A obsessão das Organizações Globo contra o Lula e o PT

10 de novembro de 2020

Assessoria de imprensa do presidente Lula em 9/11/2020

No futuro, as faculdades de jornalismo poderão estudar a reportagem do Fantástico de domingo [8/11], sobre o tema da desigualdade social no Brasil nas últimas décadas, como um exemplo de censura política.

Há de se reconhecer o esforço da Rede Globo em fazer o PT desaparecer e recontar a história do Brasil.

A invisibilidade e falta de voz impostas ao maior partido de oposição no país na realidade é uma insistente tentativa de colocar as lutas sociais na clandestinidade. Um erro pelo qual as organizações Globo disseram estar arrependidas em 2013, ao pedir desculpas pela posição vexatória em 1964. Mas essa é a tradição do maior monopólio de mídia do país. A democracia é bem vinda apenas fora de nossas fronteiras.

Mas a História não esquece. E vai cobrar as consequências e autocrítica daqueles que deram guarida à erosão da nossa frágil democracia.

A obsessão pelo PT e a censura editorial da TV Globo não vão apagar o legado do partido na vida e na consciência daqueles que viveram na pele as transformações sociais positivas que o Fantástico narrou, mas se esqueceu de dizer quem lutou e trabalhou para que elas acontecessem.

Ciro Gomes volta a falar em frente ampla para 2022, mas exclui o PT

10 de novembro de 2020

Via CartaCapital em 9/11/2020

Em São Paulo, durante ato de apoio à candidatura de Márcio França (PSB), Ciro Gomes falou da necessidade de se construir uma frente ampla de centro-esquerda para 2022.

“Nós construímos esse caminho. Há uma esquerda nova no Brasil, que reúne o PSB do Márcio, o PDT do Neto e nosso, a Marina da Rede, o PV, o nosso companheiro do PCdoB Flávio Dino, isso é um caminho. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Chega de ódio. Unir o povo. Organizar a luta. Salvar o Brasil. Márcio França prefeito, Neto vice-prefeito”, disse Ciro na segunda-feira [9/11].

“Nas grandes cidades, isso é uma tradição, há uma politização do voto. São Paulo botando Márcio França no segundo turno, a Martha Rocha no Rio de Janeiro, o nosso João Campos lá em Recife, o Sarto em Fortaleza que já está chegando ao primeiro lugar, em Belo Horizonte o Kalil já está com 65%, o que que o povo brasileiro das grandes cidades começa a indicar? É que nós queremos, além de escolher bons prefeitos, criar um caminho em que o extremismo, a confrontação odienta, que marca a divisão da nação brasileira de forma grave como nós estamos vendo numa hora tão dura, talvez esteja perto de ser encerrada”, afirmou Ciro.

Com Joe Biden, o grande sniper, volta ao poder o “Estado Profundo”

10 de novembro de 2020

Cristóvão Feil, via A Era da Idiocracia em 9/11/2020

Agora, depois da eleição, pode-se dizer: Joe Biden é um picareta de direita, se diferencia de Donald porque Donald é um bufão completo, enquanto Joe é um operador privilegiado do “Estado Profundo”.

Vocês sabem o que é “Estado Profundo”?

É a plutocracia podre de dinheiro, são as Forças Armadas e as indústrias fornecedoras do estado de guerra permanente (“permanent war” não é um mero slogan, é política de Estado dos integrantes do Deep State, uma renda fixa do capital/assalto legalizado ao budget público, é manutenção programada do sistema Imperial, são os órgãos de controle e espionagem (NSA, CIA, FBI etc. que custam 7 bilhões de dólares/ano para o contribuinte estadunidense), são os think tanks da direita (laboratórios de ideias financiados pelos plutocratas e grandes empresas globais em linha direta com as grande mídias e veiculação garantida), o sistemão bancário-financeiro e outros atores de menor porte, como algumas universidades e o ramo de energia.

As chamadas Tech Giants – Alphabet (GOOG), Amazon (AMZN), Facebook e Apple (AAPL) – trabalham diretamente com o Departamento de Estado e a NSA (que rastreia 100% das telecomunicações mundiais, exceto da China e Rússia), mas também são fornecedores de produtos/serviços ao “complexo industrial-militar” (como foi denunciado pelo ex-presidente/general Ike Eisenhower). Por esse motivo, os gorilas dos USA conseguem manobrar com cerca de 40% do orçamento público do país.

