Hamas diz que ações de Bolsonaro em Israel ameaçam “laços brasileiros com nações árabes e islâmicas”

Hamas condenou visita de Israel a Jerusalém antiga.

Em nota, grupo militante islâmico Hamas condena visita de Bolsonaro à Cidade Antiga de Jerusalém e a instalação de escritório brasileiro.

Pedro Moreira, de Jerusalém, via Revista Fórum em 1º/4/2019

O grupo militante Hamas emitiu um comunicado na segunda-feira [1º/4] em que condena a visita do presidente Jair Bolsonaro à Israel, chamado pelo grupo de “ocupação israelense”.

O documento, divulgado em inglês na página do grupo na internet, afirma que a visita é “um movimento que não apenas contradiz a atitude histórica do povo brasileiro que apoia a luta pela liberdade do povo palestino contra a ocupação, mas também viola as leis e normas internacionais.”

O grupo militante destaca a passagem de Bolsonaro pela cidade antiga de Jerusalém, com a visita ao Muro das Lamentações acompanhado pelo “primeiro-ministro das ocupações israelenses.”

O Hamas, que controla a Faixa de Gaza, também condenou o anúncio do governo Bolsonaro de abrir um escritório em Jerusalém.

“O movimento também condena o plano anunciado de criação de um escritório comercial para o Brasil em Jerusalém.”

Num tom moderado, em comparação com os comunicados que costuma emitir sobre medidas tomadas por Israel, o grupo “conclama o Brasil a reverter imediatamente essa política que é contra o direito internacional e as posições de apoio do povo brasileiro e dos povos da América Latina”.

Por fim, alegam que “essa política não atende à estabilidade e segurança da região e ameaça os laços brasileiros com nações árabes e islâmicas”.

E pede que a comunidade internacional interceda no caso, instando “a Liga Árabe, a Organização da Cooperação Islâmica e todas as organizações internacionais a pressionar o governo brasileiro a derrubar esses movimentos que apoiam a ocupação israelense e fornecer cobertura para seus abomináveis crimes e violações contra o povo palestino”.

Antiga Jerusalém
A cidade antiga, uma área de cerca de 3 km2 cercada por uma muralha, abriga os locais sagrados das três maiores religiões monoteístas: Judaísmo, Cristianismo e Islamismo.

Pelo plano de partilha da Palestina aprovado na ONU em 1947, que previa a criação do Estado de Israel e do Estado da Palestina, a cidade antiga permaneceria fora dos limites dos dois países, sendo administrada por uma força internacional.

Como o Estado palestino não foi criado, esse pequeno pedaço de terra ficou sob a administração da Jordânia, até 1967, quando foi ocupada pelas tropas israelenses durante a Guerra dos Seis Dias.

O Hamas é um grupo militante que controla a Faixa de Gaza desde 2007, depois que derrotou o Fatah, mais moderado, nas eleições. Alguns países, como o próprio Israel e os Estados Unidos o considera um grupo terrorista.

Atualmente, há outros grupos adeptos do radicalismo islâmico que atuam em Gaza, como a Jihad Islâmica Palestina. Devido à depreciação das condições de vida dentro do enclave, provocada sobretudo pelo bloqueio promovido por Israel, o Hamas tem sido alvo de protestos da população de Gaza. E tem reprimido esses protestos com violência.

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