Lula: Governo Bolsonaro cria desigualdade e não resolve problemas do povo

Via Portal oficial do presidente Lula em 6/2/2019

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou um recado em que crítica a efetividade das medidas já anunciadas pelo governo para resolver as principais demandas do povo brasileiro: emprego e educação. Para Lula, reformas como a da Previdência devem punir novamente aqueles que mais precisam, aprofundando a desigualdade. Leia a íntegra da mensagem:

“Pobre Brasil. Um ministro apresenta um pacote pra combater o crime. Outro promete um pacote que vai aumentar a desigualdade e, por consequência, a criminalidade, que é a Reforma da Previdência. Eles precisam é apresentar um pacote pra salvar o Brasil. Simples: medidas que gerem emprego, renda e educação. Falta a esse governo entender que o Estado precisa entrar nas favelas com política pública e não só com polícia.”

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PREVIDÊNCIA DE GUEDES É MASSACRE CONTRA O POVO
Via Brasil 247 em 6/2/2019

A Reforma da Previdência proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, acende um sinal de alerta para a população brasileira, pois aumenta o tempo de contribuição e a idade mínima para aposentadoria, além de igualar a idade mínima de homens e mulheres, deixando de levar em considerações as diferentes expectativas de vida no campo, dos trabalhadores mais pobres, que têm menos acesso a serviços de alta qualidade na área de saúde, e mulheres, que já têm dupla jornada de trabalho. A proposta prevê idade mínima de 65 para homens e mulheres se aposentarem e é tão injusta que até o vice-presidente, Hamilton Mourão, está contra; o tempo de 40 anos de contribuição é cruel; e a combinação desses dois pré-requisitos tornará o acesso à aposentadoria integral quase impossível, porque serão raras as pessoas que os atingirão. A massa das aposentadorias será com o benefício abaixo do salário mínimo, de apenas R$500. Será um verdadeiro extermínio de pobres e idosos. O Brasil estará no caminho do Chile, onde há uma epidemia de suicídios de idosos.

Atualmente, existem duas formas de se aposentar no Brasil. Uma por idade, com a exigência de ter 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres), com no mínimo 15 anos de contribuição. A outra é por tempo de contribuição, quando não se exige idade mínima. Neste caso são necessários 35 anos (homens) e 30 anos (mulheres) de pagamentos ao INSS. De acordo com a proposta de Guedes, a nova idade valeria depois de um período de transição que pode chegar a 19 anos – dois anos a mais do que o previsto na reforma proposta pelo governo anterior, de Michel Temer.

A equipe de Guedes prevê uma economia de até R$1,3 trilhão em 10 anos nas despesas do governo, se a reforma for aprovada – dinheiro que será aplicado no pagamento de juros da dívida pública ao longo dos anos -que favorece os rentistas, o topo da pirâmide social brasileira, que detêm os títulos do governo.

A proposta de igualar a idade (65 anos) para homens e mulheres se aposentarem não tem consenso nem dentro do próprio governo. O vice-presidente Hamilton Mourão se posicionou contra a idade igualitária (65 anos) para homens e mulheres se aposentarem. “O presidente não é favorável a igualar homem e mulher na idade mínima. Eu também não”, disse ele, de acordo com reportagem do jornal O Globo.

A proposta de capitalização não foi bem-sucedida no Chile, onde a proposta levou aposentados à pobreza. Segundo este modelo, o trabalhador terá de fazer uma espécie de poupança e abrir uma conta individual para depositar um percentual do salário todos os meses com o objetivo de bancar seus benefícios no futuro.

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