Archive for the ‘Humor’ Category

Fernando Horta: O Brasil de Temer faz a gente passar vergonha

8 de junho de 2018

Fernando Horta em 7/6/2018

Hoje tentei explicar a um amigo norte-americano o caso Lula.

– E por que Lula está preso?
– Porque um juiz disse que ele recebeu um apartamento como propina.
– Entendi, acharam um apartamento no nome dele…
– Não, o apartamento não está no nome dele.
– Sim, acharam no nome da esposa…
– Não, não está no nome da esposa também.
– Ok, acharam no nome dos filhos…
– Também não.
– No nome de uma amante?
– Não…
– De um assessor?
– Não.
– Então Lula morava lá e usava o apartamento?
– Nunca ele ou qualquer pessoa passou uma noite sequer no tal apartamento.
– Bom… Quais foram os atos que ele praticou para receber o apartamento?
– O juiz não sabe e tem duas empresas de auditoria internacional que atestaram que não houve nenhum.
– Qual o valor da corrupção toda.
– Eles calculam em 1% do faturamento da Petrobras. 1,5 bilhão de reais, parece…
– E Lula era o chefe?
– O juiz diz que sim…
– E quando custa o apartamento?
– Um milhão de reais, parece…
– Mas o “chefe” ganhou só isto?
– Não, segundo o juiz ganhou menos porque Lula tinha pago já metade em cotas de imóveis da empresa.
– Então Lula está preso por um apartamento que não é seu, nem de filhos ou parentes, que ele nunca passou uma noite. Nem ele nem parentes. Que o juiz não sabe dizer quais atos de corrupção ele praticou e pelo qual ele já tinha pago legalmente quase metade do custo, é isto?
– Não. Lula tá preso porque tem 59% das intenções de voto.
– Ahhh bom, agora faz sentido… Mas o Brasil prende opositores políticos?
– Sim.
– Mas isto não é democrático.
– Exato, agora tu tá entendendo.
– Mas isto é golpe!
– É sim…
– Mas então temos de fazer alguma coisa!

E Lula acaba fazendo um norte-americano querer entrar na resistência…

Fernando Horta: E Lula, enfim, acerta para fazer delação premiada

4 de junho de 2018

Fernando Horta em 2/6/2018

– Doutor Moro, eu faço a delação, mas eu quero os mesmos direitos do Youssef. Quero ficar com o patrimônio, ficar em casa descansando e receber um percentual de tudo o que a Lava-Jato “recuperar”. Se for assim eu faço a delação.

– Senhor ex-presidente, se o senhor delatar o Lula aceitamos sua colaboração e nos mesmos termos do Youssef.

– Então doutor Moro, eu vou poder finalmente ganhar o tríplex, o sitio de Atibaia e o apartamento de Paris?

– Que apartamento senhor ex-presidente?

– O da Fochs Avenue, tá no nome do FHC, mas é meu. Já começando a delação. O apartamento é meu.

– Mas senhor ex-presidente, que provas o senhor tem de que o apartamento é seu?

– Aqui, doutor Moro, tenho um contrato rasurado e sem assinatura. Tem também duas fotos minhas com o FHC, de abraços. Aqui ele dizia no meu ouvido que o apartamento era meu. Pode anotar aí.

– Mas o senhor pagou como pelo apartamento?

– Com as palestras, doutor, ganhei muito dinheiro dando palestra. E aí eu depositava na minha conta e dizia pro FHC: “O dinheiro é seu, tá aqui, mas é seu”. É propina pra ele.

– Mas propina referente a quê?

– Ora doutor Moro, ele mandou eu destruir as provas, eu destruí, mas eu lembro de tudo. Foi um dinheiro de umas empresas que trabalharam para ele, construíram o tal Instituto FHC e trabalhavam também para o governo. É tudo propina. Pode anotar aí.

– Mas precisa de provas senhor ex-presidente.

– Bom, eu tenho aqui uns rascunho de uns e-mail que eu nunca mandei. Ó… tá escrito aqui ó “amigo FH propina aguardando sua retirada, câmbio”. “FH”, doutor Moro, quer dizer Fernando Henrique. Nós bolamos juntos esta senha para dificultar o entendimento da PF. A gente não é tão criativo quanto o pessoal da Odebrecht.

