Laranjal: Troca de mensagens contradiz ministro do Turismo e revela desvio de verba eleitoral de candidata do PSL

A suspeita é que a professora aposentada, Cleuzenir Barbosa, tenha sido usada como candidata laranja. Foto: Reprodução/Facebook.

Via Folha on-line em 20/2/2019

A aposentada Cleuzenir Barbosa entregou ao Ministério Público mensagem em que um assessor parlamentar do hoje ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio (PSL), cobra a devolução de verba pública de campanha para destiná-la a uma empresa ligada a outro assessor do político. As mensagens tratam de uma conversa, pelo aplicativo do WhatsApp e durante a campanha eleitoral, entre Cleuzenir, então candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas, e Haissander de Paula, que trabalhava na época como assessor do gabinete de Álvaro Antônio na Câmara dos Deputados. “Preciso que vc transfira 30 mil reais pra conta da gráfica. O resto eu vou pagar do meu bolso”, diz uma das mensagens do assessor. “Nosso Deus sabe de todas as coisas, preciso que vc transfira a metade do valor pra conta da gráfica. Estou indo pagar o restante do meu bolso”, reforça. Haissander foi assessor do gabinete parlamentar de Álvaro Antônio de dezembro de 2017 ao início deste ano.

Segundo o depoimento de Cleuzenir ao Ministério Público de Minas Gerais, o assessor a pressionou a transferir R$30 mil, dos R$60 mil que ela recebeu de verba pública do partido, para uma gráfica de um irmão de Roberto Soares, que foi assessor de Álvaro Antônio e coordenou sua campanha na região do Vale do Aço de Minas Gerais. A mensagem confronta a versão dada até agora pelo ministro e por seus assessores à época. Álvaro Antônio diz que, assim que tomou conhecimento das acusações da candidata, mandou apurar e que “a denunciante foi chamada a prestar esclarecimentos em diversas ocasiões e nunca apresentou provas ou indícios que atestassem a veracidade das acusações”. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem reunião marcada para a tarde desta quarta-feira [20/2] com o ministro do Turismo. O presidente tem sido pressionado a demiti-lo, ainda na esteira da crise dos laranjas que já derrubou Gustavo Bebianno, ex-presidente do PSL, do cargo de ministro da Secretaria Geral da Presidência. A Polícia Federal também investiga o caso.

Ao citar a “metade do valor” na troca de mensagens com Cleuzenir, Haissander se referia aos R$30 mil dos R$60 mil que o PSL passou para ela do fundo público para mulheres. De acordo com entrevista dela à Folha, e depoimentos a órgãos de investigação, os assessores do ministro do Turismo cobraram que ela devolvesse R$50 mil no total e ficasse com o restante.

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