Lava-Jato: Andréia Sadi e Luiz Roberto Barroso, exemplos da imoralidade de uma jornalista e de um ministro

Moro, Barroso e Dallagnol. Foto: José Cruz/Agência Brasil.

DUPLA
Claudio Guedes em 11/6/2019

A mini-entrevista de Andréia Sadi com Luiz Roberto Barroso, no G1/Globo, é um primor. Exemplo da imoralidade de uma jornalista e de um ministro de uma corte constitucional no Brasil atual.

Andréia é a “bonitinha” e ordinária jornalista global, muito próxima dos tucanos, uma jornalista medíocre, manipuladora de fatos e criadora de versões.

Barroso é o barroco ministro do STF, um vaidoso que se encanta com o som da própria voz. Ao ser escolhido para o STF, por mais um erro impressionante dos governos liderados pelo PT, se converteu de advogado defensor dos direitos humanos em justiceiro dândi.

Ao invés de comentar a crise no sistema de justiça brasileiro aberta com as revelações do comportamento ilegal e inconstitucional de um juiz e procuradores da República, no âmbito da operação Lava-Jato, vejam o que sua excelência declarou à jornalista global:

“A única coisa que se sabe ao certo, até agora, é que as conversas foram obtidas mediante ação criminosa. E é preciso ter cuidado para que o crime não compense”.

Isso é o que não se sabe.

Ninguém, nem o ególatra Barroso, nem a ordinária da Sadi, sabe se as informações obtidas pelo The Intercept foram por hackers ou por denúncia de uma fonte que teve acesso às informações. Ninguém sabe, porque na democracia a imprensa é livre e tem o direito de proteger suas fontes.

De qualquer forma, o assunto a ser comentando, na entrevista, não seria a luta contra a corrupção empresarial e política, mas a corrupção no sistema judiciário, com a manipulação de processos em cumplicidade por um juiz e procuradores da República.

Dupla de imorais, jornalista e ministro.

Vergonha!

***

A DEFESA ABJETA DA LAVA-JATO FEITA POR BARROSO NA GLOBO É O TÚMULO DA JUSTIÇA
Kiko Nogueira, via DCM em 11/6/2019

A Globo contará sempre com uma cota de ministros no STF disposta a abraçar suas teses.

Ali estará, impávido e infalível como Elton John, com seus anéis (para que tantos, Jesus?), as bochechas rosadas e as gravatas cor-de-rosa, acaciano, Luiz Roberto Barroso.

Entrevistado pela serviçal Andréia Sadi, da GloboNews, a respeito do escândalo da Lava-Jato, Barroso enxerga uma “euforia de corruptos”.

Fez um longo preâmbulo sobre a necessidade do juiz falar “ao final da apuração dos fatos”.

“O que é certo é certo, o que é errado é errado”, diz, iluminado.

“Não é hora de formar juízos sobre isso, ainda”.

Esse blábláblá, contudo, não o impediu de dar sua sentença.

“Eu até tenho dificuldade de entender um pouco essa euforia que há em torno disso se houve algo pontualmente errado aqui ou ali”, diz.

Algo pontualmente errado?? Vale tudo, então? Os fins justificam os meios?

Milhares de brasileiros que vibraram com a confirmação de suas suspeitas sobre a República de Curitiba são ladrões, portanto, segundo Barroso.

“Não há nada a celebrar”, afirma.

“A única coisa que se sabe ao certo, até agora, é que as conversas foram obtidas mediante ação criminosa. E é preciso ter cuidado para que o crime não compense”.

O crime não compensa: isso é o melhor que um magistrado da mais alta corte do país consegue produzir de reflexão.

Barroso se refere a um hackeamento que, para todos os efeitos, foi desmentido pelo Telegram.

Globo, o Antagonista e outros estão se vacinando diante do que o site de Glenn Greenwald deve mostrar sobre eles.

O lamaçal vai respingar no TRF4 e no Supremo.

Estará Barroso no meio da festa?

REDES SOCIAIS

Uma resposta to “Lava-Jato: Andréia Sadi e Luiz Roberto Barroso, exemplos da imoralidade de uma jornalista e de um ministro”

  1. J. Cícero Costa (@mapjan10) Says:

    “A única coisa que se sabe ao certo, até agora, é que as conversas foram obtidas mediante ação criminosa.”

    Não sei se a isso chamo de cinismo, hipocrisia ou estupidez.

    Barroso, um servidor público que é pago pelo povo para defender a Constituição, não se cansa de estuprá-la. Suas subserviência à Globo, suas declarações levianas sobre o caso Lula, suas decisões rasteiras e arbitrárias, sempre acompanhadas de argumentos fajutos e cínicos, mostram bem o baixo nível de consciência moral e ética e a falta de decência desse sujeito fingido que mais parece um vigarista do que um juiz.

    Quanto mais a gente tenta acreditar no STF, mais a gente se decepciona. PQP !!

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