– Mas senhor ex-presidente, isto não é prova…

– Não, doutor Moro? Mas eu tô fazendo a “premiada” e tô dizendo pro senhor que é meu… aliás, lembrei agora… A mansão de Paraty também é minha… aquela lá dos Marinho… é minha. Tá no nome dos laranja, mas é minha. Tenho até dois tíquetes de pedágio Rio-Paraty pra provar que é minha.

– Mas senhor ex-presidente…

– Doutor Moro, agora que o senhor já sabe de tudo, eu vou pra casa e o senhor deposita o que acertamos, igual do Youssef, na minha conta, por favor. Vou descansar um pouco.

Com o STF, com tudo: Vídeo do musical “O grande acordo nacional”

19 de setembro de 2017

Humor: Vaza lista com o “ministério do golpe” de Michel Temer

5 de abril de 2016

Michel_Temer29_Eduardo_Cunha

Via Blog do Esmael Morais em 24/3/2016

Em tempo de Vaza-Jato, o Blog do Esmael obteve com exclusividade na quinta-feira, dia 24/3, a lista com o “ministério do golpe” do vice-presidente Michel Temer (PMDB).

Evidentemente que se trata de uma planilha ainda aberta à discussão dos golpistas que, para executá-la, terão de aprovar na Câmara o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

A lista vazada com o “ministério do golpe”, excetuando três ou quatro integrantes, traz praticamente os mesmos nomes que compõem o listão da Odebrecht censurado na velha mídia.

LEIA A ÍNTEGRA DA LISTA VAZADA COM “MINISTÉRIO DO GOLPE”
Advocacia Geral da União
Sérgio Moro (sem partido)

Banco Central do Brasil
André Esteves

Casa Civil
Delfim Netto (PTB/SP)

Controladoria Geral da União
Geraldo Brindeiro

Gabinete de Segurança Institucional
Jair Bolsonaro (PP/RJ)

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Baleia Rossi (PMDB/SP)

Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Rodrigo Rocha Loures (PMDB/PR)

Ministério da Cultura
Marta Suplicy (PMDB/SP)

Ministério da Defesa
Fernando Henrique Cardoso (PSDB/SP)

Ministério da Educação
Otávio Leite (PSDB/RJ)

Ministério da Fazenda
Armínio Fraga

Ministério da Integração Nacional
Aloysio Nunes (PSDB/SP)

Ministério da Justiça
Deltan Dallagnol (sem partido)

Ministério da Previdência Social
Rubens Bueno (PPS/PR)

Ministério da Saúde
José Serra (PSDB/SP)

Ministério das Cidades
Geddel Vieira Lima (PMDB/BA)

Ministério das Comunicações
Merval Pereira (Globo)

Ministério das Relações Exteriores
Hélio Bicudo

Ministério de Minas e Energia
José Jorge

Ministério do Desenvolvimento Agrário
Ronaldo Caiado (DEM/GO)

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome
Tiririca (PR/SP)

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
Ana Amélia (PP/RS)

Ministério do Esporte
Romário (PSB/RJ)

Ministério do Meio Ambiente
Álvaro Dias (PV/PR)

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão
Moreira Franco (PMDB/SP)

Ministério do Trabalho e Emprego
Paulinho da Força (SD/SP)

Ministério do Turismo
Hugo Motta (PMDB/PB)

Ministério da Infraestrutura
Eliseu Padilha (PMDB/RS)

Secretaria da Micro e Pequena Empresa
Alberto Goldman (PSDB/SP)

Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República
Beto Albuquerque (PSB/RS)

Secretaria de Aviação Civil da Presidência da República
Zezé Perrella (PDT/MG)

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
William Bonner (Globo)

Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
Silas Lima Malafaia

Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Pastor Everaldo (PSC/RJ)

Secretaria de Políticas para as Mulheres
Joice Hasselmann

Ministério dos Transportes
Clésio Andrade (PMDB/MG)

Secretaria de Relações Institucionais
Henrique Alves (PMDB/RN)

Secretaria Geral da Presidência da República
Flávio José Barbosa de Alencastro

Líder do governo na Câmara
Rogério Rosso (PSD/DF)

Líder do governo no Senado
Romero Jucá (PMDB/RR)

Crônica sobre as canções de ninar

4 de dezembro de 2015

Cuca_Vem_Pegar01

Eu, uma brasileira morando nos Estados Unidos, para ajudar no orçamento, estou fazendo bicos de babá.

