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Inimigos do Brasil perdem mais uma batalha

2 de setembro de 2013

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Economistas, comentaristas, agentes financeiros e formadores de opinião aninhados na mídia tradicional não emplacam suas projeções. A inflação não disparou, emprego não desabou e PIB não parou de crescer às portas do sétimo mês do ano. Os palpites na debacle recrudescem, vindos de nomes como Alexandre Schwatsman, Miriam Leitão, Ilan Goldfajn, Roberto Setúbal, Merval Pereira, Armínio Fraga, Maílson da Nóbrega e outros; mas resultados oficiais, números objetivos e calibragens na política econômica mostram que Brasil resiste em aceitar a tese da profecia autorrealizável. O crescimento do PIB em 1,5% no segundo trimestre  deixou pessimistas sem munição para suas críticas e artigos.

Via 247 e lido no SQN

Diante do resultado da economia no segundo trimestre do ano, com crescimento de 1,5% no período e alta anualizada de 6% – percentuais apurados pelo IBGE e aceitos até pelos mais céticos –, considerar pessimistas os economistas, articulistas e agentes financeiros e políticos que vêm fazendo seguidas profecias de debacle passou a ser simplório. O que se quer, na verdade, neste campo em que se enxergam apenas sombras no ambiente econômico e projetam-se chuvas e trovoadas para cada alvorecer, é praticar o antigo jogo do quanto pior, melhor. Ganha nesta parada quem contribuir mais efetivamente para a não reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014.

Em outras palavras, as análises econômicas veiculadas nas mais variadas plataformas da mídia tradicional estão se revelando contaminadas pelo interesses político. Se fosse diferente, os números realizados pela economia brasileira coincidiriam com as sinistroses espalhadas diariamente em todos os jornais, revistas e tevês do País. No entanto, o que se vê é uma persistente resistência do Brasil real contra esse Brasil imaginado pelos arautos do caos.

Se não é assim, então observemos:

1. No final do ano passado, em uma série de artigos na página mais nobre do jornal O Estado de S.Paulo, o economista-chefe do Banco Itaú de Roberto Setúbal, llan Goldfajn, afirmou que não haveria outra saída para controlar a inflação que não fosse a provocação, pelo governo, de algum desemprego, como forma de conter a demanda. Por mais esdrúxula que posse parecer – e é –, a tese encontrou acolhida entre diferentes formadores de opinião. Não sensibilizou, no entanto, a área econômica do governo e a presidente Dilma, que insistiram na manutenção das macropolíticas de crescimento.

Dentro os dois polos, qual deles, mais de seis meses depois da lançamento, a sério, da proposta de Goldfjan, se mostrou acertado?

Dizem os números, sem qualquer maquiagem, que foi o governo que acertou em cheio. Após um pico sazonal, a chamada inflação do tomate, no início do ano, o índice de preços passou a declinar. Em junho foi de 0,26% e, no mês passado, de apenas 0,03%, a menor variação desde julho de 2010. No mesmo período, em 2012, a inflação ficara em 0,43%. De posse da variação real da inflação em 2013, que nos primeiros sete meses do ano acumulou uma alta de 3,18%, o IBGE prevê um índice anual de 6,27%, inteiramente dentro da meta de 6,5% estabelecida pelo Banco Central.

Para se chegar a esses resultados, não houve nenhum incentivo ao desemprego, apenas a calibragem na taxa básica de juros, agora em 9%, e a continuação das medidas prudenciais combinadas com as de estímulo.

Pode-se lamentar, mas o certo é o governo controlou a inflação e deixou seus críticos falando sozinhos;

2. O regime de pleno emprego, com índices de desemprego abaixo dos 6%, é outro cavalo de batalha dos que duvidam dos parâmetros pautados pela área econômica do governo. No entanto, o que se tem oficialmente, de janeiro de 2011, quando começou o governo Dilma Rousseff, até julho deste ano, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), é um saldo de nada menos que 4 milhões de empregos formais criados. Só para 2013, a projeção do Ministério do Trabalho é da criação de 1,4 milhão de novos empregos.

