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Aécio promete levar à justiça pronunciamento de Dilma

9 de setembro de 2013

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Pré-candidato tucano ao Palácio do Planalto, senador Aécio Neves (PSDB/MG) divulgou nota dura contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, na véspera do 7 de Setembro. Segundo ele, Dilma “transformou o espaço republicano de rede nacional de rádio e tevê, prevista para finalidades específicas, em acintosa ferramenta eleitoral”; tucano afirmou ainda “que o país tem uma candidata ocupando a cadeira de presidente da República”.

Via Brasil 247

O PSDB pretende levar o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff (clique aqui) à Justiça. O motivo: suposta propaganda eleitoral antecipada. Na noite desta sexta-feira, o pré-candidato tucano, Aécio Neves (PSDB/MG), divulgou uma nota dura a respeito da fala de Dilma. Leia abaixo:

Nota do presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves

O Brasil assistiu, nesta sexta-feira, a um triste episódio na história da nossa democracia.

Desrespeitando o cargo que ocupa, a presidente Dilma Rousseff transformou o espaço republicano de rede nacional de rádio e TV, prevista para finalidades específicas, em acintosa ferramenta eleitoral.

Com isso, não desrespeita apenas o cargo que ocupa. Desrespeita, a data que deveria celebrar, os brasileiros que deveria representar e a legislação pela qual deveria zelar.

Na ânsia de tentar reconquistar, a qualquer custo, a popularidade perdida, a presidente diminui a si mesma ao legitimar a prática do vale tudo. E, antecipando o calendário, encarna o aviso que já havia dado ao país de que “na hora da eleição, podemos fazer o diabo”.

O que se constata, a partir de mais esse pronunciamento, é que o país tem uma candidata ocupando a cadeira de presidente da República.

Em nome da democracia, patrimônio de todos os brasileiros, o PSDB denunciará esse ato à Justiça, pela agressão às regras democráticas e por significar propaganda eleitoral antecipada, agravada por se realizar às custas do dinheiro público.

Aécio Neves

Presidente Nacional do PSDB

Nota do Limpinho: Chora, Aécio. Chora!

Dilma sobre o Programa Mais Médicos: “Muita morte será evitada.”

9 de setembro de 2013

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Embalada por uma pesquisa do instituto Vox Populi, que já mostra a possibilidade de reeleição em primeiro turno, a presidente Dilma Rousseff afina seu discurso rumo a 2014. Em seu pronunciamento de 7 de Setembro, feito na noite de sexta-feira, dia 6, ela dedicou um capítulo especial ao Programa Mais Médicos, que enfrenta dura resistência das entidades de classe, e disse que a carência de profissionais é uma das principais queixas da população mais pobre. Além disso, ressaltou conquistas recentes da economia, como o crescimento de 1,5% no segundo trimestre (6% anualizados) e a geração de 4,5 milhões de empregos em seu mandato. “Não podemos deixar que uma capa de pessimismo cubra tudo”, disse ela.

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Dilma: Mais Médicos não é decisão contra profissionais brasileiros

Paulo Victor Chagas, via Agência Brasil

A presidenta da República, Dilma Roussseff, reforçou na sexta-feira, dia 6, a importância da vinda de médicos estrangeiros ao Brasil. Durante pronunciamento em cadeia nacional de rádio e tevê, Dilma disse que trazer médicos de outros países para atender em locais onde há carências na saúde é uma medida “a favor da saúde”. “A vinda de médicos estrangeiros, que estão ocupando apenas as vagas que não interessam e não são preenchidas por brasileiros, não é uma decisão contra os médicos nacionais”, defendeu.

A presidenta declarou que o país tem feito investimentos na estrutura da saúde e que pretende liberar mais recursos para hospitais e equipamentos. “A falta de médicos é a queixa mais forte da população pobre. Muita morte pode ser evitada, muita dor, diminuída, e muita fila reduzida nos hospitais apenas com a presença atenta e dedicada de um médico em um posto de saúde”, disse.

De acordo com Dilma, o “Pacto da Saúde vai produzir resultados rápidos e efetivos”. A presidenta frisou que o Programa Mais Médicos “está se tornando realidade” e disse que os brasileiros vão sentir, a cada dia, “os benefícios e entender melhor o grande significado deste programa”. A presidenta disse que o Brasil “ainda tem uma grande dívida com a saúde pública e essa dívida tem que ser resgatada o mais rápido possível”.

Além de defender o crescimento da economia brasileira, o pronunciamento também relembrou os cinco pactos nacionais anunciados por Dilma anteriormente. “Estamos aprofundando os cinco pactos para acelerar melhorias na saúde, na educação e no transporte e para aperfeiçoar a nossa política e a nossa economia”, explicou. Os pactos para melhorias no transporte público, na estabilidade fiscal e na educação foram lembrados pela presidenta. Sobre a reforma política, a presidenta celebrou a “proposta de decreto legislativo para o plebiscito”.