O Glenn Greenwald tinha razão ao criticar duramente Joe Biden, apenas o fez na hora errada – antes da eleição. Mas agora pode-se tirar o véu da provecta odalisca dos sultões do grande capital do USA.

Vejam que o bufão acenourado foi um rato que rugia, mas não entrou em guerra alguma, e esse foi um dos seus erros capitais, já que a indústria armamentista deixou de faturar/abocanhar parte substancial do orçamento público dos USA. Outros dois grandes erros do rato acenourado que rugia: desafiou o poder de fogo e de mobilização social dos afroamericanos e fez pouquíssimo caso da pandemia.

Sendo assim, Joe Biden deve ser o alvo permanente da esquerda mundial. A franca decadência dos USA indica que estamos frente à alegoria guasca do chamado “manotaço do afogado”, ao afundar no inexorável abismo da História, eles irão distribuir muita agressão e violência pelo mundo conhecido – onde Joe será o “sniper master”.

No Brasil, o protofascismo do tenente e seus satélites sai enfraquecido, por isso mesmo deve buscar alianças junto à direita liberal (demos, tucanos e o partido político clandestino Globo-Marinho) para recompor o atual bloco no poder.

Coisas da vida, como dizia Billy Pilgrim em “Matadouro 5”.

Um ano depois de sair da prisão ilegal, Lula e o Brasil ainda esperam por Justiça

9 de novembro de 2020

Manifesto de 14 personalidades brasileiras pela anulação da sentença permanece atual, à espera do julgamento do habeas corpus no STF.

Via Agência PT em 7/11/2020

No dia 6 de novembro de 2019, quando o ex-presidente Lula ainda estava ilegalmente preso na Polícia Federal em Curitiba, 14 brasileiros e brasileiras reconhecidos internacionalmente divulgaram um manifesto em defesa da anulação da sentença injusta de Sérgio Moro. No dia seguinte, o Supremo Tribunal Federal reconheceu novamente o direito constitucional à presunção da inocência para todos os cidadãos, o que permitiu a Lula recorrer em liberdade daquela sentença, encerrando 580 dias de sua prisão política que durou até 8 de novembro de 2019.

Um ano depois, Lula permanece com os direitos políticos suspensos e com a situação penal pendente do julgamento de um habeas corpus no STF, no qual a defesa comprova a atuação parcial e o interesse político de Sérgio Moro na condenação de Lula. É o julgamento desse habeas corpus, apresentado em novembro de 2018, que poderá reparar a injustiça cometida contra Lula e resgatar a credibilidade da Justiça brasileira, abalada dentro e fora do país em consequência da operação política chamada Lava-Jato.

Por se manter tão atual, mesmo um ano depois de divulgado, reproduzimos o manifesto “Justiça Para Lula, Paz Para o Brasil”.

JUSTIÇA PARA LULA, PAZ PARA O BRASIL
6 de novembro de 2019

Somos brasileiras e brasileiros de diversas origens, atividades e convicções, unidos por uma comunhão de valores: democracia, justiça e respeito aos direitos humanos. Neste momento grave na história de nosso país, consideramos nosso dever chamar a atenção da sociedade brasileira e da comunidade internacional para a grande injustiça que vem sendo cometida contra um líder que encarna aqueles valores, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por entendermos que a prisão de Lula atinge o cerne da cidadania, do estado de direito e da verdadeira justiça no Brasil, apoiamos e divulgamos este documento que denuncia os abusos e ilegalidades de um processo cruel, conduzido com parcialidade e objetivos políticos. E como não há nada oculto que não venha a ser revelado, está nas mãos do Supremo Tribunal Federal corrigir esse erro, para restabelecer a verdade e proporcionar a pacificação democrática do país.

Celso Amorim, diplomata
Chico Buarque de Hollanda, compositor
Dalmo de Abreu Dallari, jurista
Gilberto Gil, músico
Kleber Mendonça Filho, cineasta
Leonardo Boff, teólogo
Luiz Carlos Bresser-Pereira, economista
Maria da Conceição Tavares, economista
Maria Victoria Benevides, socióloga
Marilena Chauí, filósofa
Paulo Sérgio Pinheiro, cientista político
Raduan Nassar, escritor
Rogério Cezar de Cerqueira Leite, físico
Sebastião Salgado, fotógrafo

Lula preso, corruptos soltos: a farsa da Lava-Jato
Em dezembro de 2015, tão logo foi iniciado o processo de impeachment de Dilma Rousseff, a Operação Lava-Jato dirigiu seus esforços para condenar e prender o ex-presidente Lula, contando com a sistemática colaboração da grande mídia. Daquele momento em que Sérgio Moro começou a espionar o ex-presidente até agosto de 2016, o Jornal Nacional da TV Globo deu 13 horas de notícias contra Lula, 4 minutos por noite, segundo o Laboratório de Estudos de Mídia da UERJ. Assim o país foi preparado para a denúncia do PowerPoint de Deltan Dallagnol, que viria em setembro. Foi a maior campanha jamais vista contra um líder brasileiro, precedendo a prisão injusta e a cassação da candidatura de Lula em 2018.

