Dória adiantou a nova estratégia política a ser adotada pela Lava-Jato

Carlos Fernandes em 9/7/2019

João Dória, o atual governador do estado de São Paulo, reeditou um antigo jargão de um caricato antecessor seu que, pelo visto, parece compartilhar de sua peculiar visão do que é ser um bom administrador.

Trata-se obviamente de Paulo Maluf.

Corrupto notório e compulsivo, Maluf amealhava popularidade com uma fórmula indecorosa que buscava compensar seu deserto moral e sua flagrante e inquestionável falta de honestidade.

Para ele, e agora declaradamente também para Dória, o velho “rouba, mas faz” é a licença universal para afanar os cofres públicos sem nenhum peso na consciência.

Repaginado com um clássico casaco de cashmere, o “rouba, mas faz” agora está sendo utilizado para justificar as ilegalidades praticadas no seio da Operação Lava-Jato.

Com a cara mais lavada desse mundo, Dória saiu em defesa do garoto propaganda da elite fascista nacional, Sérgio Moro, com o disparate de quem claramente nada entende das leis que regem esse país.

Com a naturalidade de quem comenta uma receita de bolo, o almofadinha da política paulista disparou:

“Se Moro cometeu algum erro, terá valido a pena para salvar o Brasil da corrupção”

Chega a assombrar o fato de como uma pessoa pode estar errada de tão diferentes formas ao proferir uma única frase.

Mas fora tudo, incluindo a balbúrdia de querer nomear um “herói” fora da lei para “salvar” o Brasil da corrupção, o que realmente Dória deixou escapar nas entrelinhas de sua estupidez é a inevitável estratégia política que fatalmente será adotada de agora em diante pelos “cavaleiros da moral e dos bons costumes”.

Se a cada dia que passava ficava mais difícil para Moro, Dallagnol e sua trupe se defenderem das denúncias dos crimes praticados na Lava-Jato, agora com a estreia dos vazamentos dos áudios, a coisa descambou para o impossível.

Primeiro a figurar, Dallagnol já não pode alegar o desconhecimento de sua própria fala, muito menos adulteração.

Provado que recebeu informações privilegiadas de um “pessoal” que cabe a ele revelar quem são e comemorar a decisão que impediu o ex-presidente Lula de dar uma mera entrevista cujo impacto se mostraria única e exclusivamente no campo da política, desnuda ainda mais os interesses que norteavam suas operações.

Já não restam dúvidas que o ex-juiz Sérgio Moro e seus procuradores amestrados cometeram crimes. Isso, como já admite o próprio Dória, é moeda corrente.

O que sobra agora para essa gente que tanto se apavonou sob as vestes da lisura, da legalidade e da honestidade, vejam que ironia, não é outra coisa senão se amontoarem no legado discursivo de um dos políticos mais desonestos que esse país já produziu.

Justiça poética sendo feita, é revigorante constatar que o país inteiro começa a perceber Maluf, Dória, Moro e Dallagnol como clássicos siameses da intrujice brasileira criada pela elite bufa nacional que merecem todos o mesmíssimo fim.

A imperdoável lata de lixo da história.

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