Archive for the ‘Política’ Category

Temer quer se livrar da cadeia

17 de fevereiro de 2018

Fernando Horta em 16/2/2018

Temer sabe que será preso assim que terminar seu mandato.

Só haveria duas possibilidades: ele se eleger ou eleger um candidato seu. Nenhuma das duas coisas tem qualquer chance de acontecer.

Então Temer precisa negociar. O que ele tem para negociar? A economia naufragando e ele sem conseguir nem as reformas, nem dar início a qualquer crescimento. Logo, a economia não é um argumento de troca.

Temer tenta o último cartucho. Empenha toda sua força política para deixar o Brasil na situação de um iminente golpe militar. Se não derem a imunidade que Temer quer, ele não permitirá eleições e jogará o Brasil ainda mais no caos.

Ele só conta com uma banda fascista do Exército, com os grupos de corruptos que estão ligados a ele e com a força do cargo que usurpou… Está usando tudo.

Agora ou vai, ou racha… É hora de rachar.

FHC × Lula/Dilma: Um quadro comparativo

8 de fevereiro de 2018

Não é verdade que o PT quebrou o Brasil, muito pelo contrário, o que tivemos foi desenvolvimento e inclusão social, claro, até o dia em que a classe dominante optou pelo golpe de Estado.

O BRASIL REAL – DE 2002 A 2013
Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira, lido no Jornal GGN, atualizado em 12/2/2017

1– Produto Interno Bruto:
2002 – R$1,48 trilhão
2013 – R$4,84 trilhão

2– PIB per capita:
2002 – R$7,6 mil
2013 – R$24,1 mil

3– Dívida líquida do setor público:
2002 – 60% do PIB
2013 – 34% do PIB

4– Lucro do BNDES:
2002 – R$550 milhões
2013 – R$8,15 bilhões

5 – Lucro do Banco do Brasil:
2002 – R$2 bilhões
2013 – R$15,8 bilhões

6 – Lucro da Caixa Econômica Federal:
2002 – R$1,1 bilhão
2013 – R$6,7 bilhões

7 – Produção de veículos:
2002 – 1,8 milhão
2013 – 3,7 milhões

8 – Safra agrícola:
2002 – 97 milhões de toneladas
2013 – 188 milhões de toneladas

9 – Investimento estrangeiro direto:
2002 – 16,6 bilhões de dólares
2013 – 64 bilhões de dólares

10 – Reservas internacionais:
2002 – 37 bilhões de dólares
2013 – 375,8 bilhões de dólares

11 – Índice Bovespa:
2002 – 11.268 pontos
2013 – 51.507 pontos

12 – Empregos gerados:
Governo FHC – 627 mil/ano
Governos PT – 1,79 milhão/ano

13 – Taxa de desemprego:
2002 – 12,2%
2013 – 5,4%

14 – Valor de mercado da Petrobras:
2002 – R$15,5 bilhões
2014 – R$104,9 bilhões

15 – Lucro médio da Petrobras:
Governo FHC – R$4,2 bilhões/ano
Governos PT – R$25,6 bilhões/ano

16 – Falências requeridas em média/ano:
Governo FHC – 25.587
Governos PT – 5.795

17 – Salário mínimo:
2002 – R$200 (1,42 cestas básicas)
2014 – R$724 (2,24 cestas básicas)

18 – Dívida Externa em relação às reservas:
2002 – 557%
2014 – 81%

19 – Posição entre as economias do mundo:
2002 – 13ª
2014 – 7ª

20 – ProUni – 1,2 milhão de bolsas

21 – Salário mínimo convertido em dólares:
2002 – 86,21
2014 – 305,00

22 – Passagens aéreas vendidas:
2002 – 33 milhões
2013 – 100 milhões

23 – Exportações:
2002 – 60,3 bilhões de dólares
2013 – 242 bilhões de dólares

24 – Inflação Anual Média:
Governo FHC – 9,1%
Governos PT – 5,8%

25 – Pronatec – 6 milhões de pessoas

26 – Taxa Selic:
2002 – 18,9%
2012 – 8,5%

27 – FIES – 1,3 milhão de pessoas com financiamento universitário

28 – Minha Casa, Minha Vida – 1,5 milhão de famílias beneficiadas

29 – Luz Para Todos – 9,5 milhões de pessoas beneficiadas

30 – Capacidade Energética:
2001 – 74.800 MW
2013 – 122.900 MW

31 – Criação de 6.427 creches

32 – Ciência Sem Fronteiras – 100 mil beneficiados

33 – Mais Médicos (Aproximadamente 14 mil novos profissionais): 50 milhões de beneficiados

