Picaretas do regime de exceção dão palestra em centro acadêmico nos EUA

20 de abril de 2018

Via O Cafezinho em 18/4/2018

Em plena segunda-feira de trabalho, um ministro do STF, a procuradora-geral da República, e dois juízes que, supostamente, comandam a “maior operação contra corrupção do mundo”, estavam nos Estados Unidos, num seminário estudantil organizado pela filha do ministro do STF convidado…

Quer dizer, seminário estudantil, mas repleto de patrocínios privados, cujos organizadores ganham um bom dinheiro!

Dallagnol já passou pelo centro acadêmico também, em abril deste ano.

É muita bananice, pelo amor de Deus!

Ao mesmo tempo, é tão emblemático! Os picaretas símbolo do regime de exceção, esse arremedo patético e sinistro da ditadura militar, viajando juntinhos, às nossas custas, para um seminário de centro acadêmico nos Estados Unidos!

E a imprensa no Brasil, mentirosa como de praxe, dando notícia de um grande evento em Harvard!

O juiz Marcelo Bretas, que acumula dois auxílio-moradia, apesar de ter quase 7 milhões em imóveis no Rio de Janeiro (fora os de sua família), foi falar sobre “combate à corrupção”.

Não foi perguntado sobre sua sentença nazista contra o almirante Othon Pinheiro, o cientista nuclear brasileiro octagenário condenado (sem provas) a 40 anos de prisão, cuja pena foi ampliada em cinco anos por causa (sic) de seus “bons antecedentes”.

Estava lá Sérgio Moro, que condenou Lula sem provas. Tanto os alegres participantes do Seminário, como o juiz, parecem ignorar as pesadas críticas que sua sentença recebeu de juristas do mundo inteiro, entre eles Luigi Ferrajoli. A prisão de Lula produziu comoção mundial, inclusive nos EUA. O presidente do maior sindicato industrial dos EUA, Dennis Willians, assinou um protesto fortíssimo, e ao mesmo tempo embasado em críticas juridicamente fundamentadas, que ele mesmo mandou traduzir para o português, contra a sentença de Sérgio Moro. Ou seja, a sentença de Moro virou uma espécie de clássico da indigência jurídica desse momento sombrio vivido pelo Brasil.

Moro se tornou, assim como Joaquim Barbosa durante a Ação Penal 470 (hoje candidato a presidente da república), uma espécie de liderança política da ultradireita. O núcleo social que mais gosta de Moro são os eleitores de Bolsonaro.

Cafona e ignorante, num inglês paupérrimo, Moro citou Theodore Roosevelt como liderança anticorrupção nos EUA: o magistrado conhece ainda menos história do que direito e inglês. Theo Roosevelt ficou conhecido pelo combate ao monopólio da Standard Oil, de John Rockfeller, mas jamais destruiu empregos e empresas. Ao contrário, assim como o segundo Roosevelt, que seria presidente algumas décadas mais tarde, Theo era um progressista (embora apenas para dentro dos EUA, como todos os presidentes progressistas norte-americanos) que tinha planos para gerar empregos dentro dos EUA. Após anos de guerra judicial, a Standard foi dividida em várias grandes empresas, que se transformariam em companhias como Exxon, a Chevron, a Mobil, a Amoco, entre outras, as quais, por sua vez, se tornariam membros do cartel mundial do petróleo, o mesmo cartel que hoje faz a festa no Brasil pós-Lava-Jato.

No artigo reproduzido abaixo, de André Araújo, vê-se ainda que Roosevelt praticou uma política externa para beneficiar empresas americanas, ao contrário de Moro, que liderou uma cruzada norte-americana para destruir empresas brasileiras (não é por outra razão que é tão paparicado pelo Tio Sam).

Tínhamos por lá Raquel Dodge, a combativa protetora de tucanos. Se o Brasil tem problemas tão graves de corrupção, como a procuradora geral da república tem tempo para dar seminários em centro acadêmicos dos… Estados Unidos?

