Enquanto corta leite das crianças, Dória prevê gastar R$100 milhões com propaganda

26 de fevereiro de 2017

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Via Jornal GGN em 8/2/2017

A gestão do prefeito João Dória (PSDB) anunciou que vai elaborar um edital de concorrência pública para contratar duas agências de publicidade, que serão encarregadas de realizar campanhas para a Prefeitura. É estimado que sejam gastos até R$100 milhões por ano para ações de propaganda institucional e comunicação na internet, rádio, TV e mídia impressa.

Segundo o jornal O Estado de S.Paulo, uma audiência pública está marcada para o próximo dia 23 para reunir sugestões e informações para a elaboração do edital da concorrência, que não tem data para ocorrer.

A única alteração solicitada pelo prefeito na proposta do orçamento da cidade para a Câmara Municipal foi o aumento da verba de publicidade, alegando que os recursos são necessários para campanhas de educação do trânsito.

Ainda de acordo com o Estadão, ele conseguiu retirar R$200 milhões do Fundo Municipal de Trânsito, que financia a operação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para destinar à publicidade. A verba total para propaganda ficou em R$300 milhões, cerca de três vezes o que foi gasto em 2016.

Paneleiro venezuelano: Capriles é denunciado no caso Odebrecht

26 de fevereiro de 2017

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Via O Globo em 24/2/2016

Um dos principais líderes da oposição na Venezuela, o governador Henrique Capriles foi denunciado ao Ministério Público na sexta-feira, dia 24/2, por suspeita de ter recebido US$3 milhões em subornos da empreiteira Odebrecht.

“Estamos pedindo que a Procuradoria ordene uma medida cautelar para alienar e onerar os bens que sejam propriedade do senhor Capriles, provenientes do delito, e que seja declarada medida privativa de liberdade”, assinalou o político governista Luis Tellerías, em nota à imprensa. Tellerías apresentou a denúncia em nome da ONG Frente Anticorrupção.

Em 15 de fevereiro, a Procuradoria informou que a Justiça venezuelana congelou as contas bancárias e os ativos da Odebrecht no país, depois do escândalo de subornos da empreiteira envolvendo funcionários do governo em vários países da América Latina.

O líder opositor assegura que as contratações com a Odebrecht foram feitas durante a gestão como governador de Miranda de Diosdado Cabello, deputado e um dos líderes do chavismo.

Em janeiro, o Ministério Público anunciou que solicitou à Interpol uma ordem de captura contra uma pessoa, que não foi identificada.

Sem mencionar o nome de Capriles, o presidente Nicolás Maduro disse que “há um governador envolvido” que poderia ir preso.

“Já no Brasil é feita uma investigação e foi ordenado ao banco suíço que entregue os movimentos sobre os depósitos da Odebrecht a Capriles”, afirmou Tellerías.

Moro e Dallagnol deveriam pagar as custas do processo do tríplex de Lula?

26 de fevereiro de 2017

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Via Carta Campinas em 22/2/2017

A cada dia que passa, a situação do juiz Sérgio Moro e do procurador da República do Paraná Deltan Dallagnol parece se complicar no caso do processo do “tríplex do Guarujá” ou do “tríplex do ex-presidente Lula”.

Depois de cerca de 2 anos de investigação (visto que a investigação começou bem antes do indiciamento em agosto de 2016) e um gasto enorme de dinheiro público com o processo, o resultado até agora é seguinte: nenhuma prova contra o ex-presidente Lula e 65 testemunhas que o inocentaram. Ao que tudo indica, o processo não deveria sequer ter sido aberto devido à insuficiência de indícios.

Das 65 testemunhas, nenhuma foi capaz de apresentar qualquer prova que incriminasse o ex-presidente. Pelo contrário, praticamente todas o inocentaram. Apenas uma, um político ex-zelador do prédio que se aproveitou da bandeira “tríplex” para tentar se eleger vereador pelo PP acusou de forma vazia: “todos sabiam que era do Lula”.

O processo, que parece não ter fim, está se configurando como prova cabal de perseguição política do Poder Judiciário para evitar que o ex-presidente atue politicamente. Além disso, há o custo do processo pago pela população. Se continuar desse jeito, Dallagnol e Moro deveriam indenizar o Estado brasileiro pela aventura processual? Ou seria apenas um caso de incompetência jurídica?

Nos depoimentos colhidos na segunda-feira, dia 21/2, pelo juiz Sérgio Moro, o chefe da equipe institucional e segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tenente do Exército, Valmir Moraes, foi devastador. O tenente disse que há registros de onde Lula esteve em cada dia após este ter deixado o cargo de presidente da República, e esses registros provam que ele jamais pernoitou no apartamento do Guarujá.