Nunca é demais lembrar que Dallagnol denunciou Lula sabendo que o tríplex não era dele; que não havia fatos para acusar, só as “convicções” dos procuradores e uma notícia de jornal velha e falsa. E que Sérgio Moro nem poderia ter julgado Lula, pois admitiu no processo não haver relação entre a reforma do imóvel e os contratos suspeitos que atraíam os casos da Petrobrás para a Vara de Curitiba. Lula foi condenado por “atos indeterminados”, ou seja, porque o juiz queria assim e porque, mesmo sem provas, o réu já havia sido sentenciado nas manchetes e na TV.

Lula perdeu a liberdade e o Brasil desencontrou a paz. A sociedade brasileira foi envenenada pelo ódio político, inoculado nas redes sociais, na imprensa, nos templos, escolas e quartéis. Intolerância e desprezo se ergueram contra toda tentativa de duvidar da Lava-Jato e seus métodos, de divergir do discurso dominante até mesmo nos meios acadêmicos. A prisão de Lula virou dogma da cruzada “moral” que também condenou a visão política, social e econômica que seu governo representou: soberania nacional, justiça social e crescimento com inclusão. Era para marcar o fim de uma era.

Mas hoje é impossível não reconhecer que Lula merecia um julgamento justo e não a farsa judicial armada para prendê-lo. E hoje está claro que, ao contrário de enfrentar a impunidade e a corrupção, a Lava-Jato corrompeu-se, corrompeu o sistema judicial e o processo eleitoral, mentiu ao país e aos tribunais, deixou impunes dezenas de criminosos confessos que Sérgio Moro perdoou e que continuam muito ricos. As prisões espetaculares, ao vivo na TV, criaram na população uma inédita sensação de justiça que, no entanto, era desfeita sem alarde no balcão de negócios das delações bem premiadas.

Sérgio Moro comandou cada passo da perseguição ao adversário político tratado por ele como inimigo a ser abatido, contrariando as leis e o Estatuto da Magistratura que dizem como deve se portar um juiz imparcial. Com o incentivo e a cobertura da mídia para cometer abusos e ilegalidades, Moro chefiou a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná e as ações truculentas da Polícia Federal. Foi policial e acusador de um caso em que sequer poderia ter sido juiz.

Todas as violações e crimes cometidos contra Lula foram denunciados por sua defesa, mas sistematicamente censurados pela Globo. Cúmplices, contaminados ou intimidados, os grandes da mídia jamais deram uma versão equilibrada do que está nos autos do processo, nem mesmo quando, em outubro de 2016, o Comitê de Direitos Humanos da ONU aceitou preliminarmente a denúncia de perseguição judicial no Brasil contra Lula, o que transformou a Lava-Jato num caso internacional de lawfare.

O muro de silêncio sobre a parcialidade do ex-juiz só começou a ruir quando Sérgio Moro largou a carreira para ser ministro de Bolsonaro, o presidente que ele ajudou a eleger quando condenou o líder das pesquisas eleitorais. Ali ficaram evidentes a motivação e o alinhamento político do ex-juiz ao candidato que montou a indústria de mentiras contra Lula e o candidato do PT, usando dinheiro sujo que o ministro Moro varre para debaixo do tapete ao invés de mandar investigar.

A partir de 9 junho de 2019, quando o site The Intercept Brasil começou a divulgar as mensagens secretas do WhatsApp de Deltan Dallagnol para Moro e os procuradores de Curitiba, Brasília, São Paulo e Rio, os crimes da Lava-Jato foram expostos ao público de maneira vergonhosa para o Ministério Público e o sistema judicial brasileiro. A imprensa mundial cessou os elogios que sempre fizera à Lava-Jato e passou a denunciar a as fraudes e abusos cometidos contra Lula.