Por fim, lá estava o papai Luis Roberto Barroso, o demagogo mais cínico da história da magistratura brasileira! Enquanto protege os ricos, os rentistas, os barões da mídia, Barroso faz o jogo sórdido do populismo penal, que é lavar as mãos para o avanço do golpe judicial sobre a democracia brasileira, usando um discurso do punitivismo fascistóide, que agrada o populacho manipulado pela mídia.

A filha de Barroso é uma das lideranças do centro acadêmico que organizou o seminário.

Barroso é uma figura. Num dia, defende a redução do direito ao habeas corpus e aos recursos antiprisionais, dizendo que o STF não aguenta tanto trabalho. Daí viaja, em plena segunda-feira, para o centésimo seminário de que participa, dessa vez para um organizado pelo centro acadêmico onde sua filha atua. Há pouco, Barroso foi flagrado recebendo quase R$ 50 mil por uma hora de palestra em Rondônia, pagos pelos contribuintes do estado, via TCE. Confrontado pela imprensa, negou. Mas era mentirinha… de Barroso. Não só o pixuleco foi confirmado em documento oficial do TCE, publicado no Diário Oficial do estado, como se descobriu que, em 2017, ele recebeu a mesma quantia pela mesma hora de seminário.

Em sua palestra no centro acadêmico de Harvard, Barroso dedicou-se às suas especialidades como palestrante: falar mal do Brasil e repetir clichês idiotas. Dentre suas sacadas geniais, está a frase que repete qual papagaio: “não dá para não ter vergonha do Brasil”. Frase melancólica, cuja repercussão irônica o ministro não parece perceber: sim, Barroso, dá vergonha ser de um país que tem um ministro do STF como você!

Barroso é mais um moralista sem moral, um eunuco servil ao golpe, um lacaio da Globo (e do imperialismo, embora talvez ele nem se aperceba disso). Membro destacado do regime de exceção e mandarim imperial, leva uma vida sossegada, sem trabalhar, dando seminários em centros acadêmicos e instituições estatais de estados pobres, enquanto Lula, vítima de sua demagogia fascista, mofa numa cadeia em Curitiba.

***

SOBRE O OBA-OBA DOS SEMINÁRIOS DE HARVARD
André Araújo, via Jornal GGN

Moro e o Ministro Luis Roberto Barroso aparecem na imprensa brasileira de hoje como palestrantes em um seminário na Harvard Law Wchool, a Escola de Direito da Universidade de Harvard. Em toda a mídia apareceu essa notícia para demonstrar a importância dos palestrantes.

Não é bem assim. O Simpósio onde eles palestraram é na Associação dos Estudantes Brasileiros da Harvard Law School, um centro acadêmico criado por brasileiros entre as quais Luna van Brussell Barroso, filha do Ministro Barroso. Trata-se, portanto, de evento bem menor do que algum patrocinado pela própria Escola de Direito de Harvard como foi divulgado na mídia brasileira. A Escola tem muitos eventos diariamente, há dias com mais de 30 eventos, mas esse Simpósio não é da Escola e sim da Associação, é palco bem diferente porque não é de responsabilidade institucional da Escola.

Nessa entrevista de hoje Sérgio Moro mencionou, como referência ao combate à corrupção, o Presidente Theodore Roosevelt. Vamos refrescar a memória. Esse presidente foi o mais imperialista entre os Presidentes americanos do século 20, criou a política do Big Stick, ou seja, do porrete, para intervir na América Latina protegendo interesse de empresas americanas, invadiu e ocupou a República Dominicana em 1905 e Cuba em 1906. Mas o grande feito dele foi financiar com dinheiro a rodo os secessionistas do Istmo, província colombiana, para que eles se separassem da Colômbia e criassem um novo País, na realidade uma colônia americana, com bandeira americana nos dois lados do Canal, mais de cem edifícios e quarteis, base aérea e naval, a chamada “Zona do Canal “ para lá construir o Canal do Panamá inteiramente controlado pelos EUA, sendo que o dolar americano é até hoje a moeda oficial do Panamá.

