Constrangedor: Até a Lava-Jato sabe que Gilmar Mendes é tucano e quer impedi-lo de julgar Paulo Preto, Aloysio Nunes e Serra

Fernando Brito, via Tijolaço em 6/3/2019

Mal havia sossegado o caso da investigação da Receita Federal sobre Gilmar Mendes, os “rapazes de Moro” na força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba voltam a atacar o ministro menos dócil ao seu grande líder.

Eles dirigiram à procuradora-geral da República, Raquel Dodge, representação para que ela peça o impedimento de Gilmar em julgamentos que envolvem o ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, arrecadador de recursos do PSDB.

Os procuradores liderados por Deltan Dallagnol sustentam que mensagens trocadas entre o ex-ministro e ex-Senador Aloysio Nunes Ferreira, seu advogado – o ex-procurador José Roberto Santoro – e o ex-Ministro da Segurança Pública, Raul Jungman, provariam a influência de Aloysio na concessão do habeas corpus que colocou Paulo Preto I em liberdade.

Dificilmente Raquel Dodge acatará o pedido da Lava-Jato. Solicitar o impedimento de um ministro do STF nestas condições é quase o mesmo que afirmar que ele agiu de forma ilegal.

O que, em relação a Gilmar Mendes pode se saber, mas não se pode escrever.

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Via Painel da Folha em 7/2/2019
Bom não é:
“Constrangedor” foi a palavra usada por um conhecedor do STF ao se referir ao pedido de afastamento de Gilmar Mendes do caso de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. A peça do Ministério Público enumera contatos entre o ministro e Aloysio Nunes (PSDB/SP), de quem Vieira era aliado.
Bom não é 2: Já uma pessoa próxima a Mendes ataca a violação de suas comunicações.

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CASO PAULO PRETO TRAZ À CENA SANTORO, O PROCURADOR DE SERRA NO CASO LUNNUS
É creditada a influência de Santoro o fato de o MPF ter poupado Serra até agora.
Luis Nassif, via Jornal GGN em 6/3/2019

O imbróglio em torno de Paulo Preto traz uma informação relevante. O advogado de Aloysio Nunes é o notório ex-procurador da República José Roberto Santoro. Na ativa, Santoro fazia parte do braço armado do então Ministro da Saúde José Serra. Coube a ele, junto com o delegado federal Marcelo Itagiba a armação em torno do caso Lunnus, que inviabilizou a candidatura de Roseane Sarney a presidência. O grupo de Serra era constituído de Santoro, Itagiba e da Femsa, empresa de espionagem.

Mais tarde, foi desmascarado publicamente pelo procurador-geral da República Cláudio Fontelles, depois de levar Valdomiro Diniz – o assessor de Benedita da Silva que se envolveu com Carlinhos Cachoeira – para um depoimento sigiloso na própria PGR, de noite.

O caso acabou aparecendo no Jornal Nacional. Santoro se aposentou e passou a trabalhar para o PSDB.

Agora aparece como advogado de Nunes, justo no momento em que José Serra caminha para ter o mesmo destino de Aécio Neves. A Justiça Suiça precisou atropelar a PGR brasileira para poder enviar as contas de Paulo Preto ao Brasil. Nelas, há um depósito na conta de Verônica Serra. A quebra do sigilo de Verônica exporá parte relevante do esquema Serra.

É creditada a influência de Santoro o fato de o MPF ter poupado Serra até agora.

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