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“Bandido bom é bandido protegido pelo Senado”: 44 senadores livram a cara de Aécio

17 de outubro de 2017

SENADO LIVRA AÉCIO DE AFASTAMENTO POR 44 VOTOS A 25. TUCANO TAMBÉM ESTÁ LIBERADO PARA SAIR À NOITE
Senador mineiro se safa de denúncia, apesar de gravações de diálogos e de imagens de malas de dinheiro – “empréstimo” de R$2 milhões em dinheiro vivo. Para Lindbergh, decisão desmoraliza e prova seletividade da Casa.
Via RBA em 17/10/2017

O Plenário do Senado decidiu, por 44 votos a 25, livrar Aécio Neves (PSDB/MG) da decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que, no último dia 26/9, o afastou do mandato e determinou seu recolhimento noturno. O tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas da empresa J&F.

Aécio foi afastado em decorrência do inquérito em que foi denunciado por corrupção passiva. O senador foi gravado pedindo ao empresário Joesley Batista R$2 milhões, em troca de sua atuação política. O parlamentar tucano nega qualquer ato ilícito, afirmando que a quantia se refere a um empréstimo pessoal. Quarenta e quatro senadores – com voto em bloco do PMDB e do PSDB, além de PP, PRB, PR, PTC e Pros – acreditaram. Além de suspenso o afastamento, o senador tucano fica desobrigado de permanecer em casa durante as noites. Votaram pela manutenção do afastamento PT, PSB, PCdoB, PDT, Podemos, PSC e Rede. “Liberaram” suas bancadas DEM e PSD.

Para o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), a decisão da Casa foi um “descaramento”, resultado de um acordo de salvamento mútuo entre os principais partidos de sustentação a Michel Temer – também ele às voltas com apreciação de denúncias de corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça, em seu caso, pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Nesta semana, o Parlamento brasileiro foi assolado pela informação prestada pelo doleiro Lúcio Funaro de que os votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, no ano passado, foram “comprados” por cerca de R$1 milhão.

A votação desta terça ocorre após a maioria dos ministros do STF decidir, na semana passada, que o tribunal não pode afastar parlamentares por meio de medidas cautelares sem o aval do Congresso Nacional. No fim de setembro, a Primeira Turma da Corte havia decidido, por 3 votos a 2, afastar Aécio do exercício do mandato ao analisar pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) no inquérito em que o tucano foi denunciado por corrupção passiva e obstrução de Justiça, com base nas delações premiadas dos executivos da J&F.

Antes da votação, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB/PB), que visitou Aécio na terça-feira, dia 17/10, também defendeu o parlamentar mineiro. “A votação hoje é muito além do caso do senador Aécio, a situação dele terá seguimento no STF, qualquer que seja o resultado. Algumas pessoas imaginam que ele foi julgado hoje em definitivo. Ele continuará sua jurisdição na Suprema Corte. Não há que se falar em impunidade. Isso até é um desrespeito à Suprema Corte. Os ministros do STF vão, a partir dos autos do processo, se isso virar um processo, porque estamos na fase de inquérito, absolver ou condená-lo, de acordo com as provas que tiver nos autos desse processo”, disse.

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Silêncio das panelas: Combustível e gás de cozinha aumentam novamente acima da inflação

17 de outubro de 2017

PETROBRAS ANUNCIA AUMENTOS DE 1,70% NA GASOLINA E DE 1% NO DIESEL
Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.
Via O Tempo em 17/10/2017

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com aumento de 1,70% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 1,00% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da quarta-feira, dia 18/10.

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

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GÁS DE COZINHA ESTÁ 12,9% MAIS CARO
Via Jornal GGN em 11/10/2017

O gás para uso residencial, vendido em botijões de até 13 quilos (GLP P-13), sofrerá, a partir de hoje [11/10], aumento de 12,9% em média. A decisão foi do Grupo Executivo de Mercado e Preços da Petrobras.

Segundo a estatal, o aumento foi calculado de acordo com a política de preços divulgada em junho deste ano, refletindo a variação das cotações no mercado internacional. Disse, ainda, que a legislação brasileira “garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados” e que essas revisões podem ou não refletir sobre o preço final ao consumidor. Isso vai depender das distribuidoras e revendedores.

