Archive for the ‘Brasil’ Category

Vídeo inédito de Lula: “Pode ter igual, mas nesse país não tem ninguém melhor do que nós”

6 de outubro de 2018

PRONUNCIAMENTO DE LULA SOBRE ELEIÇÃO DE AMANHÃ
Via Portal do presidente Lula em 6/10/2018

“Queridas companheiras e queridos companheiros. É importante você comparecer para votar por algumas razões. Eu nem vou dizer da cassação ao Lula, da perseguição ao Lula porque eu estou acostumado ao país desde que comecei no movimento sindical. E eu queria falar com você. Falar com seu coração e a sua alma. E a gente defender o legado do partido que mais fez políticas sociais nesse país. Nunca esse país precisou tanto de você. Está na hora da gente levantar a cabeça, porque pode ter igual, mas nesse país não tem ninguém melhor do que nós”.

Amanhã, vote por Lula! Vote Haddad 13!

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6 de outubro: Lula faz aniversário e pede como presente o voto em Haddad

6 de outubro de 2018

Via Vermelho em 6/10/2018

Em uma carta dirigida ao povo brasileiro, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pede aos eleitores que irão às urnas no domingo [7/10], que seu presente de aniversário seja o voto no candidato Fernando Haddad para a Presidência da República.

“Dia 6 de outubro é meu aniversário oficial. Espero ganhar de presente no dia 7 de outubro o voto do povo brasileiro no Haddad para presidente”, diz Lula na mensagem.

O ex-presidente comemora seu aniversário em duas datas. O pai registrou seu nascimento como sendo em 6 de outubro de 1945. Mas, segundo a sua mãe, Lula nasceu no dia 27.

Condenado e preso sem provas e injustamente, Lula está encarcerado desde o dia 7 de abril. Sua candidatura foi cassada contrariando a decisão da Comissão de Direitos Humanos da ONU e a vontade do provo brasileiro que apontava nas pesquisas sua vitória em primeiro turno nas eleições.

Após decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que impugnou seu registro de candidatura, Lula indicou o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, como seu substituto. “Haddad é 13. Haddad e Lula. Um grande abraço do Lula. Sem medo de ser feliz”, disse Lula.

Fujimorização do Brasil: 25 anos atrás, Bolsonaro dizia ao “NYT” que queria ser um ditador

6 de outubro de 2018

Fernando Brito, via Tijolaço em 6/10/2018

O UOL presta um grande serviço à informação – infelizmente a poucos dias apenas da eleição – recuperando a entrevista dada por Jair Bolsonaro em 1993 ao The New York Times (cuja publicação original, em inglês, pode ser conferida aqui).

Nela, o ex-capitão já anuncia seus planos para a tomada do poder: a fujimorização do Brasil, com o fechamento do Congresso, demissão em massa de funcionários e várias medidas autoritárias sob o argumento – velhinho, não é? – de combater a corrupção.

Leia e tome consciência do perigo que este país enfrenta.

UM SOLDADO QUE VIROU POLÍTICO QUER DEVOLVER O BRASIL AO MANDO MILITAR
Aplicando à política a ousadia que certa vez demonstrou como paraquedista do Exército, o congressista Jair Bolsonaro mergulhou em um território inexplorado poucas semanas atrás, quando subiu à tribuna da Câmara dos Deputados e pediu o fechamento do Congresso.

“Sou a favor de uma ditadura”, gritou em um discurso que sacudiu um país que só deixou o regime militar para trás em 1985. “Nós nunca iremos resolver os problemas nacionais sérios com essa democracia irresponsável.”

Falando mais tarde em seu escritório, um cubículo decorado com memorabilia militar e uma grande bandeira brasileira, o esguio congressista do Rio de Janeiro disse estar preparado para a reação que se seguiu: o maior jornal do Rio, O Globo, publicou cartuns na primeira página satirizando-o como um dinossauro de botas, e o presidente da Câmara dos Deputados, Inocêncio de Oliveira, exigiu que a Câmara o cassasse de seu mandato.

