O desembargador Favreto e a verdade comprovada

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Jeferson Miola em 15/6/2019

Nada como um dia após o outro.

Muito em breve conheceremos o conteúdo das mensagens trocadas por Moro com os delegados da PF, com os desembargadores [lhes cai melhor o título de justiceiros] do TRF4 e com juízes do STJ e do STF naquele tormentoso 8 de julho de 2018 [aqui].

É de se supor o nível de apreensão e ansiedade – para não dizer de pânico – em que se encontram aqueles agentes públicos que agiram criminosamente e se articularam como mafiosos para impedir a execução do mandado de soltura do Lula expedido pelo desembargador Rogério Favreto.

Nunca é demais lembrar que Moro estava de férias em Portugal naquele domingo em que agiu freneticamente para manter seu refém ilustre sequestrado no cativeiro da Lava-Jato em desrespeito à ordem judicial de soltura, expedida por instância superior do judiciário.

Como ficou comprovado nas mensagens já reveladas pelo Intercept e também na atuação do Moro num domingo em plenas férias, o capo di tutti capi [ler Moro, o chefe dos chefes] tinha uma obsessão doentia pelo Lula.

Esta obsessão do Moro pelo Lula tinha sua lógica própria e sua razão de ser: era preciso assegurar, por todos os meios ilícitos e criminosos, Lula fora do pleito de 2018 para não comprometer a eleição da extrema-direita entreguista e liquidacionista.

Como resultado daquele evento tumultuado de 8 de julho, Favreto e Moro foram submetidos a procedimento administrativo no CNJ [Conselho Nacional de Justiça].

Numa prova da contaminação do CNJ e da subordinação institucional ao arbítrio da Lava-Jato, Moro foi inocentado junto com Favreto – o único que respeitou os preceitos legais e funcionais e o único que, por isso, deveria ter sido inocentado, enquanto Moro deveria ter sido exonerado do cargo de juiz.

A verdade está agora documentalmente comprovada, e essa verdade está num lado só, que é o lado do desembargador Rogério Favreto. O CNJ e o Brasil, por isso, devem um pedido de desculpas a Favreto.

Para Moro, Dallagnol e os integrantes da gang da Lava-Jato que promoveram a terrível conspiração que devastou o Brasil e promoveu essa injustiça brutal ao ex-presidente Lula, o único caminho aceitável é o julgamento e a prisão deles.

Lula livre é um imperativo ético, moral e democrático. E também é o requerimento essencial para se dar início à restauração do Estado de Direito e à reconstrução social, econômica e política do Brasil.

Cada segundo que Lula continua preso e os conspiradores e traidores soltos, equivale a mais uma bofetada na democracia e no Estado de Direito.

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