“Ajuda humanitária”: Polícia venezuelana apreende armamento dos EUA em aeroporto

Via Brasil 247 em 6/2/2019

O Ministério do Interior da Venezuela informou através de sua conta no Twitter que na terça-feira [5/2] foi apreendido armamento militar procedente de Miami, EUA, no Aeroporto Internacional de Arturo Michelena, situado na cidade venezuelana de Valencia.

Segundo as informações publicadas pelo vice-ministro de Prevenção e Segurança Cidadã, Endes Palencia, as autoridades apreenderam munições de grande calibre, 19 fuzis, 118 carregadores de fuzis, 90 antenas de rádio, quatro porta-fuzis e seis celulares. O armamento foi encontrado em uma zona de armazenamento do aeroporto e, segundo as informações das autoridades, havia chegado ao país no domingo [3/2] a bordo de um Air Bus N881YV.

De acordo com as autoridades, “o material seria destinado a grupos criminosos e ações terroristas no país, financiados pela extrema-direita fascista e pelo governo dos EUA, tendo o vice-ministro anunciado que a Procuradoria Geral recebeu ordem para “continuar as investigações e encontrar os responsáveis”.

As autoridades informaram também que o governo nacional reforçou o trabalho de segurança nos portos, terminais aéreos, zonas aduaneiras e outros espaços do país para “garantir a independência, a soberania e a liberdade”.

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MADURO: SE EUA QUISESSEM AJUDAR A VENEZUELA, DEVERIAM SUSPENDER AS SANÇÕES E OS BLOQUEIOS BANCÁRIOS
Maduro rejeita ajuda humanitária: “Não somos mendigos”. Na luta de poder entre o presidente e Juan Guaidó, não há solução à vista. E o apoio anunciado não chega para a população necessitada.
Via CartaCapital em 7/2/2019

José Quintero construiu um pequeno estande logo atrás da passagem de fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, apenas um pedaço de pano fornece sombra contra o sol dos trópicos. Ele é um dos milhares de venezuelanos que atravessam quase diariamente a hoje famosa ponte Simon Bolívar, a fim de trabalhar em Cúcuta, do outro lado. O pagamento é em pesos colombianos, bem aceitos também no país vizinho, assolado pela hiperinflação.

“Eu ficaria feliz se não só a Colômbia, mas também outros países ajudassem a Venezuela”, comenta Quintero à DW. “Essa ajuda é urgentemente necessária, devido ao mau trabalho de governo Nicolas Maduro.”

Em Cúcuta, o principal tema de conversas é a assistência anunciada pela oposição venezuelana. O autoproclamado presidente interino Juan Guaidó, reconhecido como tal entre outros por EUA, potências europeias e o Brasil, prometera fornecimentos humanitários no contexto de seu plano de resgate Plan País, declarando-os prioridade.

O interesse da mídia também é grande na cidade fronteiriça. Equipes de TV nacionais e internacionais montam suas câmeras, mas ainda não há caminhões atravessando a ponte carregados de mantimentos.

Ao contrário. Na terça-feira [5/2], o departamento de imigração colombiano divulgou fotos em que um contêiner e um carro-tanque bloqueiam as pistas. A passagem de fronteira, com inauguração programada para 2016, até agora não está em funcionamento. A crônica crise diplomática entre Caracas e Bogotá impediu até agora sua entrada em funcionamento.

Entrincheirado no poder, Maduro rejeita a ajuda anunciada, dizendo: “Não somos mendigos.” Em vez disso, critica os Estados Unidos severamente: se os norte-americanos quisessem ajudar seu país, diz, deveriam suspender as sanções e os bloqueios bancários.

As ONGs participantes dessa ação, como a Cruz Vermelha, ficaram mais reticentes e só aceitam assumir a distribuição dos mantimentos se houver um acordo entre as partes rivais.

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Repercussão nas redes sociais

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