Mas duas semanas depois, algo ainda mais interessante aconteceu: o presidente da Câmara fez uma reviravolta abrupta e se reconciliou publicamente com Bolsonaro. Estudante de opinião pública, o líder do Congresso aparentemente leu as colunas de cartas dos jornais brasileiros.

“Em todo lugar que vou, as pessoas me abraçam e me tratam como um herói nacional”, afirmou Bolsonaro. “As pessoas nas ruas estão pedindo o retorno dos militares. Eles perguntam: ‘Quando você voltará?’”

Ele recebeu, disse ele, centenas de telegramas e telefonemas de apoio, e disso ele extrai uma lição que obviamente acolhe. “As pessoas veem a possibilidade de a disciplina militar tirar o país da lama”.

Para deixar tudo claro, os superiores comandantes militares reiteraram sua lealdade ao presidente Itamar Franco, um civil, e a maioria dos colunistas de jornais acredita que o Brasil manterá seu calendário político, que prevê eleições no próximo ano para presidente, representantes do Congresso, governadores estaduais e legisladores estaduais. Mas para muitos defensores da democracia brasileira, o fenômeno Bolsonaro representa uma luz amarela, um sinal de que as pessoas estão impacientes com o fracasso da democracia em conter a inflação e oferecer um estilo de vida melhor, e um aviso de que os políticos autoritários estão ansiosos por aproveitar esse estado de espírito e cultivá-lo.

O modelo de Fujimori
“Na época do regime militar, a economia crescia 6% ao ano, você poderia comprar um carro em 36 meses”, disse Bolsonaro durante a conversa em seu escritório. “Hoje, o país mal cresce 1% ao ano. A inflação é intolerável”. “A verdadeira democracia é a comida na mesa, a capacidade de planejar sua vida, de andar na rua sem ser assaltado”, continuou. De fato, uma recente pesquisa de opinião pública em Recife, uma das cidades costeiras mais pobres do Brasil, relatou que 70% dos entrevistados achavam que a comida era mais importante do que a democracia.

Bolsonaro, que se formou na escola militar em 1973 (o ponto central do último período do regime militar), tem agora 38 anos, um congressista de primeiro mandato com cabelos negros desobedientes que caem sobre a testa. De certa maneira, ele é apenas a mais recente encarnação da longa tentação autoritária do Brasil; no último século, o país viveu sob um regime democrático formal por apenas 25 anos. Mas há uma nova reviravolta. Hoje, um modelo novo e menos odioso para o autoritarismo latino-americano surgiu no presidente do Peru, Alberto Fujimori.

Diante do impasse no Congresso no ano passado, Fujimori, um civil, ordenou ao Exército do Peru que fechasse o Congresso do país e seus tribunais. Um ano depois, Fujimori governa apenas uma Câmara no Congresso, obediente. “Eu simpatizo com Fujimori”, continuou o congressista brasileiro.

Cirurgia política, continuou Bolsonaro, envolveria o fechamento do Congresso por um período de tempo definido e permitiria que o presidente do Brasil governasse por decreto. A justificativa para uma ruptura constitucional, disse ele, seria a “corrupção política” e a inflação do Brasil, que agora está em 30% ao mês.

Com o Congresso muitas vezes travado em batalhas entre seus 21 partidos, a imprensa do Brasil tem demonstrado um fascínio crescente com o modelo de Fujimori. No mês passado, jornais, revistas e programas de notícias televisivas brasileiros realizaram longas entrevistas com o líder peruano.

“Fujimori colocou 400 mil funcionários públicos na rua”, afirmou Bolsonaro. “Como poderíamos fazer isso aqui?”

Quando detiveram o poder nas décadas de 1960 e 1970, as Forças Armadas brasileiras expandiram vastamente o setor estatal do Brasil, implantando uma confusão de empresas estatais e monopólios. Hoje, disse Bolsonaro, os líderes das Forças Armadas preferem trazer o Estado de volta ao básico: defesa, educação e saúde.

“Eu voto em todas as leis de privatização que posso”, disse Bolsonaro. “É a esquerda que se opõe à privatização. Eles só querem preservar seus empregos no governo”.

