Thamea Danelon, da Lava-Jato em São Paulo, palestrou para agentes do FBI em 2016

Thaméa Danelon, ex-coordenadora da força-tarefa em São Paulo, e Deltan Dallagnol, chefe da Força-Tarefa da Lava-Jato. Arte: Bruno Fonseca/Agência Pública. Foto: Rovena Rosa/MPF.

Em mensagem de 11 de outubro de 2016, a procuradora paulista informa a Deltan Dallagnol que, a pedido do FBI, falaria sobre a Lava-Jato em curso nos Estados Unidos.

Via Jornal GGN em 1º/7/2020

Dando sequência à série da Vaza-Jato, a Agência Pública divulgou na noite de terça [30/7] alguns diálogos que mostram a proximidade de agentes da Lava-Jato em São Paulo e no Paraná com o FBI.

Em mensagem de 11 de outubro de 2016, a procuradora paulista Thaméa Danelon informa a Deltan Dallagnol que, a pedido do FBI, falaria sobre a Lava-Jato em um curso nos Estados Unidos.

“O FBI pediu pra eu falar sobre a Lava-Jato no curso em Washington, tudo bem? Vc me mandaria um material em Inglês? Eles tb. querem q eu fale sobre as 10 Measures!!!! show heim? até eles já sabem da campanha!!!” Deltan, da força-tarefa de Curitiba, respondeu: “Animal. Não é tudo bem. É tudo excelente!!!!!”

Pública afirmou que, de acordo com “documento constante dos arquivos da Vaza-Jato, em 2015 havia nove policiais norte-americanos lotados na embaixada de Brasília e no Consulado de São Paulo, incluindo do FBI, da Polícia de Imigração e Alfândega e do Departamento de Segurança Interna.” Mas além de Leslie Backschies, bem conhecida pelos procuradores de Curitiba e São Paulo, “12 nomes de agentes do FBI que atuaram nos casos da Lava-Jato em solo brasileiro.”

Procurada, a embaixada dos EUA no Brasil respondeu em nota:

“O FBI colabora com as autoridades brasileiras, que conduzem todas as investigações no Brasil, inclusive todas as investigações que envolvem o Brasil e os EUA. As autoridades federais e estaduais brasileiras trabalham rotineiramente em parceria com as agências policiais dos EUA em uma ampla gama de questões. Os Estados Unidos e o Brasil mantêm uma excelente cooperação policial na FCPA, mas também no combate ao crime transnacional e em muitas outros ámbitos de interesse mútuo. Procuramos oportunidades de aprender com todas as nossas investigações. Um intercâmbio de boas práticas faz parte da boa cooperação que desfrutamos com nossos colegas brasileiros”.

O GGN produziu em primeira mão e com exclusividade uma série de cinco vídeos que explica a influência dos Estados Unidos na Lava-Jato. O projeto foi financiado coletivamente pelos leitores. Clique aqui para conferir a playlist no YouTube.

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