Archive for the ‘Política’ Category

Vídeo: Ciro Gomes quer que os eleitores do PT e apoiadores de Lula “vão pra puta que o pariu”

4 de junho de 2020

Via Revista Fórum em 2/6/2020

O ex-ministro Ciro Gomes, candidato do PDT às eleições presidenciais de 2018, voltou a atacar o ex-presidente Lula e o PT durante entrevista realizada na terça-feira [2/6].

“Ninguém me respeita no lulopetismo fanático. Eu quero, francamente, que eles vão à puta que os pariu, se você me permitir”, disse durante entrevista ao jornalista Mino Carta.

Criticado pela postura que tem adotado desde as eleições de 2018, o ex-ministro tem aproveitado as últimas entrevistas que tem dado para disparar ataques contra o ex-aliados.

O ex-ministro ainda chamou Lula de mentiroso durante a entrevista. “Ele está mentindo. O Lula é um mentiroso compulsivo. O Lula disse que era candidato para o povo brasileiro, de dentro da cadeia”, declarou.

O ex-presidente Lula criticou, na semana passada, a postura do ex-aliado. “Ciro decidiu que quer voto de quem odeia o PT. Que vá com Deus“, tuitou.

Assista um trecho e a entrevista completa.

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Informações paralelas: Rede de arapongas de Bolsonaro tem 10 mil nomes em lista de contatos

4 de junho de 2020

“Agentes” do presidente vão de PMs da ativa a ex-companheiros de caserna. Durante a operação da PF no Palácio das Laranjeiras, um deles estava no passeio em frente à residência oficial do governador Wilson Witzel passando informações para Bolsonaro

Via Estado de Minas em 4/6/2020

Na última semana, o presidente Jair Bolsonaro decidiu trocar mais uma vez o número do telefone celular, a sexta mudança desde que assumiu o governo. Ele, no entanto, passou para o novo aparelho os antigos contatos. A lista do seu aplicativo tem mais de 10 mil nomes, entre apoiadores civis e militares, políticos e simpatizantes.

A parte mais influente é formada especialmente por agentes de órgãos de inteligência e de tropas de elite das polícias. Trata-se de um abrangente serviço particular de informações impulsionado na campanha de 2018.

Em reunião no Palácio do Planalto, a 22 de abril, Bolsonaro confirmou a seus ministros que mantinha o serviço próprio de informações e desdenhou do trabalho da Abin, da Polícia Federal e dos centros de inteligência das Forças Armadas. “Sistemas de informações: o meu funciona. O meu, particular, funciona”, disse. “Prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho.”

É comum o presidente encaminhar parte dessas denúncias filtradas a aliados ou mesmo publicar em suas redes socais, sem checagem. Vez ou outra, ele apaga a postagem e pede desculpas. A maioria chega à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Um integrante do órgão afirmou ao Estadão que as denúncias repassadas, muitas sem fundamento, sobrecarregam o sistema de informações.

Ainda de madrugada, Bolsonaro costuma selecionar informações recebidas no WhatsApp entre aquelas que precisam ser “checadas” por seus assessores ou “cobradas” às respectivas áreas. O presidente costuma encaminhar as mensagens diretamente para ministros e auxiliares.

No tempo de deputado, ele recebia a ajuda do filho e vereador Carlos Bolsonaro (RJ). Agora, conta com assessores do gabinete, como o tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Márcio Cavalcante de Vasconcelos e o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara. Todos trabalham no 3º andar do Palácio do Planalto, a poucos metros da sala de Bolsonaro.

Todas as manhãs, o general reformado Augusto Heleno Ribeiro, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), cumpre um antigo ritual dos ocupantes do cargo de chefe do sistema de informações de receber o presidente na garagem do Planalto e subir com ele para o gabinete, repassando dados entregues pela Abin. Mas Bolsonaro já deixou claro que essas informações só “desinformam”.

Numa entrevista recente na portaria do Palácio da Alvorada, o presidente disse que soube, por meio de seus informantes, amigos policiais civis e militares no Rio, que algo estava “sendo armado” contra ele e sua família. Afirmou ter sido avisado com antecedência da possibilidade de busca e apreensão nas casas de filhos dele e da “plantação” de provas contra a família, o que não se concretizou. Neste caso, atribuiu a ofensiva ao adversário e governador do Rio, Wilson Witzel (PSC).