Segundo a Petrobras o ajuste não tem incidência de tributos, assim, caso seja repassado integralmente ao consumidor final, a estimativa é que o botijão de 13 quilos suba em torno de 5,1% ou cerca de R$3,09. O último reajuste foi em 26 de setembro.

O Sindigás (Sindicato Nacional de Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo) calcula que o reajuste oscilará entre 7,8% e 15,4%, de acordo com o polo de suprimento. E, segundo a entidade, não repassa integralmente a variação de preços do mercado internacional, ficando 6,08% abaixo da paridade de importação.

Temer quer colocar panos quentes na briga com Maia e “enterrar” logo segunda denúncia

17 de outubro de 2017

Via Reuters em 16/10/2016

Depois de mais um embate com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), em torno da divulgação dos vídeos da delação do empresário Lúcio Funaro, a ordem no Palácio do Planalto é por panos quentes e “enterrar” logo a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, disseram à Reuters interlocutores de Temer.

Depois de uma primeira reação irritada, em que auxiliares próximos do presidente acusaram Maia de colocar no ar os vídeos para constranger o presidente, a ordem na segunda-feira é diminuir o tom de confronto e aceitar a alegação de Maia de que no material recebido do Supremo Tribunal Federal (STF) não havia a informação de que os vídeos estavam sob sigilo.

A assessoria do ministro Edson Fachin, relator do caso no STF, informou que o sigilo da delação não havia sido retirado. Na prática, isso significa que a Câmara divulgou-os indevidamente,

Ao tomar conhecimento dos vídeos em matérias do jornal Folha de S.Paulo, o advogado de Temer, Eduardo Carnelós, divulgou uma nota criticando o que chamou de “vazamentos criminosos”. Maia reagiu chamando o advogado de “incompetente”.

De acordo com uma fonte ouvida pela Reuters, Carnelós garante que não sabia que os vídeos estavam no site da Câmara, não tinha visto e criticou o que acreditava ser um vazamento, não o presidente da Câmara, ao que Maia reagiu.

Carnelós depois divulgou uma segunda nota, a pedido de Temer, esclarecendo que não havia imputado a Maia o vazamento. Na operação panos quentes, Temer determinou ao ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, para conversar com o presidente da Câmara e distensionar a relação.

“Está todo mundo muito tenso, tem que deixar isso quieto. Temos que olhar para frente”, disse um parlamentar próximo ao Planalto.

A avaliação no Planalto é que, apesar dos vídeos serem ruins, seu conteúdo não é exatamente uma novidade. Problemas com o presidente da Câmara podem prejudicar ainda mais Temer na relação com a Casa do que a delação.

Esse é o segundo embate com Maia em poucos dias. Na semana passada, os líderes da base mandaram suas bancadas esvaziar a sessão em que o presidente da Câmara tentava votar a medida provisória que cria acordos de leniência para bancos para que os parlamentares dessem quórum para a leitura do relatório sobre a denúncia contra Temer na Comissão de Constituição e Justiça.

Maia reagiu com irritação e avisou ao Planalto que não iria mais colocar em votação MPs que não cumprissem os requisitos de urgência e relevância.

Um parlamentar próximo ao presidente da Câmara confirma que Maia ficou “extremamente” incomodado com a postura do Planalto no caso.

“Não é apenas isso. É dentro de um contexto de coisas acumuladas”, disse. “Não se pode cobrar dele uma postura de líder de governo. Ele é o presidente da Câmara”.

Para o deputado Beto Mansur (PRB/SP), um dos vice-líderes do governo na Câmara, o advogado de Temer “jamais” iria criticar Maia, até porque não sabia que os vídeos estavam no site da Câmara desde o final de maio. Ele não acredita que esse episódio possa ter reflexos negativos para o governo.

“O Rodrigo não tem essa característica (de atuar contra o governo) e vai tocar a denúncia institucionalmente como tem que tocar”, afirmou.

A avaliação de aliados é que, a despeito do embate, o governo precisa manter as pontes com Maia e trabalhar para concluir logo a votação da denúncia. Mesmo com a possibilidade de redução do apoio em relação à primeira acusação, os governistas acreditam ter números para aprovar o parecer do deputado Bonifácio Andrada (PSDB/MG) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) contrário à denúncia.