Quanto à educação, reforçou a importância da destinação de 75% dos royalties do petróleo e de 50% do Fundo Social. “Esse será um dos maiores legados do nosso governo às gerações presentes e futuras e vai trazer benefícios permanentes à população brasileira por um período mínimo de 50 anos”.

O discurso, veiculado na véspera de 7 de Setembro, começou às 20h30 de na sexta-feira, dia 6, e durou cerca de dez minutos. No mês de junho, em meio às manifestações populares que levaram milhares de brasileiros às ruas de centenas de cidades, a presidenta fez um pronunciamento em que prometia “trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS”. Aprimorar a saúde pública foi um dos pontos do pacto firmado por Dilma em prol da melhoria dos serviços públicos, uma das principais reivindicações dos protestos. Três semanas depois, o governo lançava, por meio de medida provisória, o Mais Médicos.

A Medida Provisória (MP) 621, que cria o Programa Mais Médicos, é debatida pelos deputados. Na quarta-feira, dia 4, foi instalada a comissão geral na Câmara dos Deputados para apreciar o tema. Na sessão de instalação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrou que os médicos estão mal distribuídos no território nacional, faltam especialistas e há poucas vagas nas escolas de medicina. “O jovem que entra na faculdade de medicina hoje é filho da realidade urbana que estudou em escola particular. Ou trazemos ao jovem do interior, ao jovem indígena, a oportunidade de ser médico ou não vamos resolver o problema”, disse.

A prática de celebrar o Dia da Independência com um pronunciamento à nação é comum entre os presidentes brasileiros. No ano passado, Dilma anunciou a redução dos preços da energia elétrica para residências e indústrias.

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Dilma: leilões do transporte e do pré-sal vão estimular a economia

Paulo Victor Chagas, via Agência Brasil

Durante pronunciamento de na sexta-feira, dia 6, em cadeia nacional de rádio e tevê, a presidenta Dilma Rousseff ressaltou o papel dos leilões para concessões do transporte de carga e passageiros e para a exploração do primeiro campo de petróleo da camada pré-sal. De acordo com Dilma, tais iniciativas vão estimular a economia brasileira, a cadeia produtiva e a produção de empregos.

Em outubro, está previsto o leilão do Campo de Libra, na camada pré-sal da Bacia de Santos (SP), “um imenso campo de petróleo do pré-sal”, conforme disse a presidenta no discurso. Ela também disse que o campo “tem um potencial de reserva entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris equivalentes de petróleo”. Segundo o anúncio, o país conseguirá, com a construção de 15 a 17 plataformas para a exploração de óleo, “estimular toda a cadeia produtiva e gerar milhares e milhares de empregos”.

Dilma disse também que, ainda em setembro, serão feitos novos leilões de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias brasileiras. “Os leilões vão injetar bilhões e bilhões na economia, gerando centenas de milhares de empregos”, explicou. “Além disso, os royalties das áreas já em exploração e daquelas descobertas neste e em outros campos vão gerar recursos gigantescos para a educação”.

Em julho, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que há suficientes para compensar a queda no crescimento da arrecadação de tributos e disse que o leilão do Campo de Libra geraria um aporte financeiro de R$7,4 bilhões a mais que o previsto no início do ano.

Ao encerrar o pronunciamento, a presidenta reforçou a importância dos recursos para a educação. “Devemos transformar a riqueza finita do petróleo em uma conquista perene da nossa sociedade. A educação é a grande estrada da transformação, a rota mais ampla e segura para o Brasil seguir avançando e assegurando oportunidades para todos”, defendeu.

Ainda sobre a economia, a presidenta reforçou a queda da inflação e o crescimento da geração de empregos. “Os índices de julho [da inflação] foram baixos e a cesta básica ficou mais barata em todas as 18 capitais pesquisadas. Vamos fechar 2013 com uma inflação, mais uma vez, dentro da meta, o décimo ano consecutivo”, disse. “O emprego continua crescendo. Já geramos 900 mil vagas este ano e mais de 4,9 milhões desde o início do meu governo”.

A prática de celebrar o Dia da Independência com um pronunciamento à nação é comum entre os presidentes brasileiros. No ano passado, Dilma anunciou a redução dos preços da energia elétrica para residências e indústrias.

7 de setembro valeu para Dilma, fotógrafos e Neymar

8 de setembro de 2013

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Projetado dia monumental de protestos não acontece: grupos isolados, unidos sob as máscaras de Black Blocs, causam incidentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, Maceió e só. O ataque ao Mané Garrincha foi feito por meia-dúzia de mascarados pingados. O bloqueio da avenida Paulista teve falta de quórum. No Rio, repressão isolou ato contra Palácio Guanabara: violência e falta de bandeira política esvaziaram manifestações. Vitória do governo, que não apanhou, e dos repórteres-fotográficos, que captaram ótimas imagens. Neymar fez o terceiro gol da Seleção e participou dos outros cinco. Ele também ganhou o dia. A oposição, nada; cenas de um feriado.

