Posts Tagged ‘Ameaça’

São Paulo: Folha demite repórter jurado de morte por vereador do PSDB

16 de fevereiro de 2014
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O vereador tucano coronel Telhada ameaçou matar o repórter André Caramante, demitido pela Folha.

Altamiro Borges em seu blog em 12/2/2014

“O repórter André Caramante foi demitido do jornal Folha de S.Paulo, na segunda-feira, dia 10/2. O profissional voltava de férias, mas não encontrou seu nome na escala de trabalho da semana. Ao chegar à redação foi comunicado de sua demissão, sob a alegação de ‘contenção de despesas’”, informa a jornalista Jéssica Oliveira, do portal Imprensa.

O caso é gravíssimo. André Caramante ficou famoso ao denunciar os abusos cometidos pelo ex-chefe da Ronda Ostensiva Tobias de Aguiar (Rota), o coronel Paulo Telhada, que hoje é vereador pelo PSDB de São Paulo. Ele foi ameaçado de morte e deixou o Brasil, com a sua família, por alguns meses. Agora, a Folha demite o repórter para “conter despesas”.

Especializado em segurança pública, o jornalista era funcionário do Grupo Folha há mais de 14 anos, atuando nos últimos oito anos na redação da Folha. Ele denunciou vários crimes da polícia de São Paulo, como o envolvimento com grupos de extermínio e a prática de corrupção. Em julho de 2012, Caramante publicou um artigo com o título: “Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook”, sobre o coronel reformado Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, então candidato a vereador pelo PSDB. A partir daí a sua vida virou um inferno. Ele recebeu diversas ameaças de morte e passou a ser escoltado por motoristas do jornal para ir ao trabalho.

O próprio coronel Telhada escreveu no seu Facebook que o jornalista “é um notório defensor de bandidos”. Nas redes sociais, os seguidores do truculento tucano postaram mensagens criticando o “péssimo repórter” e ameaçando: “Bala nele”. Sua família também sofreu ameaças. Diante dos riscos, “a Folha pediu a investigação do caso e, em conjunto com o profissional, optou por afastá-lo do país por motivo de segurança. Em 11 de setembro de 2012, ele e sua família saíram do Brasil e permaneceram fora por 90 dias”, relata Jéssica Oliveira. Após seu retorno ao país, ele foi afastado da cobertura da área de segurança pública e passou a escrever textos no caderno “Cotidiano” e para a TV Folha.

Agora, porém, o renomado jornalista – vencedor do Prêmio Santo Dias da Assembleia Legislativa de São Paulo e do Prêmio Nacional de Direitos Humanos – é demitido. Durante este período, a Folha evitou pressionar o governador Geraldo Alckmin e o PSDB. Num evento no final de 2012, a repórter Lúcia Rodrigues, da Rede Brasil Atual, até questionou: “Neste momento, André Caramante está fora do país por ter feito denúncias contra o ex-comandante da Rota. Como é que o senhor se posiciona, governador?”. Alckmin se fingiu de surdo e não respondeu. Coronel Telhada é hoje uma das vozes mais estridentes do PSDB na Câmara Municipal. Já André Caramante foi demitido pela Folha!

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Advogado diz que Demóstenes Torres o ameaçou de morte

27 de janeiro de 2014
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Depois de ameaçar o advogado, Demóstenes dá um rolezinho em Florença com sua namorada.

Lourdes Souza

O ex-senador Demóstenes Torres é acusado de ameaçar de morte e tentar agredir fisicamente um advogado de Goiás. O caso foi registrado em termo circunstanciado de ocorrência (TCO), na 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia, em 19 de dezembro.

Neilton Cruvinel, autor da denúncia, afirmou que Demóstenes o ameaçou de morte e degola durante reunião ocorrida no apartamento do ex-senador, no setor Oeste, em Goiânia, no dia 13 de dezembro. No TCO, o advogado relata que Carlos Cachoeira e o empresário e tabelião Maurício Sampaio, que responde processo por mandar matar o radialista goiano Valério Luiz, estavam presentes no encontro.

