Archive for the ‘Política’ Category

E se um Bolsonaro for infectado…

2 de abril de 2020

Moisés Mendes em 1º/4/2020

Se Bolsonaro aparecesse para dizer que finalmente foi infectado pela peste, metade do Brasil iria bater panelas e festejar. Bolsonaro, os filhos dele e o pessoal do entorno da família não temem o bicho.

As pessoas estão morrendo, enquanto a pandemia se alastra, e Bolsonaro e os filhos continuam debochando do esforço dos que tentam se proteger e dos que se dedicam a salvar vidas.

Por isso muita gente iria comemorar se eles ficassem doentes. É ruim? É antiético? É imoral? Não. É uma reação humana, no contexto de total desprezo de Bolsonaro e dos filhos pela saúde coletiva.

É ofensiva, repulsiva, é criminosa a adoração explícita da família pela morte.

Para pelo menos metade do Brasil, Bolsonaro e os filhos deveriam ser testados pelo vírus que eles dizem menosprezar.

É dolorosa a sensação de injustiça que reforça o desejo de vingança. Pessoas que tomaram cuidados, porque temiam o contágio desde o começo da pandemia, estão hoje em UTIs ou já morreram.

E os Bolsonaros não só desafiam o vírus como pregam que só os velhos e os doentes devem temê-lo. Só os velhos e os doentes. Só.

Para os Bolsonaros velhos e doentes devem ser seguidos da palavra “só”.

Mas brasileiros jovens também morrem, e os Bolsonaros debocham da pandemia, sempre imunes e impunes.

Bolsonaro teve contato com quase 30 pessoas infectadas. Os filhos também conviveram com os contagiados ou com o pai e os que interagiram com ele.

E com os Bolsonaros nada acontece. Com os que mais riem da situação de horror, nada se passa.

Podem dizer que torcer para que algo aconteça com eles é repetir os que comemoraram a doença e depois a morte de dona Marisa Letícia. Não é.

Dona Marisa Letícia não tinha função pública quando adoeceu. Não cometia desatinos que colocasse a saúde pública em risco. Não espalhava fake news que desorientam as pessoas e as induzem ao erro no enfrentamento de suspeitas e sintomas. Dona Marisa Letícia dedicava-se a causas sociais.

Ninguém torce para que os Bolsonaros fiquem doentes e com falta de ar, mas para que experimentem a sala de espera do pavor dos que já ficaram perto da morte.

Que enfrentem uma quarentena, que fiquem duas semanas sem saber se irão viver ou morrer.

Ninguém deseja que um Bolsonaro chegue ao ponto de enfrentar UTI, de se submeter a ventilação mecânica ou de ser entubado.

Não precisa chegar a tanto. Tem gente desejando apenas que eles sintam o que milhares de famílias já estão sentindo. O medo da peste dentro de casa, dentro do corpo de um parente infectado.

Os Bolsonaros deveriam em algum momento, agora ou mais adiante, ficar cara a cara com a realidade que ajudaram a criar pelo desatino do incentivo ao descuido com os outros.

Muita gente acha que os Bolsonaros, por tudo o que fizeram como desprezo pela vida alheia, merecem, sim, ser infectados. Todos eles. Até porque nenhum dos Bolsonaros ficará sem respirador mecânico.

Eu estou entre os que torcem para que isso aconteça, para que os Bolsonaros enfrentem a verdade que negam e o drama que eles desprezam.

Por respeito à memória de médicos e enfermeiros que morreram tentando salvar vidas, torço sem culpas e sem remorsos antecipados. É sincera e agora também é pública essa torcida.

Que sejam infectados e busquem socorro em sessões de exorcismo, e não na estrutura de saúde.

Desmoralizado, Bolsonaro apaga fake news sobre Ceasa de Belo Horizonte

2 de abril de 2020

No 1º de abril, considerado dia da mentira, Bolsonaro publicou – e depois apagou – vídeo fake nas redes sociais para criar terror e culpar governadores por “fome, desemprego e caos” em meio à pandemia de coronavírus.