“É um resultado espetacular, considerada a conjuntura mundial, em que há desemprego em todos os países”, assinalou o ministro Miguel Dias.

Com ele não concorda, como se sabe, economistas como Alexandre Schwartsman, que regularmente despeja artilharia pesada sobre o tema. Ele chegou a escrever no jornal Folha de S.Paulo que a crise externa não é um fator suficientemente forte para atrapalhar, como teme o governo, o crescimento da economia brasileira. O mal estaria, apenas e tão somente, na gestão.

Acredita-se que Schwartsman habite, apenas, o planeta Terra, mas nunca se sabe o que ele faz nas horas livres.

Afinal, que é capaz de minimizar a crise econômica mundial a ponto de dizer que mal tem influência no Brasil deve ser, como diz o best-seller sobre relacionamentos, do planeta Marte.

O certo, outra vez, é que, mesmo reduzindo a 1,4 milhão o número de novos empregos em 2013 contra 1,7 milhão da projeção anterior, o governo se colocou, na prática, acima das críticas de oportunidade. O sonhado, pelos adversários, caos de desemprego, não se abateu sobre o País até aqui.

3. A partir dessas duas pilastras que, está-se vendo, demonstraram ter muito mais areia do que concreto, comentaristas que se incluem num arco de pensamento econômico que abriga, entre outros, o ex-ministro Maílson da Nóbrega e a jornalista Miriam Leitão, apostaram todas as fichas na derrocada do PIB. Não poderia, afinal, ser diferente. Com inflação alta e emprego em queda, a economia estaria afundando.

Veio a realidade, porém, outra vez, e frustrou as expectativas. O número oficial do IBGE para o crescimento no segundo trimestre e de 1,5%, acima dos que apostavam em, no máximo, 1,3%. Anualizado, esse índice aponta para um crescimento de 6%. É claro que, frente a essa projeção, a turma do ‘não é nada disso’ já anuncia que o que não caiu até agora vai cair ali na frente. Objetivamente, porém, o que se tem é uma consistente curva de alta moderada, inferior, neste momento, apenas à elevação registrada pela economia da China. Repita-se: o Brasil só cresceu menos, nos últimos três meses, do que a China entre os emergentes. Pode-se dizer que isso é pouco – mas cair nessa ladainha já é outra conversa.

O ano de 2013 vai passando pelo bombardeiro dos comentaristas de economia que, uma a uma, vão errando todas as suas previsões. Vem sendo assim, de resto, desde a aposta no apagão energético, formulado no ano passado – e que, simplesmente, não aconteceu. Em algum momento, essa torcida poderá encontrar o que comemorar, dadas as condições extremamente delicadas da economia mundial. Mas quem está ganhando de goleada, até agora, é mesmo o governo. Contra as projeções de fim do mundo em instantes, o que os números e a economia real mostram é que o Brasil não apenas está resistindo, como avançando.

Abaixo, algumas profecias que não se realizaram:

Pró-desemprego, Schwartsman vê economia medíocre

Itaú lidera pessimismo e derruba PIB

Em que país vive Armínio Fraga?

Agora crítico econômico, Merval aponta “ano perdido” de Dilma

Segundo Maílson, herança bendita de FHC chegou ao fim

Miriam Leitão vê ano minguante na economia

Desconfiança x confiança: quem vence a guerra?

A inflação da carteira assinada

4 de junho de 2013

Carteira_Trabalho04Luciano Martins Costa, via Observatório da Imprensa

A série de reportagens pintando um cenário de apocalipse na economia brasileira, que marca as edições recentes dos principais jornais genéricos de circulação nacional, traz como pano de fundo uma tese perigosa: a de que a plena oferta de empregos seria uma das principais causas de aumento dos preços no Brasil.

