Após embate na Câmara, Glauber Braga é ameaçado por “milicianos virtuais de Moro, o capanga da milícia”

Deputado do PSOL, que chamou Moro de “capanga de miliciano” na Câmara, no entanto, garante que não se intimida: “Podem vir quentes que eu estou fervendo!”

Via Revista Fórum em 12/2/2020

O deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ), depois do embate com o ministro da Justiça, Sérgio Moro, na Câmara, na quarta-feira [12/2], passou a ser alvo de ataques virtuais orquestrados por apoiadores do ex-juiz, muitos deles também parte da milícia digital bolsonarista que atua nas redes.

O termo “desqualificado”, em referência a resposta que Moro deu a Braga depois que o ministro foi chamado de “capanga da milícia”, chegou aos Trending Topics do Twitter com a ajuda de robôs. Além disso, o perfil do deputado foi tomado por comentários de apoiadores de Moro e Bolsonaro, muitos deles com ameaças.

“Olá gente. Robôs e milicianos virtuais de Moro, capanga da família bolsonaro, entraram aqui pra nos intimidar. Não conseguirão. Podem vir quentes que eu estou fervendo!!!”, tuitou o parlamentar.

Capanga da milícia
O deputado federal Glauber Braga (PSOL/RJ) voltou a enfrentar o ministro da Justiça, Sérgio Moro, em audiência na Câmara dos Deputados. O parlamentar questionou o silêncio do ex-juiz federal sobre o elo da família Bolsonaro com as milícias.

“Eu não tenho outra coisa a dizer a não ser chamar o ministro da Justiça, que blinda a família Bolsonaro em relação a esses temas, de capanga da milícia. É isso que ele é”, disparou o parlamentar.

Antes de falar do ministro, Glauber criticou os parlamentares bolsonaristas presentes na sessão. “Vocês ficam inquietos com a minha fala porque querem que a milícia no Brasil não seja devidamente apontada como crime organizado porque ela faz parte da estruturação do projeto de poder dos senhores”, afirmou.

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BATE-BOCA ENCERRA AUDIÊNCIA DE MORO NA CÂMARA
Deputado Delegado Éder Mauro discute com Glauber Braga, a ponto de xingar a mãe do deputado fluminense; briga começou depois que Braga disse que o ministro era um “capanga da milícia”.
Via Jornal GGN em 12/2/2020

Mais uma vez, uma audiência com a presença do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, precisou ter seu final antecipado para evitar brigas entre deputados.

Segundo informações do jornal Valor Econômico, tudo começou depois que o deputado Glauber Braga (PSOL/RJ) afirmou que Moro era um “capanga da milícia” e que ele atuava para proteger a família do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado acusou Moro de atuar para que a Polícia Federal (de responsabilidade da pasta da Justiça) livrasse o senador Flávio Bolsonaro (sem partido/RJ) no caso em que investiga se ele lavou dinheiro com transações imobiliárias.

Moro reagiu e chamou o parlamentar de “desqualificado”, afirmando que ele não tinha como provar o que estava falando, pois não havia nada que desabone sua atuação, e insinuou que o PSOL atuou para “proteger” as milícias durante a votação do pacote anticrime – o partido discordou de diversas propostas apresentadas por Moro.

Após essa discussão, deputados que defendem Moro passaram a atacar Braga, e a sessão foi encerrada depois que o deputado Delegado Éder Mauro (PSD/PA) passou a xingar a mãe do deputado do PSOL.

Moro segue defendendo prisão em 2ª instância
O ministro da Justiça seguiu defendendo a prisão após julgamento em 2ª instância durante a audiência. Na avaliação dele, a medida não afeta a presunção de inocência do réu.

“A presunção de inocência significa que, para impor a alguém uma sanção criminal, a prova tem que ser acima de qualquer dúvida razoável”, afirmou Moro em audiência pública na comissão especial que analisa a volta da prisão após condenação em 2ª instância (PEC 199/19).

“Ninguém jamais discutiria alguma espécie de flexibilização da categorização de prova para a condenação criminal. Se o Parlamento ousasse mexer nessa garantia, isso deveria ser rechaçado por violação de cláusula pétrea”, disse Moro, segundo a Agência Câmara.

Para o ministro, a execução da pena deveria valer a partir da 2ª instância para todos os casos, sendo mais urgentes os processos criminais. “Esses são os casos que mais nos assustam quando gera impunidade. Estamos falando de corrupção, mas estamos falando também de crimes de sangue”, ressaltou. Moro chegou a citar países que aplicam a execução de pena a partir da condenação em primeira instância, como Estados Unidos e França.

De acordo com Moro, mesmo o Brasil admitindo como regra a execução em 2ª instância, isso não significa que as cortes superiores de Justiça não possam conceder excepcionalmente uma liminar suspensiva no caso de alguém ser condenado por uma prova com questionamento robusto acerca da sua legalidade, por exemplo.

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Uma resposta to “Após embate na Câmara, Glauber Braga é ameaçado por “milicianos virtuais de Moro, o capanga da milícia””

  1. gustavo_horta Says:

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