Plínio Teodoro, via Revista Fórum em 1º/4/2020

Após ser desmentido por reportagem da rádio CBN, emissora de rádio do sistema Globo, Jair Bolsonaro apagou do Twitter e do Facebook o vídeo em que um apoiador diz estar na Ceasa de Belo Horizonte, em Minas Gerais, apontando risco de desabastecimento e culpando governadores.

O vídeo foi publicado por Bolsonaro às 7h35 de quarta-feira [1º/4]. Pouco mais de uma hora depois, o repórter Bruno Bohnenberger, da CBN, foi ao local e constatou que as atividades estão normais e não existe risco de falta de produtos.

Segundo ele, a direção da Ceasa ressaltou ainda que não há risco de desabastecimento na cidade, nem no estado, pelo contrário: há, inclusive, produtos em excesso por causa da baixa procura em meio à pandemia do novo coronavírus. Alguns comerciantes relatam melhora nas vendas.

Tempos depois, a equipe que cuida das redes sociais do presidente, comandada pelo filho, Carlos Bolsonaro, apagou o vídeo.

Leia também:
Burro ao dobro: Bolsonaro usou a imagem de estatal federal para atacar os governadores
CBN desmente fake news de Bolsonaro sobre desabastecimento na Ceasa de Belo Horizonte

Com fila do INSS, governo pedalou R$2,3 bilhões e piorou contas do ano

2 de abril de 2020

Represamento deu alívio artificial para o Orçamento; órgão afirma que não houve irregularidades.

Bernardo Caram e Thiago Resende, via Folha em 30/3/2020

Ao descumprir determinações legais e atrasar a concessão de benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o governo Jair Bolsonaro pedalou para 2020 o pagamento de aproximadamente R$2,3 bilhões que deveriam ter sido liberados em 2019.

O represamento aliviou artificialmente o Orçamento federal do ano passado e vai deteriorar ainda mais as contas públicas neste ano, em um momento de forte demanda por recursos para enfrentar a crise do novo coronavírus.

A promessa do governo de zerar a fila terá de ser cumprida em meio à pandemia, que vai gerar perda de arrecadação e levar a uma disparada de gastos públicos.

O problema não se restringe às esferas legal e econômica, já que o represamento dos benefícios deixa sem pagamento milhares de pessoas consideradas vulneráveis à doença.

A pedalada é um termo informal usado quando o governo empurra ou distorce compromissos financeiros, o que acaba mascarando a real situação fiscal da União.

A ex-presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment em 2016 sob a acusação de ter cometido crime de responsabilidade ao pedalar despesas. Na gestão da petista, o governo atrasou repasses a bancos públicos para o custeio de programas sociais. Com isso, eles tiveram de usar recursos depositados pelos seus clientes para fazer os pagamentos.

As antecipações foram consideradas empréstimos ilegais das instituições financeiras ao seu controlador, a União.

Há aproximadamente três meses, a Folha pede ao INSS informações sobre a fila de espera por benefícios no encerramento de 2019 e pagamentos que foram empurrados para este ano. O órgão não detalha os dados sob o argumento de que há restrições técnicas.

“Em razão da reestruturação dos procedimentos relativos à extração de registros dos sistemas de gerenciamento de dados do INSS, não é possível fornecer dados relacionados a competências anteriores”, informou em fevereiro, em resposta a pedido feito via Lei de Acesso à Informação.

Diante da recusa, a Folha reuniu todas as variáveis que compõem o processo de liberação dos benefícios e estimou o valor que deveria ter sido pago em 2019, conforme determinação da lei, mas foi adiado por 2020. Os cálculos foram validados reservadamente por técnicos do Congresso especializados em Orçamento.

Lei de 1991 define que o primeiro pagamento do benefício, pelo INSS, será efetuado até 45 dias após a data da apresentação da documentação pelo segurado.