Ao ser questionado sobre o sistema próprio de informação, Bolsonaro já afirmou em entrevista: “É um colega de vocês da imprensa que com certeza eu tenho, é um sargento no batalhão de operações especiais no Rio, um capitão do Exército de um grupo de artilharia em Nioaque, um policial civil em Manaus. É um amigo que eu fiz em um determinado local faz anos, que liga pra mim e mantém contato pelo zap”, relatou. “Descubro muitas coisas, que lamentavelmente não descubro via inteligência oficial, que é a PF, a Marinha, a Aeronáutica e a Abin.”

Um dos participantes do serviço de informações paralelo referidos pelo presidente é Aparecido Andrade Portela. Militar reformado do Exército, ele conheceu Bolsonaro nos anos 1970 em Nioaque, Mato Grosso do Sul, quando serviram juntos. Ele costuma transmitir ao presidente informações políticas locais e a situação na fronteira.

Outro informante é o antigo assessor Waldir Luiz Ferraz, 67 anos. Ele foi convidado a trabalhar em Brasília, mas preferiu permanecer no Rio, especialmente depois que Witzel se tornou adversário do clã Bolsonaro. O auxiliar do presidente opera uma espécie de sucursal carioca da rede de informações.

Numa operação da Polícia Federal de busca e apreensão no Palácio das Laranjeiras, residência do governador, na madrugada de 26 de maio, Waldir estava na calçada em frente para repassar informações ao presidente, revelou a revista Veja. Com 2,4 mil contatos no WhatsApp, ele disse ao Estadão que recebe mais de 1.000 mensagens por dia, entre denúncias, críticas e apoios. Após uma filtragem, 10 a 15 são repassadas a Bolsonaro.

Rede de informações cresceu na eleição
A rede de informantes cresceu vertiginosamente na última eleição, mas antes já tinha ajudado a eleger Bolsonaro e seus filhos a cargos no Legislativo. A capilaridade da rede do presidente lhe permite, inclusive, que ele receba informações muito semelhantes às que chegam às mesas dos governadores oposicionistas do Rio, Wilson Witzel, e de São Paulo, João Doria, de suas respectivas seções de inteligência das polícias, as P-2.

Foi por meio da rede no WhatsApp que a família Bolsonaro recebeu um vídeo da autópsia do corpo do ex-agente do BOPE Adriano Magalhães da Nóbrega, ligado a milícias, morto, em fevereiro, num cerco da polícia no interior da Bahia. A imagem foi divulgada no Twitter pelo senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, que já condecorou o ex-policial.

O parlamentar que acusou a polícia baiana de torturar Nóbrega antes da execução. Aparentemente surpreendido, o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, chegou a dizer que o vídeo não foi feito dentro do IML, onde havia uma equipe reduzida. Mas não explicou a origem da imagem.

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Ex-líder da Ku Klux Klan elogia Bolsonaro: “Ele soa como nós”.

4 de junho de 2020

O ex-líder da KKK, David Duke. Foto: Reprodução/Youtube.

David Duke, conhecido por ter chefiado o grupo racista norte-americano, disse que o candidato do PSL é “um nacionalista” e “um candidato muito forte”.

Via Estado de Minas em 2/10/2018

“Ele soa como nós”, afirmou o historiador [nazista] David Duke, ex-líder do grupo racista norte-americano Ku Klux Klan (KKK) e personagem famoso da extrema direita do país, em relação a Jair Bolsonaro (PSL). A declaração, que foi ao ar em um programa de rádio dos EUA, foi resgatada pela BBC Brasil. “Ele soa como nós e, também, é um candidato muito forte. É um nacionalista”, afirmou.

Duke ainda afirmou que Bolsonaro é “totalmente um descendente europeu” e que se parece com qualquer “homem branco nos EUA, em Portugal, Alemanha ou França”. “Ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo nos bairros negros do Rio de Janeiro”, disse.

O grupo que o historiador [nazista] norte-americano chefiou é conhecido por linchamentos, torturas e assassinatos de negros nos EUA. A KKK também defende ideais de supremacia branca e antissemitismo. Duke é uma figura carimbada nos movimentos da extrema direita norte-americana e ficou conhecido por negar o Holocausto e por publicações que tratam de um revisionismo histórico em relação à escravidão e às práticas nazistas.

