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Superávit primário é o maior da história e paga todo juro da dívida

28 de fevereiro de 2013

Grafico_Subindo02Superávit do setor público foi de R$30,25 bilhões em janeiro, maior desde 2001. No mesmo mês, despesas com juros da dívida somaram R$22,64 bilhões.

Alexandro Martelo, via G1

As contas de todo o setor público, que incluem o governo, os estados, municípios e empresas estatais, registraram um superávit primário (economia feita para pagar juros da dívida pública) recorde para todos os meses de R$30,25 bilhões em janeiro deste ano, informou na quarta-feira, dia 27, o Banco Central. Até o momento, o maior esforço fiscal havia sido registrado em setembro de 2010 (R$28,15 bilhões).

O alto valor do superávit primário, sem precedentes na série histórica do BC, que tem início em dezembro de 2001, foi suficiente para pagar todas as despesas com juros da dívida pública no mês passado, que somaram R$22,64 bilhões. Com isso, também foi registrado um superávit nominal (após o pagamento de juros) de R$7,6 bilhões em janeiro deste ano. Trata-se do terceiro melhor resultado nominal para todos os meses.

O bom resultado das contas públicas em janeiro deste ano foi favorecido pela forte arrecadação de impostos e contribuições federais, que também bateu recorde histórico para todos os meses ao somar R$116 bilhões. Segundo a Receita Federal, o bom desempenho da arrecadação, por sua vez, está relacionado, principalmente, pela antecipação, em janeiro deste ano, do ajuste anual do IRPJ/CSLL referente ao lucro obtido pelas empresas em 2012. Normalmente, este ajuste é feito até março. Entretanto, se antecipado em janeiro, as empresas e instituições financeiras pagam menos juros.

“O resultado de janeiro foi muito bom. Tivemos um aumento significativo das receitas correntes no mês passado. A perspectiva da ação da atividade econômica em 2013 delineia um cenário mais favorável em termos fiscais para o ano”, declarou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel.

Meta anual

A meta de superávit primário para o setor público neste ano é de R$155,9 bilhões, englobando o governo, estados, municípios e empresas estatais. Deste modo, 19,4% da “meta cheia” deste ano foi cumprida em janeiro.

Meta de superávit primário para o setor público neste ano é de R$155,9 bilhões. Portanto, 19,4% da “meta cheia” foi cumprida em janeiro

Ao governo central (União, Previdência Social e Banco Central), cabe a parte de R$108,1 bilhões da meta total, mas, caso os estados, municípios e estatais não cumpram sua parcela, o resultado deverá ser compensado pela União.

Segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias deste ano, já aprovada pelo Congresso Nacional, porém, o Tesouro poderá abater até R$45,2 bilhões da meta de todo o setor público neste ano por conta de gastos do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) – reduzindo a meta do superávit primário para cerca de R$110 bilhões.

Recentemente, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou que o governo pretende enviar ao Legislativo proposta para abater também mais R$20 bilhões em desonerações de impostos previstos para 2013.

Caso esta nova lei também seja aprovada pelo Congresso, a autorização para abatimento, na meta de todo o setor público, subirá para até R$65,2 bilhões. O superávit primário do setor público, no fim das contas, poderia cair a cerca de R$90 bilhões em 2013, sendo que 33,6% teria sido já cumprido em janeiro deste ano.

Dívida líquida

Apesar do forte superávit primário, a dívida líquida do setor público, indicador acompanhado com atenção por investidores, pois indica o nível de solvência (capacidade de pagamento) de um país, subiu para R$1,56 trilhão em janeiro, ou 35,2% do Produto Interno Bruto (PIB), contra R$1,55 trilhão, ou 35,1% do PIB, em dezembro do ano passado.

“A relativa estabilidade da relação DLSP/PIB em janeiro decorreu, por um lado, do superávit primário, que contribuiu para a redução da relação em 0,7% do PIB, e do crescimento do PIB corrente, que contribuiu com redução correspondente 0,3% do PIB. Em sentido contrário, a apropriação de juros nominais contribuiu para o aumento da relação em 0,5%, e a valorização cambial de 2,7% registrada no mês, com 0,4%”, informou o Banco Central.

