Alética e deôntica: Juiz usou 500 páginas e fórmulas de linguística em sentença que condenou Haddad

Moisés Mendes em 22/8/2019

A coluna da Mônica Bergamo está sensacional, com a reprodução de trechos da sentença que condenou Fernando Haddad pela acusação de caixa 2.

O que ela conta:

“A sentença do juiz Francisco Shintate, que condenou Fernando Haddad a – quatro anos e seis meses de prisão por crimes eleitorais, tem mais de 500 páginas. O magistrado só começa a examinar o caso concreto na 361.

Nas páginas anteriores, ele fala sobre linguística – “veículo sígnico (o suporte físico), designatum ou significatum (a significação) e denotatum (o significado)” –, de lógica “alética e deôntica” e inclui citações de 50 páginas contínuas de trechos de livros.

O juiz chega a usar dezenas de fórmulas de lógica formal, como “(-q v –r –S)”. E esclarece: S é a relação processual entre “sujeito da relação primária e o Estado, titular do monopólio da coação”.

Enquanto isso, Onyx Lorenzoni, o caixa 3, está solto e cuida do melhor sistema de esquartejamento para privatização da Petrobras.

A direita ocupou todas as áreas e está colocando fogo na Amazônica, na educação e no Judiciário.

Essa sentença parnasiana é mais um devaneio de alguém que teve frustrado o sonho de ser escritor ou professor. Mas no século 19.

Leia também: Fernando Haddad foi condenado por “crime” que não está no processo

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