Guarnição do Mal: O Globo revela novos elos entre Flávio Bolsonaro e grupo de milicianos

A CAPIVARA DO “MILICIANO” QUE TEM ELOS COM FLÁVIO BOLSONARO
Via GGN em 3/2/2019

O jornal O Globo publicou no domingo [3/2] uma reportagem especial sobre a ficha corrida do Capitão Adriano, como é conhecido o ex-capitão da PM Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ser o miliciano que comanda o Escritório do Crime – o maior grupo de extermínio em ativa na favela Rio das Pedras.

Foi em Rio das Pedras, segundo também revelou o diário, que Fabrício Queiroz permaneceu “escondido” após a imprensa revelar que ele é investigado pelo Coaf por movimentações suspeitas. Em três anos, Queiroz, ex-motorista de Flávio Bolsonaro, fez entrar e sair de sua conta bancária cerca de R$7 milhões. As autoridades dizem que ele não tem renda nem patrimônio compatíveis com esse volume de recursos.

Capitão Adriano, amigo de Queiroz, tem elos com Flávio Bolsonaro. Ele já foi homenageado na Assembleia do Rio duas vezes pelo ex-deputado estadual. Numa delas, Adriano já havia ido a julgamento por homicídio. Além disso, a esposa e a mãe de Adriano trabalharam por vários anos no gabinete do hoje senador.

Segundo O Globo, o grupo comandado por Adriano no 16º Batalhão da Polícia Militar (Olaria) é era conhecido como “guarnição do mal”. Os agentes eram suspeitos de sequestro, tortura e extorsão.

Em 4 de novembro de 2003, Flávio Bolsonaro homenageou Adriano e outros sete companheiros do capitão que trabalhavam no 16º BPM. No mesmo dia, Queiroz, então policiar militar de outra unidade (Batalhão de Policiamento em Vias Especiais), também foi homenageado.

Naquele mesmo mês, Adriano e os mesmos colegas do GAT (Grupamento de Ações Táticas) do 16º BPM foram apontados como os assassinos de Leandro dos Santos da Silva, de 24 anos, morador da favela de Parada de Lucas. Além de Leandro, os agentes teriam sequestrado, torturado e extorquido outros dois jovens da favela.

Os PMs foram presos, mas Flávio não sustou as homenagens. Ao contrário disso. Em 24 de outubro de 2005, os agentes foram condenados em primeira instância e, 4 dias depois, Jair Bolsonaro, na Câmara Federal, fez um discurso defendendo Adriano.

O júri popular que condenou os policiais acabou anulado depois, e eles foram absolvidos “mesmo diante de provas técnicas apresentadas pelo Ministério Público”.

O Globo não deu detalhes de como o júri acabou anulado tempos depois do discurso de Bolsonaro.

Leandro foi executado exatamente um dia depois de ter denunciado à Inspetoria-Geral da PM o sequestro, tortura e tentativa de extorsão armados por Adriano e colegas. Ele foi morto com três tiros na porta de casa. “A cena do crime foi desfeita para impedir a perícia. Mesmo morta, a vítima foi ‘socorrida’ pelos agentes”, narrou O Globo, demonstrando a interferência dos colegas de Adriano no caso.

“Adriano e seu grupo foram acusados pelo homicídio. Um sargento da guarnição foi apontado como o PM que atirou no jovem. O policial era Ítalo Pereira Campos, o Ítalo Ciba, hoje vereador no Rio de Janeiro pelo Avante.”

Em 28 outubro de 2003, ou seja, dias antes da homenagem de Flávio a Adriano e companhia, o grupo foi acusado formalmente pelo sequestro de Wilton Arjona da Silva. Os investigadores da Inspetoria Geral confirmaram a presença de Adriano no local onde Wilton foi mantido sob cárcere privado.

O segundo sequestrado pelo grupo foi Anderson Luiz Moura. Ele passou por sessão de tortura e para o resgate foi pedida a mesma quantia, R$1 mil.

Leandro foi o terceiro sequestrado, e decidiu denunciar os policiais às autoridades. Sua esposa relatou que ele foi surpreendido em casa e que os agentes do esquadrão de Adriano tentaram asfixiá-lo com um saco plástico e um saco de cimento.

Adriano recebeu ordem de prisão no âmbito da operação Os Intocáveis, mas está foragido.

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O GLOBO REVELA MAIS “BOLSOMILÍCIAS”: A “GUARNIÇÃO DO MAL”, OS PMS AMIGOS DO “FILHO 01”
Fernando Brito, via Tijolaço em 3/2/2019

No dia 4 de novembro de 2003, Flávio Bolsonaro apresentou moção de louvou a um grupo de oito policiais – entre eles o apontado chefe de milícias Adriano Magalhães da Nóbrega – por sua “dedicação, brilhantismo e galhardia”.

Depois de 23 dias, eles foram denunciados por sequestro, tortura e extorsão de três jovens da favela de Parada de Lucas, presos, condenados (e, depois de uma manobra, absolvidos, mesmo com fartura de provas).

O grupo era conhecido pelo emblemático nome de “Guarnição do Mal” no subúrbio de Olaria, no Rio, segundo o jornal O Globo, em reportagem de Igor Mello e Vera Araújo.

Mesmo depois da condenação, foi a vez de Bolsonaro pai homenagear Adriano na Câmara: “Brilhante oficial”, disse ele.

De quebra, fica-se sabendo que também o superamigo Fabrício Queiroz recebeu homenagem de Flávio Bolsonaro, quando ainda não era seu assessor.

Para qualquer um que não viva no mundo da lua, as evidências das ligações da família com as milícias estão mais que evidentes, pelo tempo, pela extensão e pela profundidade que exibem.

Os intestinos de Bolsonaro que preocupam não são só os operados no Albert Einstein,

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