicolelis, só em 2011.

3. Existe um site chamado Pubmed onde os trabalhos do Miguel Nicolelis podem ser vistos.

4. O Estadão omitiu a informação sobre os trabalhos feitos nos institutos dele Nicolelis, para outros institutos de pesquisa.

5. Havia um grupo de pesquisa da UFRN que Nicolelis saiu em julho de 2011.

6. O Estadão omitiu que o instituto de Nicolelis também recebe verbas privadas e os projetos dele trouxeram verbas de todo o mundo.

7. Todas as acusações do Estadão são mentirosas.

8. O projeto em questão não é só para a Copa. O instituto criado por Nicolelis será um novo centro de neuro-reabilitação em São Paulo e trará novas tecnologias para o Brasil.

9. O Estadão leu o projeto e saiu dizendo besteiras atrás de besteiras. Não se importam com os benefícios que serão obtidos para os pacientes.

10. A intenção do Estadão é clara: atacar ao mesmo tempo Nicolelis e o governo federal.

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Leia também:

A agonia do “Estadão”

Governo federal chama “Estadão” de mentiroso

Ministério do Planejamento: Nota à imprensa em resposta à matéria mentirosa publicada no “Estadão”

Seria o “Estadão” um jornal “nascido para perder”?


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