Após operar hemorroidas, Eduardo Cunha deixa a cadeia e vai para prisão domiciliar para evitar covid-19

Raul Cutait, cirurgião responsável pelo procedimento, foi diagnosticado com a doença e pode ter infectado o ex-deputado.

Via Tupi FM em 26/3/2020

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Copa Star, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, após ser submetido a uma cirurgia para operar hemorroidas. Anêmico, o político foi autorizado pela Justiça para deixar a penitenciária de Bangu 8 e fazer o procedimento na unidade médica particular.

Em observação desde a sexta-feira [20/3], Cunha passou a apresentar sintomas da covid-19 nos últimos dias e realizou teste para coronavírus na quarta-feira [25/3]. O ex-deputado pode ter contraído o vírus de Raul Cutait, cirurgião gástrico, professor da USP e membro da Academia Nacional de Medicina, que realizou a operação nele e foi diagnosticado com a doença na segunda-feira [23/3].

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CUNHA VAI PARA PRISÃO DOMICILIAR PARA EVITAR COVID-19
Eduardo Cunha deixará cadeia de Bangu 8 e passará a cumprir a pena em prisão domiciliar. Com 61 anos está no grupo de risco para contágio do coronavírus. O argumento da defesa foi acatado pela juíza CtrlC e CtrlV, Gabriela Hardt.
Via Congresso em Foco em 26/3/2020

O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, deixará a cadeia de Bangu 8, no Rio de Janeiro, e passará a cumprir a pena em prisão domiciliar. Cunha, que tem 61 anos, está no grupo de risco para o contágio do novo coronavírus. Esse foi o argumento da defesa no pedido que foi acatado na quinta [26/3] pela juíza Gabriela Hardt.

A decisão atende a recomendação do Conselho Nacional de Justiça e é válida enquanto durar a pandemia de coronavírus.

Na decisão a juíza destaca o estado de saúde frágil de Cunha e as consequências disso para uma possível infecção pelo coronavírus. Desde a semana passada, Cunha está internado em um hospital.

“Caso tenha contraído o coronavírus, sua já precária situação de saúde provavelmente justificará a necessidade de acompanhamento diário do seu estado, e não recomendará seu retorno à unidade carcerária até constatada a cura completa, mesmo que seja possível a alta hospitalar, até para que se evite a contaminação de outros presos”.

“Diante disto, reputo que é salutar, tanto para a melhor recuperação da saúde do apenado, quanto para prevenção da disseminação do coronavírus na unidade carcerária, que este cumpra neste momento sua prisão em regime domiciliar monitorado, caso os médicos que o acompanham entendam possível a alta médica”, escreveu a juíza.

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