Apesar da censura no Jornal Nacional às notícias sobre as mensagens e do esforço para criminalizar a “Vaza-Jato”, 53% das pessoas souberam das conversas secretas de Moro e Dallagnol, segundo o instituto Vox Populi. A comunidade jurídica nacional e internacional repudiou o conluio ilegal entre juiz e promotores, que forjaram acusações, prenderam para intimidar, grampearam advogados e a presidenta da República, manipularam vazamentos, ocultaram provas, mentiram para a Suprema Corte, zombaram da lei e até do luto de Lula.

Não há mais como esconder tantos abusos. Por isso, dobram a aposta na mentira, até para influir no julgamento de ações que sequer dizem respeito diretamente a Lula, mas ao princípio constitucional da presunção da inocência. É falso, por exemplo, afirmar que milhares de criminosos seriam soltos porque a Constituição garante a todos o direito de recorrer em liberdade. A lei já determina a prisão cautelar de quem de fato ameaça a sociedade. Só não é nem poderia ser uma regra automática, tem de ser fundamentada em cada caso pelo juiz.

Não foram os recursos de “advogados caros” nos tribunais superiores os responsáveis por soltar, até agora, pelo menos 120 dos 159 condenados na Lava-Jato. Foi Sérgio Moro e foram seus procuradores que promoveram tamanha injustiça, ao negociar acordos de impunidade com corruptos confessos, vendendo até o perdão que a lei não autoriza, em troca de qualquer palavra que lhes servisse, mesmo falsamente, para incriminar Lula. Foi Moro quem libertou, pela segunda vez, o doleiro Alberto Youssef, condenado a 122 anos por corrupção e lavagem de dinheiro, que já voltou a operar na bolsa.

Hoje não é mais possível protelar o julgamento pelo STF do habeas corpus em que a defesa de Lula requer a anulação da sentença de Moro e o direito do ex-presidente ao julgamento justo que ele não teve. A defesa demonstrou e a Vaza-Jato escancarou que Moro foi parcial contra Lula desde o início do processo, assim como os procuradores. Por isso, renova-se a pressão sobre o STF, de forma a partidarizar uma decisão que deve ser tomada à luz da lei e dos autos unicamente.

Em abril de 2018, uma pressão absurda envolveu até o alto comando do Exército e resultou numa estranha decisão, em que o STF negou habeas corpus a Lula, apesar de a maioria dos ministros entender que ele tinha, como todo cidadão, direito de recorrer em liberdade. Em setembro, mecanismo semelhante foi acionado para fazer o Tribunal Superior Eleitoral desacatar a determinação da ONU que garantia a Lula o direito de ser candidato, mesmo estando preso. Rasgaram a lei eleitoral e o Pacto Internacional dobre Direitos Civis e Políticos, assinado e ratificado soberanamente pelo Brasil.

Chega! O estado de direito democrático não pode ser tutelado por pressões nem tolerar exceções que discriminem um único cidadão. Não há nada na Constituição dizendo que ela vale para todos, exceto os que se chamem Luiz Inácio Lula da Silva. Existe um só Código Penal Brasileiro; não pode haver um Código Penal do Lula, ou só para o Lula nem contra o Lula. O Brasil e a democracia já pagam altíssimo preço pela prisão ilegal do ex-presidente e a cassação de sua cidadania. Só a vingança política, o ódio cego e a insensibilidade fria podem prolongar uma injustiça que perdura desde 7 de abril de 2018.

Quatro anos depois do início da caçada a Lula, quem está hoje no banco dos réus é Sérgio Moro, que enganou o país, violou a lei, perdoou milionários corruptos e condenou centenas de milhares de trabalhadores ao desemprego; são os procuradores de Deltan Dallagnol e Rodrigo Janot, que usaram a Lava-Jato para obter fama, poder e fortuna, que entregaram a Petrobrás aos interesses dos Estados Unidos, num crime de lesa-pátria e num suborno judicial que renderia milhões a uma fundação privada sob seu controle, não fosse a reação indignada da sociedade e a tempestiva intervenção do STF. Foram eles que levaram a Petrobras ao banco dos réus em Nova Iorque, sangrando a estatal em 4,8 bilhões de dólares.

São estes fatos que exigem a reflexão da sociedade, a mobilização da cidadania e a ação da Suprema Corte, guardiã da Constituição. Por mais poderosos que sejam os interesses contrariados, políticos e econômicos, o país precisa reencontrar a plenitude do estado de direito para restabelecer as bases do diálogo democrático, que não pode excluir nenhuma corrente ou liderança política, seja pelo arbítrio, seja pela intimidação ou por qualquer forma de injustiça. Chega! Lula merece justiça e o Brasil precisa de paz.

