Bolsonaro torceu para Dilma morrer de infarto ou câncer: Consequencialista?

Via UOL em 8/7/2020

O desejo de eliminação física de seus adversários acompanhou a trajetória de Bolsonaro desde sempre. E chegou à campanha eleitoral de 2018. Fotos: Ricardo Moraes/Reuters e Evaristo Sá/AFP.

Os bosonaristas estão tentando incendiar as redes com o artigo de Hélio Schwartsman. Ora, ora… Quantas foram as vezes em que Bolsonaro se referiu à morte de seus adversários políticos como uma solução desejável para um impasse?

Em relação a Dilma Rousseff, como se constata no vídeo acima, foi explícito. Indagado se achava que a então presidente concluiria o mandato, disparou:

“Eu espero que acabe hoje, infartada ou com câncer, de qualquer maneira”.

Antes ainda, no começo da carreira política, pregava o fuzilamento de uns 30 mil para salvar o Brasil – incluindo FHC entre os mortos.

E, a seu modo, foi consequencialista:

“Se vão morrer alguns inocentes, tudo bem”.

Ele considerava, em suma, que tais mortes eram um preço a pagar por aquilo que entendia ser um bem maior.

Também em nome desse bem maior, que, na sua cabeça, era a luta contra o comunismo, exaltou um torturador na Câmara.

O “consequencialismo” como norte político tem um sério problema, não é? Depende muito de quem diz estar sendo consequencialista e das armas de que dispõe para impô-lo.

Sim, uma torcida pessoal não é uma proposta política. Por isso mesmo, convém não confundir os domínios.

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