A única ressalva que o ex-líder da KKK fez sobre Bolsonaro foi a relação que o candidato do PSL mantém com o Estado de Israel. Ele afirmou que esse movimento é “estratégico” e análogo a declarações dadas por Donald Trump nos EUA.

No ano passado, Duke foi um dos organizadores dos protestos que ficaram conhecidos como “Unite The Right” (Unam as Direitas, em tradução livre), na cidade de Charlottesville. As manifestações ficaram marcadas por defensores da supremacia branca, neonazistas e neofacistas e pelo confronto com militantes de movimentos da esquerda norte-americana que repudiaram o Unite The Right.

O evento, que foi classificado pela imprensa internacional como “a maior marcha de supremacistas brancos nos últimos anos, deixou três mortos, uma mulher de 32 anos que era contrária aos manifestantes racistas e dois policiais.

Além disso, 34 pessoas ficaram feridas. A manifestante foi morta depois de um carro ter sido atirado contra manifestantes críticos aos supremacistas brancos. A polícia local afirmou que o crime foi premeditado.

Empresário bolsonarista intimado por fake news admite que financiou manifestações

4 de junho de 2020

Via UOL em 4/6/2020

O empresário Otávio Fakhoury, intimado a depor no inquérito das fake news conduzido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), admitiu que financiava manifestações a favor do governo de Jair Bolsonaro. Fakhoury também contou que já tinha feito o mesmo em 2016, durante os protestos pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

“As minhas doações de campanha são todas oficiais, com declaração ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral)”, disse o empresário em entrevista à CNN Brasil. “Agora, no começo do ano eu colaborei com um caminhão, que na verdade a manifestação acabou minguando, tinha o covid, já tinha começado”, completou Fakhoury sobre um protesto neste ano na Avenida Paulista, em São Paulo.

“Eu tinha naquele momento a ideia de ajudar um grupo que queria colocar um caminhão na Paulista numa manifestação. Isso numa situação normal. Eu fiz isso em 2016, durante as manifestações pelo impeachment. Muita gente fazia”, contou o empresário, que é dono do site Crítica Nacional.

No inquérito das fake news, que apura principalmente ataques ao STF e às instituições, Fakhoury aparece como sendo integrante de grupos de empresários no WhatsApp que se organizavam para ações com cunho político. Ele admitiu sua presença em um grupo com Luciano Hang, dono da Havan, e Edgard Corona, dona da rede de academias Smart Fit. No entanto, disse que não interagia com ambos. […]

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Bolsonaro publicou 653 mil anúncios em sites de fake news, aponta CPMI

4 de junho de 2020

Governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) publicou mais de 650 mil anúncios em canais de fake News. Foto: Jorge William / Agência O Globo.

Dados analisados abrangem canais que mais veicularam inserções da campanha “Nova Previdência” entre 6 de junho e 13 de julho de 2019.

Via Último Segundo em 3/6/2020

O Governo Federal publicou 653.378 anúncios em 47 canais de notícias falsas segundo o levantamento realizado pela CPMI das Fake News . Os dados analisados abrangem canais que mais veicularam inserções da campanha “Nova Previdência” entre 6 de junho e 13 de julho de 2019.

O documento foi produzido por consultores legislativos com base em informações enviadas pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), pelo Serviço de Informação ao Cidadão (e-Sic). O relatório foi revelado pelo jornal O Globo.

“Destaquem-se, por exemplo, os sites Jornal 21 Brasil (84.248 impressões), Imprensa Viva (65.661 impressões), Gospel Prime (44.750), Diário do Brasil (36.551 impressões) e Jornal da Cidade Online (30.508 impressões)”, diz um trecho do documento.

O portal “Sempre Questione” está entre os que mais veiculou fake news, com 66.431 impressões. Canais que serviam para promover a imagem do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) também tiveram anúncios.

“Nesta categoria, podemos citar o canal de youtube Bolsonaro TV e os aplicativos para celular “Brazilian Trump”, “Top Bolsonaro Wallpapers” e “Presidente Jair Bolsonaro”, esclarece o relatório.

