Archive for the ‘Brasil’ Category

Para Luciano Huck, ser professor é viver de “bico”

19 de agosto de 2017

Via Brasil 247 em 19/8/2017

Em anúncio de uma universidade privada, o apresentador Luciano Huck trata a carreira professor apenas como “complemento de renda”, pois, de acordo com ele, ser docente é viver de “bico”!

A assessoria de imprensa da Anhanguera enviou a seguinte nota de esclarecimento, publicada no site Conversa Afiada.

“Erramos. Nós, da Anhanguera, pedimos desculpas pela mensagem equivocada sobre a função e a importância dos professores. A campanha de marketing que causou mal-estar não representa o que nós, como instituição de ensino, acreditamos, e foi retirada do ar. Por fim, esclarecemos que, esta campanha, em específico, não foi submetida à análise prévia do Luciano Huck e sua equipe”, diz o texto.

Quem é o “militar” que disparou sua arma no meio da caravana de Lula em Salvador

19 de agosto de 2017

Adjalbas Pereira.

Mauro Donato, via DCM em 18/8/2017

Enquanto boa parte do mundo tinha os olhos voltados para o terrível ataque em Barcelona, um grupo fascistoide aguardava Lula em Salvador.

Se o propósito era o de um atentado, em breve saberemos. A verdade é que alguns deles estavam armados e pelo menos dois efetuaram disparam. Cinco foram detidos.

Um deles, Adjalbas Pereira, identificado pela polícia como um dos autores de disparo, afirmou ser militar. É um notório anti-Lula, anti-PT. Mas, sobretudo, é um maluco favorável à intervenção militar e que agora precisa ser mantido sob vigilância. Afinal de contas, mostrou do que é capaz.

Já no ano passado, mais precisamente no dia 31 de julho, ele também estava num ato contra Dilma Rousseff, no Farol da Barra em Salvador, com outra centena de desmiolados com roupas camufladas, portando uma faixa com a inscrição “Intervenção Militar”, que foi recolhida por agentes municipais.

Adjalbas ficou irado com a atitude.

“A gente foi argumentar para saber se tinha alguma determinação legal para a retirada da faixa, mas não falaram que lei é essa”, disse o “militar” contestando o autoritarismo (!?). Louco é pouco.

Adjalbas Pereira concorreu em 2010 para deputado estadual pelo PSC (Partido Social Cristão, o mesmo de outro famoso defensor de tiros no lugar de palavras, Jair Bolsonaro), mas não foi eleito. Teve pouco mais de 600 votos.

Sua obsessão pela intervenção militar o faz atuar em várias frentes. “A Intervenção Militar é absolutamente legal, uma vez que o Art. 1º, no seu parágrafo único, diz que: “todo o poder emana do povo”.

Entenderam? O texto é claro, ele diz DIRETAMENTE. “Não estando o povo satisfeito com os serviços prestados pelos servidores públicos por ele eleitos, havendo a constatação de que há um interesse nefasto dos três poderes em se perpetuarem, e que estes formam o mesmo grupo (pra não dizer ainda quadrilha) que rouba e julga, não nos resta outra alternativa”, escreveu num comentário em rede social.

Ele também menciona claramente seu alvo: “Quando se fala que as Forças Armadas destinam-se à defesa da pátria e temos o absurdo da incitação de um estadista – Lula – para que o exército de Stedilli (sic), formado pelo MST, supostos médicos cubanos e mais 50 mil haitianos vá às ruas combater os opositores, é fácil entender o que é uma intervenção militar constitucional”.

“E é óbvio que as ordens para que as FFAA defendam o Brasil destes milicianos jamais partirão da presidente Dilma, que é parte deste citado grupo. E aí fechamos: o poder emanará do povo de forma DIRETA, acionando as Forças Armadas para intervirem”, prosseguiu ele em sua louca cavalgada.

Adjalbas Pereira é aquele tipo que acredita (ou faz que acredita) em contos da carochinha como “Não existe na história, registro de militares envolvidos com corrupção no regime militar”.

Em 2015, deixou recado no Facebook para o ídolo Magno Malta. “Meu irmão Magno, o Brasil está caminhando para um destino perverso para as famílias. Sei bem do seu empenho como Senador e servo, pois te acompanho quase todos os dias nas suas buscas por soluções das tantas aberrações do governo do PT”, escreveu.