A trilha da campanha
Sua campanha não se limita ao Congresso. Ele também circula de cidade em cidade, levando sua receita de mudança autoritária para públicos que são ostensivamente compostos por reservistas e aposentados militares. “Eu só viajo para cidades militares”, disse ele. “Não estamos conspirando, porque não há agentes ativos presentes.”

Defensores da democracia suspeitam que há algo mais sinistro acontecendo fora da vista do público. Essas viagens são anunciadas como simples esforços para lançar as candidaturas de um bloco de candidatos militares de reserva de 12 A Fujimorização é a saída para o Brasil. Estados nas eleições do próximo ano para o Congresso. Todos os candidatos concorrem em listas controladas pelo partido de Bolsonaro, o Partido Progressista Reformador (PPR).

Na conversa, Bolsonaro previu que a opinião popular apoiaria esmagadoramente a suspensão do Congresso. Nesse estágio, isso pode ser apenas uma ilusão – outros acham que o país está perto de um consenso para o regime militar –, mas reflete um fato básico da vida política: qualquer restauração do regime militar só seria possível com civis sólidos. Apoio, suporte. Isso porque as Forças Armadas brasileiras somam 300 mil membros, o que dificilmente é suficiente para controlar uma nação continental de 150 milhões de habitantes apenas pela força.

Até agora, o presidente Itamar Franco descartou categoricamente qualquer ambição de ser um Fujimori brasileiro e se refere a campanhas como a de Bolsonaro como golpes de Estado incipientes. No entanto, Bolsonaro pode se inspirar em reportagens de jornais sobre reuniões fechadas entre empresários de São Paulo e oficiais do Exército, e na publicação de outdoors em uma favela do Rio de Janeiro protestando contra a alta taxa de sequestro do Rio e terminando com o apelo direto: “Forças Armadas, assumam o Poder”.

Em outras palavras, se está certo ou não, Bolsonaro acredita que o tempo está agora do seu lado. Ele está convencido de que em outubro os brasileiros enfrentarão o fracasso dos esforços anti-inflacionários de Fernando Henrique Cardoso, o quarto ministro da Fazenda do Brasil em um ano.

Enquanto isso, ele diz: “Estou arando os campos”.

Tradução: Thiago Varella.

Bolsonaro apanha em debate na Globo e é poupado em entrevista na Record

5 de outubro de 2018

Foto: Ricardo Moraes/Reuters.

Leonardo Sakamoto em 5/10/2018

Apesar de não ter comparecido ao debate entre os candidatos à Presidência da República, na TV Globo, na noite de quinta [5/10], o primeiro colocado nas pesquisas, Jair Bolsonaro, esteve presente nas duras críticas feitas pelos demais presidenciáveis.

Primeiro por sua ausência – ele tinha recomendações médicas para não ir, pois ainda se recupera do atentado que sofreu no dia 6 de setembro. No mesmo horário do debate, contudo, a TV Record – cujo dono, o bispo Edir Macedo, declarou apoio a Bolsonaro recentemente – veiculou uma entrevista gravada em sua residência com perguntas simpáticas ao candidato e sem pressão.

Mas também ao relembrarem as polêmicas criadas por ele, por seu candidato a vice em sua chapa, o general da reserva Hamilton Mourão, e por seu assessor econômico, Paulo Guedes. Bolsonaro acabou sendo ainda mais criticado que Fernando Haddad, o segundo colocado nas pesquisas, e seu partido, o PT – que haviam sido os alvos principais no último debate.

Isso vai ajudar a mudar a curva ascendente de intenção de votos do ex-capitão? Ainda é cedo para saber. O debate pode colaborar com isso se indecisos que o assistiram tenham optado por algum dos presentes e não Bolsonaro ou se os votos com os quais eles já contam mantenham-se com eles. Ou entre eles.

Pesquisa Datafolha, divulgada na quinta [4/10], aponta que ele atingiu 35% dos votos totais (39% dos válidos), enquanto Haddad apontou 22% (25%). O debate marcou entre 21 e 30 pontos no Ibope, dependendo de cada cidade, entre às 22h05 e 22h32 – mesmo horário de exibição da entrevista de Bolsonaro, que marcou entre 12 e 17 pontos, de acordo com registro de Maurício Stycer, do UOL.

