Posts Tagged ‘Apagão’

Vamos conversar, Aécio? Problema que deflagrou o apagão em várias regiões do país foi na Cemig

9 de fevereiro de 2014

Aecio_Chapado01

Via Os amigos do presidente Lula

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) identificou a origem do blecaute, vulgo apagão, na tarde de terça-feira, dia 4. Foram curto-circuitos em duas linhas de transmissão que ligam a região Norte às regiões Centro-Oeste e Sudeste.

Uma delas é controlada pela Cemig, empresa do governo de Minas Gerais, nas mãos dos tucanos. Esta informação os telejornais da TV Globo escondeu.

O senador Aécio Neves, tucano mineiro, saiu atirando pedras no governo federal sem aguardar os relatórios dos engenheiros do ONS. Mordeu a língua. Se há culpa, como o senador deu palpites sem entender nada, então a culpa seria da Cemig, empresa sob gestão tucana.

Cemig_Apagao01http://www.ons.org.br/download/sala_imprensa/notacomplementaraimprensa_04022014.pdf

Apesar de a Cemig ter muitos casos de apagões localizados em bairros e cidades de Minas e do Rio de Janeiro (onde controla a Light), é prematuro fazer qualquer afirmação irresponsável como fez o senador, sem o parecer dos engenheiros do ONS sobre os dados do sistema elétrico nacional.

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“Vozes do racionamento agora se calam”, diz Dilma

28 de fevereiro de 2013

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A presidente definiu como “inadmissível” previsões de racionamento de energia feitas há dois meses, que “não deram em nada”. “Temos de ter cuidado. Porque se coloca uma expectativa negativa gratuita para o País”, disse, durante a 40ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. Ela garantiu “grande salto” no setor neste ano.

Via Brasil 247

Irritada com previsões de racionamento de energia “que não deram em nada”, a presidente Dilma Rousseff garantiu, em discurso nesta quarta-feira, que o cenário, na verdade, só tende a melhorar. “As mesmas vozes que disseram, em dezembro e janeiro, que haveria racionamento de energia agora se calam”. A presidente se refere a análises de especialistas ou das próprias concessionárias de energia publicadas pela imprensa e destacada pela oposição de que o País corria o risco de sofrer um apagão.

Durante a 40ª Reunião Ordinária do Pleno do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, a presidente afirmou ainda que daremos um grande salto no setor de energia elétrica neste ano. “O país tem segurança energética. Não é admissível dizer que vai haver racionamento quando não haverá. A consequência é nenhuma. Nós temos de ter cuidado. Porque se coloca uma expectativa negativa gratuita para o país”, disse a presidente.

Dilma lembrou que o Brasil tem três leilões de energia programados para 2013, além de licitações no setor, que segundo ela, continuarão sendo realizadas. O embate na questão da energia elétrica teve início principalmente pelo baixo nível de armazenamento de água em hidrelétricas registrado no final do ano passado e início desse ano, com a redução, pelo governo, da tarifa de energia elétrica. Especialistas afirmam que o governo não deveria ter estimulado o consumo da energia nesse cenário, que agora vem melhorando o estoque a cada mês.

São Pedro é petralha: Nível de reservatórios das regiões Sudeste e Centro-Oeste continua a subir

15 de fevereiro de 2013

Sao_Pedro_Petralha02Com informações do Valor Econômico

A situação dos reservatórios do subsistema Sudeste/Centro-Oeste, que constituem a principal caixa d’água do País, melhorou vigorosamente nos dez primeiros dias de fevereiro. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) indicam que o nível de armazenamento dos reservatórios subiu de 37,5% da capacidade total, no início deste mês, para 42,1%.

Com isso, houve um distanciamento do limite mínimo de segurança para a operação das usinas hidrelétricas, graças à intensificação das chuvas. Até agora, em fevereiro, a vazão dos rios no Sudeste/Centro-Oeste – que reflete diretamente o volume de precipitações – atingiu 107% da média histórica (o registro dos últimos 82 anos). Esse subsistema tem aproximadamente 70% da capacidade de armazenamento de água nas usinas.