Brasil, 6 de novembro de 2019

REDES SOCIAIS

Fernando Haddad: “Bolsonaro nos torna uma presa fácil num mundo de predadores profissionais”.

8 de novembro de 2020

Ele analisa a política externa do atual governo brasileiro, que coloca o futuro do país em cheque em meio ao embate que está por vir, com o democrata Joe Biden na Casa Branca

Via Jornal GGN em 7/11/2020

O político e professor, Fernando Haddad, aponta o cenário da geopolítica mundial em sua coluna publicada na Folha de S. Paulo, no sábado [7/11]. Para ele, a política externa do atual governo brasileiro coloca o futuro do país em cheque em meio ao embate que está por vir, com o democrata Joe Biden na Casa Branca.

“O amadorismo de Jair Bolsonaro nos torna uma presa fácil num mundo de predadores profissionais”, observou o político sobre o comportamento do Brasil em relação à China.

Para ele, “diante do comportamento errático do governo brasileiro, em que presidente e vice se contradizem diariamente” a China avança escolhendo outros países para exportação de suas demandas.

Haddad também fala sobre a vitória de Biden nas eleições presidenciais americanas: “devemos esperar mudanças em relação ao meio ambiente, nas dimensões climática e sanitária e em relação aos direitos humanos quanto ao racismo e à xenofobia. Biden parece também ter mais apreço pela democracia, pelo menos no seu próprio país”, escreveu.

No entanto, em relação à geopolítica “pouca coisa se altera com Biden”, analisou. “Os Estados Unidos continuarão de olho no petróleo da Venezuela e da Arábia Saudita, dizendo defender a democracia naquele país enquanto apoiam a monarquia absolutista neste outro, sem nenhum constrangimento. Verão com alegria prosperar a dolarização das economias latino-americanas, agora com o apoio do Brasil, prestes a autorizar depósito bancário em moeda estrangeira”.

***

HADDAD E O FUTURO DE BOLSONARO APÓS A DERROTA DE TRUMP
Bernardo Mello Franco em 7/11/2020

Comentário de Fernando Haddad, ex-presidenciável do PT, sobre o impacto da derrota de Donald Trump na política brasileira:

“Agora o Bolsonaro é o cachorro que caiu do caminhão de mudança”.

REDES SOCIAIS

Miliciano Adriano fazia parte de núcleo executivo das rachadinhas de Flávio Bolsonaro, diz MP

8 de novembro de 2020

O MP afirma, que entre 2007 e 2018, foram desviados para a organização criminosa mais de R$1 milhão, por meio da esposa e mãe de Adriano

Via Jornal GGN em 7/11/2020

O Ministério Público afirmou que o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em fevereiro deste ano durante operação policial na Bahia, fazia parte do esquema da rachadinha do senador Flávio Bolsonaro, que tinha como operador o ex-assessor Fabrício Queiroz na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), na época em que 01 era deputado estadual.

A informação foi dada com exclusividade no Jornal Nacional, da TV Globo, na noite de sexta-feira [6/11]. A reportagem foi ao ar mesmo diante da notícia-crime aberta pelo filho de Bolsonaro (sem partido) contra os apresentadores Renata Vasconcellos e William Bonner.

De acordo com a matéria, de Arthur Guimarães e Hélter Duarte, a denúncia do Ministério Público, apresentada após a conclusão do inquérito, aponta que Adriano da Nóbrega integrava o núcleo executivo do esquema criminoso e era próximo a Fabrício Queiroz e a Flávio Bolsonaro.

Segundo o MP, em 2007, ano em que Queiroz foi contratado como assessor parlamentar de Flávio, a esposa do ex-policial Adriano da Nóbrega, Danielle Mendonça da Costa, também foi nomeada no gabinete. Já em 2015, a mãe do miliciano, Raimunda Veras Magalhães, também se tornou assessora parlamentar de Flávio.

No entanto, as contratadas eram funcionárias fantasmas. O MP afirma, que entre 2007 e 2018, foram desviados para a organização criminosa mais de R$1 milhão, por meio da esposa e mãe de Adriano.

Além disso, a denúncia aponta que o esquema da família do miliciano transferiu outros R$400 mil para Queiroz.

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