Anúncios do governo Bolsonaro também foram identificadas em canais de conteúdo inadequado. “Além disso, é muito difícil ou mesmo impossível identificar os proprietários da maior parte dos canais que recebem anúncios do Governo Federal por meio do Google Adsense, algo que põe em risco a avaliação do cumprimento dos requisitos legais necessários para que uma entidade se habilite como fornecedor de um produto ou um serviço ao Poder Público”, diz o documento.

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Bolsonaro veta R$8,6 bilhões de fundo do Banco Central para combate ao coronavírus

4 de junho de 2020

Via Agência Senado em 3/6/2020

Jair Bolsonaro sancionou com vetos uma lei que poderia liberar R$8,6 bilhões para estados, Distrito Federal e municípios comprarem equipamentos e materiais de combate à covid-19. O projeto original aprovado pelo Congresso Nacional previa a extinção do Fundo de Reserva Monetária, mantido pelo Banco Central, e a destinação dos recursos para o enfrentamento da pandemia. Mas Bolsonaro vetou todos os dispositivos que vinculavam o uso do dinheiro à batalha contra o coronavírus.

O Fundo de Reserva Monetária foi criado em 1966 para que o Banco Central tivesse uma reserva para atuar nos mercados de câmbio e de títulos. O fundo está inativo desde 1988 e foi considerado irregular pelo Tribunal de Contas da União (TCU). No ano passado, o Poder Executivo editou uma medida provisória (MP 909/2019) que liberava os recursos para o pagamento da dívida pública de estados e municípios. Mas um projeto de lei de conversão aprovado em maio pelo Congresso (PLV 10/2020) mudou essa destinação para o combate à covid-19.

A Lei 14.007, de 2020, foi publicada na edição de quarta-feira [3/6] do Diário Oficial da União. De acordo com o texto, os títulos que compõem as reservas monetárias serão cancelados pelo Tesouro Nacional. Os valores relativos a saldos residuais de contratos habitacionais vinculados ao Fundo de Reserva Monetária serão extintos pela Caixa Econômica Federal.

Vetos
Jair Bolsonaro vetou o dispositivo segundo o qual os recursos do fundo seriam transferidos para a conta única da União e destinados integralmente a estados, Distrito Federal e municípios “para a aquisição de materiais de prevenção à propagação da covid-19”. Outro ponto barrado pelo presidente previa o repasse de metade dos recursos para estados e Distrito Federal e a outra metade para os municípios. Pelo texto aprovado pelos parlamentares e vetado pelo Poder Executivo, o rateio deveria considerar, ainda que não exclusivamente, o número de casos observados de covid-19 em cada ente da Federação.

Bolsonaro barrou também o ponto segundo o qual estados, Distrito Federal e municípios só poderiam receber os recursos para aquisição de materiais se observassem protocolos de atendimento e demais regras estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o enfrentamento da pandemia. Outro dispositivo vetado previa que os valores de todas as contratações ou aquisições realizadas com o dinheiro do Fundo de Reserva Monetária deveriam ser publicados na internet.

Nas razões dos vetos enviadas ao Congresso Nacional, Jair Bolsonaro afirma que, ao alterar a destinação final dos recursos por meio de emenda parlamentar, o projeto de lei de conversão “inova e veicula matéria diversa do ato original, em violação aos princípios da reserva legal e do poder geral de emenda”. “Ademais, o projeto cria despesa obrigatória ao Poder Público, ausente ainda o demonstrativo do respectivo impacto orçamentário e financeiro no exercício corrente e nos dois subsequentes”, afirma o presidente.

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NEM PRECISA DESENHAR: EUA ENVIARAM 2 MILHÕES DE DOSES DE HIDROXICLOROQUINA AO BRASIL
Via AFP em 31/5/2020

Os Estados Unidos enviaram 2 milhões de doses de hidroxicloroquina ao Brasil, anunciou a Casa Branca hoje [31/5]. A utilização dessa medicação no tratamento do novo coronavírus é controversa.

A hidroxicloroquina “será usada como profilática para proteger enfermeiros, médicos e profissionais de saúde do vírus no Brasil. Também será usada como terapêutica para tratar brasileiros infectados”, afirmou a presidência dos EUA em comunicado.


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