Uma das ideias em discussão é abreviar, entre os aliados, a fase de discussão do parecer para seguir mais rápido para a votação, assim como foi feito na apreciação da primeira denúncia.

A ordem é tentar votar o texto esta semana na CCJ e, na próxima, em plenário. “Você tem algo muito bem definido, que a denúncia é muito fraca e foi totalmente desconstituída pelo relator”, disse Mansur.

Bunker
A ação da Polícia Federal na segunda-feira, dia 16/10, que fez busca e apreensão em endereços ligados ao deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB/BA), irmão do ex-ministro de Temer Geddel Vieira Lima, que está preso, também não preocupa aliados do governo. Haveria um temor de que o aprofundamento das investigações pudesse levar Geddel a fazer uma delação premiada que implicasse o presidente.

Para Mansur, a ação da PF sobre o irmão de Geddel não afetará Temer por não ter nenhuma ligação com ele. “Uma coisa é o Geddel, outra o presidente”, destacou.

A operação, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, visa a apurar indícios de ligação entre o deputado com os R$51 milhões apreendidos em um endereço ligado a Geddel.

A prova de que o golpe foi comprado

17 de outubro de 2017

Foi assim que a Casa Grande derrubou uma presidenta honesta!

Via Conversa Afiada em 15/10/2017

CUNHA RECEBEU R$1 MI PARA “COMPRAR” VOTOS DO IMPEACHMENT DE DILMA, DIZ FUNARO
O operador financeiro Lúcio Funaro afirmou em depoimento à Procuradoria Geral da República que repassou R$1 milhão para o ex-deputado Eduardo Cunha “comprar” votos a favor do impeachment de Dilma Rousseff, em 2016. Funaro disse que recebeu uma mensagem de Cunha, então presidente da Câmara, dias antes da votação no plenário, ocorrida em 17 de abril. “Ele me pergunta se eu tinha disponibilidade de dinheiro, que ele pudesse ter algum recurso disponível pra comprar algum voto ali favorável ao impeachment da Dilma. E eu falei que ele podia contar com até R$1 milhão e que eu liquidaria isso para ele em duas semanas no máximo”, disse. A Folha teve acesso ao depoimento prestado por Funaro à PGR em agosto deste ano. Seu acordo de delação foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). No depoimento, uma procuradora questiona: “Ele (Cunha) falou expressamente comprar votos?”. Funaro respondeu: “Comprar votos”.

O delator disse que o valor de R$1 milhão acabou sendo repassado. “Consolidou esse valor?”, perguntou a PGR. “Consolidei o valor”, disse o operador, preso na Papuda.

[…]

Lula: “Até quando vão me perseguir?”

17 de outubro de 2017

Via Yahoo Notícias em 17/10/2017

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou uma operação de busca e apreensão na casa de seu filho adotivo, Marcos Cláudio, para sustentar a tese de que é vítima de perseguição.

Ao discursar para militantes petistas em Ferraz de Vasconcelos (Grande São Paulo), Lula disse que o delegado responsável pela ação deveria lhe pedir desculpas.

Na manhã da terça-feira, dia 10/10, o delegado da Polícia Civil de Paulínia (SP), Rodrigo Luís Galazzo, comandou a operação, alegando ter recebido denúncia sobre existência de armas e drogas no endereço.

Saiu de lá com DVDs e computadores. A juíza que autorizou a ação, Marta Pistelli, afirmou que o pedido da Polícia Civil não identificava o nome do morador.

“Invadiram a casa do meu filho. O delegado mentiu. Disse que na casa tinha muita arma e drogas. Ele não teve coragem, a hombridade, de pedir desculpas”, disse. E perguntou: “Até quando eles vão me perseguir?”

O ex-presidente afirmou que “fazem uma confusão” para evitar sua candidatura à Presidência.

“Quero provas. Sou investigado há três anos. Já encontraram dinheiro do Aécio, do Serra, do Geddel, do Temer… Já invadiram a minha casa, a casa dos meus filhos. Todos eles com a máquina fotográfica no peito. Levantaram o colchão onde eu durmo, pensando que tinha dólar, ouro e joia. Se não encontraram nada, deviam ter a humildade de pedir desculpas ao Lula e ao povo brasileiro”.

Lula disse ainda que se dedicará à eleição em São Paulo e fez críticas ao prefeito João Dória (PSDB).

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