Moraes relatou que, após a volta do Guarujá, o ex-presidente teria dito: “Sabe quando que eu vou frequentar esse apartamento? Nunca. Vou pedir para Dona Marisa não comprar esse apartamento.” O tenente do Exército também relatou que jamais presenciou qualquer conduta indevida ou antiética do ex-presidente trabalhando cinco anos com ele, e que se esse fosse o caso, pediria dispensa da função.

Os advogados já até requereram ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) a anulação do processo. Para a defesa de Lula, a suspensão é necessária “em virtude de diversos atos que mostram que o juiz Sérgio Moro perdeu a imparcialidade para julgar Lula.”

Leia também:
Testemunhas desmontam o caso do tríplex do Guarujá e Moro induz acusação

Advogado condenado por falsificação é nomeado assessor da gestão Dória

26 de fevereiro de 2017
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O advogado Fernando Biscaro de Souza, em 2010.

Via Folha on-line em 23/2/2017

Secretário de Justiça da gestão João Dória (PSDB), Anderson Pomini, nomeou como assessor especial um advogado que já foi condenado por falsificação de documentos públicos e é acusado de ter burlado a Lei da Ficha Limpa.

A nomeação de Fernando Biscaro de Souza foi publicada no Diário Oficial da cidade no último dia 17 de janeiro. Além do cargo, o advogado também foi designado para compor colegiados importantes na estrutura municipal, como a Câmara Técnica de Legislação Urbanística.

Biscaro conhece o secretário de Dória há anos, tendo sido escolhido, inclusive, advogado de defesa dele na ação em que o Ministério Público o acusa de ter burlado a Lei da Ficha Limpa para prestar serviços para Câmara Municipal de Jumirim (SP).

No processo, Biscaro se apresenta como “associado” do escritório de advocacia do secretário. Em nota, a Prefeitura nega que haja “qualquer vínculo formal que transcendesse a mera parceria profissional” entre os dois.

Falsificação
A ação de improbidade da qual Biscaro é alvo foi iniciada em fevereiro de 2016. Na peça, a Promotoria sustenta que o advogado foi subcontratado por uma empresa terceirizada para atuar como consultor jurídico da Câmara de Jumirim com o intuito de burlar a lei que proíbe pessoas condenadas pela Justiça a ocupar cargo público por ao menos oito anos.

Na época em que foi contratado pela Câmara, Biscaro ostentava duas condenações judiciais por falsificação de documentos públicos. Ele cumpriu pena de prestação de serviços pela primeira condenação, mas foi novamente acusado do crime em 2008.

Na época, segundo processo ao qual a Folha teve acesso, um cliente de Biscaro o acusou de ter forjado documento do Tribunal de Justiça para convence-lo de que estava dando seguimento a uma ação para a qual havia sido contratado.

Na ocasião, Biscaro admitiu à Justiça ter gerado e entregado o documento ao cliente, mas negou que tenha agido com a intenção de fornecer texto falso a ele. Afirmou que havia comprado um software que buscava informações diretamente do site do TJ paulista e atribuiu ao programa a falha.

A nova manipulação da Globo e do governo Temer sobre a conta de luz

26 de fevereiro de 2017

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Miguel do Rosário, via O Cafezinho em 23/2/2017

A Globo agora quer tentar convencer a população do seguinte sofisma: o governo Dilma, que fez investimentos recordes em infraestrutura elétrica, que construiu linhas de transmissão modernas, termoelétricas, hidrelétricas, eólicas, que levou adiante, finalmente, a construção de Angra 3, que fez programas populares para levar energia aos rincões mais isolados do país, e que mesmo assim, ainda baixou o preço da energia elétrica para indivíduos, indústrias e lojas, este foi o governo que cometeu erros.

Quem faz o certo, segundo a Globo, é o governo Temer, que não investe nada, que paralisou as obras de infraestrutura em andamento (neste caso, em parceria com a Lava-Jato, sócia da Globo e do governo) e que agora aceitar doar – com o bolso alheio – R$62 bilhões às operadoras de energia, sem contrapartida, e vai impor um “tarifaço” aos consumidores, elevando o custo de vida e aprofundando ainda mais a crise econômica.

Ou seja, o governo que investe e reduz o preço da eletricidade é o errado. O que não investe e aumenta o preço da energia, é o certo.

A Globo está apostando pesado na ingenuidade e manipulação dos brasileiros. Assista ao vídeo do Leonardo Stoppa, parceiro do Cafezinho.


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