Posts Tagged ‘Alderico Rocha Santos’

O bicheiro Cachoeira, chefe de Policarpo Jr. da Veja, é preso novamente

8 de dezembro de 2012

Cachoeira26_Preso

Daniela Novais, via Brasília em Pauta

O bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira foi preso novamente na tarde de sexta-feira, dia 7, em Goiânia. A Polícia Federal foi até a casa de Cachoeira para cumprir mandado de prisão expedido pelo juiz da 11ª Vara Federal, Alderico Rocha Santos, que divulgou a sentença de condenação do contraventor, que foi condenado a 39 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de peculato, corrupção, violação de sigilo e formação de quadrilha.

Após nove meses preso, Cachoeira havia sido solto dia 20 de novembro em razão de uma decisão da 5ª Vara Criminal em Brasília. A juíza Ana Cláudia Costa Barreto condenou o bicheiro a cinco anos de prisão em regime semiaberto. Em função disso, na mesma sentença, a juíza havia expedido um alvará de soltura para o bicheiro, que estava preso preventivamente.

Alderico é responsável pelo processo da Operação Monte Carlo, que culminou na prisão do contraventor em fevereiro deste ano e afirmou que reavaliou a necessidade da prisão preventiva do contraventor. O pedido de prisão faz parte da sentença de quase 500 páginas referente ao processo principal da operação Monte Carlo, que saiu na sexta-feira, dia 7.

A sentença teve origem nas acusações elaboradas pelos policiais federais que participaram da Operação Monte Carlo. Até então, Cachoeira encontrava-se em liberdade provisória, esperando a sentença, pois um habeas corpus havia revogado a prisão preventiva que o manteve atrás das grades por 266 dias entre fevereiro e novembro deste ano. Ele é apontado como cabeça de um esquema baseado no jogo ilegal que, mais tarde, se expandiu para desvio de recursos públicos e ligações obscuras com setores da imprensa e da política nacional, a revista Veja e o ex-senador do DEM Demóstenes Torres, que acabou sendo cassado.

O processo em curso na 11ª Vara Federal é o principal dentre as acusações contra o bicheiro e apura as acusações de formação de quadrilha armada, corrupção ativa e passiva, peculato e violação de sigilo, crimes apontados pela PF e pelo Ministério Público Federal (MPF) em decorrência da Operação Monte Carlo. Ainda na 11ª vara, o bicheiro responde a outro processo por contrabando e descaminho de peças para máquinas caça-níquel.

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Indiciada, Andressa diz que Policarpo Jr. era “empregado” de Cachoeira

Indiciada, Andressa diz que Policarpo Jr. era “empregado” de Cachoeira

27 de novembro de 2012

Andressa foi indiciada por corrupção ativa.

Via Correio do Brasil

O relatório do deputado Odair Cunha (PT/MG), que propõe o indiciamento do jornalista Policarpo Jr., diretor de Veja em Brasília, por formação de quadrilha, vem sendo bombardeado todos os dias pelos grandes meios de comunicação.

Além disso, parlamentares da oposição argumentam que tanto a Polícia Federal como o Ministério Público já avaliaram os grampos das operações Vegas e Monte Carlo e concluíram que a parceria entre Policarpo e o bicheiro Carlos Cachoeira traduz uma relação normal entre fonte e jornalista.

No entanto, um fato novo, surgido na sexta-feira, dia 23, muda o quadro. Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, foi indiciada por corrupção ativa pela Polícia Federal por tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, responsável pela condução do caso. A notícia foi publicada no Globo e no portal G1, também da Globo, que protegeram tanto Veja, como Policarpo, assim como a Folha já havia feito no sábado, dia 24. “Segundo relato de Rocha Santos na época, Andressa esteve em sua sala e disse que havia um dossiê contra ele, envolvendo as pessoas cujos nomes foram escritos no pedaço de papel que ela entregou ao magistrado. De acordo com ofício enviado pelo juiz ao MPF, a tentativa de constrangimento tinha como objetivo ‘obter decisão revogando a prisão preventiva e absolvição’ de Carlinhos Cachoeira. Em troca, o suposto dossiê não seria divulgado pela imprensa”, diz a reportagem.

Ao sugerir a publicação do dossiê, Andressa não falou de forma genérica na imprensa. Ela foi específica. Disse com todas as letras que o jornalista Policarpo Jr. era “empregado de Cachoeira” e que as denúncias contra o juiz seriam publicadas na revista Veja – e não em outro veículo. Portanto, se Andressa está indiciada, não há razões para que Policarpo não o seja. Até para que possa se explicar.

Clique aqui para ler mais sobre o assunto.

Mulher de Cachoeira diz a juiz que Policarpo Jr. é empregado do marido

30 de agosto de 2012

“Policarpo é empregado de Cachoeira.” A afirmação foi feita pela mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz federal Alderico Rocha Santos. Ela ocorreu durante tentativa de chantagem sobre juiz, para que tirasse o marido da penitenciária da Papuda. Santos registrou a ameaça à Justiça Federal, em julho, como mostra documento obtido com exclusividade por 247.

Via Brasil 247

É muito mais surpreendente, perigosa e antiética a relação que une o contraventor Carlinhos Cachoeira e o jornalista Policarpo Jr., editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, a julgar pela ameaça feita pela mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, ao juiz federal Alderico Rocha Santos.

Documento obtido com exclusividade por Brasil 247 contém o ofício à Justiça Federal de Goiás, datado de 26 de julho, assinado pelo juiz Rocha Santos, no qual ele relata como foi e quais foram os termos da ameaça recebida de Andressa. A iniciativa é tratada como “tentativa de intimidação”. Ele lembrou, oficialmente, que só recebeu Andressa em seu gabinete, na 5ª Vara Federal, em Goiânia, após muita insistência da parte dela.

Com receio do que poderia ser a conversa, Rocha Santos pediu a presença, durante a audiência, da funcionária Kleine. “Após meia hora em que a referida senhora insistia para que este juiz revogasse a prisão preventiva do seu marido Carlos Augusto de Almeida Ramos, a mesma começou a fazer gestos para que fosse retirada do recinto da referida servidora”.

Em sua narrativa à Justiça, Rocha Santos afirma que perguntou a Andressa porque ela queria ficar a sós com ele, obtendo como resposta, após nova insistência, que teria assuntos íntimos a relatar, concernentes às visitas feitas a Cachoeira, por ela, na penitenciária da Papuda. Neste momento, o juiz aceitou pedir a Kleine para sair.

“Ato incontinenti à saída da servidora, a senhora Andressa falou que seu marido Carlos Augusto tem como empregado o jornalista Policarpo Jr., vinculado à revista Veja, e que este teria montado um dossiê contra a minha pessoa”.

A importância do depoimento oficial obtido com exclusividade por 247 é fácil de perceber. Nunca antes alguém tão próximo a Cachoeira, como é o caso de sua mulher Andressa, havia usado a expressão “empregado” para definir o padrão de relação entre eles. Após essa definição, Andressa disse que Policarpo tinha pronto um dossiê capaz de, no mínimo, constranger o juiz Rocha Santos, a partir de denúncias contra amigos dele. O magistrado respondeu que nada temia, e não iria conceder, em razão da pressão, a liberdade solicitada a Cachoeira. O caso rendeu a prisão de Andressa, que precisou pagar R$100 mil de fiança para não enfrentar a cadeia por longo tempo. A fiança foi paga em dinheiro. O juiz, ao denunciar a “tentativa de constrangimento”, fez a sua parte. Cachoeira continua atrás das grades, na Papuda. Policarpo Jr. permanece com a sua reputação em jogo. Um dos grampos da Polícia Federal revelou que ele pediu a Cachoeira para realizar um grampo ilegal sobre o deputado federal Jovair Arantes – e conseguiu o que queria.

Confira documento na íntegra:

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Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira

Mulher de Cachoeira também tem dossiê contra Kátia Abreu, a senadora motosserra

2 de agosto de 2012

Kátia Abreu diz não temer as ameaças de Andressa Mendonça.

Via Portal R7

Alvo de dois inquéritos no Ministério Público Federal, a companheira de Carlos Cachoeira promete desmoralizar a senadora Kátia Abreu (PSD/TO). Irritada com as declarações da senadora contra Cachoeira, Andressa Mendonça, que ficou conhecida como a musa da CPI, disse que vai apresentar um dossiê contra a parlamentar quando for depor na comissão mista que investiga as relações de Cachoeira com agentes públicos e empresas privadas.

Na segunda-feira, dia 30/7, Andressa foi detida acusada de tentar chantagear o juiz Alderico Rocha Santos, responsável por julgar o caso Cachoeira. Ela teria pedido a liberdade do bicheiro para impedir a divulgação de um dossiê contra o magistrado. De acordo com o juiz, Andressa também disse que tinha um dossiê contra Kátia Abreu.

“Ela disse que no dia que for ouvida pela CPI vai desmoralizar a senadora. Disse que ela foi muito dura com Cachoeira e vai provar que ela passa na porta da casa deles todo dia pedindo dinheiro para campanha. Aí eu falei que esse era um problema entre ela e a senadora.”

Procurada pelo R7, a senadora Kátia Abreu disse que não teme as ameaças e que essas informações não são novidade para ela. Ela contou que já recebeu recados de que Cachoeira está muito irritado com as declarações:

“Vamos aguardar. Vamos ver o que esta respeitável senhora tem a dizer. Vou continuar sendo dura.”

A senadora disse que já sabia da fama de contraventor de Cachoeira, pois foi criada em Goiânia, mas afirma que nunca falou, ou sequer foi apresentada, ao bicheiro.

Nota do Limpinho: Será que o autor desse dossiê também é o Policarpo Jr. da Veja? A ver.

A casa caiu de vez: CPMI do Cachoeira convocará Policarpo Jr., diretor da Veja, para depor

31 de julho de 2012

Na segunda-feira, dia 30, juiz que investiga o caso Cachoeira acusou a mulher do bicheiro de tentar chantageá-lo com base em dossiê produzido pelo diretor da sucursal da Veja em Brasília, Policarpo Jr. “Com os acontecimentos de hoje, está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Discutiremos a convocação na primeira reunião da CPMI”, disse à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT/SP).

Najla Passos, via Carta Maior

O diretor da sucursal da revista Veja em Brasília, o jornalista Policarpo Jr., será convocado para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) que investiga os crimes cometidos pela organização criminosa chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. “Com os acontecimentos de hoje [30/7], está colocada a relação do jornalista com a organização criminosa. Já iremos discutir a convocação na primeira reunião da CPMI”, afirmou à Carta Maior o vice-presidente da Comissão, deputado Paulo Teixeira (PT/SP).

Nesta segunda-feira, dia 30, a mulher de Cachoeira, Andressa Mendonça, foi detida sob a acusação de tentar chantagear o juiz da 11ª Vara Federal de Goiânia, Alderico Rocha Santos, com base em dossiê produzido por Policarpo Jr., no qual o magistrado apareceria ao lado de políticos e empresários. O juiz relatou a chantagem ao Ministério Público Federal (MPF), que pediu a prisão da mulher do contraventor. Andressa foi detida pela Polícia Federal (PF) e liberada após firmar compromisso de pagar fiança [Leia mais aqui e aqui].

“Isso demonstra que esta organização criminosa está ativa, buscando corromper e constranger autoridades públicas. E que Andressa não é apenas esposa de Cachoeira, mas um membro atuante desta quadrilha, que precisa ser desarticulada”, disse o vice-presidente da CPMI. Segundo ele, a acusada está convocada para depor na CPMI no dia 7. Já Policarpo, ainda terá data agendada.

Indústria de dossiês

Desde o início dos trabalhos da CPMI do Cachoeira, são muitas as denúncias que indicam relações entre a revista Veja e a organização criminosa, que seriam intermediadas por Policarpo. Confira algumas:

As ligações entre Cachoeira, escolas chinesas em Goiás e Veja

Cachoeira: “O Policarpo, ele confia muito em mim, viu?”

Os encontros entre Policarpo, da Veja, e os homens de Cachoeira

Jornalista da Veja favoreceu Cachoeira em depoimento de 2005

Veja não abre a boca sobre o escândalo do dossiê de Andressa. Quem cala, consente?

30 de julho de 2012

De Veja em Brasília para Veja em São Paulo, dirigida por Eurípedes Alcântara (à dir.), para o Departamento Jurídico da Abril, presidido por Fábio Barbosa (à esq.), o que se tem é um nada a declarar. O Portal 247, O Globo e Agência Brasil procuraram posição sobre ameaça de Andressa Mendonça contra juiz federal, de que haveria um dossiê contra ele feito por Policarpo Jr. a pedido de Carlos Cachoeira. Quem cala, consente?

Via Brasil 247

A julgar pelo ditado popular, Veja é culpada da acusação de ter produzido, por meio do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal da revista em Brasília, um dossiê com informações negativas sobre o juiz federal Alderico Rocha Santos ou, ao menos, parece ter algo a esconder. A revista – em especial – e a Editora Abril – como responsável pela publicação – foram procuradas na segunda-feira, dia 30, por alguns dos mais importantes veículos de comunicação do País, entre eles Portal 247, O Globo e a Agência Brasil. A intenção comum era saber se tem mesmo fundo de verdade a ameaça que teria sido feita pela mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, contra o juiz, que fica em Goiânia e é o titular do inquérito aberto com acusações contra o contraventor. Ela o procurou para informar da existência de um dossiê, que teria sido produzido por Policarpo a pedido de Cachoeira, no qual constariam informações negativas sobre o juiz. Caso Rocha Santos atuasse pela libertação de Cachoeira, conforme teria dito Andressa a ele, a publicação do dossiê nas páginas de Veja seria evitada.

Apesar da forte demanda por um esclarecimento, Veja e a Editora Abril optaram, até as 18:50, pelo silêncio. A atitude causou estranheza, uma vez que a publicação é pródiga em requerer informações de suas fontes e costuma fazer fortes cobranças sobre suas solicitações. Agora, no entanto, em sua vez de se posicionar, Veja, dirigida pelo jornalista Eurípedes Alcântara, e a Abril, presidida pelo ex-banqueiro Fábio Barbosa, optaram por uma postura diversa.

Abaixo, notícia distribuída pela Agência Brasil a respeito:

Luciana Lima, repórter da Agência Brasil

Na decisão judicial que determinou buscas e o comparecimento de Andressa Mendonça à Polícia Federal hoje (30) em Goiânia, o juiz Mark Yshida Brandão diz que ela usaria como objeto de chantagem um suposto dossiê que seria publicado pelo jornalista Policarpo Júnior, diretor da sucursal da revista Veja em Brasília.

De acordo com o juiz, nesse dossiê, haveria “informações desfavoráveis” ao juiz Alderico Rocha Santos, titular do inquérito que apura as denúncias contra o empresário Carlos Augusto de Almeida Ramos, conhecido Carlinhos Cachoeira, marido de Andressa.

“Narra o magistrado [Alderico Santos] que a requerida [Andressa] noticiou a existência de um dossiê contendo informações desfavoráveis a ele, que seria publicado pelo repórter Policarpo na revista Veja, mas que ela poderia evitar a publicação. Para tal, bastaria que o juiz federal concedesse liberdade ao réu Carlos Augusto de Almeida Ramos [vulgo bicheiro Carlinhos Cachoeira] e o absolvesse das acusações ofertadas pelo Ministério Público”, destaca o texto do juiz Mark Brandão, diretor do Foro da Seção Judiciária de Goiás, durante o plantão judiciário no domingo (29).

Brandão considerou que Andressa teria oferecido ao juiz como vantagem indevida a “ingerência com o jornalista para evitar publicação de dossiê contendo fatos ligados à vida do magistrado”.

Hoje de manhã (30), Andressa foi conduzida de forma coercitiva à sede da Polícia Federal, onde chegou às 9h30. Ela deixou a sede da corporação em Goiânia às 12h15. Durante o depoimento, ela permaneceu em silêncio. De acordo com informações da Polícia Federal, Andressa terá de pagar fiança de R$100 mil e está proibida de se comunicar com qualquer investigado no processo, inclusive seu marido.

A Agência Brasil entrou em contato com a redação da revista Veja em Brasília e foi informada que o assunto estava sendo tratado pela redação de São Paulo. Em contato com a redação de São Paulo, a Agência Brasil foi orientada a procurar o Departamento Jurídico da revista. Em São Paulo, o Departamento Jurídico disse que nada tem a declarar sobre o assunto.

Leia também: Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira


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