Uso de apenas 29% da verba destinada à covid-19 reforça a ideia de Bolsonaro pelo genocídio

Fábio St Rios, via A Postagem em 22/7/2020

Existem dois tipos de crime administrativos, o deliberado e o que acontece por omissão, este é o caso típico de crime por omissão de socorro aos estados e municípios. Nesse âmbito, existem duas possibilidades, ou foi intencional, ou foi por completa incompetência de Bolsonaro.

Mais que um reflexo do ego absurdamente inflado de um burro motivado que preside o país, a dispensa de dois ministros durante a pandemia e a ausência de um ministro oficial para a existência de apenas um interino, vai além da incompetência, já que os ministros da saúde que eram médicos foram exonerados por serem a favor da ciência e contra o achismo religioso de Bolsonaro, surge a hipótese de um genocídio deliberado.

Ora, a cena de um presidente segurando uma caixa cloroquina na frente de uma manada de idiotas, em frente ao Palácio, embora ressalte a ideia de completa incapacidade intelectual presidir a oitava economia do planeta, pode não passar uma jogada para encobrir outro crime de responsabilidade, já que o Brasil produziu e/ou importou um medicamento que não serve ao tratamento na pandemia (cloroquina) em quantidades absurdas. Há, para se ter uma ideia, estoque para 38 anos de medicamento. Com isso, a pergunta certeira é. Quem lucrou com isso?

Bolsonaro, ao não socorrer a população e pregar o não uso de máscaras e o retorno irracional às atividades sociais, visou alcançar quanto antes a imunidade de rebanho. Esse índice, em países que chegaram a esse status, significou cerca de 35% de infectados aproximadamente. No Brasil, seriam cerca de 90 milhões de infectados e o absurdo número de 3,5 milhões de mortos. Obviamente que, a imensa maioria de pessoas pobres e moradores da periferia e bolsões de miséria. Qual seria o nome disso? Limpeza social, ou genocídio?

A conclusão é óbvia, se somarmos o discurso de um presidente associado ao ministro banqueiro, quem em plena pandemia está reduzindo a alíquota de imposto dos bancos, em relação ao povo que trabalha na prestação de serviços, de 12% para 5,9%, e o desejo de que ajuda emergencial fosse de apenas R$200,00, a conclusão é fácil. Trata-se de uma economia genocida e intencional, para reduzir o déficit e satisfazer investidores gafanhotos do mercado financeiro. É o nazismo bananeiro na mais pura essência.

Fábio St Rios estudou Ciência da Computação e Engenharia Metalúrgica na UFF é engenheiro de software, desenvolvedor, programador, hacketivista e estudante de História na UniRio.

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