Ao cuidar de uma das meninas de quem eu tomo conta, uma vez cantei “Boi da cara preta” para ela, antes dela dormir. Ela adorou e essa passou a ser a música que ela sempre pede para eu cantar ao colocá-la para dormir.

Antes de adotarmos o “boi, boi, boi” como canção de ninar, a canção que cantávamos (em inglês) dizia algo como:

Boa noite, linda menina, durma bem.
Sonhos doces venham para você,
Sonhos doces por toda noite…
(Que lindo, né mesmo!?)

Eis que um dia Mary Helen me pergunta o que as palavras em português da música “Boi da cara preta” queriam dizer em inglês:

“Boi, boi, boi, boi da cara preta,
pega essa menina que tem medo de careta…” (???)

Como eu ia explicar para ela e dizer que, na verdade, a música “boi da cara preta” era uma ameaça, era algo como “dorme logo, porra, senão o boi vem te comer”?

Como explicar que eu estava tentando fazer com que ela dormisse com uma música que incita um bovino de cor negra a pegar uma cândida menina?

Claro que menti para ela, mas comecei a pensar em outras canções infantis, pois não me sentiria bem ameaçando aquela menina com um temível boi toda noite…

Que tal:

“Nana neném que a cuca
vai pegar…”?

Caramba… outra ameaça! Agora com um ser ainda mais maligno que um boi negro!

Depois de uma frustrante busca por uma canção infantil do folclore brasileiro que fosse positiva e de uma longa reflexão, eu descobri toda a origem dos problemas do Brasil.

O problema do Brasil é que sua população em geral tem uma autoestima muito baixa. Isso faz com que os brasileiros se sintam sempre inferiores e ameaçados, passivos o suficiente para aceitar qualquer tipo de extorsão e exploração, seja interna ou externa. Por que isso acontece?

Trauma de infância!

Trauma causado pelas canções da infância. Vou explicar: nós somos ameaçados, amedrontados e encaramos tragédias desde o berço! Por isso levamos tanta porrada da vida e ficamos quietos.

Exemplificarei minha tese:

Atirei o pau no gato-to-to
Mas o gato-to-to não morreu-reu-reu
Dona Chica-ca-ca admirou-se-se
Do berrô, do berrô que o gato deu
Miaaau!

Para começar, esse clássico do cancioneiro infantil é uma demonstração clara de falta de respeito aos animais (pobre gato) e crueldade. Por que atirar o pau no gato, essa criatura tão indefesa? E para acentuar a gravidade, ainda relata o sadismo dessa mulher sob a alcunha de “Dona Chica”. Uma vergonha!

Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré, marré, marré.
Eu sou pobre, pobre, pobre,
De marré de si.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré, marré, marré.
Eu sou rica, rica, rica,
De marré de si.

Colocar a realidade tão vergonhosa da desigualdade social em versos tão doces! É impossível não lembrar de seu amiguinho rico da infância com um carrinho cabuloso, de controle remoto, e você brincando com seu carrinho de plástico… Fala sério!

Vem cá, Bitu! vem cá, Bitu!
Vem cá, meu bem, vem cá!
Não vou lá! Não vou lá, Não vou lá!
Tenho medo de apanhar.

Quem é o adulto sádico que criou essa rima? No mínimo ele espancava o pobre Bitu…

Samba-lelê tá doente,
Tá com a cabeça quebrada.
Samba-lelê precisava
É de umas boas palmadas.

A pessoa, conhecida como Samba-lelê, encontra-se com a saúde debilitada, necessita de cuidados médicos, mas, em vez de compaixão e apoio, a música diz que ela precisa de palmadas! Acho que o Samba-lelê deve ser irmão do Bitu…

Marcha soldado, cabeça de papel!
Quem não marchar direito,
Vai preso pro quartel.

De novo: ameaça. Ou obedece ou você vai se fu… não é à toa que brasileiro admite tudo de cabeça baixa.

A canoa virou,
Foi deixar ela virar,
Foi por causa da [nome de pessoa]
Que não soube remar.

