Cid Gomes ao menos foi honesto, traidor mesmo é seu irmão

Os irmãos Cid e Ciro Gomes.

Carlos Fernandes em 15/6/2020

Existem coisas que são autoexplicativas e não exigem maiores esforços para que reste confirmado o caráter de sua própria natureza.

O clã Ferreira Gomes é um desses fenômenos que, por mais esforços que se faça para acobertar a origem em que se fundaram, acabam sempre por confirmar aquilo que mais se desejava omitir.

E se as máscaras costumam cair ao sabor até das mais leves turbulências, a tragédia Bolsonaro é um desastre nacional que põe abaixo até as mais sólidas estruturas pseudomoralistas.

Favas contadas, não se precisou de muito tempo para que os velhos sinais rompessem as primeiras fissuras na maquiagem mal acabada do velho Ciro Gomes, o mais estridente da esgarçada república de Sobral.

Passo em falso, não foi capaz de segurar o desejo reprimido de derramar baldes de elogios ao seu sempre guru, FHC, enquanto jurava querer liderar uma suposta “frente ampla” cuja finalidade situa-se em algum ponto entre o nada e coisa nenhuma.

Desmoralizado já no dia seguinte com a posição do PSDB em avalizar o governo Bolsonaro até seu último minuto, sobrou a dúvida desesperançosa sobre o que o “corajoso” Ciro, sempre tão disposto a “falar verdades”, comentaria sobre a vergonhosa decisão do ninho tucano no qual por tanto tempo tão confortavelmente se abrigou.

A considerar a estrondosa e taxativa alcunha de “traidor” que quis impor a todos aqueles que não aderissem ao seu particular projetinho de cena política “contra” Jair Bolsonaro, não faltou quem esperasse uma metralhadora de xingamentos por parte do homem que “não tem medo de falar o que precisa ser dito”.

Surpresa das surpresas para os mais desprevenidos e manipuláveis, outra coisa não saiu da boca do boquirroto Ciro Gomes que não fosse um silêncio sepucral.

Mas dada a “confusão” que a “surpreendente” omissão causou aos fãs do “homem sem medo”, veio de seu irmão, Cid Gomes, o esclarecimento que faltava para que dúvidas não restassem.

Com todas as letras e sem medo de ser feliz, o maníaco da retroescavadeira afirmou que é contra o impeachment de Bolsonaro.

Realizada a confissão que seu irmão considera inconfessável, fica claro, por mais uma vez, que ninguém deseja mais Bolsonaro no poder até o fim do que o próprio Ciro Gomes.

Para o seu projeto político, aliás, faz todo o sentido, afinal, Ciro não fugiu para Paris, se omitiu numa disputa entre a barbárie e a civilização e votou em Bolsonaro para agora tirá-lo sem que o estrago completo fosse estabelecido no país.

Bolsonaro por intermináveis quatro anos é condição sine qua non para o discurso dos Ferreira Gomes em culpabilizar e criminalizar o PT pela tragédia que eles próprios ajudaram a criar.

Se assim não fosse e Ciro realmente tivesse coragem para honrar com o que fala, seria ele mesmo o primeiro a chamar seu irmão de traidor por não defender a saída imediata de Bolsonaro da presidência.

Como claramente não o fará, a única certeza que fica é que se existe um único traidor em toda essa história não é outra pessoa senão ele mesmo.

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