A cadela do fascismo está no cio Gomes

Vinicius Carvalho em 17/5/2020

Sempre critiquei o Freixo aqui. Mas depois da live que assisti dele ontem [16/5], confesso que fiquei comovido com o comprometimento dele com a unidade do campo progressista e como ele tem total domínio sobre o real perigo de um golpe de extrema-direita que o Bolsonaro deseja para o país.

Freixo foi convincente em demonstrar com convicção o papel deplorável do Alessandro Molon e do Ciro Gomes na desestabilização dessa unidade. Mas elogiou o Lupi.

Freixo dissertou que mesmo com as brigas históricas entre PT e PSOL, ainda assim, neste momento chave, eles a vem superando pois compreenderam a responsabilidade deste contexto, em que o Bolsonaro visa armar milícias em todos os estados do país. Inclusive no Ceará do Ciro.

O irmão do Ciro Gomes tomou dois tiros desses milicianos, e nem assim o Ciro aprendeu.

Analisando o comportamento da militância cirista, as táticas de fake news, de enxovalhamento de aliados do mesmo campo, a agressividade e o ódio com que agem, a virulência, os termos utilizados iguais aos da direita bolsonarista, os usos que fazem das rede, e a sua aproximação com “nacionalistas” digamos “estranhos” e os “nazbols”, não me surpreenderia se no pós-Bolsonaro, Ciro Gomes venha a ser o homem do Steve Bannon aqui dentro. Se é que já não é.

Mas o que se pode dizer é que, se o Ciro não é nada disso, hoje ele é, no mínimo, um cavalo de tróia e um agente de desestabilização interna do campo progressista. Depois do Bolsonaro, ele é o maior furúnculo do campo.

Ao comparar um governo nazista com seus adversários do mesmo campo e do campo democrático, como o Lula, por exemplo. Ciro fornece narrativas é para a direita. Só ver como eles espalham as declarações do Ciro nos grupos e redes bolsonaristas. Para debocharem em seguida chamando o Ciro de “sardinha”, que seria teoricamente o seu apelido na lista de propina da Odebrecht.

Agora, com todo o respeito que eu tenho ao Ceará, não pode uma figura execrável e biruta daquele estado, como o Ciro Gomes, que nem mandato tem, querer desestabilizar a mandar sobre como serão montadas as chapas das outras capitais. E capitais muito maiores e mais problemáticas que Fortaleza, como o Rio de Janeiro.

E nem se trata de dar ao PDT e ao PSB um protagonismo hipertrofiado. Afinal, Marta Rocha, Molon e Benedita em candidaturas separadas terão votações pífias, e todos sabem disso. Se trata de que no Rio existia um nome com chance real e a recusa do diálogo se deu por conta de uma estratégia palaciana.

As eleições do Rio de Janeiro este ano terá, metaforicamente, o peso de Stalingrado, por conta de ser o domicílio eleitoral do Bolsonaro e a “Meca” das milícias e dos pastores pilantras.

***

Os cirominions acham que o Ciro Gomes é uma espécie de Vladimir Putin.

O que é uma piada. Putin foi criado na União Soviética, forjado no pós-guerra e treinado pela KGB. Ciro Gomes nasceu em Pindamonhangaba, cresceu numa família riquinha e foi formado pelo Arena.

Putin é tranquilo porque é letal e decisivo. Ciro é nervosinho porque teve uma adolescência mimada.

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