Cúpula militar do Uruguai é demitida por omissão sobre assassinato durante ditadura militar

Presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, destituiu a cúpula militar do país. Foto: Wikicommons.

Foram demitidos o ministro da Defesa, Jorge Menéndez, o subsecretário da pasta, Daniel Montiel, e o chefe do Exército, José González, além de outros dois generais.

Via Opera Mundi em 1º/4/2019

O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, destituiu na segunda-feira [1º/4] a cúpula militar do país acusada de omissão após um ex-militar confessar que atirou corpos no rio Negro durante a ditadura militar no país (1973-1985) e não ser levado à Justiça.

Foram demitidos o ministro da Defesa, Jorge Menéndez, o subsecretário da pasta, Daniel Montiel, e o chefe do Exército, José González, além de outros dois generais.

Segundo o jornal El País, o comandante do Exército é acusado de omissão após ouvir as confissões do militar José Gavazzo perante ao Tribunal de Honra Militar sobre o assassinato do militante Roberto Gomensoro, que é considerado o primeiro ativista desaparecido da ditadura em 1973.

Já González também foi destituído porque era encarregado das atas, enquanto que os generais Alfredo Erramún e Gustavo Fajardo eram componentes do Tribunal de Honra.

Ainda de acordo com a publicação, as demissões ocorreram após o jornal El Observador revelar as atas do Tribunal que incluíam a confissão do ex-militar.

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