TVs católicas oferecem apoio a Bolsonaro em troca de publicidade

Padres se reuniram em videoconferência com o mandatário e prometeram “mídia positiva” para ações do governo na pandemia da covid-19.

Via Jornal GGN em 6/6/2010

Emissoras de televisão e rádio católicas ofereceram apoio a Jair Bolsonaro (sem partido), por meio de “mídia positiva” para ações do governo na pandemia da covid-19, em troca de anúncios publicitários estatais e concessões.

A informação é do jornal O Estado de S.Paulo. Segundo reportagem a proposta foi feita no último dia 21, durante videoconferência entre Bolsonaro e sacerdotes contrários a ala crítica ao governo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

“Na ‘romaria virtual’, o grupo solicitou acesso ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e, principalmente, à Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom)”, diz matéria.

No encontro, o padre Welinton Silva, representante da TV Pai Eterno, do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, de Goias, deixou claro que a emissora necessita de verba pública e ofereceu “pauta positiva das ações do governo” na pandemia do coronavírus.

“A nossa realidade é muito difícil e desafiante, porque trabalhamos com pequenas doações, com baixa comercialização. Dentro dessa dificuldade, estamos precisando mesmo de um apoio maior por parte do governo para que possamos continuar comunicando a boa notícia, levando ao conhecimento da população católica, ampla maioria desse país, aquilo de bom que o governo pode estar realizando e fazendo pelo nosso povo”, disse o padre. “Precisamos ter mais atenção para que esses microfones não sejam desligados, para que essas câmeras não se fechem.”

Já o padre e cantor Reginaldo Manzotti, da Associação Evangelizar é Preciso, que abraça rádio e TV, cobrou mais rapidez e ampliação de outorgas. “Nós somos uma potência, queremos estar nos lares e ajudar a construir esse Brasil. E, mais do que nunca, o senhor sabe o peso que isso tem, quando se tem uma mídia negativa. E nós queremos estar juntos”, disse Manzotti.

A Secom é a responsável por administrar essas concessões e tem cerca de R$127,3 milhões destinados à publicidade. Na reunião, Bolsonaro afirmou que irá tratar pessoalmente do assunto.

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