Cruvinel conta que chegou ao apartamento de Demóstenes, que estava alterado e o agrediu verbalmente e tentou atacá-lo fisicamente. As desavenças teriam começado quando os dois frustraram um projeto de montar um escritório de advocacia juntos. Desde então, segundo o advogado, o ex-senador começou a agir de forma dissimulada e a fomentar intrigas.

Ele diz que logo no início da reunião Demóstenes começou a xingá-lo, dizendo que tinha feito intrigas, e o acusou de ter dito a várias pessoas que o escritório de advocacia não seria só deles, mas também de Cachoeira. O ex-senador teria tentado agredi-lo fisicamente e foi contido por Cachoeira e Sampaio.

O advogado afirma que a discussão esquentou e Cachoeira saiu do apartamento. Com medo das ameaças, ele diz que pediu ajuda a Maurício Sampaio para deixar o apartamento e foi perseguido por Demóstenes até o elevador, quando o ex-parlamentar teria dito que iria degolá-lo.

Para a polícia, Cruvinel disse que não tinha como deixar de relatar essa ameaça porque sabia que era real e que Demóstenes planeja atentar contra sua vida.

No TCO, ele relata ainda que problemas financeiros entre ele e o tabelião Maurício Sampaio começaram a ser usados por Demóstenes para fomentar intrigas. Segundo ele, que era sócio de Sampaio em uma rádio e jornal de Goiânia até o final do ano passado, o ex-senador começou a espalhar que o tabelião estaria descontente com os acordos destes negócios e poderia até matá-lo.

As informações repassadas por Cruvinel sugerem que o controle da rádio e do jornal despertava interesse em Demóstenes e Cachoeira. Há informações extraoficiais de que o ex-senador também tinha participação paralela no acordo.

O delegado adjunto da 4ª Delegacia Distrital de Goiânia, Everaldo Vogado da Silva, disse que a investigação está parada por causa das férias da delegada titular Edilma Freitas, a responsável pelo caso.

Segundo ele, as apurações devem ser retomadas em fevereiro, quando um ofício será enviado à Procuradoria do Ministério Público de Goiás (MP/GO) informando sobre o teor do TCO e convocando o ex-senador, que é procurador de Justiça do MP/GO e está suspenso do cargo, para prestar esclarecimentos.

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Fernando Haddad revela ameaça de dono de grupo de mídia

22 de dezembro de 2013

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Via RBA

Fernando Haddad não precisou chegar ao fim de seu primeiro ano de mandato à frente da maior cidade do País para concluir que nem só de boas intenções e competência técnica se faz uma gestão. Queira ou não, o prefeito petista de São Paulo tem de conviver com estratégias jogadas em cenas obscuras protagonizadas por aqueles que se consideram donos de São Paulo.

“Recebi um telefonema de um dono de muitos meios de comunicação dizendo que não daria trégua à prefeitura e que colocaria todos seus veículos contra o IPTU progressivo. Isso não me foi contado. Isso foi dito”, relata, durante uma conversa com jornalistas, realizada na segunda-feira, dia 16, à noite na sede da administração municipal. O prefeito não revelou o nome do barão midiático que declarou guerra abertamente. Segundo o site Conversa Afiada, o empresário seria Johnny Saad, dono do Grupo Bandeirantes e “proprietário de muitos imóveis urbanos em São Paulo”.

Questionado se já não sabia que seria assim, dado o histórico de governos do PT no Palácio do Planalto e na própria prefeitura, Haddad parece indicar que conhecia o problema, mas desconhecia seu tamanho, e admite a necessidade de repensar sua política de comunicação para evitar distorções.

