Auxílio emergencial: Com aliados, Bolsonaro anuncia compra de votos em 4 parcelas de R$300

Guedes, Bolsonaro e os homens brancos que governam o Brasil.

Imagem do anúncio da prorrogação do auxílio emergencial revela que Bolsonaro transformou a política social brasileira em, mais que um problema, um negócio de homens brancos para uso eleitoral ao estilo voto de cabresto da velha política.

Plinio Teodoro, via Revista Fórum em 1º/9/2020

Muito distante do perfil da maioria dos desempregados e das pessoas que dependem do auxílio governamental para sobreviver à pandemia, Jair Bolsonaro (sem partido) transformou a política social em negócio de homens brancos, que buscam lucrar eleitoralmente na miséria onde milhões de brasileiros e brasileiras foram jogados pelas políticas neoliberais agravadas pelo coronavírus.

Ao lado do ministro Paulo Guedes, do senador Fernando Bezerra (MDB/PE), do deputado Ricardo Barros (PP/PR) – todos os três investigados por corrupção –, e de uma horda de aliados – todos homens brancos –, Bolsonaro anunciou mais 4 parcelas do auxílio emergencial no valor de R$300 para parte dos 107 milhões de brasileiros que entraram como pedido da bolsa paga pelo estado.

Em contrapartida, Guedes e sua sanha neoliberal privatista ganhou a adesão do presidente para iniciar as negociatas com o Congresso para dar continuidade ao acordo feito com o sistema financeiro para entrega do patrimônio público e transferência do que puder em dinheiro de servidores e aposentados para bancos.

De seu lado, Bolsonaro e os homens brancos que o acompanham ganharam fôlego até as eleições municipais para alavancar candidaturas de seus aliados com o “pé de botina” anunciado pelo governo. Se ganhar, a extensão do auxílio, ou o segundo “pé da botina”, pode ser estendido por meio do Renda Brasil – um simulacro de Bolsa Família com marketing bolsonarista, assim como a tal Casa Verde e Amarela.

Com quase 13 milhões de desempregados e outros 77,8 milhões fora da força de trabalho – a maioria negros e mulheres –, Bolsonaro manobra para transformar a política social em artefato eleitoreiro, na antiga estratégia da velha política conhecida como “voto de cabresto”, diante da morte de mais de 120 mil brasileiros pela inação na pandemia.

Muito além do discurso, a imagem do anúncio da prorrogação do auxílio emergencial revela que Bolsonaro transformou a vida e a sobrevivência dos brasileiros em um “problema de homens brancos”.

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