Archive for the ‘Política’ Category

Zé Dirceu: “As redes sociais são importantes, mas são as ruas que decidem”.

11 de abril de 2017

Santiago Gómez, via Diálogos do Sul em 1º/4/2017

Depois de quase três anos tentando sem conseguir contatar a José Zé Dirceu, que está preso no marco da Operação Lava-Jato, a Agência Paco Urondo conseguiu fazer chegar às suas mãos uma carta para transmitir nossa solidariedade e compartilhar análise da situação local e regional. Ele agradeceu e respondeu por escrito posto que sofre um regime restrito de visitas.

Em 8 de março, da Agência Paco Urondo, enviamos uma carta ao histórico dirigente do PT, a quem a maioria da militância o faz responsável pela chegada de Lula ao governo, graças à rede de alianças que possibilitou o triunfo.

Depois da campanha midiática batizada de “mensalão”, segundo a qual o governo repartia mensalmente recursos aos partidos aliados para que votassem as leis que o governo necessita, Zé Dirceu foi detido sem prova alguma ou com o simples argumento de que “não podia não saber o que ocorria”.

As denúncias e a posterior detenção foram um forte golpe à força moral do partido e as tendências mais à esquerda do PT, que se opunham por princípio às alianças que levaram Lula ao governo, não se ocuparam em realizar campanhas solicitando sua liberdade.

Zé Dirceu conseguiu a prisão domiciliar nesse processo, contudo, o juiz Sérgio Moro, que dirige a Operação Lava-Jato, em agosto de 2015, mesmo mês da destituição de Dilma, decretou sua prisão preventiva.

Salvo o grupo Unidos Contra o Golpe, não se conhece muitos espaços militantes que reclamem publicamente sua libertação, a maioria prefere evitá-lo, tal qual a um leproso.

Zé Dirceu informou que está escrevendo suas memórias, em que “os aspectos que apontam com razão estão sendo analisados para que não se repita os mesmos erros”. Comunicou que já está no ano 2005, ano em que começou a campanha contra ele.

Perguntamos se compartilhava da análise realizada por Álvaro García Linera em “Derrotas e Vitórias” em que o vice presidente da Bolívia mostra a debilidade produzida pelos governos da região a mobilidade social ascendente sem a correspondente conscientização e os retrocessos econômicos, considerando que quando Dilma Rousseff colocou a Levy a cargo da economia, dinamitou a base de apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e com a nomeação de Kátia Abreu, oriunda da Monsanto e dos agronegócios, afetou a aliança com o Movimento Sem Terra.

Também pedimos sua opinião sobre o fato de Lula ter dito aos petistas em 2013, que qualquer um com cara de delinquente os acusavam de ladrões e eles abaixavam a cabeço e não se defendiam, e também com relação ao fato de que nem os petistas defenderam Dilma nem subiram aos morros para conversar sobre política, já que a maioria acredita que fazer política é conversar nas redes sociais.

“O ano passado foi realmente como descreve e a orientação de Lula caiu no vazio. Sobre García Linera, tem razão, mas as causas são maiores, vocês conhecem e descrevem como foi o começo do segundo governo de Dilma”, respondeu. Acrescentou que tem escrito sobre quais são as tarefas atuais e futuras: “é hora de ação, de atuar para recuperar a democracia, derrotar os golpistas!. O PT é um capítulo à parte, difícil, mas sua militância está viva e sua base social e política é ampla”.

Consultamos sobre a fala de Lula no plenário prévio ao Congresso do partido, que transcorrerá em junho, em que enfatizou suas diferenças com os economistas do partido que consideram que o desenvolvimento econômico chegará como consequência do investimento privado e não como resultado da transferência de recursos do Estado aos setores populares, para aumentar a demanda de produtos e assim dinamizar a matriz econômica e produtiva.

“É necessário mudar a correlação de forças e fazer reformas estruturais, sem reforma tributária progressiva sobre a riqueza e a renda, sobre a herança, as doações, as grandes fortunas, sem liquidar com a expropriação da renda nacional pelo capital financeiro e rentista, não há como financiar o Estado social e investir”, respondeu.

A luta interna debilita
Acompanhamos a campanha presidencial de Dilma, a de Tarso Genro a governador e a última campanha aos legislativos municipais em Florianópolis. Vimos como as disputas internas entre as diferentes tendências dentro do PT debilitaram sua força. Cabe lembrar que dentro do PT as frações chamadas tendências estão institucionalizadas. Como no Brasil votam em candidatos não em partidos, ouvi em reiteradas oportunidades a militantes do PT dizer: “se não quiser votar na Dilma nem em Tarso, pode votar somente no candidato a deputado”. Se preocupavam só com conseguir um assento no legislativo. Indagamos a Zé Dirceu sobre isso.