Observe-se que a imprensa brasileira não questiona se estamos de fato imersos no perigoso jogo inflacionário, embora os aumentos de preços tenham se mostrado pontuais e randômicos, não lineares, o que indica a ocorrência de causas múltiplas e não necessariamente um processo consistente de inflação.

Há apenas dois meses, os jornais e os noticiários da televisão e do rádio martelavam a tese da inflação de alimentos; depois, com o tomate voltando ao molho com preços 75% inferiores, a imprensa passou a ressaltar o custo de produtos eletrônicos, depois das viagens aéreas e agora o vilão é o setor de serviços.

Nesse período, artigos e reportagens tentam impor a seguinte teoria: se o crescimento econômico é insatisfatório, o pleno emprego torna-se fator de inflação porque a disputa por bons funcionários aumenta o custo das empresas, o que acaba se refletindo no preço final dos produtos. Por outro lado, dizem esses teóricos, o crescimento da renda dos trabalhadores aumenta a procura, porque há mais gente com dinheiro para as compras e, apesar do aumento recente dos juros, a oferta de crédito segue em alta.

Os defensores dessa tese consideram que, para fazer a economia crescer sem inflação, é preciso manter um exército de trabalhadores sem renda, ou dispostos a ganhar pouco, para que os preços se mantenham estáveis e o Produto Interno Bruto possa crescer a níveis chineses. Para eles, a boa política econômica é aquela que preserva os “bons fundamentos da economia”, e não aquela que produz bem-estar para a maior parcela da população.

O pensador francês Edgar Morin já observou que “a economia é, ao mesmo tempo, a ciência humana mais avançada matematicamente e a mais atrasada humanamente”. No caso do Brasil, os especialistas mais apreciados pela imprensa são os que se apegam a fundamentos que se justificam mais por ideologia do que por evidências científicas, e se recusam a considerar a nova complexidade da sociedade brasileira.

Esse novo contexto social se baseia no ingresso de uma nova classe de renda no mercado, que permite a milhares de produtos e serviços alcançarem uma escala nunca antes vista. Durante alguns anos, esses novos protagonistas irão realizar alguns sonhos de consumo que acalentam desde a infância, o que certamente produz desequilíbrios nas cestas do mercado.

Que dó, que dó!

Foi assim com biscoitos recheados e iogurte, nos primeiros anos do Plano Real; foi assim com os calçados esportivos e vestuário até 2005, o que estimulou a maior frequência a shopping centers, que proliferaram por todo o País; depois vieram os carros populares, as viagens aéreas, os cruzeiros marítimos, os computadores e, mais recentemente, a TV digital, tablets e smartphones.

O enigma que os economistas devem decifrar é: quais setores do sistema produtivo precisam de uma injeção de produtividade para atender essa demanda sem aumento abusivo de preços.

O pleno emprego e o aumento da renda dos trabalhadores, ocorrendo em curto prazo num contexto de desigualdades históricas, baixa renda e trabalho informal, tendem a produzir distorções de preços, em parte, porque a economia estava organizada para os padrões estáveis de uma classe média tradicional e de pouca escala. De repente, essa classe média, que nunca passou de 15% da população brasileira, tem a companhia dos emergentes, que representam mais de 55% da população e formam um novo país de 105 milhões de consumidores.

Mas jornais e revistas são feitos para a classe média tradicional, o que justifica a reportagem de capa da revista Época desta semana. O texto é um primor de falácia jornalística: “O arrocho da classe média”, diz o título da reportagem, com a chamada de capa em tom de manifesto: “A conta sobrou pra você”.

Com uma série de exemplos de famílias com renda superior a R$8 mil mensais que agora precisam conter custos, Época faz coro aos lamentos da dona de casa que se vê obrigada a reduzir seus gastos com cabeleireiro, de R$800,00 por mês – e agora tem de fazer hidratação facial em sua própria casa!

Também há o exemplo dos brasileiros de classes A/B que não aguentam mais pagar o preço do vinho nos restaurantes, porque não dá para manter esse hábito essencial e ao mesmo tempo custear o médico particular. Eles são obrigados a reunir os amigos para beber em casa!

A reportagem nota, com espanto, que na última década a renda dos 10% mais pobres subiu 91,2% acima da inflação, enquanto a dos 10% mais ricos subiu apenas 16,6%.

Há outras referências, mas bastam esses exemplos do que a revista chama de “calvário” da classe média tradicional. O texto termina com um recado para seus leitores: “Eu era feliz e não sabia”.

A frase poderia ser bem outra: “É a distribuição de renda, cidadão”.

Alta do PIB faz a mídia golpista entrar em parafuso

17 de maio de 2013
Mantega10

Mantega ri dos catastrofistas.

Via Brasil 247

Ao crescer pelos próximos três trimestres como subiu entre janeiro e março, em 1,05%, a economia brasileira avançará mais de 4% até o final do ano. A inflação, seguindo a tendência divulgada na semana passada, de 6,49% nos últimos 12 meses, será mantida como agora, rigorosamente dentro da meta estabelecida pelo Banco Central. O regime de pleno emprego, com a criação de mais de 100 mil novas vagas em março, seguirá, a prevalecer a tendência, em curso. Mas nada disso basta para convencer a esmagadora maioria da mídia tradicional de que, apesar da crise global, a remada contra a maré da política econômica brasileira está dando resultados. A alta do PIB, na verdade, é a derrota do PIG.

O ex-presidente Lula não errou, na semana passada, em Porto Alegre, ao afirmar que, se dependesse do noticiário da mídia tradicional, nenhum empresário se animaria mais em investir no Brasil. Ao contrário, acertou em cheio. Naquele momento, contra todas as previsões dos jornais e tevês, a economia brasileira já havia consumado o crescimento de 1,05% no primeiro trimestre, apenas o número não havia sido divulgado. O que se lia na imprensa tradicional eram notícias apontando para o fracasso do crescimento, explosão da inflação e apelos pelo desaquecimento do mercado de trabalho. Praticamente nenhuma linha sobre o resultado que, concretamente, fora alcançado e seria apontado oficialmente pelo IBGE. Os jornais frisaram os sinais negativos da economia, e apagaram as informações positivas. Os leitores saíram perdendo feio com essa escolha.

Hoje [16/5], é o jornalista Janio de Freitas , solista dissonante da sinfonia de britadeiras que é tocada pela grande maioria dos colunistas de economia da mídia tradicional, que reclama da batelada de más notícias no dia a dia da pauta da imprensa. Apesar de o PIB ter crescido, as expectativas veiculadas eram todas de que ele seria reduzido. A inflação está na meta, mas a aposta é pela ultrapassagem dos índices de preços sobre a marca limite do BC. Neste caso, o chamamento pela inflação contribui decisivamente para a formação de preços mais altos.

Não estão dando certo, por outro lado, os apelos pelo desemprego como forma de derrubar a inflação. Responsáveis pelas contratações, os empresários lidam com fatos concretos, e não com especulações. Por isso, continuam contratando. Mas não sem oposição. Pesquisa divulgada pelo banco Itaú anuncia que a confiança dos empresários na economia diminuiu. O Itaú, no entanto, tem como economista-chefe e sócio o ex-diretor do BC Ilan Goldfjan, o mesmo economista que vem pregando, em artigos no jornal O Estado de S. Paulo, o desemprego como forma de combater a inflação. Dá para confiar numa pesquisa vinda de uma fonte com esse tipo de comprometimento?

Mantega fortalecido

“Foi muito bom”, saudou, num largo sorriso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao comentar a alta do PIB de 1,05% no primeiro trimestre, divulgada na quinta-feira, dia 16, pelo IBGE. Publicamente fortalecido, Mantega também vai ganhando, uma a uma, as batalhas internas aos quais é desafiado. Divergente, o secretário executivo do Ministério da Fazenda entrou em regime de férias hoje [16/5]. Nelson Barbosa não voltará ao cargo.

Na frente política, em razão dos resultados que a economia vai alcançando, Mantega se fortalece dentro do PT. Ele já foi lembrado mais de uma vez pelo ex-presidente Lula como o candidato ideal do partido ao cargo de governador de São Paulo, em 2014. Na mesma medida, mas em direção contrária, a mídia tradicional prega o enfraquecimento de Mantega, mas os fatos insistem em, também nesse ponto, contrariar os desejos de derrota.

Luis Nassif: Mesmo com economia patinando, o lobby por juros altos continua

17 de abril de 2013

Selic02_IlustraLuis Nassif

Os últimos indicadores econômicos mostraram o seguinte:

● Na sexta-feira, dia 12, foi divulgado o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR). Trata-se de um indicador que tenta antecipar os resultados do PIB (Produto Interno Bruto). O de fevereiro registrou queda de 3,13%. Em 12 meses, uma alta de apenas 0,87%.

● Um dia antes, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constatou queda de 0,4% nas vendas de varejo, pior desempenho desde fevereiro de 2003. No acumulado do ano e em 12 meses, os indicadores são razoáveis. A explicação para a queda no varejo é que o aumento da inflação provocou retração no consumo.

● No caso dos supermercados, houve queda de 2,1% nas vendas de alimentos e bebidas, também em decorrência da alta de preços.

Tem-se, portanto, um quadro definido.

Em relação ao comportamento geral da economia, índices claudicantes de recuperação. Em relação ao varejo, queda de consumo decorrente do aumento de preços. Ou seja, a própria inflação criando seu anticorpo, seja por meio da redução da renda, seja por meio das manobras defensivas dos consumidores. Vários itens de pressão nos preços começam a ceder.

Entre os que acreditam nos poderes mágicos da Selic, há a crença de uma defasagem de oito meses entre uma eventual elevação da taxa e seus efeitos.

Suponha que a Selic tenha eficácia e que exista essa defasagem sobre seus efeitos. Ela incidiria sobre uma economia desaquecida, em que até os indicadores de varejo começam a claudicar. Ou seja, exerceria um papel pró-cíclico (de acentuar a tendência dominante). Tem-se uma inflação que superou de leve o limite de alta da meta inflacionária.

Ao mesmo tempo, um conjunto de sinais mostrando uma economia a meia trava e outro conjunto de sinais mostrando distensão nos fatores principais de pressão sobre os preços.

Aliás, o melhor sinal veio da própria queda de vendas dos supermercados, comprovando que as grandes fabricantes de produtos de varejo, que reajustaram seus preços nos últimos meses, sofreram queda de vendas. Mesmo assim, o coro prossegue, por motivos que nada têm a ver com preocupações inflacionárias.

Além dos especuladores habituais da Selic, há um conjunto de atores engrossando o coro. Existem gestores de fundos de pensão que não conseguiram fazer a transição para o mercado de renda variável e necessitam de juros altos para fechar suas contas.

Os bancos de investimento atuam em várias frentes e uma redução de juros beneficiaria os segmentos que trabalham com empresas. Mas o sistema de bônus faz com que cada área lute ferozmente para preservar seus ganhos. E os maiores ganhos dos economistas – a parte do mercado com maiores vínculos com a mídia – se dão justamente nos resultados da renda fixa, no comportamento da Selic.

Com apoio dos bancos públicos, Banco Central e Fazenda coordenaram com maestria os movimentos do mercado em direção à redução dos juros e ao aumento do crédito. Desde que se percebeu consistência nas medidas para reduzir os juros, os bancos comerciais se prepararam para atuar em um cenário de competição.

Toda essa construção irá por água abaixo, será uma autêntica abertura da porteira, se o Copom ceder à pressão e aumentar a Selic.


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