“Acredito sim, com toda segurança e de forma muito bem pensada e analisada, que só nos resta a INTERVENÇÃO MILITAR para salvarmos o Brasil. Precisamos dar uma virada nesse jogo, e para isso precisamos que os eleitores sejam impulsionados por seus líderes (Magno Malta, Silas Malafaia, Jair Bolsonaro, Rachel Sheherazade, Marco Feliciano e outros).”

Assim como Donald Trump, Adjalbas Pereira deve ter faltado às aulas de história. Lula que se cuide porque seus detratores, aqueles que adoram acusar o ex-presidente de iletrado, parecem mais dispostos a fazer justiçamento.

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Padrinho de filha de Barata, Gilmar Mendes não se considera impedido de julgar o bandido da máfia dos ônibus

19 de agosto de 2017

Nas redes sociais, Gilmar Mendes está sendo chamado de “ministro Luftal”: solta um [habeas corpus] atrás do outro.

Via O Globo em 17/8/2017

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), informou na quinta-feira, dia 17/8, por meio de sua assessoria, que não sentiu necessidade de se declarar suspeito para julgar o habeas corpus para libertar o empresário de ônibus Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), Lélis Teixeira.

Em 2013, o ministro e a mulher, Guiomar Mendes, foram padrinhos de casamento da filha de Jacob Barata Filho com um sobrinho de Guiomar. Segundo a assessoria de imprensa do ministro, o casamento “não durou nem seis meses”. Pelas regras de suspeição, um juiz não pode atuar em processo por motivo de foro íntimo – que poderia ser, por exemplo, por amizade ou inimizade em relação a uma das partes envolvidas.

Nesta sexta-feira, a assessoria do ministro esclareceu que o fato de o casamento da filha de Barata Filho ter sido desfeito seis meses depois não foi motivo para o ministro atuar no caso. A assessoria explicou que até o momento não houve pedido formal sobre impedimento dele no caso Barata Filho. “As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso”, informou a assessoria. Segundo esse artigo, o juiz não pode atuar em processos em que as partes ou advogados sejam parentes.

***

GILMAR MENDES MANDA SOLTAR, DE NOVO, EMPRESÁRIO JACOB BARATA FILHO
Via G1 em 18/8/2017

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar na sexta-feira, dia 18/8, novamente, o empresário Jacob Barata Filho e o ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) Lélis Teixeira.

Barata Filho e Teixeira foram presos no começo de julho na Operação Ponto Final, um desdobramento da Lava-Jato. Eles são suspeitos de envolvimento em um esquema de corrupção no setor de transportes do RJ, com a participação de empresas e políticos do estado, que teria movimentado R$260 milhões em propina.

A decisão de Gilmar Mendes derruba uma ordem de prisão do juiz Marcelo Brêtas, da Justiça Federal do RJ, de quinta-feira, dia 17/8. Neste mesmo dia, Gilmar Mendes havia determinado, pela primeira vez, a soltura de Barata Filho e Teixeira. Mas eles não chegaram a ser soltos, porque Brêtas expediu novas ordens de prisão contra os envolvidos, por outros crimes.

O Ministério Público Federal no Rio (MPF/RJ) enviou ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, um pedido de impedimento de Gilmar Mendes para atuar no caso. Um dos argumentos é que a filha de Barata é casada com o sobrinho do ministro, que foi padrinho do casamento. Mendes afirma que, pela lei, não há nenhum impedimento a atuação dele no caso.

Decisão
A nova decisão do ministro do STF libera o empresário e o ex-presidente da Fetranspor da prisão e determina que eles fiquem recolhidos em casa, proibidos de manter contato entre si e com outros investigados no caso. Eles também estão impedidos de deixar o Brasil, devendo entregar os passaportes para a Justiça em até 48 horas.

No despacho de soltura, Gilmar Mendes reconheceu o risco de fuga e de reiteração nos crimes supostamente cometidos, mas diz que as restrições impostas são suficientes para evitar tais situações.

“Tenho que as medidas cautelares anteriormente fixadas são suficientes para afastar a necessidade da prisão preventiva. Especialmente relevante para tal finalidade é a proibição de se ausentar do país, com obrigação de entrega de passaportes. Essa medida é suficiente para reduzir o alegado risco de fuga”, escreveu.

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GILMAR ESTENDE A OUTROS 4 HABEAS CORPUS CONCEDIDO A BARATA FILHO
Via G1 em 19/8/2017

O ministro Gilmar Mendes decidiu no sábado, dia 19/8, estender para outros quatro presos na Operação Ponto Final o habeas corpus concedido ao empresário Jacob Barata Filho e ao ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do RJ (Fetranspor) Lélis Teixeira.