Parecia haver um desejo sincero dos candidatos do campo democrático em garantir a existência de um 2º turno.

Henrique Meirelles disse que se alguém se “esconde” não tem condições de administrar o país. Ciro Gomes afirmou que Bolsonaro “fugiu” e declarou que o PT perdeu a condição política de reunir a população brasileira a fim de “enfrentar o fascismo e a radicalização estúpida que Bolsonaro representa”. Já Marina Silva afirmou que ele “amarelou” e cobrou de Haddad uma autocrítica do PT – que não veio. Geraldo Alckmin culpou o PT pela existência de Bolsonaro.

Foram lembradas também as críticas de Hamilton Mourão ao 13o salário. Da mesma forma que as propostas de criação de um imposto semelhante à CPMF por Paulo Guedes.

Porém, a crítica mais dura e que arrancou aplausos de boa parte da plateia foi feita pelo candidato Guilherme Boulos, ao alertar os riscos que a democracia corre no Brasil, numa clara alusão a Jair Bolsonaro. Ele afirmou que não é possível fingir que tudo está bem em meio a uma campanha de ódio. Lembrou dos mortos, torturados e desaparecidos e das famílias que, até hoje, procuram os corpos para poder enterrá-los. E alertou para o risco de uma nova ditadura: “Acho que a gente nunca teve tão perto disso que aconteceu naquele momento”.

“Se você vai poder votar no domingo é porque teve gente que deu a vida por isso”.

Ironicamente, a Constituição Federal que marcou a transição das instituições da ditadura à democracia completa, na sexta [5/10], 30 anos (clique aqui).

Leia também
O TSE dorme enquanto Bolsonaro foge do debate para tomar um chá na Record do amigo Edir Macedo

Moro tem 15 dias para explicar ao CNJ por que vazou a delação de Palocci

5 de outubro de 2018

Via Portal oficial do presidente Lula em 4/10/2019

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) determinou, na noite desta quarta-feira [3/10], que o juiz Sérgio Moro apresente, no prazo de 15 dias, explicações sobre o vazamento da delação premiada de Antônio Palocci, que aconteceu na última segunda-feira [1º/10].

O vazamento da delação, que se deu a seis dias das eleições de 2018, foi promovido por iniciativa de ofício do juiz – ou seja, sem que alguma das partes do processo tivesse provocado Moro nesse sentido.

Em seu despacho, o ministro do CNJ Humberto Martins também determina que o TRF4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) se manifeste sobre a eventual existência de ação idêntica em sua corregedoria.

A decisão de Martins responde à reclamação disciplinar, com pedido de liminar, apresentada pelo PT contra o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara da Seção Judiciária de Curitiba/PR.

“Visando a possibilitar uma melhor compreensão dos fatos, determino seja o representado notificado para prestar informações em quinze (15) dias, nos termos do § 3º do art. 67 do Regimento Interno do CNJ”, diz o documento encaminhado pelo CNJ a Moro.

Na tarde de terça-feira [2/10], o PT havia apresentado ao CNJ uma reclamação disciplinar em face do juiz Sérgio Moro, em razão do vazamento da delação de Palocci. Para o partido, ao divulgar a delação a menos de uma semana do 1º turno das eleições de 2018, o juiz se mostrou parcial e imprudente – além de demonstrar grande desapego para com as instituições do país e com o regime democrático.

Nesse sentido, o despacho do CNJ acrescenta que o PT, em sua representação, afirmou que o representado (Moro), ao adotar tal expediente, teria “desvirtuado-se de seu dever de serenidade para fazer inflamar a sociedade a partir de documentos que não passaram pelo crivo do contraditório, e que sequer teriam condições de assim o ser em razão da proximidade com o 1º turno das eleições”.

O ministro do CNJ conclui que, “após a vinda das informações, apreciarei o pedido de tutela de urgência apresentado na presente reclamação”.

Leia aqui a íntegra do documento do CNJ.


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