Archive for the ‘Política’ Category

Janio de Freitas: Brasil é o país em que o presidente é produtor oficial de notícias falsas

20 de março de 2017

Janio de Freitas em 16/3/2017

Os alemães estão preocupados com o número e os efeitos crescentes de notícias falsas. Seu governo discute, já como anteprojeto, uma legislação duríssima contra empresas que viabilizam redes na internet, quando não eliminem com presteza as notícias falsas e a disseminação do ódio.

No Brasil, providência semelhante seria contraditória, sendo o país, por exemplo, em que um ex e badalado presidente da República e um ministro do Supremo Tribunal Federal propõem que o caixa 2 em política –o dinheiro tomado e destinado em segredo– não mais seja considerado como corrupção.

Ou, mais simplesmente: o país em que o presidente é produtor oficial e contumaz de notícias falsas. Com uso não só da internet, mas de todo o sistema de comunicação informativa do país.

O que Fernando Henrique e Gilmar Mendes pretendem aceitável é a maior causa da grande mentira eleitoral, o mito das eleições livres e limpas no Brasil. Lembre-se, a propósito, que as contas da campanha presidencial de Fernando Henrique foram recusadas pela Justiça Eleitoral, com um grande rombo apesar da contabilidade conveniente. Como diz Carlos Ayres Britto, com brilhante passagem pelo Supremo, o caixa 2 “é eticamente espúrio e juridicamente delituoso”.

Michel Temer repete, com a esperança de que o país o ouça, serem as críticas ao projeto de “reforma” da Previdência movidas apenas por interesses. Nega perdas: “Cerca de 63% dos trabalhadores terão aposentadoria integral, porque ganham salário mínimo. Quem pode insurgir-se é um grupo de 27%, 37%”.

À parte a dupla indecência que está na proporção dos recebedores de salário mínimo e no valor dele, já desmoralizantes da Previdência e da “reforma”, o projeto do governo fere sobretudo os mais carentes. Os de salário mínimo integram a grande multidão que começa a trabalhar mais cedo, na puberdade ainda. Exigir-lhes mais cinco ou dez anos de trabalho, para chegar à nova idade mínima de aposentadoria, é um ônus desumano. E negá-lo é mentir ao país.

O “ministério de técnicos”, a “recuperação da moralidade pública”, a “retomada do crescimento ainda neste ano” (de 2016!), e tantas balelas mais, formam uma estrada imoral de mão única. Na qual foi erguido há pouco um monumento à indignidade. Recusar-se a reconhecer uma autoria legítima é uma usurpação, seja ou não em proveito próprio. No caso, era.

Michel Temer saiu-se com a bobagem de que “a paternidade da transposição do São Francisco é do povo brasileiro”. Sua forma de negar a autoria de Lula, em áspera batalha técnica e de comunicação, e a difícil continuidade assegurada por Dilma. Citou valores errados, sempre em seu favor. E inventou a entrega de 130 mil cisternas.

Para breve comparação: Tereza Campello entrou calada no governo Dilma, permaneceu muda e, no impeachment, saiu em silêncio sobre seu papel no governo. Mas, entre outros êxitos incomuns, fez construir e instalar no Nordeste cerca de um milhão de cisternas.

Por isso a recente seca, brutal, não provocou o abalo e os demais efeitos das secas equivalentes. Observação de valor especial nestes tempos: tamanha obra sem que houvesse sequer vestígio de escândalo, na atividade que mais produziu corrupção e escarcéus na história do Nordeste.

Tereza Campello, a cujo silêncio realizador a imprensa/TV respondeu com silêncio incompetente, foi uma ministra extraordinária.

Quanto a Michel Temer, entende-se por que lhe pareceu normal nomear Alexandre de Moraes, coautor de um livro que assina sozinho, para o Supremo. A veracidade não é o que lhe importa. Como caráter não se vende em supermercado, Michel Temer não recebe informações a respeito.”