O caso do IPTU resume bem o problema. Após quatro anos sem reajuste, o prefeito conseguiu aprovar na Câmara Municipal um projeto de lei para aplicar um aumento maior nos bairros mais valorizados, e baixar o valor do tributo em regiões que gozam de menor infraestrutura urbana. Mas a medida se tornou impopular devido à dificuldade da gestão de explicar justamente isso à população e à resistência de parte da mídia tradicional, que, em parceria com a Fiesp e o PSDB, conseguiu que o Tribunal de Justiça concedesse liminar congelando a aplicação dos novos níveis de cobrança.

A gestão promete apresentar recurso à decisão. “Quando discute IPTU progressivo, cobrando mais de quem pode mais, cobrando menos de quem pode menos, você está discutindo a fonte de financiamento de um Estado de bem-estar social que ainda está muito no começo no Brasil. Tem muito para avançar”, defende o prefeito, que parece manter uma característica que ajudou a levá-lo ao cargo: a clareza de ideias, a intenção de enxergar os macroproblemas a partir das microssituações, a transferência das ideias do acadêmico ao mundo da execução política e a consciência de que, na macropolítica, a filosofia de gestão é um espaço demarcado de disputa de projetos.

“Está em discussão no Brasil o modelo de Estado que nós queremos. Queremos o Estado mínimo, acreditando que o mercado vai resolver os problemas da população mais pobre, ou queremos um Estado com protagonismo, que tenha condições de dar resposta às questões sociais?”

Questionado se não gosta de fazer política, como se tem ouvido em bastidores até no meio petista, ele afirma que apenas vê sentido em que as pessoas se dediquem a algo voltado ao interesse comum, visão que tem de ser resgatada no país. Na conversa, Haddad volta a cravar que não tem problemas em sacrificar sua reeleição e reitera que entende a política como uma prática voltada à construção de soluções para o cidadão. Considera que o fundamental é pensar projetos de longo prazo e garantir a máxima execução possível nos quatro anos a que tem direito, sem que se deva preocupar se as futuras administrações darão sequência a isso ou não.

Ao traçar um balanço da gestão, Haddad parece satisfeito com aquilo que prometeu pouco mais de um ano atrás: Bilhete Único Mensal e eficiência no transporte público, Arco do Futuro, revisão do Plano Diretor Estratégico, melhoria dos serviços de saúde.

Se terá tempo para fazer tudo, não sabe, mas entende que uma região da cidade estará transformada rapidamente. “A zona leste vai mudar. Vou dar alguns exemplos. Ficando pronto o Rodoanel Leste, os caminhões saem da Jacu-Pêssego. A Jacu-Pêssego, juntando com o polo de Itaquera, é a zona incentivada da prefeitura. O que queremos é geração de emprego. Você vai ver uma grande transformação física. Conglomerados econômicos, dois ou três, vão investir ali para geração de emprego. Talvez tenhamos uns 100 mil empregos.”

A principal fonte de preocupação do petista continua a ser a mesma, e nada indica que será outra quando encerrar o mandato: a baixa capacidade de investimento da prefeitura de São Paulo. R$18 bilhões de pagamento de precatórios, R$55 bilhões de dívida, R$2 bilhões a menos graças ao congelamento da tarifa de transporte público e R$1 bilhão da decisão judicial do IPTU somam um montante muito superior ao orçamento anual de R$40 bilhões. A esperança reside agora no sinal verde do Ministério da Fazenda para que o Senado vote a renegociação da dívida de estados e municípios com a União, o que, espera, virá até fevereiro.

Na conversa, o prefeito afirmou ainda que a mudança de modelo de gestão das subprefeituras entra agora numa segunda etapa. Neste primeiro ano de mandato, Haddad apostou na desmilitarização das estruturas, legado de Gilberto Kassab (PSD).

Agora, com a eleição dos integrantes dos conselhos participativos municipais, o petista imagina ser possível aproximar representantes populares eleitos da administração da cidade.

Serra virou uma ameaça à democracia

15 de abril de 2013

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Ele parece ignorar que para tirar um partido do poder no Brasil de hoje basta ter mais votos.

Paulo Nogueira em seu Diário do Centro do Mundo

Quando você imagina que Serra não pode descer mais baixo, ele sempre surpreende. Observe um trecho de uma palestra sua num encontro do PPS:

“O Estado brasileiro foi capturado por um grupo em seu benefício. Esta força política, o PT não hesita, e não hesitará, em enfraquecer a democracia brasileira para se fortalecer. É um grupo que se apropriou do poder no Brasil. Esta é a única lógica para entender o que acontece.”

Durante o governo de João Goulart, políticos como Lacerda não disseram coisas tão pesadas assim para criar um ambiente propício ao golpe de 64.

Serra é, ele sim, uma ameaça real à democracia brasileira com este tipo de conduta irresponsável e deletéria. Fossem outras as circunstâncias, e ele, como Lacerda há 50 anos, estaria rondando os quartéis e entabulando conversas com a CIA para destruir, como em 1964, a vontade expressa claramente e limpamente pelos brasileiros nas urnas.

Serra está parecendo aquele chefe de polícia da série Pantera Cor-de-rosa: ele foi ficando com tanta raiva de Clouseau que pifou mentalmente. O Clouseau de Serra é o PT.

Como integrante da oposição, Serra tem todo o direito de querer tirar o PT do poder. Mas para isso o caminho é as urnas, e não infames falas golpistas como as pronunciadas na reunião do PPS. Ele se aproveita da democracia que lhe permite falar o que bem entende para tramar abjetamente contra ela.

Serra hoje não é um mal apenas para seu partido, que ele conduziu para a extrema-direita sob a omissão preguiçosa de FHC. Ele é um mal também para a democracia brasileira.

Repórter é ameaçado de morte por vereador do PSDB

10 de fevereiro de 2013
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Gelsi teria dito que vai “abrir o cérebro” de repórter.

Renata Cardarelli, via Comunique-se

O Diário da Região, de São José do Rio Preto (SP), acusa o vereador César Gelsi (PSDB) de ameaçar o repórter de política do veículo, Rodrigo Lima. As agressões verbais teriam ocorrido na terça-feira, dia 5, na Câmara Municipal. O político estaria descontente com duas matérias, que questionavam aspectos de sua vida política.

Em texto publicado na sexta-feira, dia 8, a versão online do Diário reproduz fala do vereador tucano. Gelsi teria dito que vai mostrar um “porrete” para o repórter e “dar no meio da tua cabeça”. “Juro por Deus. Se eu der no meio da tua cabeça, o cérebro vai abrir. Quero dar no meio da cabeça dele”, teria afirmado, durante a sessão da terça-feira, dia 5, em entrevista gravada e concedida a Heitor Mazzoco, também do Diário da Região. O vereador acrescentou que morrerá “sossegado no dia em que esse cara estiver azarado”.

Ameaças

Na terça-feira, Mazzoco cobriu os desdobramentos do pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A proposta seria investigar supostos casos de corrupção que teriam acontecido no primeiro mandato do prefeito reeleito, Valdomiro Lopes (PSB). O empresário Alcides Fernandes Barbosa declarou que o prefeito teria recebido dinheiro que seria usado na construção de casas do programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal, em esquema montado com o ex-procurador-geral de São José do Rio Preto, Luiz Tavolaro. Para a CPI ser instalada são necessárias seis assinaturas e o documento conta com cinco.

O vereador Gelsi estava presente na sessão que daria prosseguimento à votação pela CPI. Mazzoco explica que o tema motivou sua conversa com o tucano. “Comecei a perguntar sobre a CPI, se ele assinaria ou não. Ele disse que por problemas partidários não assinaria. No meio da entrevista, de repente, ele começou a fazer ameaças. Não citou nominalmente o Rodrigo, mas se referiu às reportagens escritas por ele.”

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Fotomontagem trazia candidatos em corpos de zumbis.