Esse Theodore Roosevelt é para o juiz Moro o exemplo na luta contra a corrupção, citado por ele ontem na entrevista a propósito desse Simpósio.

Provavelmente o Presidente americano combatia as gorjetas para a polícia de Nova York, notoriamente corrupta naquele tempo, e no andar de cima operava para as grandes empresas americanas na América Latina, Sérgio Moro citou um exemplo infeliz, Theo Roosevelt nunca foi um santo nem para seus patrícios, tomá-lo como paladino da moral é uma piada até para os gringos.

Vídeo: Lula questiona Moro sobre elevador fictício do tríplex

20 de abril de 2018

Paulo Pimenta em 18/4/2018

As farsas da Lava-Jato: “Quem conta uma mentira, passa a vida toda mentindo”, disse Lula a Moro.

Cai mais uma mentira sobre o “elevador” do tríplex.

FHC foi confundido com funcionário da Globo ao deixar a Presidência

20 de abril de 2018

Via DCM em 18/4/2018

Saiu na coluna de Cláudio Humberto, no jornal Metro.

Lava-Jato leva o país à barbárie

20 de abril de 2018

Tadeu Porto, via O Cafezinho em 18/4/2018

Com um bocado de atraso, consegui um tempo para escrever sobre as impressões que tive sobre a última pesquisa Ipsos-Estadão. Não consegui tirar essa pesquisa da cabeça, afinal, os números dela demonstram um Brasil surreal.

Além da polarização da sociedade que está escancarada na pesquisa, como bem ilustrou Fernando Brito, e dos resultados positivos para o presidente Lula, ilustrado aqui pelo nosso editor Miguel do Rosário, tenho ainda um destaque a mais sobre os resultados: a sentimento democrático no país foi pro espaço.

Essa questão é verificada, principalmente, pelo altíssimo índice de “continuidade” que a Lava-Jato possui. Pouquíssimas perguntas de pesquisa possuem aprovação de mais de 90%, principalmente quando trata de um assunto polarizado, como demonstra as outras perguntas.

As perguntas “após a prisão de Lula, as investigações da Lava-Jato devem continuar ou se encerrar?” e “A Lava-Jato deve investigar todos os políticos”, ficaram com 95% e 91%, respectivamente. A impressão direta e objetiva dessa pergunta é que o país inteiro quer a continuidade da operação independentemente dos erros da operação, ilustrado nas demais respostas da pesquisa.

Portanto, analisando a consulta como um todo, o cenário é tenebroso: basicamente, a população abriu mão de conceitos básicos da democracia para se poder “combater a corrupção” mesmo considerando, na pesquisa mesmo, que a própria Lava-Jato é inadequada.

Ao analisar as perguntas de continuidade da Lava-Jato com os questionamentos: “A Lava-Jato até agora não provou nada contra Lula” (47% concordam e discordam, 6% se abstém) e “A Lava-Jato faz perseguição política contra Lula” (55% concordam e 41 discordam, 4% se abstém), concluímos, por baixo, que aproximadamente 50% da população sabe dos erros lavajateiros e mesmo assim, no mínimo, 40% quer que ela continue.

Também chama a atenção da junção das perguntas “Acha que Lula é culpado ou inocente (57% culpado e 32% inocente)” e “É justo ou injusto que Lula seja preso” (50% é justo e 44% é injusto) com o alto índice de continuidade da Lava-Jato. Oras, se um terço do país acha que Lula é inocente e quase metade da população acha prisão dele é injusta, qual é a justificativa para quererem manter a operação?