O sistema político e a mídia trabalham para impedir que a vontade popular seja ouvida

20 de março de 2017

Luis Felipe Miguel, lido no Esquerda Caviar em 16/3/2017

O governo, como esperado, ignora as manifestações e amplia sua ofensiva sobre o Congresso, aumentando as vantagens que oferece a deputados e senadores (cargos, prebendas, oportunidades de negócio) para compensar o desgaste causado pelo eventual apoio a uma proposta tão impopular.

A imprensa não consegue ignorar as manifestações, mas adota estratégias diversas para minimizá-las. O Estadão dá na capa o “transtorno” com a paralisação dos transportes (embora as enquetes todas tenham mostrado que os usuários concordavam com as razões do movimento). A Folha, que se quer mais esperta, dá uma foto que mostra a dimensão do ato na Paulista, mas a manchete é “Protestos contra reformas de Temer ocorrem em 19 capitais”. O texto na capa, logo em seguida, já diz: “Ao menos 19 capitais e o Distrito Federal tiveram protestos…” Como assim, “ao menos”? Que tipo de jornalismo é esse que, em tempos de internet, não consegue saber se ocorreram ou não manifestações em sete capitais brasileiras? E porque a manchete pelo menos não arredondou para 20, uma vez que o DF, afinal, também é capital, a capital do país?

Dentro, a reportagem está no caderno de economia, como se a reforma da previdência não fosse questão política. E não existe maneira de o leitor da Folha saber que, além das “ao menos 19 capitais” e do DF, a população foi às ruas em dezenas e dezenas de cidades do interior.

Também está, bizarramente, na seção de economia a notícia de que Rodrigo Maia assinou “despacho técnico” que permite que a reforma trabalhista seja aprovada sem passar pelo plenário da Câmara, tramitando apenas na comissão especial que a discute. É claramente uma medida desesperada para tentar impedir que a pressão popular repercuta no Congresso.

O sistema político funciona, em grande medida, no sentido de impedir que a vontade popular seja ouvida. Ela é invocada de forma ritual, usada quando convém, desprezada quando necessário. Mesmo nos regimes considerados democráticos é assim: a soberania popular se curva diante dos interesses poderosos. A Grécia que o diga. No Brasil pós-golpe, sob um governo que não tem nenhum incentivo para ouvir a população, pois não deve seu mandato a ela, é pior ainda. Por isso, as manifestações de ontem precisam ser entendidas como um começo. A esperança de derrotar os retrocessos e garantir os direitos depende de fazer a mobilização crescer em intensidade, tamanho e disposição de luta.

O truque do Janot para implodir a candidatura do Lula

20 de março de 2017

Jeferson Miola em 16/3/2017

O que poderia ser celebrado como sinal de normalidade institucional – os pedidos do Rodrigo Janot ao STF para abrir inquéritos das delações da Odebrecht – na realidade é apenas um truque do procurador-geral para [i] proteger o bloco golpista, em especial o PSDB; mas, sobretudo, para [ii] viabilizar a condenação rápida do Lula e, desse modo, impedir a candidatura do ex-presidente em 2018, isso se a eleição não for cancelada pelos golpistas.

Janot seguiu fielmente Maquiavel: “aos amigos, os favores; aos inimigos, a lei”. Os golpistas, cujos indícios de crimes são contundentes, com provas de contas no exterior, jantares no Palácio Jaburu, códigos secretos para recebimento de dinheiro da corrupção e “mulas” para carregar propinas, serão embalados no berço afável do STF.

Lula, sobre quem não existe absolutamente nenhuma prova de crime, foi denunciado por Janot e será julgado por Sérgio Moro, um juiz parcial, que age como advogado de acusação. Ele é movido por um ódio genuíno e dominado por uma obsessão patológica de condenar Lula com base em convicções [sic]. Janot entregou a este leão faminto e raivoso a presa tão ansiada.

