Caso Marielle: Porteiro que citou Bolsonaro está afastado do trabalho e com medo de ser assassinado

Via UOL em 8/11/2019

Reportagem da revista Veja publicada hoje [8/11] identificou o porteiro que citou o presidente Jair Bolsonaro nas investigações da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Segundo a publicação, que ouviu pessoas próximas a ele, Alberto Jorge Ferreira Mateus está “feito um animal acuado” e afastado do trabalho.

O porteiro do condomínio Vivendas da Barra disse em depoimento que “seu Jair” liberou a entrada de Élcio de Queiroz, um dos suspeitos dos homicídios no dia do crime. No entanto, Bolsonaro, à época deputado, estava na Câmara dos Deputados naquele dia.

O Ministério Público contradisse o funcionário e disse que o responsável por liberar a entrada de Élcio foi o policial reformado Ronnie Lessa, que mora no local e também é suspeito de participar do crime.

Procurado por Veja na segunda-feira [4/11], Mateus se recusou a falar. “Eu não estou podendo falar nada. Não posso falar nada”.

Segundo a publicação, ele estava de férias quando prestou os depoimentos, nos dias 7 e 9 de outubro e já deveria ter retornado ao trabalho. No entanto, diante da repercussão do caso, o condomínio decidiu por prorrogar sua licença e mantê-lo afastado do local ao menos por enquanto.

Pessoas próximas a ele ouvidas pela revista descreveram Mateus como um homem discreto, que frequenta a igreja e trabalha no condomínio há 13 anos. É casado e tem dois filhos.

Um cunhado disse que ele não comenta nada sobre o caso. “Não sei se alguém importante mandou ele não falar. Quando alguma pessoa chega perto e toca no assunto, ele foge”. Segundo familiares, está “feito um animal acuado” e “com muito medo de perder o emprego e até morrer”.

Outro porteiro teria atendido Queiroz
O vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos do presidente, morador do condomínio, mostrou nas redes sociais um áudio, que segundo ele, foi registrado às 17h13 para a casa 65, onde vivia Ronnie Lessa. No arquivo, o porteiro anuncia a chegada do “senhor Élcio” e recebe como resposta “tá, pode liberar aí”. Não é possível identificar quem responde.

Segundo Veja, quem atendeu Queiroz foi o porteiro Tiago Izaias. A reportagem informa que reproduziu o áudio divulgado por Carlos e ele confirmou se tratar de sua voz. Ele disse não se recordar quem era o outro porteiro que trabalhava com ele naquele dia.

Izaias disse que tentou falar com Mateus para obter “a informação verdadeira” sobre o caso, mas não recebeu resposta. “Todos aqui no condomínio ficaram surpresos por ele ter ligado o presidente a um crime gravíssimo. Pode ser que estejam usando o Alberto para denegrir a imagem de Bolsonaro”, disse.

Leia também:
Erro da polícia adiou inclusão de condomínio de Bolsonaro no caso Marielle
Polícia apreende sistema de comunicação do condomínio de Bolsonaro

REDES SOCIAIS

Uma resposta to “Caso Marielle: Porteiro que citou Bolsonaro está afastado do trabalho e com medo de ser assassinado”

  1. Jandyra Abranches Says:

    Corre risco de morte, sim. Afinal, está lidando com facínoras.

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: