Archive for the ‘Brasil’ Category

“Usar máscara é coisa de viado”, dizia Bolsonaro a quem o visitava

8 de julho de 2020

FASCISTA ASQUEROSO DIZ QUE MÁSCARA É “COISA DE VIADO”
João Ximenes Braga em 8/7/2020

Segundo a coluna da Mônica Bergamo (leia abaixo), o fascista asqueroso que ocupa a Presidência fazia questão de não usar máscaras e de apertar a mão de quem visitava o palácio.

Se é verdade que está com o vírus, é crime contra a saúde pública por ter conscientemente contaminado pessoas, se não é verdade e mesmo assim faz propaganda de um remédio que comprovadamente não funciona e tem efeitos colaterais graves, é crime contra a saúde pública. É um genocida em pleno exercício do assassinato em massa e precisa ser detido.

Ainda na coluna, consta que o líder da quadrilha da mamadeira de piroca diz que máscara é “coisa de viado”. Bom pra lembrar que foi exatamente por isso que ele foi eleito. Foi eleito exatamente por ser um barril de ódio, ignorância e desprezo por tudo que é humano. É a isso que seus eleitores se resumem.

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“USAR MÁSCARA É COISA DE VIADO”, DIZIA BOLSONARO A QUEM O VISITAVA
Relatos de pessoas que estiveram com presidente na epidemia descrevem momentos de tensão.
Mônica Bergamo em 7/7/2020

Os relatos de pessoas que visitaram Jair Bolsonaro depois da explosão da epidemia de covid-19 no Brasil descrevem momentos de tensão. O presidente se recusava a usar máscaras, o que induzia convidados a seguir o exemplo. Fazia questão de se aproximar para cumprimentar com um aperto de mão.

BESTEIRA
Ao perceber que o visitante estava tenso, segundo um deles relatou à coluna, dizia que aquele medo era besteira.

BESTEIRA 2
O presidente chegava a brincar com funcionários, perguntando quem usava máscara e dizendo que aquilo era “coisa de viado”.

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Gente do bem: Polícia prende fundador da Ricardo Eletro, amigo íntimo de Luciano Huck: sonegação de R$400 milhões

8 de julho de 2020

Via Brasil 247 em 8/7/2020

O empresário Ricardo Nunes, fundador da rede varejista Ricardo Eletro, foi preso na manhã de quarta-feira [8/7] em São Paulo, em uma operação de combate à sonegação fiscal e lavagem de dinheiro em Minas Gerais. A operação “Direto com o Dono”, formada por pelo Ministério Público de Minas Gerais (MP/MG), Receita Estadual e Polícia Civil, investiga a sonegação de cerca de R$400 milhões. Estão sendo cumpridos três mandados de prisão e 14 de busca e apreensão.

Ricardo Nunes já fez do amigo pessoal e apresentador Luciano Huck um dos principais garotos-propaganda da rede varejista, chegando a patrocinar quadros de seu programa na televisão. Ele também possui aproximação com o empresário Junior Durski, dono da rede de fast food Madero, que até recentemente teve Huck como um de seus sócios, além do deputado federal Aécio Neves, do empresário Eike Batista e do ex-governador Sérgio Cabral.

Segundo reportagem do G1, além de Ricardo Nunes, a filha do empresário, Laura Nunes, e o irmão dele, Rodrigo Nunes, também foram presos. Os mandados estão sendo cumpridos nos municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Contagem, em Minas, além da capital paulista e Santo André.

Segundo os investigadores, a rede varejista embutia os impostos nos preços dos produtos comercializados, mas não realizava os repasses

De acordo com os investigadores, as empresas da rede de varejo cobravam dos consumidores, embutido no preço dos produtos, o valor correspondente aos impostos, mas não faziam o repasse, ficando com valor.

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Bolsonaro fez comercial de margarina com a hidroxicloroquina

8 de julho de 2020

Via UOL em 7/7/2020

A microbiologista Natalia Pasternak, doutora em microbiologia pela USP (Universidade de São Paulo), disse hoje que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fez algo semelhante a um “comercial de margarina”, quando publicou um vídeo no qual toma um comprimido de hidroxicloroquina – substância que não tem eficácia comprovada no tratamento para o novo coronavírus.