Os fatores que permitem prospectar esta hipótese da sacanagem do Janot são:

1) as listas parciais divulgadas em 14 e 15/3/2017 implodiriam qualquer governo, quanto mais o apodrecido e ilegítimo governo Temer – implodiriam, mas não implodirão, porque estamos num regime de exceção;
2) foram denunciados nada menos que: seis ministros [Padilha, Moreira Franco, Aloysio Nunes, Bruno Araújo, Kassab e Marcos Pereira] + os dois sucessores naturais do presidente em caso de afastamento do usurpador [Rodrigo Maia e Eunício Oliveira] + o idealizador da “solução Michel” para estancar a Lava-Jato, atual presidente do PMDB [Romero Jucá] + o presidente do PSDB [Aécio “tarja-preta”] + quatro senadores da base do governo + cinco governadores + três deputados que apoiam Temer + três senadores da oposição + dois deputados de oposição;
3) uma pessoa iludida poderia concluir: “é uma decisão corajosa e imparcial do Janot”; afinal, ele investiga personagens poderosos e, aleluia, inclusive o PSDB. Ilusão: esta é, exatamente, a manobra diversionista do Janot;
4) os denunciados do governo golpista, todos eles, inclusive os sempre protegidos tucanos, têm foro privilegiado, e por isso serão investigados pelo STF, e não nas instâncias inferiores do judiciário [com minúsculo]. É verdade que Janot denunciou também golpistas sem foro privilegiado. Esses, porém, são as “genis” Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, já presos; e Geddel Vieira Lima, que já está no corredor do cárcere;
5) o supremo [com minúsculo], demonstram estudos da FGV, é a instância mais lenta, mais politizada [eventualmente mais partidarizada, para não dizer tucana] e mais inoperante do judiciário. A primeira lista do Janot, por exemplo, entrou no sumidouro do STF há dois anos [em março de 2015], e lá dormita até hoje, sem nenhuma consequência na vida dos políticos denunciados por corrupção;
6) a composição ideológica do STF é aquela mesma que, agindo como o Pôncio Pilatos da democracia brasileira, lavou as mãos no processo do impeachment fraudulento, e assim converteu o supremo em instância garantidora do golpe de Estado que estuprou a Constituição para derrubar uma presidente eleita com 54.501.118 votos;
7) é fácil deduzir, portanto, qual será a tendência do STF na condução dos processos dos golpistas. Se esses julgamentos iniciarem antes de 2021, será um fato inédito.

A lista do Janot é um instrumento ardiloso da Lava-Jato e da mídia para a caçada do Lula. Janot faz como o quero-quero, pássaro que grita longe do ninho para distrair os intrusos, afastando-os dos seus filhotes.

As instituições do país estão dominadas pelo regime de exceção que violenta a Constituição para permitir um processo agressivo e continuado de destruição dos direitos do povo, das riquezas do país e da soberania nacional.

O anúncio imediato da candidatura presidencial do Lula, abrindo uma etapa de mobilizações permanentes e gigantescas do povo, é a urgência do momento. É a garantia de proteção popular do Lula contra os arbítrios fascistas do regime de exceção e, ao mesmo tempo, fator que pode modificar a correlação de forças na sociedade.

O êxito dos protestos deste 15 de março, que levaram milhões de trabalhadores às ruas em todo o país, é um sinal positivo da retomada da resistência democrática e da luta contra o golpe e os retrocessos.

A democracia e o Estado de Direito somente serão restaurados no Brasil com a mobilização popular intensa e radical, e a candidatura do Lula é um motor para esta restauração.

Agora vai: MBL fará campanha por Dória para presidente

20 de março de 2017

Vereador Holiday e Dória.

Via Coluna do Estadão em 16/3/2017

O Movimento Brasil Livre (MBL) vai reforçar a pressão para que o prefeito de São Paulo, João Dória, dispute a Presidência da República em 2018. O nome do tucano é aventado no meio político como uma alternativa para a sucessão presidencial. Dirigentes do MBL decidiram fazer campanha aberta por Dória, inclusive atacando os presidenciáveis tucanos Geraldo Alckmin e Aécio Neves. O MBL tem sido um dos principais organizadores de manifestações no País. A chapa de Dória já tem até vice cotado: o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM).

