STF manda incluir período eleitoral na quebra de sigilo do Véio da Havan e de outros capangas bolsonaristas

Ministro Alexandre de Moraes quer saber se empresários bancaram a produção e disparo de notícias falsas para prejudicar a candidatura de Fernando Haddad em 2018.

Via RBA em 26/5/2020

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou hoje [27/5] a inclusão de parte do período da campanha eleitoral de 2018 na quebra do sigilo bancário e fiscal de Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, e de outros empresários apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, suspeitos de financiar uma rede de fake news.

A decisão se refere a dados financeiros de julho de 2018 a abril de 2020, o que abrange boa parte do período da campanha eleitoral que levou Bolsonaro ao poder. O objetivo é apurar se estes empresários bancaram a produção e o disparo em massa de notícias falsas durante a campanha e o impacto negativo de peças como o “kit gay” e a “mamadeira de piroca”, na candidatura de Fernando Haddad (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno

No ano passado, em depoimento à Polícia Federal, Hang negou participação no esquema.

Em operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã de hoje, Moraes também determinou a quebra do sigilo bancário de Edgard Corona, proprietário das academias Bio Ritmo e Smart Fit, o humorista Reynaldo Bianchi Junior e o militante Winston Rodrigues Lima.

Para o ministro, a estrutura aparentemente estaria sendo financiada por empresários que, conforme os indícios constantes dos autos, atuaria de maneira velada, fornecendo recursos para os integrantes dessa organização que ele chamou de criminosa.

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Mensagem de WhatsApp que consta no inquérito das fake news.

GRUPO DE WHATSAPP DE EMPRESÁRIOS É “VITAL” PARA INVESTIGAÇÕES, DIZ MORAES
Para Moraes, “todos esses investigados teriam ligação direta ou indiretamente com o aludido Gabinete do Ódio”.
Via Jornal GGN em 27/5/2020

Ao autorizar a busca e apreensão de quarta [27/5], o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, anotou que acessar as informações de grupos de WhatsApp relacionados aos empresários que financiam as milícias digitais do bolsonarismo é de “vital importância para as investigações”.

No inquérito 4781, os empresários Edgar Gomes Corona, Luciano Hang, Otavio Oscar Fakhoury, Reynaldo Bianchi Junior e Winston Rodrigues Lima são apontados como suspeitos de financiar a rede de disparos de fakes news, ataques à honra e à segurança dos ministros do STF dentro e fora da internet. O ministro determinou a quebra de sigilo bancário e fiscal dos citados.

Para Moraes, “todos esses investigados teriam ligação direta ou indiretamente com o aludido Gabinete do Ódio”.

“Essas tratativas ocorreriam em grupos fechados no aplicativo de mensagens WhatsApp, permitido somente a seus integrantes. O acesso a essas informações é de vital importância para as investigações, notadamente para identificar, de maneira precisa, qual o alcance da atuação desses empresários nessa intrincada estrutura de disseminação de notícias fraudulentas.”

Além dos empresários, o STF mira também os influenciadores Allan Lopes dos Santos, Bernardo Pires Kuster, Edson Pires Salomão, Eduardo Fabris Portella, Enzo Leonardo Suzi Momenti, Marcelo Stachin, Marcos Dominguez Bellizia, Rafael Moreno, Paulo Gonçalves Bezerra, Rodrigo Barbosa Ribeiro e Sara Fernanda Giromini (Sara Winter).

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