A especialista ainda alertou que o chefe do Executivo deveria ter cuidado com o medicamento, que pode causar complicações cardíacas a idosos como ele (de 65 anos).

“É muito variável como a doença se comporta em diferentes pessoas. […] O que dá para dizer com certeza é que a hidroxicloroquina que ele tomou em público, como se fosse em um comercial de margarina, não vai fazer diferença. A cloroquina não tem nada a ver. Nós já temos dados suficientes para saber que a cloroquina não tem benefício no tratamento dessa doença. Mas sabemos que ela traz certo risco cardíaco, que, na idade do presidente, não deveria ser negligenciado. Então vamos torcer para pelo menos a cloroquina não fazer mal para ele”, disse à GloboNews.

Pasternak manifestou outra preocupação relacionada ao fato de que Bolsonaro tomou hidroxicloroquina diante de uma câmera e publicou o vídeo na internet: a doutora acredita que a cena pode ser exemplo negativo para os cidadãos, que veriam no presidente da República um incentivo para a automedicação.

Além disso, alertou que a maior parte da população não teria monitoramento médico em caso de arritmia cardíaca ou outros efeitos colaterais da cloroquina.

“A live do presidente tomando a cloroquina, apesar de não ter comprovação médica, pode ser um convite à automedicação. As pessoas veem o presidente tomando e dizendo que está se sentindo bem e podem querer se automedicar. Isso é muito perigoso. Nem todo mundo tem atendimento médico tão acessível quanto o presidente ou pode fazer um eletrocardiograma de prevenção… Como, aliás, o presidente deveria fazer, porque é idoso e está tomando cloroquina. É bastante preocupante”, afirmou.

“Surpresa” com Bolsonaro
A doutora em microbiologia opinou que é uma “surpresa” que Bolsonaro tenha sido tão “transparente” sobre o resultado positivo de seu teste da covid-19. Quando a epidemia começou a crescer no Brasil, o presidente fez jogo duro e demorou para revelar seus exames da doença causada pelo novo coronavírus – que, na época, foram expostos como “negativos”.

“Em relação à pergunta da transparência, foi uma surpresa mesmo. Da outra vez, fez-se tanto suspense em relação ao exame, e desta vez o exame veio rapidamente. E seguido das declarações sobre o tratamento com hidroxicloroquina. O presidente é uma figura pública. Seria de bom tom, apesar de não ser obrigatório, ele compartilhar com a população quais foram as recomendações dos médicos. A gente vai ter de se contentar com a declaração dele de que está tomando a hidroxicloroquina como se servisse para alguma coisa”, lamentou Pasternak.

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BOLSONARO TOMA CLOROQUINA E FAZ VÍDEO EM DEFESA DO REMÉDIO BARRADO PELA OMS
Via Congresso em Foco em 7/7/2020

Após os exames confirmarem que Jair Bolsonaro está infectado pelo coronavírus, o presidente postou um vídeo em suas redes sociais tomando uma dose de hidroxicloroquina e agindo como uma espécie de garoto-propaganda do medicamento.

“Estou tomando aqui a terceira dose da hidroxicloroquina e estou me sentindo bem”, disse o presidente. Segundo ele, o tratamento “está dando certo”.

No sábado [4/7], a Organização Mundial de Saúde anunciou a retirada da hidroxicloroquina de seus testes científicos contra a covid-19. O medicamento já havia sido suspenso pela falta de resultados. As pesquisas da instituição avaliaram que a hidroxicloroquina produz pouca ou nenhuma redução das mortes de pacientes com covid-19.

O uso da cloroquina contra a covid-19 também foi desaconselhado pela Sociedade Brasileira de Imunologia. Em documento, a entidade afirmou que até o momento não existe terapia comprovadamente efetiva para o tratamento do coronavírus e que esse medicamento em questão, tem efeitos colaterais que podem levar a morte de pacientes.