Os níveis dos reservatórios do Subsistema Nordeste, que responde por 18% da capacidade instalada de energia, também têm crescido desde meados de janeiro e atingiram 38,6% na terça-feira, dia 12.

Para ajudar na recuperação dos reservatórios, o ONS mantém ligadas quase todas as usinas térmicas disponíveis no sistema. A geração térmica foi de 10.186 megawatts médios, excluindo a usina nuclear de Angra 2. Angra I está em manutenção programada.

O parque gerador também passou a contar com o reforço da usina de Uruguaiana, movida a gás natural, no Rio Grande do Sul. Ela estava há quatro anos sem produzir energia e voltou a operar graças a uma operação logística que envolve o fornecimento de gás pela Petrobras, que descarregou o combustível em um porto da Argentina, passando pela rede de gasodutos do país vizinho até chegar à fronteira. No dia 1º de fevereiro, a usina retomou sua operação, ainda em testes. Agora, voltou a funcionar comercialmente. Na segunda-feira, dia 10, segundo o ONS, foram gerados 162 MW médios.

São Pedro é petralha?

12 de janeiro de 2013

Sao_Pedro_Petralha

Jornal O Globo, que até ontem era o mais alarmista em relação ao iminente apagão, reconhece, em editorial, que as chuvas de verão, que acontecem todos os anos, farão com que o risco de escuridão desapareça. Como adiantou 247, as águas de janeiro já começam a inundar os catastrofistas.

Via Brasil 247

Neste ano, não haverá apagão. E quem reconhece é o jornal O Globo, que, até ontem, vinha sendo o mais catastrofista em relação a um possível colapso do setor elétrico. Nas últimas edições, tanto o jornal como seus principais colunistas, Merval Pereira e Miriam Leitão, vinham colocando o governo Dilma num corredor polonês em razão da iminente escuridão. Segundo Merval, nada se fez no setor elétrico nos últimos dez anos. De acordo com Miriam, era hora de reconhecer a lambança.

Com as chuvas de janeiro, que acontecem todos os anos, o quadro mudou e inundou os catastrofistas (leia mais aqui). E, na sexta-feira, dia 11, o próprio jornal O Globo reconhece, em editorial, que se chover no verão como sempre acontece, o risco de apagão estará descartado. Diante do quadro, fica a pergunta: São Pedro é petralha ou as chuvas eram previsíveis?

Leia, abaixo, o editorial do Globo de sexta-feira, dia 11:

Sinal de alerta permanecerá aceso no setor elétrico

Continuamos nas mãos de São Pedro, e, se as chuvas de verão vierem como habitualmente, o risco de racionamento de energia elétrica desaparecerá no curto prazo, como frisaram as autoridades do setor anteontem em Brasília. Mas o que ocorreu este ano é um sinal de alerta que ainda se manterá aceso, pois preocupa o fato de o nível dos reservatórios das hidrelétricas ter chegado ao piso da curva de segurança em pleno mês de janeiro. Se as chuvas não forem abundantes a ponto de os reservatórios verterem água (ou seja, se não encherem 100%), é bem provável que as usinas termoelétricas não sejam desligadas este ano, para se poupar ao máximo as hidrelétricas.

Exatamente pela existência desse parque gerador termoelétrico é que a situação hoje é diferente da que motivou o racionamento em 2001/2002. Naquela época o governo havia lançado um programa prioritário de construção de termoelétricas; tentou-se correr contra o tempo, porém as usinas não estavam prontas quando mais se precisava delas. A lição foi aprendida e desde então não mais se deixou de licenciar esse tipo de usina. Este ano várias entrarão em operação exatamente no Nordeste, onde são mais necessárias.

De qualquer forma, diante das dificuldades para licenciamento ambiental de hidrelétricas – os principais aproveitamentos agora estão na Amazônia, região sensível não só do ponto de vista da natureza, mas também aos mais variados lobbies – o funcionamento das termoelétricas tende a ser mais permanente que emergencial. Isso deve mexer com a estrutura de custos da energia elétrica no país, já considerado elevado e capaz de inviabilizar muitas atividades produtivas que antes se mostravam competitivas. É uma questão a ser discutida e que possivelmente envolve o uso mais racional da eletricidade. Programas de eficiência energética já não são conduzidos com a mesma ênfase dada logo após o racionamento de 2001/2002.

