Defenda o SUS: Norte-americano recuperado da covid-19 recebe conta do hospital de R$5,5 milhões

Estados Unidos: sistema de saúde não é universal, o que leva a maior parte dos norte-americanos a não procurar tratamento. Foto: Brian Snyder/Reuters.

Via Exame em 14/6/2020

Depois de passar por uma experiência de quase-morte após contrair o novo coronavírus, um norte-americano de 70 anos recebeu em casa a conta hospitalar de seus 62 dias internado: US$1,1 milhão, o equivalente a 5,5 milhões de reais. Ganhou, ainda, um documento de 181 páginas detalhando todas as cobranças, segundo reporta o jornal “Seattle Times”.

O paciente, que se chama Michael Flor, chegou tão perto de morrer que em uma noite uma enfermeira ligou para sua esposa e filhos se despedirem. Hoje, ele se recupera bem, mas ao jornal disse que seu coração quase falhou quando recebeu a carta do hospital. “Abri e disse ‘jesus’!”, contou Flor.

Segundo os detalhes da cobrança, o quarto em que ficou internado na Unidade de Terapia Intensiva consumiu US$9,7 mil por dia. Por 42 dias, ele também esteve em uma câmara isolada, o que custou US$408 mil. Já o ventilador mecânico que o manteve vivo por 29 dias foi US$2,8 mil por dia. Outros um quarto da conta são gastos com medicamentos.

Ao todo, existem cerca de 3 mil cobranças detalhadas, cerca de 50 por dia, diz o jornal. Apesar do drama, Flor possui seguros de saúde, o que o garantirá não pagar por toda a conta.

Há, ainda, o fato de o Congresso norte-americano ter reservado mais de US$100 mil para ajudar hospitais e companhias de seguros a arcar com os custos da pandemia, o que pode ajudá-lo.

Passando por tudo isso, Flor disse que ficou surpreso com sua própria reação, que foi de culpa. “Sinto-me culpado por sobreviver”, disse ele. “Há uma sensação de ‘por que eu?’ Por que eu mereço tudo isso? Olhar para o custo incrível de tudo isso definitivamente contribui para a culpa desse sobrevivente”.

A repercussão do caso levantou mais uma vez o debate sobre o sistema de saúde dos Estados Unidos, onde a maior parte da população não tem plano e muitos não procuram tratamento, se expondo a um maior risco e alimentando a propagação da doença.

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