Aparentemente, o povo brasileiro desacreditou da democracia e partiu para a lógica de que teremos que resolver nossos problemas a ferro e fogo, com a lógica da punição a todo custo, sem respeito ou apego algum a nossas experiências passadas, a nossa lei ou mesmo convenções sólidas de direitos, como os direitos humanos.

Ademais, o alto índice de pensamento que a Lava-Jato deve ir para todos os políticos, chega-se a conclusão que a operação praticamente sepultou a política brasileira como se fosse crime, simplesmente, ser político. E aqui faço um adendo a canalhice do Estadão de direcionar a Lava-Jato para políticos, sem uma pergunta do tipo “A Lava-Jato deveria investigar os bancos?”, por exemplo.

Fora da política, mora a barbárie, já dizia a sabedoria popular. Tempos sombrios nos esperam.

Ocupação do tríplex: Pontos para a esquerda na guerra semiótica

20 de abril de 2018

Wilson Ferreira, via Jornal GGN em 19/4/2018

Finalmente a esquerda marca pontos na atual guerra semiótica no front do campo simbólico da sociedade (grande mídia + opinião pública): a ocupação do indefectível “tríplex do Lula” no Guarujá pelo MTST e a Frente Povo Sem Medo apresentou todas as características de um petardo semiótico: Detonação, Letalidade, Dilema Midiático e Dissonância Cognitiva. Uma ocupação curta (pouco menos de quatro horas), mas o suficiente para a grande mídia viver um dilema e dar uma guinada gramatical no seu discurso, como se sentisse o golpe. Mas o melhor dessa bomba semiótica foi como a mídia corporativa mordeu a isca (o álibi) para a ocupação revelar o seu verdadeiro propósito: a filmagem no interior da verdadeira caixa preta em que se tornou o imóvel. Revelando a dissonância entra as narrativas jurídico-midiática e da oposição. Uma ação simbólica bem-sucedida que revela outras questões. Entre elas, a possível criação de um grupo de inteligência semiótica para multiplicar essa ação prototípica.

Este Cinegnose afirma que a rendição de Lula foi um erro, seja político ou semiótico. No mínimo, por vender aquilo que o juiz Sérgio Moro e a PF mais queriam, por um custo simbólico muito baixo. E pior, com as imagens da condução do prisioneiro faturadas em pleno horário nobre televisivo, com direito a um posterior “vazamento” de áudio do próprio apresentador que deu a notícia da prisão de Lula – o suposto vazamento do jornalista global “bonzinho”, emocionado e cheio de culpa (Clique aqui).

Avaliação corroborada pelas próprias hostes da militância como a do senador Lindbergh Farias ou dos relatos do advogado Samuel Gomes sobre os lamentos e críticas à decisão de Lula ter se entregado. Desaprovações sentidas no próprio acampamento em Curitiba em frente a PF – clique aqui.

Por isso, ocupação do famoso “tríplex do Lula” no Guarujá pelo MTST e a Frente Povo Sem Medo, por quatro horas, na manhã de segunda-feira demonstrou duas coisas:

(a) Uma clivagem entre a militância e o chamado “petismo jurídico” formado pelo ex-ministro da Justiça Thomaz Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardoso – este, que participou das negociações com a PF para a prisão de Lula. Um crônico descompasso entre a predisposição da militância em buscar alternativas de ação política e o republicanismo jurídico do partido que embarcou na “cruzada anticorrupção” na qual os governos Lula-Dilma levariam o troféu “do país que mais combate a corrupção”.

Sem perceberem que, enquanto jovens juízes eram catapultados para cursos e bolsas nos EUA nos quais o combate ao terror se confundia com repressão a lavagem de dinheiro e corrupção, os EUA construíam sua hegemonia planejando a atual ação da guerra híbrida nas diversas “primaveras” ao longo do planeta. E hoje, a prisão de Lula se converteu no maior troféu.

