Queiroz diz que “estava certo” ganhar cargo de Flávio ou Bolsonaro após as eleições de 2018

Em depoimento no presídio de Bangu, o ex-assessor confirmou que o filho do presidente tinha conhecimento do esquema de rachadinhas. “Não acredito que tu tenha feito isso, não acredito”, teria dito o senador

Via Revista Fórum em 4/8/2020

O ex-assessor de Flávio Bolsonaro, Fabrício Queiroz, preso desde o dia 18 de junho, disse em depoimento no presídio de Bangu 8, no Rio de Janeiro, que acreditava que iria trabalhar com Jair Bolsonaro ou com seu filho após as eleições de 2018.

“Com um ou com outro”, disse. Ao ser questionado se seria em Brasília, Queiroz confirmou: “Era o certo, não é? Acho que sim. Só se eles não quisessem”. O depoimento foi exibido pelo Jornal Nacional, na edição de segunda-feira [3/8].

Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), o senador chegou a confirmar que Queiroz hoje seria seu funcionário no Senado. “Expectativa era que ele viesse comigo mesmo. Sempre foi uma pessoa da minha confiança”, disse.

No depoimento em Bangu, o ex-assessor também afirmou que deu “satisfação” a Flávio Bolsonaro sobre o esquema de rachadinhas em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

“Eu tive um contato com o senador – ele não era senador, era deputado, mas já estava eleito. Eu dei satisfação a ele do que aconteceu. Ele estava muito chateado, revoltado. Ele falou: ‘Não acredito que tu tenha feito isso, não acredito’“, disse.

Na segunda [3/8], a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a derrubada da liminar que concedeu prisão domiciliar a Queiroz e sua esposa, Márcia Aguiar.

O subprocurador Roberto Luís Opperman Thomé pede que a decisão do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, seja integralmente revista para que seja respeitado o entendimento de que não cabe a concessão de benefício a foragidos da Justiça.

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EM DEPOIMENTO, QUEIROZ DIZ QUE DEU “SATISFAÇÃO” A FLÁVIO SOBRE “RACHADINHA”
Via UOL em 4/8/2020

Ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ), Fabrício Queiroz disse em depoimento no presídio Bangu 8, no Rio de Janeiro, que deu “satisfação” ao filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o caso das “rachadinhas”.

A declaração foi exibida, com exclusividade, pelo Jornal Nacional, que teve acesso ao vídeo do depoimento relacionado à investigação sobre o suposto vazamento de informações sobre a Operação Furna da Onça.

Segundo Queiroz, Flávio ficou surpreso ao ser informado sobre a “rachadinha”.

“Eu tive um contato com o senador – ele não era senador, era deputado, mas já estava eleito. Eu dei satisfação a ele do que aconteceu. Ele estava muito chateado, revoltado. Ele falou: ‘Não acredito que tu tenha feito isso, não acredito’“, disse no vídeo.

As imagens trazem ainda o ex-assessor afirmando que acreditava que iria trabalhar com Jair ou com o senador após a família vencer as eleições em 2018.

“Com um ou com outro”, disse. Ao ser questionado se seria em Brasília, Queiroz confirmou: “Era o certo, não é? Acho que sim. Só se eles não quisessem”.

O nome de Queiroz foi citado em um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) associado a movimentações financeiras atípicas da ordem de R$1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017.

Foi verificado um grande número de operações com dinheiro vivo assim como depósitos de assessores e ex-assessores de Flávio Bolsonaro na conta de Queiroz, que atualmente está em prisão domiciliar após autorização do presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Como funcionava a rachadinha, segundo o MP/RJ
Segundo o MP/RJ, a rachadinha ocorreu no gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro entre abril de 2007 e dezembro de 2018. Os promotores apontaram Queiroz como o operador financeiro de um esquema que movimentou mais de R$2 milhões no período, com a participação de ao menos 11 servidores, que repassavam 40% dos seus salários – média de R$15 mil por mês, segundo levantamento feito pelo UOL.

Os recolhimentos eram feitos próximos às datas dos pagamentos dos salários na Alerj. Os funcionários eram ligados a Queiroz por relações de parentesco, vizinhança ou amizade, aponta o MP/RJ.

A investigação começou quando relatório do Coaf indicou movimentação atípica nas contas Queiroz de R$1,2 milhão em um ano, com depósitos e saques em dinheiro vivo em datas próximas aos pagamentos na Alerj. Queiroz disse ao MP que usava o dinheiro para remunerar assessores informais do gabinete. Mas a defesa nunca apontou quem eram os supostos beneficiários.

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