Há que se considerar que termoelétricas dependem de combustíveis fósseis, alguns mais e outros menos poluentes. O gás natural, que é a menos poluente, infelizmente ainda não está disponível em abundancia no país. O Brasil importa grande volume da Bolívia e complementa essa compra com gás natural liquefeito adquirido em outros fornecedores, a preços bem salgados. Com o pré-sal a oferta doméstica deve aumentar, mas não o suficiente para que se possa abrir mão das importações. Além disso, o gás natural não tem uso apenas térmico: é insumo para diferentes ramos de indústria e serve como combustível automotivo.

Nesse quadro, a opção nuclear precisa ser revigorada. Os planos para a construção de quatro novas usinas no Nordeste, já a partir da conclusão de Angra 3 (prevista para 2016), que tinham sido engavetados após o acidente de Fukushima, merecem ser novamente avaliados.

E por último, mas não menos importante, é crucial melhorar o gerenciamento das obras no setor, para evitar os vergonhosos atrasos existentes.

Para atacar o governo federal, Eliane Cantanhêde joga ainda mais a Folha no fundo do poço

11 de janeiro de 2013

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A mídia golpista não está para brincadeira em seu périplo de tentar induzir a população brasileira que a rara falta de luz atual em alguns pontos do País é igual ao desastre construído pelo tucanato no apagão de 2001. A colunista da massa cheirosa, Eliane Cantanhêde, no afã de detonar a política enérgica do governo federal, conseguiu jogar a credibilidade (sic) da Folha de S.Paulo, ainda mais, no fundo do poço. Leia os dois artigos a seguir.

Os boatos sobre o apagão de energia

Luis Nassif

Na Folha de ontem [7/1], a jornalista Eliana Cantanhêde forneceu a manchete, ao anunciar uma reunião de emergência do setor elétrico. Segundo a matéria, “a reunião foi acertada entre Dilma, durante suas férias no Nordeste, e o ministro das Minas e Energia Edison Lobão”.

“Dirigentes de órgãos do setor tiveram que cancelar compromissos para comparecer”, dizia a matéria. Mais: “Dez dias depois de dizer que é “ridículo” falar em racionamento de energia, a presidente Dilma Rousseff convocou reunião de emergência sobre os baixos níveis dos reservatórios, para depois de amanhã, em Brasília.

Segundo a jornalista, “oficialmente, estarão presentes ao encontro de quarta-feira os integrantes do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que é presidido pelo ministro das Minas e Energia e é convocado, por exemplo, quando há apagões de grandes proporções, como ocorreu mais de uma vez em 2012”.

Existe um órgão denominado de Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que reúne-se mensalmente para analisar o setor. Participam da reunião o Ministro, o Operador Nacional do Setor Elétrico (ONS), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Agência Nacional de Águas (ANA), entre outras.

As reuniões são mensais e agenda do ano é definida sempre no mês de dezembro do ano anterior. Portanto, desde o mês passado a tal reunião “extraordinária” estava marcada.

O mercado de energia elétrica é dividido em dois segmentos. Há os contratos de longo prazo, firmados entre grandes consumidores (entre os quais as distribuidoras) e fornecedores; e o chamado mercado spot, com compras de curto prazo.

Uma informação incorreta, como esta, poderia provocar oscilações de monta nas cotações do mercado spot. Poderia fazer empresas suspenderem planos de investimento, montarem planos de contingência.

Não afetou o mercado porque as grandes empresas, os grandes investidores dispõem de canais de informação específicos. E a própria Internet permitiu a propagação do desmentido do MME acerca do caráter “extraordinário” da reunião.

Mas a falsa notícia levantou até o argumento de que os problemas eram decorrentes da redução da conta de luz – que sequer ocorreu ainda.

De concreto, existe a enorme seca que assola o nordeste, que reduziu as reservas do sistema. Atualmente os reservatórios da Região Nordeste operam com 31,6% da sua capacidade, e os da Região Norte com 41,24%.