(b) Uma potente e certeira bomba semiótica que lembrou a técnica ativista do empate, muito usada por ativistas seringueiros como o falecido Chico Mendes. Tática intermediária entre o pacifismo e o belicismo para criar um impasse institucional.

Estratégia que reverteria em altos ganhos simbólico na resistência de Lula no sindicato de São Bernardo, com as ruas ao redor repletas de manifestantes. Uma ação de força repressiva e invasão resultaria em severo prejuízo simbólico na midiosfera nacional e internacional: a guerra híbrida revelaria seu lado sujo, violento, bem longe das assépticas togas e data vênias que dominam a narrativa da grande mídia.

Características de uma bomba semiótica
Até aqui as ações políticas de ataque simbólico foram solitárias, curtas e reticentes. Como a do então prefeito de São Paulo Fernando Haddad: sem mais paciência para aguentar os escândalos que o historiador Marco Antônio Villa arrancava na leitura diária da agenda de Fernando Haddad, o prefeito de São Paulo aprontou uma “pegadinha” – disponibilizou uma agenda trocada (na verdade, a do governador Geraldo Alckmin), cheia de espaços em branco. “Está em branco! Em Branco! É a incapacidade de alguém pouco afeito ao trabalho!”, gritou o historiador no microfone da Rádio Jovem Pan. Certamente, enquanto o prefeito se rachava de rir.

Mas a rápida ocupação do famigerado tríplex por ativistas abriu uma expectativa de que finalmente as lutas políticas também sejam travadas no campo simbólico da sociedade – opinião pública + midiosfera. Não mais restrita a uma galhofa solitária, mas agora uma ação coletiva organizada.

A iniciativa do MTST e Frente Povo Sem Medo teve todas as características de uma bomba semiótica:

(a) Criou um acontecimento comunicacional: um evento-surpresa com logística rápida e contundente. Uma “blitzkrieg semiótica”;

(b) A mídia corporativa sentiu o impacto. Pegou a grande mídia de surpresa que, também rapidamente, avaliou o potencial impasse institucional que a ocupação criaria se fosse prolongada. Principalmente pelo leitmotiv da invasão ao tríplex: “Se o tríplex é dele [do Lula], ele já disse mais de uma vez que o povo poderia entrar lá e ocupar. Estamos autorizados pelo proprietário. Pela primeira vez o MTST faz uma ocupação consentida pelo proprietário. Se o tríplex não é dele, o juiz Sérgio Moro vai ter que vir se explicar por que prenderam o Lula por um apartamento que não é dele”, disse Guilherme Boulos.

(c) Dessa maneira, ficou evidente o principal indício de como a grande mídia acusou o golpe, como apontou a análise linguística das manchetes realizada pela “Madrasta do Texto Ruim” no Jornal GGN: os jornais abandonaram o genitivo (caso gramatical que indica relação principalmente de posse) pelo locativo ou advérbio: “MTST ocupa tríplex no Guarujá”; “MTST invade tríplex supostamente atribuído a Lula”; “MTST invade tríplex no Guarujá que levou Lula à prisão” etc. Desapareceram expressões como “Tríplex do Lula” ou conectores como “Lula e o tríplex”. Afinal, se o caso se arrastasse, quem pediria a reintegração de posse do imóvel: Lula? Moro? OAS? Caixa? (Clique aqui)

(d) Simplesmente a mídia corporativa não podia ignorar ou fazer vistas grossas em relação ao que acontecia no Guarujá. Afinal, era uma das lideranças da ocupação era um presidenciável. Jamais a belicosa mídia poderia perder a oportunidade de demonizar um candidato de esquerda. E tentativas de demonização não faltaram, como divulgar uma foto de um morador do condomínio. Foto icônica pela óbvia alusão pela sua gestalt a famosa sequência de perseguição do filme O Iluminado – veja o comparativo abaixo. Mas… moderam a isca e deram visibilidade ao empate institucional.

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