Ele vai determinar a soltura de Cláudio Sá Garcia de Freitas, Marcelo Traça Gonçalves, Enéas da Silva Bueno e Octacílio de Almeida Monteiro. Gilmar destaca no despacho que os dois últimos têm 75 e 80 anos, respectivamente.

No despacho a que o blog teve acesso, Gilmar diz que a súmula 691, que recomenda normalmente que, nesses casos, não se conceda habeas corpus, não pode ser um “valhacouto (refúgio) de covardes”. E acrescenta uma frase de Rui Barbosa: “O bom ladrão salvou-se. Mas não há salvação para o juiz covarde”.

Em uma reação indireta a integrantes do Ministério Público Federal, que chegaram a pedir suspeição do ministro no caso, Gilmar Mendes disse que “não se pode curvar e ceder a grupos de trêfegos e barulhentos procuradores” e nem se “curvar ao clamor popular”.

“A liberdade é a regra no processo penal”, acrescenta o ministro no despacho.

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18 de agosto de 2017

Jacob Barata Filho, amigo de Gilmar Mendes, foi preso no início de julho.

Decisões de juiz mantêm prisões de Jacob Barata e Lélis Teixeira após Gilmar Mendes mandar soltar. Empresário de ônibus e ex-presidente da Fetranspor foram presos por corrupção nos transportes do estado.

Via G1 em 17/8/2017

Decisões do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, mantiveram na quinta-feira, dia 17/8, as prisões de Jacob Barata Filho, maior empresário de ônibus do Rio, e Lélis Teixeira, ex-presidente da Fetranspor, pouco depois de o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), conceder habeas corpus para soltar os dois.

Barata e Lélis foram presos no início de julho, em desdobramento da Operação Lava-Jato no Rio que investiga corrupção no setor de transportes. Segundo o Ministério Público Federal, os dois participavam de esquema de propinas chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral – também preso e réu em 14 processos.

A decisão de Gilmar Mendes substituiria a prisão por medidas alternativas. Novos mandados, no entanto, foram expedidos. Contra Lélis, ele cita acusação de envolvimento em fraudes nos transportes envolvendo a Prefeitura do Rio.

Contra Jacob, o novo mandado cita acusação de crime de evasão de divisas. Por isso, ele também permanecerá preso.

Ao analisar pedido de liberdade, Gilmar Mendes substituiu a prisão por medidas alternativas. Assim, se não houvesse nova decisão, o empresário deveria: permanecer em casa à noite e durante os fins de semana; ficaria proibido de ter contato com outros investigados; não poderia deixar o Brasil e deveria se apresentar periodicamente à Justiça. Além disso, ficaria suspenso de cargos em entidades ligadas ao transporte de passageiros, ramo no qual atua.

Barata e Lélis foram presos no início de julho com base em investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal. A força-tarefa encontrou indícios do pagamento de milhões de reais em propina para políticos do Rio, em esquema que seria chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral.

Jacob Barata Filho é filho de Jacob Barata, que atua no ramo dos transportes de ônibus no Rio de Janeiro há várias décadas. O pai do empresário é conhecido como “Rei do Ônibus” e é fundador do Grupo Guanabara, do qual o filho também é um dos gestores.

Várias empresas do conglomerado atuam no transporte de passageiros no Rio, e os negócios da família também se estendem para outras cidades e estados e meios de transporte.

Lélis Teixeira era presidente da Fetranspor até ser preso.

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Após 11 anos, Lula reencontra menino que virou símbolo de sua campanha em 2006

18 de agosto de 2017

Everton e Lula, 11 anos depois. Fotos: Ricardo Stuckert.

Com informações do Instituto Lula e da Revista Fórum em 17/8/2017

A caravana pelo Nordeste do ex-presidente Lula mal começou e já tem uma foto histórica. Logo em sua primeira parada, em Salvador, na quinta-feira, dia 17/8, o petista reencontrou Everton Conceição Santos, que tinha apenas 7 anos quando foi ver o então presidente Lula inaugurar casas populares em Lauro de Freitas – região metropolitana de Salvador –, em 2006.

Diante da multidão no local, o menino driblou os adultos até que um vizinho decidiu erguê-lo sobre os ombros. Foi quando ele se aproximou e se esticou para encostar a mão no rosto de Lula. O momento foi registrado pelo fotógrafo Ricardo Stuckert.

Desde então, Everton é conhecido como Lulinha e sua admiração pelo ex-presidente continua a mesma.

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