34 – Brasil Sem Miséria – Retirou 22 milhões da extrema pobreza

35 – Criação de Universidades Federais:
Governos PT – 18
Governo FHC – zero

36 – Criação de escolas técnicas:
Governos PT – 214
Governo FHC – 11
De 1500 até 1994 – 140

37 – Desigualdade social:
Governo FHC – Queda de 2,2%
Governo PT – Queda de 11,4%

38 – Produtividade:
Governo FHC – Aumento de 0,3%
Governos PT – Aumento de 13,2%

39 – Taxa de pobreza:
2002 – 34%
2012 – 15%

40 – Taxa de extrema pobreza:
2003 – 15%
2012 – 5,2%

41 – Índice de Desenvolvimento Humano:
2000 – 0,669
2005 – 0,699
2012 – 0,730

42 – Mortalidade infantil:
2002 – 25,3 em 1.000 nascidos vivos
2012 – 12,9 em 1.000 nascidos vivos

43 – Gastos públicos em saúde:
2002 – R$28 bilhões
2013 – R$106 bilhões

44 – Gastos públicos em educação:
2002 – R$17 bilhões
2013 – R$94 bilhões

45 – Estudantes no ensino superior:
2003 – 583.800
2012 – 1.087.400

46 – Risco Brasil (Ipea):
2002 – 1.446
2013 – 224

47 – Operações da Polícia Federal:
Governo FHC – 48
Governo PT – 1.273 (15 mil presos)

48 – Varas da Justiça Federal:
2003 – 100
2010 – 513

49 – 38 milhões de pessoas ascenderam à nova classe média (Classe C)

50 – 42 milhões de pessoas saíram da miséria

Fontes:
47/48 – http://www.dpf.gov.br/agencia/estatisticas
39/40 – http://www.washingtonpost.com
42 – OMS, Unicef, Banco Mundial e ONU
37 – índice de GINI: www.ipeadata.gov.br
45 – Ministério da Educação
13 – IBGE
26 – Banco Mundial



Blog Limpinho & Cheiroso está no Facebook

4 de janeiro de 2018

Por um período, o blog Limpinho & Cheiroso estará apenas no Facebook. Ele voltará nessa plataforma no período eleitoral.

Para acessá-lo na rede social do Mark Zuckerberg, clique em Facebook para seguir o blog.

Há braços de luta.

Para economizar, Banco Mundial quer que Temer acabe com o ensino superior gratuito

22 de novembro de 2017

Via Estadão Conteúdo em 21/11/2017

Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa é uma das sugestões apresentadas no relatório “Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, elaborado pelo Banco Mundial.

A ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do País. Porém, os de renda média e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados. Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de crédito, como o Fies.

Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população. Como, após formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos técnicos é que a gratuidade “pode estar perpetuando a desigualdade no País”.

O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas são 8 milhões de estudantes. Porém, o custo médio de um aluno numa faculdade privada é de R$14 mil por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$41 mil e nos institutos federais o valor é ainda maior: R$74 mil ao ano.

Esse gasto, diz o estudo, é “muito superior” ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes não é muito diferente do das faculdades privadas. Esse critério considera o que o aluno aprendeu em comparação ao que se esperava que ele tivesse aprendido.

Os gastos do governo com ensino superior são equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da média mundial. “As despesas com ensino superior são, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas”, diz o relatório.

Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$13 bilhões ao ano nas universidades e institutos federais. No nível estadual, a economia poderia ser de R$3 bilhões.

Lava-Jato diz que PT recebeu propina da Transpetro, só não tem provas

22 de novembro de 2017

Sérgio Moro mandou prender quem pode ter, de fato, ter recebido propina por desvios da subsidiária da Petrobras. E, curiosamente, já antecipou em defesa própria que não tem a intenção de “forçar confissões” contra o PT.

Cíntia Alves, via Jornal GGN em 21/11/2017

A ordem foi dada no dia 25 de outubro, e ficou sob o sigilo determinado por Sérgio Moro até terça-feira, dia 21/11, quando a Lava-Jato de Curitiba entrou em sua 47ª fase. Nas chamadas dos jornalões, PT e PMDB são destaques porque podem ter recebido propinas a partir de desvios que somam R$7 milhões. Só que, no despacho em que Moro autoriza a operação, não há sequer uma prova explicando o envolvimento dos partidos.

Ao que tudo indica, a operação tem raízes na colaboração premiada de Sérgio Machado e outros da Transpetro, que acabaram forçando a delação de um empresário chamado Luiz Fernando Nave Maramaldo, da NM Engenharia. Ele teria admitido pagamentos ao ex-gerente da Transpetro José Antônio Jesus (detido da Bahia) e seus familiares, que foram os principais alvos dessa fase.