No encerramento do ano, a fila de benefícios em atraso estava em 1,3 milhão. Em média, o INSS autoriza o pagamento de 55% dos pedidos que estão nessa fila – outros 45% são indeferidos.

Em dezembro, o tempo médio de espera estava em 75 dias. O valor médio dos benefícios pagos, também em dezembro, foi de R$1.286,87.

O cálculo que compila todos os fatores aponta que o montante que deveria ter sido pago em 2019 é de aproximadamente R$2,3 bilhões.

De acordo com a presidente do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), Adriane Bramante, embora o prazo de 45 dias para concessão esteja previsto em lei, o gestor público não é punido se há descumprimento. Para ela, porém, esse quadro desrespeita a Constituição.

“A Previdência precisa cumprir princípio da eficiência, que está na Constituição. Isso hoje não existe”, afirmou.

A advogada alerta para o risco de que haja uma explosão de pedidos de benefícios diante da pandemia do novo coronavírus. “Agora temos mais esse agravante. Vamos ter um boom de pedidos de auxílio-doença e de pensão por morte. É uma questão social relevante e preocupante”, disse.

Economista e professor da PUC/RJ, José Márcio Camargo explica que a fila de espera do INSS cresceu no ano passado por causa da digitalização dos pedidos de benefícios. O atraso prejudica as contas públicas, pois, quando a aposentadoria for concedida, o governo é obrigado a pagar os valores retroativos e com correção monetária.

“O sistema [do INSS] não comportou a demanda. Para o governo, isso foi péssimo, mas não houve capacidade para atender a todos”, avaliou.

Os gastos, somente com correção monetária, são de aproximadamente R$200 milhões por ano.

Em 2019, o ano foi encerrado com folga em relação à meta de resultado primário. Apesar da autorização de déficit de R$139 bilhões, o resultado ficou em R$95 bilhões.

Rosângela Moro diz que ministro da Justiça e Bolsonaro são “uma coisa só”

2 de abril de 2020

Via Gazeta do Povo em 16/2/2020

Rosângela Moro, esposa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse, em entrevista ao Estadão, que não é nem “morista” nem “bolsonarista”.

“Eu não vejo o Bolsonaro, o Sérgio Moro. Eu vejo o Sérgio Moro no governo do presidente Jair Bolsonaro, eu vejo uma coisa só”, declarou.

Sobre eleições, Rosângela disse que Moro dará “total apoio para o presidente, inclusive no futuro aí, na reeleição”. Já em relação a uma vaga no STF, a esposa de Moro disse que é “melhor ele concluir o trabalho dele como ministro da Justiça” e que o “presidente vai decidir na hora certa o que pretende para o país”.

REDES SOCIAIS

Flávio Bolsonaro compartilha foto falsa sobre cura do coronavírus

2 de abril de 2020

Foto de Walter Balestra de 2019 foi usada fora do contexto por site bolsonarista compartilhado por Flávio Bolsonaro.

Senador republicou imagem de arquiteto em tratamento de enfisema. “O importante é que a cloroquina funciona”, diz.

Adriana Ferraz, via Portal Terra em 30/3/2020

O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) compartilhou em seu perfil no Instagram uma foto falsa em publicação do site bolsonarista Senso Incomum sobre supostos casos de cura da covid-19 com uso de hidroxicloroquina – substância defendida pelo pai, o presidente Jair Bolsonaro, para tratamento dos contaminados pelo coronavírus.

O texto afirma que quatro pacientes de São Paulo se salvaram após uso do remédio e foi ilustrado com a foto de um morador de Porto Alegre que não contraiu a doença. A informação foi noticiada pela jornalista Vera Magalhães, do site BR Político, do Grupo Estado.

O paciente que aparece em um leito de hospital é o arquiteto Walter Hugo Balestra Palombo, de 71 anos. Ele realmente esteve internado em uma UTI, mas no meio do ano passado e para tratamento de um enfisema pulmonar. Na imagem, ele está ao lado de uma das filhas, Antônia Balestra, de 41, que também é arquiteta.

