Com número suficiente de assinaturas, oposição pede criação de CPI da Vaza-Jato

Câmara dos Deputados tem mais de 171 assinaturas, número suficiente para instalação da comissão para investigar Sérgio Moro e os procuradores da força-tarefa.

Via Jornal GGN em 13/9/2019

Para fazer o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instrumento legislativo para conduzir uma investigação, a Câmara dos Deputados precisa de 171 assinaturas. Pois esse número já foi ultrapassado para solicitar a instalação da CPI da Vaza-Jato.

A CPI deve investigar a conduta do ex-juiz Sérgio Moro e dos procuradores que integram a força-tarefa da Lava-Jato. O material que impulsiona o pedido de criação da comissão investigadora são os diálogos revelados pelo site The Intercept.

O procedimento seguinte será a conferência das assinaturas. Depois de confirmado o número necessário de adesão parlamentar, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pedirá aos partidos que indiquem os membros que vão compor a CPI, para somente então promover a instalação.

“O grupo de congressistas mais simpático ao hoje ministro da Justiça, Sérgio Moro, vai tentar protelar ao máximo a instalação e tentar garantir que seja feita, ao mesmo tempo, uma outra CPI, está para investigar a forma como os diálogos publicados pelo The Intercept foram obtidos”, ressalta Denise Rothenburg, em sua coluna no Correio Braziliense.

Segundo informações do Congresso em Foco, a coleta de assinaturas para a criação da CPI foi capitaneada pela líder da Minoria, Jandira Feghali (PCdoB/RJ), com o apoio dos deputados como Alessandro Molon (PSB/RJ), André Figueiredo (PDT/CE), Orlando Silva (PCdoB/SP), Daniel Almeida (PCdoB/BA), Paulo Pimenta (PT/RS), Ivan Valente (PSOL/SP) e Tadeu Alencar (PSB/PE).

O requerimento foi entregue à direção da Câmara na quinta-feira [12/9]. No texto, os parlamentares da oposição argumentam que, caso confirmadas, as conversas que vêm sendo divulgadas desde junho são de extrema gravidade, porque “levantam suspeitas de que o atual Ministro da Justiça e os Membros do Ministério Público agiram com parcialidade, objetivo pré-estabelecido e motivação política na investigação de processos em Curitiba”, configurando “violência contra o Estado Democrático de Direito e os princípios constitucionais”.

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