Via Brasil 247

Foi um grande feriado de 7 de Setembro de sol e agitação pelo Brasil. Mas bom para quem, exatamente? Cercado por um contexto político específico neste 2013, o Dia da Independência encerrava projeções de manifestações de massa e protestos em todo o País. Não foi divulgada, anteriormente, nenhuma bandeira de ordem específica para unir, como nos protestos de junho, as massas contra um objetivo. Naquele momento, o aumento nas tarifas de transportes urbanos. Agora, o que?

Pelo que se viu, nada. As massas simplesmente não saíram de casa ou foram fazer outra coisa, mas, ainda assim, houve um show para os fotógrafos. Graças às minorias identificadas como Black Blocs, incidentes de depredações e conflitos com a polícia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Maceió foram as únicas ocorrências do dia. Quatro dezenas de prisões em Brasília e cerca de 20 no Rio de Janeiro foram registradas. Ocorreram, igualmente, dezenas de liberações imediatas. Nenhuma ocorrência grave.

E, sim, a presidente Dilma Rousseff conseguiu fazer com tranquilidade o desfile do Dia da Pátria, diante das tropas militares, em Brasília, e, em seguida, no alto da Esplanada dos Ministérios, a Seleção Brasileira, no estádio Mané Garrincha, goleou a da Austrália por 6 a 0, numa amistoso que veio a calhar.

O 7 de Setembro foi em tudo favorável ao governo. A falta de uma bandeira de ordem unitária, capaz de mobilizar os estudantes, ao menos, quanto mais outras camadas da sociedade proporcionou, na prática, a data aos grupos dispersos unidos pela marca de Black Blocs. Esses, como já se viu, gostam de quebrar vidraças, tem a simpatia de Caetano Veloso e afugentam as massas das ruas como ninguém.

O estádio Mané Garricha, já motivo de orgulho para a população da cidade, tornou-se um alvo para centenas de manifestantes. Isso afastou o público, mas não impediu o time do camisa 10 Neymar dar um show de bola, marcando 6 a 0 contra a equipe da Austrália. O craque que agora pertence ao Barcelona fez o terceiro e participou de todos os outros cinco. Também ganhou a tarde.

Na prática, mostrou-se neste 7 de setembro que o ciclo de protestos iniciado em junho se estressou agora. Acabou. O governo pode ser o protagonista do novo ciclo. Do jeito que estão as “ruas”, bom está para os repórteres-fotográficos apenas (clique aqui).

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Fracassa em todo o País “o maior protesto da história”

8 de setembro de 2013

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Ricardo Kotscho, lido no Blog do Saraiva

Fracassou em todo o País “o maior protesto da história do Brasil”, evento anunciado durante semanas nas redes sociais e amplificado por setores da “grande imprensa”, que divulgaram massivamente os atos de protestos marcados para 149 cidades.

Até as 4 da tarde deste sábado de 7 de setembro, hora em que começo a escrever, não houve nada que lembrasse as grandes manifestações das chamadas “Jornadas de Junho”, que levaram milhões de brasileiros às ruas nas principais cidades brasileiras.

Ao contrário, não vimos nada de multidões protestando “contra tudo e contra todos”, carregando faixas e cartazes com as mais diferentes reivindicações, mas apenas alguns bandos de arruaceiros, umas poucas centenas de integrantes dos grupos mascarados do Anonymous e dos Black Blocs, tentando invadir desfiles militares, queimando bandeiras e entrando em confronto com a polícia, principalmente no Rio e em Brasília.

A exceção ficou por conta do “Grito dos Excluídos”, manifestações pacíficas de movimentos sociais ligados à igreja católica, que todos os anos saem às ruas depois dos desfiles militares para apresentar suas reivindicações, que são levadas até a Basílica de Aparecida, no interior de São Paulo.

A cobertura completa do 7 de setembro está no noticiário aqui do R7, contrariando as previsões apoteóticas das pitonisas da mídia que imaginavam transformar este 7 de setembro num grande movimento nacional contra o governo, pegando como gancho a reta final do julgamento do “mensalão”, como se pode ver nesta nota publicada na coluna “Painel”, da Folha, na edição de sábado, dia 7.

“#ficaadica

Monitoramento de redes sociais feito pela agência FSB para seus clientes estimou em 38,7 milhões de pessoas o público exposto a convocações para protestos em todo o país. Entre os principais motes captados pelo estudo estão a prisão imediata dos condenados no ‘mensalão’”.

