Witzel cobra prisão de Flávio Bolsonaro e diz que outros governadores serão perseguidos

“O presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente”, diz Witzel sobre operação da PF.

Via Jornal GGN em 26/5/2020

O governador Wilson Witzel convocou a imprensa no início da tarde de terça [26/5] para fazer um pronunciamento a respeito da operação Placebo, da Polícia Federal. Segundo o ex-juiz, a investigação é política, a PF protege os filhos de Jair Bolsonaro enquanto persegue os governadores que são “inimigos” do Planalto e o desembargador que autorizou as buscas e apreensões foi “induzido a erro”.

“A PF engaveta inquéritos, vaza informações. O senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, que estão aí sendo apresentadas, dinheiro em espécie, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, senador Flávio Bolsonaro deveria estar preso, este sim. A Polícia Federal deveria fazer seu trabalho com a mesma celeridade que passou a fazer aqui no estado do Rio de janeiro porque o presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente”, disparou Witzel.

A Operação Placebo investiga a relação do empresário Mário Peixoto com empresas subcontratadas pelo Iabas para construir os hospitais de campanha contra o coronavírus. Peixoto é investigado por fraudar e superfaturar contratos com o estado do Rio desde as épocas de Pezão e Cabral.

Desde a eleição de 2018, vem demonstrando influência sob o governo Witzel. Um dos sócios de Peixoto tem contrato com a empresa de advocacia de Helenza Witzel, a primeira-dama.

Confira os principais trechos do pronunciamento de Witzel abaixo:

Quero manifestar minha absoluta indignação com a violência que hoje o Estado democrático de direito sofreu. Tenho todo o respeito ao ministro Benedito [Gonçalves, do STJ], mas a narrativa que foi construída e levada ao ministro é absolutamente fantasiosa. Não vão conseguir colar em mim o rótulo da corrupção.

A busca e apreensão, além de ser desnecessária, porque o ministro foi induzido ao erro, não resultou em absolutamente nada. Não foram encontrados valores, não foram encontradas jóias. Se encontrou algo, foi apenas a tristeza de um homem e uma mulher pela violência desse ato de perseguição política que está se iniciando. O que aconteceu comigo vai acontecer com outros governadores que são considerados inimigos.

O mínimo de cuidado na condução do processo penal levaria aos esclarecimentos necessários.

O que se vê na família do presidente Bolsonaro… A PF engaveta inquéritos, vaza informações… O senador Flávio Bolsonaro, com todas as provas que temos contra ele, que estão aí sendo apresentadas, dinheiro em espécie, lavagem de dinheiro, bens injustificáveis, senador Flávio Bolsonaro deveria estar preso, este sim. A Polícia Federal deveria fazer seu trabalho com a mesma celeridade que passou a fazer aqui no estado do Rio de janeiro porque o presidente acredita que eu estou perseguindo a família dele, e ele só tem essa alternativa de me perseguir politicamente.

Acusações levianas estão sendo feitas em relação a mim, mas isso tudo será absolutamente demonstrado de forma clara e precisa nessas investigações que tramitam no STJ.

Não permitirei que esse presidente que infelizmente ajudei a eleger se torne mais um ditador na América Latina.

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