A foto na verdade é um frame capturado de um vídeo da RBS, afiliada da TV Globo no Rio Grande do Sul. Em 30 de julho de 2019, Walter foi personagem de uma reportagem da rede sobre a possibilidade de parentes acompanharem internados em UTIs de hospitais de Porto Alegre. O arquiteto, considerado do grupo de risco para a covid-19, não contraiu a doença e segue em isolamento social em sua casa, conforme recomendação do Ministério da Saúde.

O texto dá a entender que, assim como ele, outros supostos três pacientes tomaram a hidroxicloroquina por sete dias e tiveram alta de um hospital da capital paulista, sugerindo que a substância tenha de fato a capacidade de curar os infectados. O tratamento, no entanto, não foi comprovado cientificamente.

No mesmo texto, a página ainda menciona o depoimento de um médico para afirmar que, “como se trata de um número pequeno de pacientes, ainda não dá para comprovar a eficácia do medicamento, mas que a impressão é muito favorável”.

O site Senso Incomum é ligado ao assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais, Filipe G. Martins. Ele foi um dos integrantes da comitiva que viajou aos Estados Unidos com Bolsonaro no início de março. Diferente do arquiteto, Martins testou positivo para o vírus.

REDES SOCIAIS

Lula: “O país deve gastar o que for preciso para salvar a população”.

2 de abril de 2020

Lula: “O coronavírus é um inimigo quase imbatível, o único jeito é ficar dentro de casa. Vamos gastar o que tiver de gastar para salvar o povo, depois a gente senta para ver como resolver”.

“Em uma crise como essa você não se preocupa com a questão fiscal. Quando tem uma guerra você gasta o que for necessário para vencer”.

Via RBA em 1º/4/2020

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu hoje [1º/4], em entrevista coletiva para a imprensa independente, que o país tem de gastar o que for preciso para enfrentar a crise do coronavírus, sem se preocupar com a questão fiscal. “É diferente governar em tempo de normalidade e de anormalidade. O Brasil antes tinha governo para 35% e 65% da população ficava fora. Mas o nosso governo começou a colocar os pobres no orçamento da União”, disse ao responder à jornalista Cláudia Motta, da RBA.

“Nós fizemos 74 conferências nacionais para definir as políticas públicas. Mas em uma crise como essa você não se preocupa com a questão fiscal. Quando tem uma guerra você gasta o que for necessário para vencer a guerra”, afirmou.

“O coronavírus é um inimigo imbatível, o único jeito é ficar dentro de casa. Vamos gastar o que tiver de gastar para salvar o povo, depois a gente senta para ver como resolver”, defendeu.

“Está na hora de pedir para o rico dar uma contribuição. O Bolsonaro deve sancionar hoje ou amanhã a renda emergencial de R$600, mas até agora não saiu um centavo. Mas para os banqueiros foram R$200 bilhões”, afirmou, referindo-se às operações do Banco Central para administrar a crise financeira que culminou com a desvalorização do Real e queda das ações.

“É preciso fazer o dinheiro chegar na mão das pessoas, depois a gente vê como consertar o Brasil. Foi assim em todas as guerras. A guerra do Paraguai consumiu do Brasil o equivalente a 11 anos de orçamento”, afirmou ainda.

“Tem que fazer o que for preciso, testes, máscaras, comprar o que tiver de comprar para salvar a vida das pessoas. É preciso de dinheiro novo para salvar a população.”

A uma pergunta da RBA, sobre a influência das fake news nas eleições de 2018, Lula afirmou que as mentiras de campanha foram apenas um aparte de um processo maior de demonização do PT. “Nós perdemos as eleições para as fake news e muitas outras coisas. Não há uma razão única. O PT foi vitimado durante todo o processo de campanha. A Rede Globo transformava as mentiras do Moro em verdades.”