Ainda assim, em maio, o Ministério da Saúde divulgou um documento em que estabeleceu novos critérios para uso da cloroquina no tratamento da covid-19. As recomendações indicaram o uso de cloroquina ou hidróxido de cloroquina já nos primeiros dias após a manifestação de sintomas. As normas anteriores liberavam a droga apenas para os casos mais graves da doença.

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Meio bilhão de reais para a campanha de Sérgio Moro

8 de julho de 2020

Fernando Brito, via Tijolaço em 8/7/2020

É corrupção pura e simples a “oferta” – que a Globo pressiona o governo a “aceitar” – de R$500 milhões feita pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sérgio Moro na 13ª Vara Criminal de Curitiba, para serem empregados no combate ao covid-19.

É certo que um juiz pode recuperar valores e cobrar multas de réus condenados, mas não existe, em qualquer lugar do mundo, que possa o magistrado destinar valores segundo o seu próprio critério, ainda mais neste volume.

Quem destina dinheiro é o governo da União, com autorização legislativa. Atende isso pelo antiquado nome de Orçamento público, sujeito a leis e a controle.

Como é que a Dra. Hardt vai decidir se é para a pandemia, ou se é para saneamento, ou se é para construção de estradas, ou para qualquer outra finalidade?

O dinheiro é dela?

E o Ministério Público, multa para ficar com dinheiro sob seu controle, para destinar àquilo que ele acha que merece receber?

Reinaldo Azevedo, ontem, mata – e com grande vigor, veja no vídeo ao final – – a charada: é dinheiro para promover a Lava-Jato, que anda mal de imagem e agora quer passar por “boazinha” com o dinheiro alheio.

E, promovendo a Lava-Jato, claro, promove Moro, o benfazejo que tira o dinheiro da corrupção para brindar os doentes.

A Globo anuncia a dinheirama no Jornal Nacional, dizendo que é “a Lava-Jato” que oferece e a juíza como aquela que autoriza a liberação da bufunfa.

O pior é que uma resolução do presidente do STF, Dias Toffoli consagra esta imoralidade, determinado que os tribunais cuidem de destinar dinheiros ao financiamento do combate ao covid-19.

Isso sim é uma total usurpação de poder sobre o Legislativo e o Executivo.

Não existe a possibilidade de um sistema judicial que possa ficar para si com dinheiro recuperado de quem tenha sido eventualmente lesado, nem tornar-se provedor financeiro de programas e obras com dinheiro de multas aplicadas, sob pena de se criar – se é que já não se criou – um juiz que se interesse financeiramente em condenar para receber.

O nome disso é corrupção, não há outro.

Bolsonaro torceu para Dilma morrer de infarto ou câncer: Consequencialista?

8 de julho de 2020

Via UOL em 8/7/2020

O desejo de eliminação física de seus adversários acompanhou a trajetória de Bolsonaro desde sempre. E chegou à campanha eleitoral de 2018. Fotos: Ricardo Moraes/Reuters e Evaristo Sá/AFP.

Os bosonaristas estão tentando incendiar as redes com o artigo de Hélio Schwartsman. Ora, ora… Quantas foram as vezes em que Bolsonaro se referiu à morte de seus adversários políticos como uma solução desejável para um impasse?

Em relação a Dilma Rousseff, como se constata no vídeo acima, foi explícito. Indagado se achava que a então presidente concluiria o mandato, disparou:

“Eu espero que acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira”.

Antes ainda, no começo da carreira política, pregava o fuzilamento de uns 30 mil para salvar o Brasil – incluindo FHC entre os mortos.

E, a seu modo, foi consequencialista:

“Se vão morrer alguns inocentes, tudo bem”.

Ele considerava, em suma, que tais mortes eram um preço a pagar por aquilo que entendia ser um bem maior.

Também em nome desse bem maior, que, na sua cabeça, era a luta contra o comunismo, exaltou um torturador na Câmara.

O “consequencialismo” como norte político tem um sério problema, não é? Depende muito de quem diz estar sendo consequencialista e das armas de que dispõe para impô-lo.

Sim, uma torcida pessoal não é uma proposta política. Por isso mesmo, convém não confundir os domínios.

Brasil se tornou pária internacional, sem aliados nem simpatias

8 de julho de 2020

Chanceler Ernesto Araújo e Bolsonaro.