“O PT do Rio Grande do Sul é um capítulo à parte, com suas virtudes e vícios, acertos e equívocos, vitórias e derrotas. Porém, a luta interna, as tendências, quase como partidos, a prevalência do institucional, realmente foi e é um problema grave. Por isso, hoje a prioridade é a luta social e política, cultural e ideológica. Concordo com o voto em lista, ou no mínimo como voto distrital misto, sem coligação e com financiamento público”, disse

Acrescentou que é preciso regulamentar os meios de comunicação para acabar com “o monopólio, cartel, a cooptação dos organismos de fiscalização, há um pouco de tudo, inclusive dívidas previdenciárias milionárias. Isso não nos exime de reconhecer nossa incapacidade para construir nossos próprios meios de comunicação, apesar dos avanços nas redes. Precisamos lutar, atuar, as redes são importantes, mas são as ruas as que decidem… Unidade, frentes, alianças, para derrotar o impostor e os golpistas”, enfatizou.

Finalizando Zé Dirceu dedicou algumas palavras de agradecimento a todas as pessoas que através das redes sociais ou correio eletrônico lhe transmitem solidariedade.

Lava-Jato: Ministro Edson Fachin interpela 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados

11 de abril de 2017

Via Estadão on-line em 11/4/2017

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, relator da Operação Lava-Jato na corte, determinou a abertura de inquéritos contra nove ministros do governo do presidente Michel Temer, além de 29 senadores e 42 deputados federais. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Os inquéritos foram abertos mediante pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do grupo Odebrecht. Também serão investigados no Supremo um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem direito ao chamado foro privilegiado, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores.

A abertura de inquérito não significa que os investigados respondem por algum crime. Eles só se tornam réus mediante decisão do STF, o que não tem data para acontecer. Segundo o “Estado”, os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, além de citações a formação de cartel e fraude a licitações.

Os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não possuem mais direito a foro privilegiado – ou seja, julgamento direto no STF. Os pedidos de investigação sobre eles foram encaminhados a instâncias inferiores. Já Temer, que segundo o Estado é citado em pedidos de aberturas de inquéritos, não está entre os investigados, já que a Constituição veda a investigação de presidentes no cargo por crimes que não decorreram do mandato.

“Surpresa”
O ministro do Edson Fachin ficou “surpreso” com a divulgação da abertura de inquéritos pelo jornal. “Ele está bem pasmo”, contou uma fonte do STF após conversar com o ministro por telefone.

Fachin, que está no interior de Santa Catarina, vai tornar públicas ainda na noite de terça-feira, dia 11/4, as suas decisões sobre os inquéritos. Segundo o gabinete do ministro, ele pediu a abertura de 76 inquéritos, sendo 74 deles com retirada de sigilo. Ele também arquivou sete inquéritos a pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Outros 11 inquéritos foram devolvidos à PGR – três a pedido do próprio Ministério Público Federal e oito para nova manifestação, todos com retirada de sigilo. Além dessas decisões, Fachin remeteu 201 petições com retirada de sigilo e 25, sem.

Segundo o STF, a entrega dos HDs contendo o material que embasa os inquéritos deve acontecer na quarta-feira, dia 12/4.

Lista dos investigados
Ministros
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), Relações Exteriores
Blairo Maggi (PP), Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Bruno Araújo (PSDB), Cidades
Eliseu Padilha (PMDB), Casa Civil
Gilberto Kassab (PSD), Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações
Helder Barbalho (PMDB), Integração Nacional
Marcos Pereira (PRB), Indústria, Comércio Exterior e Serviços
Moreira Franco (PMDB), Secretaria Geral da Presidência da República
Roberto Freire (PPS), Cultura

Senadores
DEM
José Agripino Maia (DEM/RN)
Maria do Carmo Alves (DEM/SE)

PCdoB
Vanessa Grazziotin (PCdoB/AM)

PMDB
Eunício Oliveira, presidente do Senado (PMDB/CE)
Renan Calheiros (PMDB/AL)
Romero Jucá (PMDB/RR)
Edison Lobão (PMDB/MA)
Marta Suplicy (PMDB/SP)
Kátia Abreu (PMDB/TO)
Eduardo Braga (PMDB/AM)
Valdir Raupp (PMDB/RO)

PP
Ciro Nogueira (PP/PI)
Ivo Cassol (PP/RO)

PSB

Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE)
Lidice da Mata (PSB/BA)

PSD
Omar Aziz (PSD/AM)

PSDB
Aécio Neves (PSDB/MG)
Antonio Anastasia (PSDB/MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB/PB)
Dalirio Beber (PSDB/SC)
Eduardo Amorim (PSDB/SE)
José Serra (PSDB/SP)
Ricardo Ferraço (PSDB/ES)

PT
Paulo Rocha (PT/PA)
Humberto Costa (PT/PE)
Jorge Viana (PT/AC)
Lindbergh Farias (PT/RJ)

PTC
Fernando Collor de Mello (PTC/AL)

Deputados
DEM
Rodrigo Maia (DEM/RJ), presidente da Câmara
José Carlos Aleluia (DEM/BA)
Felipe Maia (DEM/RN)
Onyx Lorenzoni (DEM/RS)
Rodrigo Garcia (DEM/SP)

PCdoB
Daniel Almeida (PCdoB/BA)

PMDB
Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE)
Pedro Paulo (PMDB/RJ)
Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA)
Daniel Vilela (PMDB/GO)

PP
Mário Negromonte Jr. (PP/BA)
Paulo Henrique Lustosa (PP/CE)
Cacá Leão (PP/BA)
Dimas Fabiano Toledo (PP/MG)
Júlio Lopes (PP/RJ)

PPS
Arthur Oliveira Maia (PPS/BA)

PR
João Carlos Bacelar (PR/BA)
Milton Monti (PR/SP)
Alfredo Nascimento (PR/AM)

PRB
Celso Russomano (PRB/SP)
Beto Mansur (PRB/SP)

PSB
José Reinaldo (PSB/MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Heráclito Fortes (PSB/PI)

PSD
Fábio Faria (PSD/RN)
Antônio Brito (PSD/BA)

PSDB
Jutahy Júnior (PSDB/BA)
Yeda Crusius (PSDB/RS)
João Paulo Papa (PSDB/SP)
Betinho Gomes (PSDB/PE)

PT
Marco Maia (PT/RS)
Carlos Zarattini (PT/SP)
Nelson Pellegrino (PT/BA)
Maria do Rosário (PT/RS)
Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT/SP)
Vander Loubet (PT/MS)
Zeca Dirceu (PT/SP)
Zeca do PT (PT/MS)
Vicente Cândido (PT/SP)
Arlindo Chinaglia (PT/SP)
Décio Lima (PT/SC)

PTB
Paes Landim (PTB/PI)

SD
Paulinho da Força (SD/SP)

Governadores
Alagoas: Renan Filho (PMDB)
Rio Grande do Norte: Robinson Faria (PSD)
Acre: Tião Viana (PT)

TCU
Vital do Rêgo Filho, ministro

Prefeitos
Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Estado

Demais políticos e outros
Valdemar da Costa Neto (ex-deputado federal – PR/SP)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia (GO) entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições de 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais)
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal – PT/SP)
Guido Mantega (ex-ministro do governo Lula)
César Maia (DEM), vereador do Rio, ex-prefeito do Rio e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu, ex-ministro do governo Lula
Ana Paula Lima (PT/SC), deputado estadual em Santa Catarina
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas de Marta Suplicy e marido da senadora
Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (SC)
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
Advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época procurador-geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Farmácia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

Lista de petições feitas por Fachin

Agora delações são mentirosas e vazamentos são seletivos, Aécio?

11 de abril de 2017

Fernando Brito via Tijolaço em 1º/4/2017

Aécio Neves está divulgando nas redes sociais um vídeo contra a capa da Veja, a qual chama de “falsa e mentirosa”.

Figura está indignado.

Perfeitamente, conceda-se ao senador mineiro o benefício da dúvida, embora nas gravações clandestinas de Sérgio Machado ele seja apontado como “o primeiro a ser comido”.

Mas a credibilidade que ele porventura pudesse ter, até mesmo de quem tem o espírito da “velhinha de Taubaté” esbarra num sério problema.

O de que Aécio nunca fez este discurso quando os denunciados eram outros.

Princípios não são mercadoria de ocasião, que se tem às vezes e outras não se tem.

O fato político mais significativo, porém, é que a matéria revela, seja verdadeira ou falsa, a guerra de foice que ocorre dentro da direita.

Aécio não tem mais serventia eleitoral, mas tem boa parte da máquina eleitoral tucana a nível nacional.

Geraldo Alckmin tem grande parte da máquina tucana em São Paulo, mas não tem a nacional.

Dória – que suou o dia da mentira para proclamar que não é candidato a coisa alguma, além de governar a cidade de São Paulo, só pode desbancar seu padrinho se tiver aliados fora do Estado, dos quais Aécio parecia o mais promissor.

Há outro polo nesta disputa: Michel Temer, hoje mais influente entre o tucanato porque é o fiador da imensa presença do PSDB no governo.