Limitações ambientais, além disso, obrigaram a uma mudança na arquitetura das novas usinas hidrelétricas, substituindo os grandes lagos pela chamada tecnologia de “fio d’água”.

Mas o modelo prevê um conjunto de usinas termoelétricas de reserva. Sempre que há problemas no fornecimento, elas são autorizadas a operar até que o sistema convencional volte a dar conta do recado.

O episódio mostra, em todo caso, a dificuldade, hoje em dia, de se dispor de informações objetivas. Na Internet, há um caos informacional; nos jornais, uma sobreposição diária das intenções políticas sobre a objetividade das matérias.

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Eliane Cantanhêde expõe Folha ao ridículo

Eduardo Guimarães

Otavinho Frias, dono da Folha de S.Paulo, deve estar refletindo sobre o custo que a partidarização que impôs ao seu jornal vai cobrando a sua credibilidade. Para usar um jargão jornalístico, ao ter em seu time de colunistas uma militante política como Eliane Cantanhêde, a Folha acaba de colher uma volumosa “barriga” (notícia falsa publicada em destaque).

A “barriga” ocorreu porque, na segunda-feira, dia 7, o jornal jogou lenha em uma fogueira acesa pelo concorrente Estadão na semana anterior, sobre iminente “racionamento de energia elétrica no País” devido à falta de chuvas que fez diminuir o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

Confiando no taco da colunista Eliane Cantanhêde, esposa de um dos marqueteiros do PSDB, o jornal divulgou, no último dia 7, manchete principal de primeira página difundindo uma suposta “reunião de emergência” do governo para tratar do tal “risco de racionamento”.

Diante de notícia tão alarmista e divulgada com tanto destaque, o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, ligou para Cantanhêde, autora da matéria, para informar que a reunião não fora convocada por Dilma e nem era de “emergência”, pois integrava um cronograma de reuniões ordinárias do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) que acontece todos os meses. E divulgou, no site do Ministério, o cronograma de reuniões para 2013.

Observe, abaixo, o cronograma.

Energia_racionamento01Desmontada a farsa da Folha, produzida por Cantanhêde, sobre ser reunião de “emergência”, a colunista não se deu por vencida e, em sua coluna de quinta-feira, dia 10, tentou remendar a “barriga” a que induziu seu empregador. Leia, abaixo, a coluna.

Folha de S.Paulo, 10 de janeiro de 2013

Aos 45 do segundo tempo

Eliane Cantanhêde

BRASÍLIA – Como previsto, o governo tentou desmentir a manchete de segunda da Folha sobre a reunião de emergência do setor elétrico marcada para ontem para discutir o nível preocupante dos reservatórios, ou o que o setor privado vem chamando, talvez com exagero, de “risco de racionamento”.

Desmentir notícias desconfortáveis, aliás, é comum a todos os governos: “O que é bom a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”.

Por isso, guardei uma carta, literalmente, na manga: o e-mail enviado por um dos órgãos participantes às 17h56 da última sexta-feira: “A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE informa aos agentes que a 53ª Assembleia Geral Extraordinária foi transferida para o dia 14 de janeiro […]. O adiamento deve-se à coincidência da data anterior [9/1] com a reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), convocada pelo Ministério de Minas e Energia”.

Não se desmarcam assembleias gerais do dia para a noite, porque elas custam um dinheirão, envolvem dezenas de pessoas na organização, centenas de convidados e deslocamentos. A CCEE só fez isso porque foi convocada de última hora, cinco dias antes, para a reunião de Brasília.

O governo, porém, insiste que é coincidência que a reunião ocorra no meio do turbilhão -e da assimetria das chuvas. O ministro Lobão até me disse que estava marcada havia “um ano”. Para comprovar, me remeteu para o cronograma de reuniões no site do ministério.

Sim, estava lá, mas o cronograma foi postado no site precisamente às 15h14min30s de segunda, dia 7, horas depois de a manchete da Folha sacudir o governo, o setor, talvez o leitor/consumidor.