Boletim de ocorrência

Segundo o jornalista Rodrigo Lima, que sofreu as ameaças, a direção do Diário ponderou a situação e o orientou a ir à delegacia. Ele registrou boletim de ocorrência (292/2013) no 1º Distrito Policial da cidade do interior paulista. “O caso foi registrado, por ameaça e injúria. O delegado vai chamá-lo [Gelsi] para ouvi-lo”. Lima disse que é a primeira vez que sofre intimidações e admitiu estar angustiado. “Em 13 anos de Diário, isso nunca me aconteceu. Fico chateado e preocupado, porque ele [Gelsi] já avançou em outros vereadores”.

Reportagens

Lima assinou duas reportagens que teriam desagradado o vereador de São José do Rio Preto. A primeira, publicada em 4 de setembro passado, foi intitulada “Eles querem voltar”. O texto falou sobre ex-vereadores que tentaram se reeleger e os chamou de “mortos-vivos da política”. A fotomontagem que acompanhava a matéria trazia o rosto de 13 políticos em corpos de zumbis.

Em “Estado cobra R$75,8 mil de autoridades”, de 20 de janeiro deste ano, o Diário da Região revela que políticos eram cobrados judicialmente pela prefeitura por impostos atrasados. Citando dados do Tribunal de Justiça, a matéria diz que Gelsi devia R$4,6 mil em Imposto Sobre Serviço (ISS).

O Comunique-se tentou contato com Gelsi, mas as ligações não foram atendidas. O gabinete do vereador também não retornou os telefonemas da reportagem. Por sua vez, a Comissão Nacional do PSDB alegou não ter conhecimento do assunto. Os diretórios estadual e municipal do partido também não se pronunciaram sobre o caso.

Cacique kaiowá recebe nova ameaça de morte

31 de janeiro de 2013
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Em 2012, o cacique Ládio conseguiu escapar de um atentado.

Via Caros Amigos

Indígenas da Aldeia Taquara, no município de Juti no Mato Grosso do Sul, denunciam que o cacique Ládio Veron recebeu na tarde de terça-feira, dia 29, mais uma ameaça de morte. De acordo com os indígenas, o jagunço identificado apenas pelo primeiro nome, Moacir, recebeu a parte do dinheiro para assassinar o cacique.

Em dezembro, o site de Caros Amigos publicou matéria denunciando que Moacir havia sido contratado no dia 27 por Jacintinho, filho de Jacinto Honório da Silva Filho, dono da fazenda Brasília do Sul. À época denunciamos que a proposta de pagamento foi uma quantia de R$600,00, um celular, uma arma e um carro. A denúncia foi registrada pelos Guarani Kaiowá em boletim de ocorrência na cidade de Caarapó. A Funai foi notificada, porém as ondas de ameaças continuam na aldeia indígena.

O clima é de tensão e alerta na Taquara. Só no mês de janeiro dois incêndios suspeitos aconteceram ao redor da aldeia, além das ameaças de morte às lideranças indígenas.

Incêndios suspeitos

Ainda de acordo com os indígenas, nos dias 6 e 27 de janeiro, focos de incêndios foram alastrados há poucos quilômetros da aldeia Taquara. Os focos ocorreram em locais distintos e ao redor da terra indígena, o que descarta a possibilidade de causa natural. Segundo os bombeiros de Caraapó, o fogo foi provocado por ação humana.

Em 2003, o cacique Marco Veron foi brutalmente assassinado por jagunços contratados a mando do fazendeiro Jacinto Honório da Silva Filho. No ato do crime, os jagunços tentaram queimar vivo o filho de Marco, o cacique Ládio Veron, que conseguiu sobreviver. Os assassinos foram julgados, porém não estão presos.

Terra indígena Taquara

Desde 2001 que o povo Guarani Kaiowá espera da Justiça a homologação das terras. A área total demarcada é de 9.700 hectares, porém os indígenas só ocupam 90 de suas terras, 4.300 é monocultura de soja e 4.700, monocultura de cana.


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