Em 2012, o governo pagou R$743 bilhões em juros

24 de fevereiro de 2013
Orçamento 2012

O enorme peso dos juros em 2012: Orçamento Geral da União até 31/12/2012, por função.
Total: R$1,712 trilhão.

Via Vermelho

Legenda: O enorme peso dos juros em 2012: Orçamento Geral da União até 31/12/2012, por função – Total: R$1,712 trilhão.

Em 2012, o governo federal gastou R$753 bilhões com juros e amortizações da dívida, ou seja, R$45 bilhões a mais do que em 2011, contrariando o alarde da mídia conservadora diante da alegada queda com os gastos com a dívida e com o fato do superávit primário ter teria ficado abaixo da meta. As informações são do portal Auditoria Cidadã da Dívida.

O superávit representa apenas uma pequena parcela das fontes de recursos para o pagamento dessa dívida que se alimenta principalmente com a emissão de novos títulos (nova dívida); o recebimento de juros e amortizações pagos pelos estados e municípios sobre dívidas refinanciadas pela União; os resultados das privatizações; e outras fontes de recursos.

Esse enorme privilégio da especulação financeira obrigou o governo a usar quase 44% de todo o Orçamento Geral da União em 2012 com juros e amortizações da dívida, em detrimento do atendimento às urgentes e relevantes necessidades dos cidadãos brasileiros que pagam essa conta.

Em 2013, a dívida já consumiu R$145 bilhões

O privilégio na destinação de recursos para a dívida pública em 2013 atinge cifras impressionantes. Nos primeiros 35 dias do ano o governo federal já destinou dois terços dos recursos gastos em 2013 para juros e amortizações da dívida: a especulação financeira já consumiu nada menos que R$145 bilhões desde o início do ano. Esse valor equivalente ao dobro dos recursos federais previstos para educação durante todo o ano de 2013.

Esse privilégio é amparado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias 2013, cujo artigo 50 (inciso I) prevê que “se o Projeto de Lei Orçamentária de 2013 não for sancionado pelo Presidente da República até 31 de dezembro de 2012, a programação dele constante poderá ser executada para o atendimento de despesas com obrigações constitucionais ou legais da União relacionadas no Anexo V”. Neste Anexo V, na página 9, item 29, se encontra o “serviço da dívida”.

Para 2013, estão previstos R$900 bilhões para o pagamento de juros e amortizações da dívida; isto é, 20% a mais do que os R$753 bilhões gastos em 2012. Isto significa que o privilégio da dívida e da especulação financeira continua consumindo parcela cada vez maior dos recursos públicos. Esta situação fortalece a convicção de que o tratamento privilegiado da especulação financeira é o centro dos problemas nacionais.

Por crimes ambientais, Shell é eleita a pior empresa do mundo

31 de janeiro de 2013
Shell01

O cartaz diz: Papai Noel do Polo Norte é um conto de fadas. Shell no Ártico é um pesadelo. Foto: Reprodução/Public Eye Award.

Via Brasil de Fato

A petroleira Shell recebeu, na quinta-feira, dia 24, o título de pior empresa do mundo. Com mais de 41 mil votos, a empresa foi eleita a campeã do Public Eye Award 2013, conhecido como o Nobel da vergonha corporativa. Em 2012, o título foi dado à mineradora Vale do Rio Doce.

O prêmio foi entregue à Shell pelo Greenpeace Suíça e pela Declaração de Berna durante o Fórum Econômico Mundial, realizado entre os dias 23 e 27 em Davos, na Suíça. A petroleira foi eleita a pior empresa do mundo pelo voto popular devido ao seu envolvimento “em projetos de produção controversos, arriscados e quase sempre sujos de óleo”, conforme justificativa dos organizadores do prêmio.

A Shell encabeça inúmeras tentativas de exploração de petróleo e combustíveis fósseis na região do mar Ártico. Cada projeto significa novas toneladas de emissões de CO2 para a atmosfera. Segundo o Greenpeace, as reservas de petróleo na região são suficientes para apenas três anos, “mas a ganância de grandes corporações, como a Shell, insistem em tirar até a última gota do solo. Para isso, ela está colocando em risco um dos últimos paraísos naturais da Terra, colocando em perigo quatro milhões de pessoas que vivem na região, além de ameaçar a fauna”.