Curiosamente, Moro, ao deflagrar a operação, já sinalizou que a prisão temporária dos envolvidos não será eficiente e terá de se transformar em preventiva. Mas o juiz garante que não está, dessa forma, com a expectativa de forçar nenhuma confissão. Principalmente uma que possa preencher a lacuna que os procuradores de Curitiba deixaram em relação ao PT.

“É certo que, no curto prazo da temporária, será difícil o exame completo do material pela Polícia. […] “A medida [prisão], por evidente, não tem por objetivo forçar confissões. Querendo, poderão os investigados permanecer em silêncio durante o período da prisão, sem qualquer prejuízo a sua defesa”, emendou.

Sem provas prévias contra o PT
O GGN leu o parecer de Moro na íntegra e observou que, entre as provas que os procuradores conseguiram até o momento, só há rastros de pagamentos para Jesus e seus familiares. A parte que remete ao PT fica restrita à delação em que o empresário Maramaldo, da NM Engenharia, diz que ouviu de Jesus que se não pagasse propina a ele, o PT poderia intervir na subsidiária e atrapalhar os negócios.

No despacho, Moro escreveu: “Segundo ele, José Antônio de Jesus teria informado que a propina seria destinada ao Partido dos Trabalhadores, independente, portanto, dos valores destinados a Sérgio Machado, cujo destino seria o PMDB. Afirmou que, do contrário, ‘poderia dificultar o dia-a-dia do funcionamento da empresa até tornar inviável a execução do contrato”. Ficou, então, acertado o pagamento do percentual de 0,5% do valor dos contratos, com frequência mensal”.

A Lava-Jato não explicou como o dinheiro teria chegado ao PT. Ao PMDB, há menção de que teria sido porque Sérgio Machado teria influência na presidência da subsidiária.

Embora o PT tenha estrelado nas chamadas de jornais, tudo o que consta contra o partido, até o momento, são delações que não foram investigadas a fundo.

Trecho do depoimento que embasa a 47ª fase da Lava-Jato.

Os nomes de quem teria recebido a propina, segundo o delator, estão nesse trecho do despacho de Moro:

“Na esteira do depoimento acima, Luiz Fernando Nave Maramaldo apresentou, em sua colaboração, tabela na qual constam pagamentos que totalizaram R$7.092.500,00, no período compreendido entre setembro de 2009 a março de 2014, à Queiroz Correia, a Adriano Silva Correia e à JRA Transportes”.

A JRA pertence a José Roberto Soares Vieira e Victor Hugo Fonseca de Jesus, filho de José Antônio de Jesus, preso por Moro hoje. Já a Queiroz Correia tem por sócios Terezinha da Silva Correia, mãe de Adriano Correia, e Shirley Santana Santos Correia.

As provas que os procuradores apresentaram até agora
Segundo o despacho de Moro, o que a Lava-Jato colheu como prova até agora tampouco atingem o PT. Foram:

– comprovante de depósito de R$3,8 milhões, entre 2009 e 2011, da NM Engenharia para a JRA Transporte.
– outro depósito, de 2011, de R$3223 mil da NM para a JRA.
– comprovante, de 2011 a 2014, de pagamento da NM à Queiroz Correia, de R$3,1 milhões.
– comprovante de que após receber dinheiro da NM, a JRA repassou valores para a Queiroz Correia em favor de Jesus e seus familiares, totalizado quase R$2 milhões entre 2010 e 2011.
– identificação de que houve inúmeros saques nas contas da Queiroz após os depósitos da NM.
– relatório apontando que as movimentações das empresas são incompatíveis com seus ganhos.
– contratos entre a JRA e a Transpetro e a BR Distribuidora – um que perdurará até 2018, inclusive.

As provas usadas pelo magistrado para fundamentar a operação apontam ainda que Jesus “teria figurado como responsável pela solicitação da contratação e como gerente de quatro contratos celebrados pela Transpetro com a empresa NM Engenharia nas datas de 8/12/2009, 18/1/2010, 6/5/2010 e 8/10/2013. Também teria assinado contrato com a mesma empresa em 11/2/2011. Em outros vinte e um contratos, teria atuado como gerente pela Transpetro”.

Em suma, as empresas ligadas a Jesus e familiares receberam R$7 milhões em propina por meio da NM Engenharia, entre 2009 e 2014.

Moro mandou bloquear um total de R$7,3 milhões das três empresas e dos sete investigados.

Em nota, o PT repudiou a tentativa da Lava-Jato de criar mais um escândalo contra o partido, sem apresentação de provas.

“Mais uma vez a Lava-Jato busca os holofotes da mídia para fazer acusações ao PT, sem apresentar fatos para comprovar o que diz. […] O PT não tem qualquer participação nos fatos investigados e tomará as medidas judiciais cabíveis diante das condutas levianas e ilegais de quem acusa sem provas”, disse a nota do partido.

Arquivo
Lava-Jato 47ª fase


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