Em poucos anos, perdeu-se praticamente tudo o que o país conquistou desde a transição para a democracia, e levará décadas até se compensar essa perda de confiança. A perda de “soft power” sairá cara para os brasileiros.

Alexander Busch, via DW Brasil em 1º/7/2020

Nada ilustra tão claramente a perda de soft power pelo Brasil quanto a resistência crescente na Europa contra o acordo de livre-comércio Mercosul-União Europeia e o desmatamento da Amazônia. Três parlamentos nacionais europeus votaram contra a ratificação. Centenas de ONGs protestam contra a cooperação com a América do Sul, sobretudo por causa do Brasil. Bancos, fundos e empresas querem retirar seus investimentos se os incêndios na região amazônica não diminuírem.

É inegável: no momento, criticar abertamente o Brasil vale a pena. Com isso, se conquistam votos entre eleitores, empresas ganham clientes, e organizações não governamentais angariam doações e atenção. Isso mostra que a imagem do Brasil nunca foi tão ruim como agora – algo que sairá caro para o país.

É uma questão de “poder suave”– ou melhor, da perda dele. Nas décadas desde o retorno à democracia, em 1985, o Brasil pôde acumular uma reserva considerável de soft power – termo cunhado pelo cientista político americano Joseph Nye para designar a influência que um país exerce no mundo sem empregar incentivos econômicos ou poder militar.

O Brasil sempre utilizou seu soft power estrategicamente. Com destreza de negociação e diplomacia, os governos democráticos ampliaram sua influência mundial. Por certo tempo, o país jogou numa liga da política internacional mais elevada do que lhe permitiriam seu poder econômico ou potencial de ameaça: na discussão do clima, no livre comércio, na defesa dos direitos humanos, no combate à pobreza, na política global de saúde, mesmo na crise financeira de 2008, o Brasil sentou-se à mesa de negociações junto com as grandes potências.

Pela capacidade de falar e se entender com todos, o Brasil tinha influência. Por isso, o politólogo Parag Khanna já o via como um dos ganhadores da globalização; todas as potências queriam tê-lo como parceiro, por ser capaz de impulsionar ou restringir o êxito delas. Além disso, o Brasil era uma nação cultural e esportiva admirada em todo o mundo, um cobiçado destino de viagens e de residência para muitos. Também isso constituía o soft power brasileiro.

Mas esses tempos se foram. “Poucos países perderam tanto a reputação como o Brasil”, comenta Rubens Ricupero, jurista e ex-embaixador. Sob a ditadura militar, a imagem do país no mundo era igualmente ruim, mas em compensação a economia nacional apresentou crescimento recorde.

O rebaixamento começou com os grandes escândalos de corrupção, que atravessaram toda a América Latina e lançaram uma sombra retroativa sobre os governos Lula e Dilma. A eleição do populista de direita Jair Bolsonaro como presidente acelerou o declínio. Seus permanentes ataques à democracia, sua governança caótica, a persistente crise econômica, e agora, acima de tudo, a má gestão da crise da covid-19, colocando o país no segundo lugar de casos confirmados e mortes: tudo isso transformou o Brasil num pária do mundo. Sem aliados, sem simpatias.

Os custos dessa perda de soft power já se fazem sentir desde já: há poucos dias, 29 bancos e fundos globais enviaram uma carta aberta ao governo brasileiro. Administradores de um total de 3,75 trilhões de dólares em ativos, eles expressaram apreensão pelo aumento do desmatamento na Amazônia e o declínio da política ambiental e de direitos humanos.

Desse modo, os protagonistas financeiros reagiram à pressão de seus acionistas. Para eles, uma política agrária justa, a proteção da floresta tropical, de minorias e indígenas e uma política de gênero são base para seus investimentos no Brasil – senão, vão retirar seu capital.

Serão necessárias décadas para recuperar essa confiança.

Alexander Busch é jornalista e, há mais de 25 anos, correspondente de América do Sul do grupo editorial Handelsblatt e do jornal Neue Zürcher Zeitung.

Leia também: Lava-Jato é exemplo de soft power a favor dos EUA contra Brasil


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