Não foi o que se viu nas ruas. Gostaria de saber de onde tiraram este número e o mote apontado como principal para levar o povo às manifestações, já que os protestos se resumiram a pequenos grupos de arruaceiros e vândalos, e não vi na cobertura das televisões nada que lembrasse o julgamento do “mensalão”.

Se as oposições e seus aliados do Instituto Millenium esperavam o 7 de setembro para dar uma guinada no cenário político-eleitoral do país, amplamente favorável à presidente Dilma e ao governo federal, como foi registrado nas últimas pesquisas, é bom que procurem logo outro povo e outro mote para “o maior protesto da história”. Desta vez, foi um fiasco retumbante.

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Em tempo: Reproduzo notícia publicada agora há pouco por Guilherme Balza no UOL:

“Um grupo de manifestantes tentou invadir a sede da TV Globo, localizada na região central de Brasília, por volta das 13 horas deste sábado. Eles participavam de um protesto que teve início na Esplanada dos Ministérios, passou pela rodoviária central e seguia na direção do estádio Mané Garrincha, palco do duelo entre as seleções do Brasil e da Austrália. A maior parte dos participantes do ato não se envolveu na confusão”.

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Janio de Freitas: Um 7 de setembro único em 190 celebrados

8 de setembro de 2013
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Escondendo o rosto, os coxinhas mostram seu reacionarismo.

Manifestações do 7 de Setembro não incluem nada sobre nacionalidade, soberania e independência.

Janio de Freitas

Manifestações públicas de insatisfação houve muitas desde 1823, incontáveis em tantas cidades, fossem de sentido mais político ou mais social. Mas as referências oficiais a manifestações prometidas para este 7 de Setembro encobriram a verdadeira razão das medidas preventivas extraordinárias. Não foram manifestações que as motivaram.

Foi o temor, ou a convicção mesmo, de ataques depredadores indiscriminados, de grandes proporções e com ameaças pessoais implícitas, em várias capitais e cidades de porte maior. Uma ação de violência pública que nenhum 7 de Setembro pretextou jamais.

Mesmo as celebrações da dita Independência durante a paranoica ditadura militar não precisaram prevenir além de manifestações individuais e grupais com cartazes e coros, não ataques físicos. Prevenção, aliás, que nunca funcionou, levando às habituais reações de pancadaria e prisão.

Curiosa também, neste ano, é a completa desconexão entre os simbolismos pespegados no 7 de Setembro e as convocações para ocupá-lo sem nelas incluir, sequer remotamente, algo da ideia de nacionalidade, ou de soberania, de independência mesmo.

Pelo visto, não faria diferença se, em vez do 7 de Setembro, a celebração mais próxima fosse o Natal. Ou Finados.

Espionagem

Ainda que Barack Obama cumpra o prometido a Dilma Rousseff, de remeter-lhe até quarta-feira [11/9] as considerações devidas sobre a violação das comunicações reservadas da presidente, uma informação fundamental não virá: o governo brasileiro não sabe o que foi captado pelos norte-americanos. Nunca saberá. Nem ao menos sabe desde quando as comunicações da Presidência brasileira eram interceptadas pela espionagem norte-americana.

Um obscuro episódio ganha, no entanto, uma hipótese luminosa com a revelação, por Edward Snowden e pelo jornalista Glenn Greenwald, dessa espionagem. É a bem-sucedida intermediação, a pedido de Obama, feita pelo então presidente Lula e pelo turco Tayyip Erdogan no caso do enriquecimento iraniano de urânio, com fins imaginadamente militares. Obtida pelos dois a desejada concessão do Irã para conversações e inspeções, Obama, surpreendentemente, desconheceu-a. Sem uma palavra a Lula e Erdogan.

A rasteira diplomática e a grosseria pessoal nunca tiveram explicação. Agora a espionagem violadora de telefones e e-mails dos governos brasileiro e turco, entre outros, comprovada mas de início ignorado, suscitou uma hipótese: o governo norte-americano captou alguma coisa que tomou, certa ou erradamente, como razão para sustar as operações com Lula e Erdogan.

Estranheza

Na sessão de quarta-feira, dia 4/9, do Supremo Tribunal Federal, ficou revelada uma omissão muito esquisita no acórdão que reúne o que se passou no julgamento do “mensalão”, até às sentenças. O valor do peculato de que o procurador-geral da República acusou o deputado João Paulo Cunha, na denúncia, não foi transcrito no acórdão. Na denúncia, porém, era claro e preciso: R$536.440,55.

Sem a definição de tal valor no acórdão, o acusado não teria como restituí-lo aos cofres públicos, o que lhe abriria a possibilidade de passar da condenação em prisão fechada para a condenação em regime semiaberto.

Elaborador do acórdão, o ministro Joaquim Barbosa tentou ainda evitar a citação da importância. A maioria a incluiu.


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