Os militares e o governo Bolsonaro

No início havia esperança de que os militantes da reserva, que subiram com Jair Bolsonaro, pudessem enquadrá-lo.

Luis Nassif em 28/2/2019

De um empresário líder de classe em São Paulo, com bom conhecimento da área militar.

No início havia esperança de que os militantes da reserva, que subiram com Jair Bolsonaro, pudessem enquadrá-lo.

Isso não ocorreu. A grande esperança seria o general Augusto Heleno, tido como de boa formação. Depois, constatou-se que ele é apenas um boa praça, cordato, doce, mas sem disposição de liderar ou dar ordens.

A única grande liderança nas Forças Armadas, me dizia o empresário, era o general Villas Boas, mas que está fisicamente impossibilitado. E o general Hamilton Mourão não é considerado do meio militar. É um outsider que corre à parte. Sempre foi visto como o falastrão amigão. Mas apenas isso.

Os militares da ativa, o Alto Comando incluído, não se consideram parte do governo. São legalistas, se importam apenas com temas militares, como a defesa da fronteira e os avanços tecnológicos, são defensores da Constituição e não pretendem se imiscuir na política. Eles tratam o governo Bolsonaro como um governo civil integrado por militares da reserva.

Por tudo isso, a saída de Bolsonaro – que ele entende como certa, devido ao filho Flávio – não abrirá muitas luzes para a economia.

***

Os comentários sem assinatura não serão publicados.

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: