Posts Tagged ‘Afastamento’

MPF pede afastamento de Tourinho Neto, amigo de Cachoeira, de processo da Operação Trem Pagador

8 de março de 2013

Tourinho_Neto04Tourinho, que também gosta de aparecer na “grande mídia”, emitiu opinião sobre o processo em revista nacional antes do julgamento do recurso.

Via Portal do Ministério Público Federal

O Ministério Público Federal (MPF) pediu o afastamento do desembargador Tourinho Neto do julgamento da apelação em que José Francisco das Neves, conhecido como “Juquinha”, ex-presidente da empresa Valec e sua mulher, Marivone Ferreira das Neves, além dos filhos Jader, Jales e Karen pedem o desbloqueio de suas contas bancárias, realizado durante a Operação Trem Pagador.

Segundo o procurador regional da República, Alexandre Espinosa, Tourinho Neto, relator do processo, teria violado o art. 36 da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman) ao manifestar sua opinião sobre o processo, ainda pendente de julgamento, em uma revista semanal de circulação nacional.

Em uma pergunta feita pela revista IstoÉ sobre a anulação de provas da Operação Trem Pagador, o desembargador respondeu que se tratava da operação com mais erros que ele já tinha visto, além de afirmar que a “polícia e o MP trabalham muito mal”.

“Sem mesmo ter tido acesso à integralidade do inquérito policial, o desembargador Tourinho Neto adiantou seu juízo a respeito dos fatos que pendem de julgamento pautado, o fazendo nas páginas da revista IstoÉ, afirmando com todas as letras que “você anula a interceptação telefônica e não resta nada” . Dessa forma, fica caracterizada a suspeição por prejulgamento, mediante a antecipação do juízo sobre o mérito da causa em veículo de imprensa nacional”, argumenta Espinosa.

Entenda o caso

A Operação Trem Pagador, deflagrada em julho de 2012, pelo MPF/GO e pela Polícia Federal, teve origem em um levantamento do patrimônio de Juquinha feito pelo MPF, com a finalidade ajuizar ação cautelar de indisponibilidade de bens, para assegurar o ressarcimento dos danos decorrentes do superfaturamento das obras da Ferrovia Norte-Sul (trecho Anápolis-Uruaçu).

Ao analisar as contas do ex-presidente da Valec, o MPF se deparou com o fato de que ele e, principalmente, sua mulher e seus três filhos adquiriam vasto patrimônio imobiliário, tais como fazendas, lotes e casas em condomínios fechados, apartamentos, bem como constituíram empresas destinadas a, sobretudo, administrar e/ou explorar os referidos bens imóveis, o que é absolutamente incompatível com a sua condição de empregado público. Quando candidato a deputado federal, em 1998, Juquinha declarou à Justiça Eleitoral ter patrimônio inferior a R$560 mil. No entanto, estima-se que o total de bens apreendidos durante a operação supere R$60 milhões.

Álvaro Dias sobre o governo tucano no Paraná: “Gastam fortunas em publicidade enganosa.”

7 de novembro de 2012

A chapa está quente. Álvaro Dias, o principal porta-voz da “grande mídia isenta, imparcial e apartidária”, está saindo do PSDB. Será que ele irá se juntar a seu amigo golpista Bob Freire no PPS? Leia o texto abaixo capturado no blog Viomundo.

Por que afastei-me do comando do PSDB/PR

Álvaro Dias em 6/11/2012

Afastei-me do comando do PSDB do Paraná porque coerência é respeito à população.

Não poderia apoiar no Estado o que combato com veemência em Brasília.

O modelo promíscuo de governo instituído em Brasília foi transplantado para o Paraná.

Nepotismo, fisiologismo escancarado e loteamento sem escrúpulos engordando a estrutura da administração pública e comprometendo sua eficiência.

Esse é o sistema vigente no país e que combato.

Instala-se o balcão de negócios para a cooptação dos partidos políticos a pretexto de se garantir a propalada governabilidade.

Rima-se governabilidade com promiscuidade.

Com isso limita-se numericamente a oposição reduzindo a fiscalização, a crítica e a denúncia.

Os governantes ficam confortáveis para errar.

Gastam fortunas em publicidade enganosa para iludir a opinião pública e angariar popularidade.

O povo paga caro por isso!

Não compactuo e continuarei combatendo.

Fiquei quase dois anos em silêncio esperando por mudança de postura.

Quem governa o Paraná não mudou.

Não posso mais ficar calado!