Em vez de incentivar o trabalho de equipe e o apoio mútuo, as crianças brasileiras são ensinadas a dedurar e condenar um semelhante.

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou…

Como crescer e acreditar no amor e no casamento depois de ouvir essa passagem anos a fio?

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada;
O cravo saiu ferido
E a rosa despedaçada.

O cravo ficou doente,
A rosa foi visitar;
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Desgraça, desgraça, desgraça!!! E ainda incita a violência conjugal (releia a primeira estrofe).

Precisamos lutar contra essas lembranças, meus amigos. Nossos filhos merecem um futuro melhor.

Obs.: Texto recebido por e-mail, sem o nome do autor.

Cinco filmes que podem virar pauta do Fantástico

22 de setembro de 2015
Taxi_Driver01

Quem disse que taxistas e Uber não podem conviver em paz? Montagem sobre cena do filme Taxi Driver.

Este é um texto para pessoas com senso de humor.

Via Tela a Tela em 14/9/2015

No domingo, dia 13/9, uma reportagem do Fantástico, na Globo, exibiu duas histórias de “famílias unidas pelo amor sob o mesmo teto”. A matéria trazia o depoimento de funcionárias domésticas e patrões conversando alegremente sobre suas relações e a convivência, citando Que horas ela volta? como filme “com um enredo parecido”.

Como definiu o repórter Danilo Vieira, perto do encerramento: “A gente não está falando só de patrões e empregadas. A gente está falando de pessoas, de respeito, carinho, amizade, amor e nada disso se escreve na carteira de trabalho”.

O discurso é bonito, mas tem grandes poréns. O longa de Anna Muylaert, candidato a representar o Brasil na corrida do próximo Oscar, tem uma mensagem totalmente oposta, escancarando o abismo que existe entre pertencer de fato e ser “praticamente” da família. Desse tal carinho que trata mal a diarista e reclama da PEC das domésticas.

Inspirados por essa invejável capacidade de reinterpretação (reinvenção) do enredo, fizemos uma lista bem-humorada com outros títulos do cinema que podem muito bem virar pauta para o Fantástico num domingo à noite.

Tropa_Elite02_Gozacao

Os caras dos protestos é que aprenderam direitinho com o Capitão Nascimento de Tropa de Elite.

Tropa de Elite
Ajude a polícia a ajudar você! A convivência pacífica e o companheirismo entre a polícia e a população pobre que vive em áreas sem o menor apoio do Estado é possível graças a instrumentos pedagógicos como sacos plásticos. Acompanhe cases de sucesso! Dizem que até o Netflix curtiu!

Carandiru
Como vivem as pessoas que passam a vida no cárcere? Com o que sonham aqueles que têm seus destinos traçados? O companheirismo, a amizade e até o amor também florescem em cadeias superlotadas do Brasil. Tu te tornas eternamente responsável por aqueles com quem divides o cativeiro.

Mad_Max01_Alckmin

Nossa sugestão para a próxima reportagem sobre Mad Max é escalar Geraldo Alckmin.

Mad Max
Todo mundo sabe que “não vai faltar água em São Paulo” [sic], mas a ficção científica está aí para pensar nesses cenários fantasiosos. Saiba como fazer amigos e influenciar pessoas no apocalipse hídrico. Afinal de contas, a falta d’água não precisa ser o fim do mundo. No deserto sobra espaço pra carros, pode andar a mais de 50km/h e não há nem sinal de ciclistas.

O Lobo de Wall Street
Empreendedores que chegaram lá, construindo sua carreira com estratégias que você nem imagina. Saiba tudo sobre quem são esses tubarões que são a locomotiva que move o mundo. Dicas especiais para o público feminino, sobre como crescer na carreira em um ambiente nada machista em que os direitos e as oportunidades são iguais para todos.

Taxi Driver
Sai pra lá, Uber! Taxistas são pessoas pacíficas e sensatas que só querem uma cidade mais justa e acabar com a festa desse prefeito que só sabe falar de bicicleta. Para conseguir uma sociedade mais justa, a única atitude a tomar é promover algum tipo de cruzada moral e sangrenta em nome de seus valores, da moral e dos bons costumes da família brasileira.


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