Participaram da entrevista com Lula os jornalistas Cláudia Motta, da RBA, Eleonora de Lucena, do Tutaméia, Fernando Brito, do Tijolaço, Fernado Morais, do Nocaute, Joaquim Carvalho, do DCM, Laura Capriglione, do Jornalistas Livres, Leonardo Attuch, do Brasil 247, Nina Fideles, do Brasil de Fato, Renato Rovai, da revista Fórum, e Talita Galli, da TVT.

Assista à íntegra da entrevista de Lula

Bolsonaro e Trump
“Para o bem da sociedade brasileira, fica em casa, Bolsonaro, não fica por aí transmitindo (o coronavírus). Bolsonaro tem de ficar em casa e parar de andar por aí. Bolsonaro começa a perceber que não é uma ‘doencinha’. Devia dizer, errei e encontrar solução. O Trump que achava que não chegava aos EUA, e hoje o país é epicentro da doença. Ele precisa fazer igual ao Trump e liberar o dinheiro.”

“Não vi um empresário colocando seus lucros para
cuidar dos doentes. A gente está precisando ser mais duro.
Se o Estado não tem dinheiro, tem muita gente
com barra de ouro guardada”.

Governo e gestão da crise
“Nesse momento a cabeça tem de estar no vírus. E o Bolsonaro que trate de encontrar saída. Chegamos ao ponto de disputa entre entes federativos. Bolsonaro que faça o papel e libere o dinheiro.”

Sobre os 580 dias em que ficou preso
Nos 580 dias do cárcere, leu muito para que “o ódio não corroesse a alma”. “No isolamento agora é se cuidar. O governo tem de garantir condições para os que tem de trabalhar. Há muitos médicos e profissionais de saúde ficando doentes, sem garantia do Estado, vão se negar a trabalhar. Qual é o papel do estado?”

O papel dos ricos na crise do coronavírus
“Só o Estado forte é capaz de enfrentar esse vírus. Não vi um empresário colocando seus lucros para cuidar dos doentes. A gente está precisando ser mais duro. Se o Estado não tem dinheiro, tem muita gente com barra de ouro guardada. A hora é de a onça beber água e colocar os pobres no centro das políticas.”

Bolsonaro e os governadores
“Bolsonaro, não fosse turrão, conversasse com governadores e prefeitos. Mas não… Os recursos não chegam na ponta. Seu papel é coordenar as pessoas, ouvir quem gosta e quem não gosta. Ele sabe que está enfraquecido aos olhos da sociedade em relação à condução do país na estatura de um presidente. A eleição foi toda cheia de trambique. Agora é vencer o coronavírus, respeitando ciência da saúde e o povo.”

Renda emergencial
“O Congresso poderia entrar com medida para que as pessoas comecem a receber e começar a viver com dignidade. Já deveria ter dinheiro chegando para as pessoas. Ainda não foi feita testagem, se tivéssemos feito, saberíamos onde tem gente contaminada. Nada disso foi feito. Eu poria a máquina pública do país pra funcionar de forma harmoniosa pra suprir as necessidades. O congresso deveria ter papel maior em tempo de desgoverno, fazer um decreto parlamentar.

“O churrasqueiro só tem o churrasco para sobreviver. Essas pessoas querem se cuidar. Fico pensando nos milhares de vendedores de churrasco, por falta de oportunidade. Mas para a proteção do povo brasileiro, tem de ficar em casa. Coronavírus vai ensinar as pessoas que se não for forte, o Estado não vai resolver os problemas. É preciso fiscalizar a distribuição desse dinheiro.”

Impeachment
Lula disse na entrevista que é preciso identificar corretamente o crime de responsabilidade que Bolsonaro cometeu. Mas que está havendo radicalização. “Já houve pedido de renúncia, e o fora Bolsonaro, que já está forte. A sociedade está começando a ficar irritada pela insegurança que ele passa. Muitas mães estão com os filhos em casa, que não vão na escola, e não têm o que comer. As pessoas precisam saber se estarão protegidas”. Lula lembrou o que falou para o papa Francisco: “As pessoas precisam voltar a se gostar”.


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