Cachoeiroduto: Demóstenes Torres é afastado do MP de Goiás

11 de outubro de 2012

Demóstenes (à direita) cumprimenta seu amigo e de direita José Serra.

Via CartaCapital

O senador cassado Demóstenes Torres foi afastado na quarta-feira, dia 10, pela Corregedoria Geral do Ministério Público do Estado de Goiás. O órgão fiscalizador realizará um processo administrativo disciplinar sigiloso para apurar se houve violação de deveres funcionais “em razão de condutas reveladas pela Operação Monte Carlo, que teve como alvo a organização criminosa liderada por Carlos Augusto de Almeida Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira.” O ex-DEM está suspenso de suas funções até o término do julgamento.

Em comunicado, o MP informa ter instaurado uma reclamação disciplinar um contra o ex-senador em 13 de julho de 2012, um dia após ele informar sobre seu retorno ao cargo de Procurador de Justiça de Goiás. Depois de conseguir obter provas junto ao Senado, à ProcuradoriaGeral da República e ao Poder Judiciário, os documentos foram anexados aos autos. A Corregedoria, então, entendeu haver a necessidade de instaurar um processo administrativo disciplinar.

Dias após ser cassado no Senado, por mentir sobre suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira, Demóstenes Torres voltou ao MP-GO. Em licença desde 1999, ele passou a atuar na 27ª Procuradoria de Justiça com atribuição criminal. O salário mensal da função é de 22 mil reais.

O ex-senador poderia voltar ao cargo por ter sido nomeado antes da Constituição de 1988. Neste período, os integrantes do órgão eram autorizados a seguir carreira política e retornar ao Ministério Público, caminho hoje vetado.

Juiz responsável pela Monte Carlo relata ameaças de morte e pede afastamento

19 de junho de 2012

Magistrado diz ter sido alertado sobre possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses.

Via O Esquerdopata

O juiz federal Paulo Augusto Moreira Lima (foto), que comandava a Operação Monte Carlo, relata ser alvo de ameaças de morte, revela que homicídios podem ter sido cometidos por integrantes do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira e pede para ser tirado do caso.

Em ofício encaminhado na quarta-feira, dia 13, ao corregedor Geral do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Carlos Olavo, o juiz federal afirma não ter mais condições de permanecer no caso por estar em “situação de extrema exposição junto à criminalidade do estado de Goiás”. E para evitar represálias, revela que deixará o país temporariamente.

No documento, a que o Estado teve acesso, o juiz relata que segue esquema rígido de segurança por recomendação da Polícia Federal, mas revela que sua família foi recentemente abordada por policiais e diz que foi alertado da possibilidade de sofrer represálias nos próximos meses.

“Minha família, em sua própria residência, foi procurada por policiais que gostariam de conversar a respeito do processo atinente a Operação Monte Carlo, em nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus familiares e onde moram”, diz no documento.

Lima indica que investigados pela Operação Monte Carlo podem estar relacionados a assassinatos cometidos recentemente, o que configuraria queima de arquivo. “Pelo que se tem informação, até o presente momento, há crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo pertinente à Operação Monte Carlo, o que reforça a periculosidade da quadrilha”, relata.

Nas cinco páginas em que explica o pedido para deixar o caso, Lima elenca os recentes processos polêmicos que comandou. À frente da Operação Monte Carlo, 79 réus foram denunciados, sendo 35 policiais federais, civis e militares. E por ter determinado o afastamento dos policiais de suas funções, afirma que não pôde ser removido para varas no interior do Estado “por não haver condições adequadas de segurança”.

Em setembro, Lima afirma que tirará os três meses de férias que teria acumulado e sairá do país por “questões de segurança”. Mas mesmo assim afirma que ficará marcado por sua atuação neste caso. “Infelizmente, Excelência, Goiânia/GO é uma cidade pequena, onde todos se conhecem, e terei que conviver com as consequências da Operação Monte Carlo e dessas outras operações por muito tempo, principalmente porque nasci e fui criado nesta cidade”, afirma o juiz.

Suspeição

O juiz federal titular da 11ª Vara em Goiás, Leão Aparecido Alves, deve herdar o comando do processo. Mas suas relações pessoais podem colocá-lo sob suspeita. Alves admitiu, recentemente, ser amigo há 19 anos de um dos investigados – José Olímpio de Queiroga Neto, suspeitado de ser o responsável pela escolha de pessoas que poderiam integrar as atividades do grupo e de repassar porcentagem dos lucros das casas de jogos a Carlinhos Cachoeira.


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