Fernando Haddad: Três vazamentos e três posturas diferentes de Sérgio Moro

Via Jornal GGN em 15/9/2019

“O caso Moro-The Intercept é paradigmático: Moro cometeu um ato indefensável ao vazar telefonema de Lula que serviu de base para impedi-lo de assumir a Casa Civil do governo Dilma”. E, agora, Moro teria obrigação de mandar investigar vazamento de dados de David Miranda, defende o ex-prefeito Fernando Haddad, em coluna para a Folha de S.Paulo, no sábado [14/9].

Haddad cruza três situações dos últimos tempos polêmicas, mas que tiveram posturas completamente opostas do então juiz da Lava-Jato e hoje ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro. A primeira delas, foi a autorização como magistrado do vazamento, considerado ilegal, das conversas de Lula durante o governo Dilma Rousseff. Depois, as mensagens trocadas pelo Telegram e obtidas pelo The Intercept Brasil, que foram criminalizadas pela Lava-Jato.

E agora, os dados da movimentação bancária do deputado e marido de Glenn Greenwald, David Miranda, sugerindo que ele teria cometido crimes, nada comprovado, nem pelos dados vazados do parlamentar. “Moro teria a obrigação funcional de mandar investigar e punir o vazamento de dados bancários do deputado federal David Miranda”, aponta Haddad.

Mas diferentemente de como se posicionou no primeiro episódio, o de Lula, e no segundo, das mensagens obtidas pelo The Intercept, no caso de Miranda, Moro não deve pedir apurações contra o vazamento ilegal: “Aposto que prevaricará e nem pedirá escusas”, conclui.

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