O MBL foi estimulado pelas recentes declarações de Dória de que “política é como nuvem”, ao comentar uma eventual candidatura.

Tucanos graúdos dizem, contudo, que João Dória pode até ter apoio fora do partido, mas não tem votos dentro do PSDB para se viabilizar como seu candidato ao Palácio do Planalto.

Com a palavra, o MBL
Em conversa com a Coluna nesta quinta-feira [16/3], Renan Santos, um dos coordenadores do MBL, esclareceu que o apoio a Dória não implica em atacar os presidenciáveis Geraldo Alckmin e Aécio Neves. “A gente não vai bater no Alckmin e no Aécio. Não é nosso feitio.” A escolha por Dória tem relação com o perfil do político. “A gente acha que a candidatura dele é viável. Se ele será candidato ou não é uma decisão dele. Nós vamos defender [a candidatura Dória] porque isso pauta o debate com uma linha ideológica que é a nossa, de mais participação do mercado, de mais participação do setor privado no serviço público, de redução da máquina estatal. Seria a materialização da nossa visão política no debate de 2018”, afirmou.

Sobre a nota da Coluna do Estadão, o MBL também divulgou a nota abaixo:

A publicidade de Alckmin na TV Globo em meio à crise

20 de março de 2017

Via Jornal GGN em 17/3/2017

De olho numa vaga na disputa pela presidência da República em 2018, Geraldo Alckmin tem investido forte em campanhas publicitárias para projetar uma imagem positiva de sua gestão no cenário nacional. Há alguns dias, o governo do tucano tem feito inserções na grade da Globo, incluindo os intervalos do Jornal Nacional (um dos horários mais caros), para promover um programa que, diz a Secretaria de Saúde, tem 96% de aprovação: os AMEs (Ambulatórios Médico de Especialidades). Só no sábado (11), o GGN contou três veiculações no JN.

Hoje, a cobertura do programa atinge apenas 10% do Estado. São 55 AMEs para 645 municípios. Mais cinco estão em construção, diz a propaganda do governo Alckmin. O GGN questionou à Secretaria de Saúde o valor despendido, em média, com cada unidade do AME. Mas a pasta informou apenas o orçamento previsto para 2017: cerca de R$828 milhões em custeio.

Por baixo, dá para imaginar que com cada dois dias de anúncios apenas no principal jornal da Globo, Alckmin poderia projetar mais um AME. Isso levando em conta que cada VT de 30 segundos no horário nobre da emissora tem custado, pelo menos, meio milhão de reais. Há portais indicando que os valores do ano vigente estão na casa dos R$700 mil. Hipoteticamente, ao final de um mês, Alckmin poderia gastar aproximadamente R$50 milhões com a ação.

Com esse montante, Alckmin não precisaria ter suspendido verba para o reforço escolar, nem promovido corte no programa de alfabetização ou no número de vagas do ensino técnico. O atendimento a crianças autistas, a ajuda na tarifa de ônibus para professores e a distribuição de leite, entre outros projetos, também não teriam sido prejudicados nos últimos anos sob a justificativa de que a crise demanda contingenciamento.

Alckmin já inaugurou aparelhos do AME que custaram ao Estado cerca de R$3 milhões – o de Heliópolis, garoto-propaganda, precisou de R$3,2 milhões só para entrar em operação, mais orçamento de R$5,6 milhões em custeio. Isso sem contar os investimentos feitos pela prefeitura – os municípios costumam reformar os espaços por conta própria.

A subsecretaria de Comunicação do governo enviou nota ao GGN alegando que a “divulgação na grande imprensa de serviços, campanhas e obras executadas pelo governo do Estado de São Paulo é uma maneira de prestar contas e informar ao cidadão como e onde o dinheiro dos seus impostos está sendo investido.”