Há muito o que discutir: as falhas do sistema, a falta de planejamento, a birra de são Pedro, os custos das térmicas e, enfim, como ser transparente com indústrias, concessionárias e usuários. Aliás, uma obrigação de qualquer governo.

Nem seria necessário mais nada para entender que a tese salvacionista de Cantanhêde não se sustentava, pois bastaria ver o cronograma de reuniões do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico para saber se, como a colunista insinuou, tal cronograma fora composto às pressas para desmentir a tese da “reunião de emergência”.

O Ministério das Minas e Energia, porém, antecipou-se ao que este blog iria publicar e enviou carta ao jornal provando que nunca houve reunião de emergência alguma, conforme a “barriga” que o veículo cometeu sob influência de sua colunista. Sem remédio, a Folha publicou a carta em sua edição de sexta-feira, dia 11. Leia, abaixo, a manifestação do Ministério.

Folha de S.Paulo, 11 de janeiro de 2013

Painel do Leitor

Energia

No dia 7/1, a Folha publicou a seguinte manchete de capa: “Escassez de luz faz Dilma convocar o setor elétrico”, com o subtítulo “Reunião de emergência discutirá propostas para evitar riscos de racionamento”. O texto remetia para reportagem em “Mercado” sob o título “Racionamento de luz acende sinal amarelo”.

Tratava-se de uma desinformação. Na mesma data da publicação, preocupado com a repercussão da reportagem, principalmente nas Bolsas, o ministro Edison Lobão, em telefonema à autora da reportagem, a jornalista Eliane Cantanhêde, esclareceu que a reunião em referência não fora convocada pela presidenta da República, nem tinha caráter de emergência. Tratava-se, conforme relatou, de reunião ordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), marcada desde o ano passado.

Além desses esclarecimentos não terem sido prestados na reportagem sobre o assunto publicada em 8/1 (“Lobão confirma reunião, mas descarta riscos”, “Mercado”), a jornalista, na coluna “Aos 45 do segundo tempo” (“Opinião”, ontem), põe em dúvida a veracidade das informações do Ministério de Minas e Energia. Para que não reste dúvida sobre o assunto, consta na ata da 122ª Reunião do CMSE, realizada em 13/12/2012, precisamente no item 12, a decisão de realizar no dia 9/1/2013 a referida reunião ordinária.

Antonio Carlos Lima, da Assessoria de Comunicação Social do Ministério de Minas e Energia (Brasília, DF)

Como este blog opinou no texto Imprensa tucana inventa apagão para tentar sabotar a economia, o Ministério das Minas e Energia também entendeu que a matéria tinha, se não objetivo, ao menos potencial para tumultuar a economia, do que decorreu queda do valor das ações das empresas geradoras de energia, as quais, desfeita a farsa, recuperaram-se na última quinta-feira.

O mais engraçado mesmo, porém, foi a tréplica de Eliane Cantanhêde tentando salvar sua matéria irresponsável, alarmista, criminosa mesmo. Leia abaixo.

Folha de S.Paulo, 11 de janeiro de 2013

Painel do Leitor

Resposta da Jornalista Eliane Cantanhêde – De fato, a reunião foi marcada em dezembro, mas, diante dos níveis preocupantes dos reservatórios, ganhou caráter emergencial – evidenciado pela intensa movimentação do governo. A Folha contemplou no dia 8/1 a versão do ministro de que não havia risco de racionamento.

É piada, não é mesmo? A matéria de Cantanhêde na Folha do dia 7 não disse que a reunião “ganhou caráter emergencial” devido aos “níveis preocupantes dos reservatórios”; disse que era de emergência, convocada às pressas. Não foi por outra razão que a própria Folha retificou a matéria mentirosa e alarmista logo abaixo da resposta de sua colunista, na seção “Erramos”.

Observe, abaixo, a retratação da Folha – obviamente que sem o destaque que o jornal deu à  “barriga” que cometeu por obra e graça de uma “jornalista” cujo trabalho, há muito, pauta-se por motivações político-partidárias, para dizer o mínimo.

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Leia também:

Noblat grita “apagão” e revela a agenda anti-PT

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