Nota do PT: Veja terá de responder na Justiça por mais uma capa criminosa contra Lula

Via Notícias do PT em 25/10/2019

As mentiras reproduzidas como novidade na última edição da revista Veja já haviam sido vendidas pelo sr. Marcos Valério à Procuradoria Geral da República, em 2012, e foram repetidas à Lava-Jato, em 2016, numa desesperada tentativa de envolver o ex-presidente Lula em mais uma falsa acusação. Em nenhum dos dois casos a impostura parou de pé, por ser história falsa, sem prova nem testemunho, apesar da obsessão macabra dos que tentam até hoje tirar proveito político do assassinato do prefeito Celso Daniel, em janeiro de 2002. Mas Veja foi longe demais, até para uma revista que sempre abusou de mentir sobre o PT, e terá de responder pelo crime que cometeu.

Veja é falsa desde a capa até o ponto final da matéria. Apresenta como se fosse “recente” um depoimento prestado por Marcos Valério em 17 e 18 de outubro do ano passado e que não gerou desdobramentos. Mente ao dizer que o caso Celso Daniel “foi reaberto” a partir daquele depoimento, pois nenhum novo procedimento foi gerado, até porque os supostos fatos narrados estariam prescritos. Omite que Valério fracassou em outras tentativas de chantagem. E, como é hábito no jornalismo gângster, publicou calúnias e falsidades sem dar chance de resposta aos ofendidos.

Veja esconde dos leitores que nem mesmo a Lava-Jato, notória pela perseguição a Lula, encontrou elementos para reabrir o caso e que a “Operação Carbono 14” (lançada em 1º de abril de 2016 com objetivo de envolver falsamente Lula e o crime de Santo André) foi o maior fracasso da perseguição movida por Sérgio Moro e pelos procuradores no âmbito da Lava-Jato. Das nove pessoas então acusadas com estardalhaço, cinco tiveram de ser inocentadas por Moro, porque simplesmente não havia crime a ser apurado, e as demais passaram a responder por outras acusações.

Veja esconde ainda que outra manobra frustrada para envolver Lula no caso, desta vez em 2017, foi revelada pelo site Intercept na série Vaza-Jato. Em 13 de março daquele ano, Sérgio Moro repassou a Deltan Dallagnol uma queixa da então deputada Mara Gabrilli (PSDB/SP), segundo a qual os promotores do Ministério Público de São Paulo “não estariam interessados” no caso de Marcos Valério. Foi em decorrência dessa intervenção indevida e ilegal da Lava-Jato que os promotores de São Paulo ouviram Valério duas vezes, em 17 de abril de 2017 e em outubro de 2018, segundo nota oficial do MPSP. E nada disso transformou mentira em verdade.

A capa da Veja enoja e ofende. Brota no mesmo pântano onde nasceram tantas outras mentiras contra o PT e suas lideranças. Revela o desespero dos que não aceitam o fato de que a farsa judicial contra Lula está desmoronando, depois de cinco anos da mais sórdida e mais intensa campanha que já se fez nos meios de comunicação contra um líder político na história desse país.

O Partido dos Trabalhadores e seus membros ofendidos por mais esta ação criminosa da revista Veja estão tomando, desde hoje, medidas no âmbito da Justiça contra a publicação, seus proprietários, editores e o autor da matéria. O mesmo ocorrerá a todos que reproduzirem a falsidade com intenção de caluniar. Da mesma forma que estamos certos de que a verdadeira Justiça virá para Lula, com a anulação da sentença parcial, injusta e ilegal de Sérgio Moro, temos de acreditar que os crimes cometidos contra a verdade e a dignidade também serão punidos com o rigor da lei.

Gleisi Hoffmann, presidenta nacional do Partido dos Trabalhadores
Brasília, 25 de outubro de 2019

***

VEJA: A VOLTA DOS QUE NUNCA SE FORAM E O CASO CELSO DANIEL
Luis Nassif em 25/10/2019

Marcos Valério, lá de Belo Horizonte, informa que Lula mandou matar Celso Daniel. É a velha Veja de volta, com a mesma falta de criatividade, com os mesmos roteiros cinematográficos, em torno dos mesmos vilões e dos mesmos factoides.

É a revista que anunciou que as Farcs iriam invadir o Brasil, que Cuba mandava dólares para o PT em garrafas de rum, que milhares de dólares entravam em envelopes no Palácio do Planalto. A revista se autodestruiu, tentou se refazer, mas a síndrome do escorpião falou mais alto.

Não adianta. O preço do subdesenvolvimento é elevado.

No Estadão, espalha-se o terror, de que a saída de Lula irá promover a radicalização entre esquerda e direita, o Alto Comando está incomodado e o país pegará fogo. Anuncia-se que a grande aposta branca, Luciano Huck, será prejudicada com a polarização e apenas Bolsonaro terá a ganhar.

No Supremo Tribunal Federal (STF), no fim da sessão, o presidente Dias Toffoli alerta que, como presidente, terá que pensar seu voto sobre a 2ª instância com menos liberdade do que teria apenas como ministro.

Enfim, a marcha da insensatez não encontrou seu ponto de retorno. Ainda prosseguirá por algum tempo a guerra insana pelo poder, enquanto Bolsonaro e Guedes vão desmontando, peça por peça, qualquer veleidade de projeto de país.

Na vizinhança, Chile, Venezuela, Argentina, Peru, Equador pegam fogo, com a falta de sensibilidade das políticas públicas, o descuido total com o bem-estar dos cidadãos. Há a necessidade premente de reconciliação nacional, em todos os níveis, de desarmar o ódio, buscar os pactos.

A guerra intestina produziu Bolsonaro e seu exército de zumbis, desmontou políticas públicas que levaram décadas para serem montadas, espalha a selvageria por todos os cantos do país.

Mas os poderes institucionais – com destaque para a mídia – persistem no vale tudo e na marcha da insensatez.

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