O Greenpeace denuncia que as medidas de segurança da Shell não são confiáveis, prova disso é a série de acidentes alarmantes ocorridos nas instalações da petroleira na região, antes mesmo do início da perfuração dos poços. “Especialistas garantem que uma catástrofe poderá ocorrer a qualquer momento e seria quase impossível controlar devido às condições delicadas do Ártico”, alerta a organização.

A Shell foi escolhida para receber o Public Eye Award pelo voto popular. O júri do prêmio, por sua vez, escolheu o banco estadunidense Goldman Sachs. Segundo os organizadores, “as duas empresas escolhidas servem como exemplos de empresas cujos crimes socioambientais mostram para a sociedade o lado negativo do progresso puramente orientado para o lucro”.

Mais informações sobre os crimes ambientais cometidos pela Shell no Ártico podem ser verificadas no site do Public Eye Award (versão em inglês). Já o Sindicato dos Químicos Unificados reúne materiais de denúncia sobre os crimes socioambientais cometidos pela Shell na fábrica de Paulínia, em São Paulo: clique aqui.

A casa tá caindo: Globo fecha 2012 com a pior audiência da história

2 de janeiro de 2013

Globo_Destruida01Vitor Moreno, via F5

A Globo teve muito pouco o que comemorar no ano que se encerrou há dois dias. Mesmo com sucessos como Avenida Brasil, que caiu na boca do povo, a emissora fechou 2012 com a pior audiência de sua história. Foram 14,7 pontos (cada ponto corresponde a 60 mil domicílios na Grande São Paulo) das 7 horas à meia-noite.

A Record manteve a vice-liderança, com 6,2 pontos, seguida pelo SBT, que marcou 5,6 pontos. A emissora de Sílvio Santos diminuiu a distância da concorrente (em 2011 a diferença era de 7,2 contra 5,7), mas permaneceu na terceira colocação. A Band ficou com 2,5 pontos, enquanto a RedeTV! teve apenas 0,9 ponto.

Todas as emissoras tiveram queda com relação ao ano anterior. A mais acentuada foi a da RedeTV!, que perdeu 37% de sua audiência com a saída do Pânico, entre outros. A Record caiu 13%, enquanto a Globo perdeu 10%, o SBT 2% e a Band 1%.

Desempenho da Globo nos últimos dez anos

2002 – 20,3

2003 – 21

2004 – 21,7

2005 – 21

2006 – 21,4

2007 – 18,7

2008 – 17,4

2009 – 17,4

2010 – 16,5

2011 – 16,3

2012 – 14,7

Leia também:

Jornal Nacional terminará 2012 com a pior audiência em 8 anos

“Fantástico” encerra o ano com a pior audiência da história

Retrospectiva 2012: JB, Gilmar Mendes, Veja, Cachoeira, Aécio, FHC, Soninha, Serra…

31 de dezembro de 2012

Retrospectiva2012

Depois de ter sido varrido pelo Blogger em maio, o Limpinho & Cheiroso, assim como seu sucessor o Replicante, começou nova fase no wordpress como Novo Limpinho & Cheiroso em 12 de junho de 2012. Desde essa data, foram mais de 1.400 posts, 370 mil visitas e quase 1.900 comentários. Queria agradecer a todos pela força. A seguir, as matérias mais lidas no Limpinho e seus respectivos números de visitas.

Em 2013, continuaremos na luta por um Brasil mais justo e solidário.

#RegulaDilma #CPIdaPrivatariaTucanaJá

Feliz 2013.

Bater em mulher é covardia: Quando Joaquim Barbosa não era herói da mídia – 22.821

Gilmar Mendes suspendeu decreto de Lula que dava posse de terras aos índios Guarani Kaiowá – 7.670

Íntegra da matéria da CartaCapital: Gilmar Mendes: Juiz? Não, réu! – 4.297

Íntegra da matéria da CartaCapital: O triste fim de Policarpo [e da Veja?] – 4.254

A perseguição ao ator José de Abreu – 4.232

Blogueiro da Veja paga mico ao publicar fotomontagem de Lula – 3.990

Governo federal anuncia 100% dos royalties do petróleo para educação – 3.915

Aécio Neves é flagrado completamente bêbado – 3.599

Psolista mostra seu preconceito contra os nordestinos e contra Lula no Facebook – 3.025

Os 10 maiores crimes de corrupção do Brasil – 2.121

OAB está preocupada com as atitudes de Barbosa no caso “mensalão” – 2.072

Reinaldo Azevedo: “A arrogância de Joaquim Barbosa é espantosa!” – 2.040

Soninha Francine confirma ser amante de Serra – 2.028

Recordar é viver: Como a Globo deu o golpe da barriga em FHC e enviou Miriam para Portugal – 1.922

STF poderá ser julgado pela Corte Internacional de Direitos Humanos – 1.775

Nunca houve tanto ódio na mídia conservadora do Brasil – 1.763

Nota do Limpinho: Gostaria de fazer um agradecimento especial a Clovis Pacheco Filho e Marcos Pinto Basto, os internautas que mais comentaram os posts do blog. Ano que vem tem mais.

2012: Principais ações do governo Dilma Rousseff

29 de dezembro de 2012

Dilma_Ciencia_Fronteira

Via Dilma na rede

Programas para a erradicação da miséria no Brasil e a elevação do País como referência no investimento para educação e esportes marcaram o ano de 2012 da presidenta Dilma Rousseff à frente do Planalto. Confira uma breve retrospectiva com as principais ações e conquistas realizadas ao longo do ano.

● Brasil sem Miséria

Retirou 16,4 milhões de brasileiros da pobreza extrema.

● Lançamento do Brasil Carinhoso

Somente em outubro, foram repassados R$186,3 milhões a 2,16 milhões de famílias, beneficiando quase 3 milhões de crianças de 0 a 6 anos.

● 9 anos de Bolsa Família

Foram transferidos R$17,3 bilhão aos beneficiários do Bolsa Família. Mais de 50 milhões de pessoas foram beneficiadas em 9 anos a um custo de 0,46% do PIB brasileiro.

Em 2012, 96,7% das 15,1 milhões de crianças e jovens beneficiários do Bolsa Família superaram a frequência escolar exigida pelo programa (agosto/setembro).

● Aumento dos empregos no país

Até outubro, foram criados 1,7 milhão de postos de trabalho. Somente no governo da presidenta Dilma Rousseff (desde 2010) já foram criados 4 milhões de novos postos. O Brasil registra atualmente o menor nível de desemprego da história.

● Saúde

Foram realizados mais de 12,3 mil transplantes no SUS, aumento de 12,7% em relação a 2011. Também, aumentou 22% a quantidade de doadores de órgãos.

● Minha Casa, Minha Vida

Mais de 970 mil moradias entregues em 2012.

● Crédito em expansão

Nos últimos 12 meses, a taxa média de juros caiu 10,2%.

● Redução da tarifa de energia

Consumidores passam a pagar contas de luz 16,2% mais baratas. Para as indústrias, a tarifa vai variar de 12% a 28%, dependendo da tensão elétrica utilizada. A média deve ficar em 20% de redução.

● Ampliação do Pronatec

O Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego já ofereceu 2,5 milhões de vagas para jovens e trabalhadores em cursos profissionalizantes.

● Cientistas para o mundo

Mais de 20 mil estudantes foram beneficiados em 2012 com bolsas de estudos do programa Ciência sem Fronteiras.

● Mais Educação

Crescimento de 127% no número de escolas do ensino fundamental que aderiram ao programa Mais Educação, oferecendo atividades educacionais no contraturno.

● Meio ambiente

O desmatamento da Amazônia continua em queda: 27% menor em comparação com o ano anterior.

● Modernizações dos aeroportos

Estão em andamento 31 ações em 13 aeroportos: Brasília, Belo horizonte, Campinas, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Salvador, Guarulhos/SP, São Gonçalo do Amarante/RN e Galeão/Rj. Os investimentos já somam R$7,35 bilhões.

● Infraestrutura

38,5% das obras e ações de grande complexidade do PAC2 foram concluídas, um investimento de R$272,7 bilhões executados em 2011 e 2012.

● Copa do Mundo

Dois novos estádios foram inaugurados em 2012 e outros quatro serão entregues em 2013.

● Lançamento do Plano Brasil Medalhas 2016

Apoio aos 200 atletas olímpicos e paraolímpicos brasileiros classificados entre os 20 melhores do mundo em suas modalidades, para preparação dos jogos olímpicos do Rio em 2016.


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