O imenso jogo de hipocrisia que se tornou a política brasileira tem tanta capacidade de convencer quanto a Veja ou os desmentidos de Aécio.

Não há ideias ou propostas porque não podem defender abertamente a ideia de que estão engajados– da Polícia Federal ao Judiciário, de Temer aos tucanos: a da destruição deste país, de sua submissão incondicional aos donos do dinheiro, a da regressão dos direitos do povo brasileiro aos patamares de há um século atrás.

As estruturas podres que eles montaram na vida política ruem sobre eles próprios e disso tentam se safar num teatro de denuncismo que os está sorvendo também.

A fala de Aécio segue abaixo.

Para GloboNews, decapitação é o melhor remédio para dor de cabeça

9 de abril de 2017

Por favor, tem algum economista para explicar a frase divulgada com destaque na GloboNews?

Janio de Freitas: Temer e Meirelles estão perdidos, incapazes tanto de fazer quanto de compreender

3 de abril de 2017

Janio de Freitas em 2/4/2017

Nem a complacência interessada com que o poder econômico e a imprensa/TV tratam Michel Temer –conduta que serve proteção para um lado e ilusão para o outro– consegue escapar desta realidade deprimente: Temer e Henrique Meirelles estão aturdidos, perdidos no emaranhado de suas afirmações e logo recuos, incapazes tanto de fazer quanto de simplesmente compreender.

E a verdade daí decorrente é que, em dez meses, a situação do Brasil só se agravou, arrastando nesse despenhadeiro todos os não dotados de recursos fartos. Sob o domínio da incompetência e da perplexidade, o Brasil sufoca.

Em um só dia, o já estigmatizado 31 de março, as páginas iniciais nos sites dos principais jornais e do UOL davam, com diferentes níveis de exibição, estas informações: “Corte orçamentário atinge transporte, habitação e defesa”. O governo superestimou as receitas, prática que dizia repelir, daí resultando um rombo de R$58,2 bilhões nas suas contas. Como remendo, já em março Meirelles achou necessário o corte de mais de R$42 bilhões nos investimentos do governo. Só as obras do PAC perderão mais de R$10 bilhões. Os investimentos do governo são, historicamente, o que ativa a economia. Logo, o corte é contrário à recuperação econômica.

Outra: “Contas públicas têm pior resultado para fevereiro em 16 anos”, ou desde que começado esse registro em 2001. A despesa do governo no menor mês foi R$23,5 bilhões maior do que a receita.

Mais: “PIB recua 3,6% em 2016”. É o país empobrecendo. Meirelles propalou, nos primeiros meses do governo Temer, que antes do fim do ano (2016) a recuperação econômica já estaria em curso. Com o corresponde resultado no PIB. As previsões vieram caindo em voz baixa. E o resultado real é o desastre noticiado.

Ainda: “Governo Temer é aprovado por 10%” (pesquisa CNI/Ibope, que em dezembro indicava 13%). Aquele número reflete o tamanho da legitimidade com que Michel Temer se põe a agravar as distorções da Previdência. E reduzir ainda mais o valor do trabalho, com a terceirização indiscriminada.

Para encurtar, por desnecessidade de mais: “Brasil tem 13,5 milhões sem emprego e a economia continua em retração”. Esses milhões são o cálculo do IBGE para os que procuraram emprego. Incluídos os que desistiram de procurá-lo ou não chegaram a fazê-lo, há estimativas que vão a 20 milhões. Se “a economia continua em retração”, a probabilidade de desemprego é crescente. E suas consequências, idem.

É o Brasil de Michel Temer em poucas linhas. O governante dos recuos empurrando o país para a calamidade.

Em tal situação, disseminar notícias precipitadas de êxitos governamentais é mais do que fantasiar incertezas. O governo não se entende com a economia e não é verdade que se entenda com o Congresso, a menos que sucessivos recuos não sejam apenas falta de entendimento, de avaliação e competência. E de moralidade, com tantos símbolos da corrupção revigorados nos cargos ministeriais e palacianos recebidos de Michel Temer.

Na história brasileira, não há nada semelhante a esse governo que perde, em sua média, um figurão por mês, levado por acusação de improbidade (em um caso, por tê-la encontrado dentro do palácio presidencial).

Devastado pelos bandoleiros dos subornos, negociatas, desfalques, e estelionatos com nome de “sobras de campanha”, este país agora está e sofre a ameaça de ser destroçado por um governo de ineptos, protegido em troca de alguns retrocessos de legislação.

Leia também:
Deve ser maravilhoso morar no país imaginário de Temer e Meirelles


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