Os investimentos deveriam constar no Portal da Transparência, segundo determina lei federal, mas os valores relativos a 2017 não estão disponíveis para consulta e o governo Alckmin não informou quanto, precisamente, tem gastado com anúncios na TV aberta.

***

Nota da Secretaria de Saúde de SP ao GGN:

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informa que o Estado conta, atualmente, com 55 AMEs (Ambulatórios Médico de Especialidades) espalhados por diferentes regiões do Estado (vide lista abaixo). Desde 2011, foram entregues 19 novos ambulatórios, sendo eles: Franca, Ituverava, Salto, São João da Boa Vista, Taboão da Serra, Fernandópolis, Jundiaí, Promissão, Catanduva, Barretos, Mauá, Mogi das Cruzes, Assis, Ourinhos, Sorocaba, Pariquera-Açu, Ame Lorena, Ame Idoso Lapa e Ame Idoso Vila Mariana.

Somente para o custeio de tais unidades, o governo do estado irá investir em 2017 cerca de R$828 milhões, isso sem contar o custeio do AME de Américo Brasiliense que está incluso no valor de R$61,3 milhões destinados também ao custeio do Hospital Estadual de Américo Brasiliense.

Além dos 55 AMEs já existentes, outros cinco estão em construção. São eles: Amparo, Taubaté, Taquaritinga, São Carlos e Botucatu. Somente para construção dessas unidades o governo está investindo um total de R$46 milhões. Vale ressaltar que nesse valor também está somado o repasse destinado à construção da Rede Lucy Montoro de Botucatu, visto que a unidade está sendo construída em conjunto ao ambulatório.

Os AMEs são unidades estaduais de alta resolutividade, com modernos equipamentos, que oferecem consultas com médicos em diferentes especialidades, consultas não-médicas em áreas como fisioterapia e fonoaudiologia, exames de apoio diagnóstico e, em alguns casos, cirurgias em um mesmo local, proporcionando maior rapidez ao diagnóstico e ao tratamento dos pacientes. Vale ressaltar que, segundo pesquisa de satisfação realizada pela pasta estadual, os AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades) tem 96,7% de aprovação dos usuários.

O novo modelo começou a ser implantado em 2007 no Estado de São Paulo. Desde 2011 foram implantadas 19 novas unidades. Agora a Secretaria Estadual de Saúde está empenhada na transformação de todas as unidades em “AMEs Mais”, com cirurgias de média complexidade e internação no regime de hospital-dia. Das 55 unidades, 35 já realizam pequenas e médias cirurgias.

AMEs
AME Américo Brasiliense
AME Amparo
AME Andradina
AME Araçatuba
AME Assis
AME Atibaia
AME Barretos Cirúrgico
AME Barretos Geral
AME Bauru
AME Bourroul
AME Caraguatatuba
AME Carapicuíba
AME Casa Branca
AME Catanduva
AME Dracena
AME Fernandópolis
AME Franca
AME Heliópolis/Barradas
AME Idoso Oeste
AME Idoso Sudeste
AME Interlagos
AME Itapetininga
AME Itapeva
AME Itapevi
AME Itu
AME Ituverava
AME Jales
AME Jardim dos Prados
AME Jundiaí
AME Limeira
AME Lorena
AME Maria Zélia
AME Mauá
AME Mogi das Cruzes
AME Mogi-Guaçu
AME Ourinhos
AME Pariquera-Açu
AME Piracicaba
AME Praia Grande
AME Presidente Prudente
AME Promissão
AME Rio Claro
AME Santa Bárbara D’Oeste
AME Santa Fé do Sul
AME Santo André
AME Santos
AME São João da Boa Vista
AME São José do Rio Preto
AME São José dos Campos
AME Sorocaba
AME Taboão da Serra
AME Tupã
AME Vila Maria Psiquiatria
AME Votuporanga
AME Zona Leste


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