“Brasileiros viajando são ladrões e canibais”: Mais do que demitido, ministro da Educação deveria ser expulso do Brasil

Carlos Fernandes, via DCM em 1º/2/2019

Nunca antes na história desse país um ministro da Educação (ou qualquer outro) humilhou tanto o povo brasileiro como Ricardo Vélez Rodriguez.

Espécie de amostra grátis da miséria intelectual do atual governo, o colombiano que por reiteradas vezes deu demonstrações incontestáveis de sua incapacidade generalizada, ultrapassou de vez os limites da decência ao chamar os brasileiros de ladrões e canibais.

Ignaro às últimas consequências, utiliza-se do seu cargo no comando da educação brasileira para aviltar figuras históricas do pensamento educacional do país.

As ofensas gratuitas a intelectuais como Leonardo Boff e propostas de retiradas das homenagens ao Patrono da Educação Brasileira, o educador Paulo Freire, insultam tudo o que foi a longa e árdua construção do nosso conhecimento.

Vélez não é só um pedante incapaz de reconhecer suas próprias limitações, é também um estrangeiro acolhido pela República Federativa do Brasil que, a despeito disso, vive de diminuí-la e ridicularizá-la.

Ainda que pese reproduzir o que esse estulto afirmou em sua última entrevista sobre todos nós brasileiros, faz-se necessário grifá-la para que se grave bem o que o néscio pensa sobre o povo que o abrigou e que paga o seu salário.

“O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba assentos salva-vidas do avião. Ele acha que sai de casa e pode carregar tudo”.

Para um governo que se elegeu sob o lema mequetrefe de “Brasil acima de tudo”, permitir que um colombiano assuma uma posição de destaque apenas para nos chamar de ladrões só corrobora com a ideia de que Jair Bolsonaro é na verdade o último dos impatriotas.

Menos pelo dever mínimo da compostura no alto escalão do governo, a obediência à lei recomendaria não só a sua demissão imediata do cargo, mas, sobretudo, sua expulsão do país.

Vejamos o que diz o artigo 65 do Estatuto do Estrangeiro (Lei n° 6.815/80):

Art. 65. É passível de expulsão o estrangeiro que, de qualquer forma, atentar contra a segurança nacional, a ordem política ou social, a tranquilidade ou moralidade pública e a economia popular, ou cujo procedimento o torne nocivo à conveniência e aos interesses nacionais.

De barato Vélez se enquadra em pelo menos duas das condições acima elencadas que justificariam a sua expulsão do Brasil.

Propostas suas como a segregação do ensino superior e a abolição do pluralismo ideológico no debate político-educacional brasileiro afrontam miseravelmente os interesses nacionais.

Da mesma forma, querer repaginar o que de fato foi a ditadura militar brasileira transformando-a como uma opção presente e possível para o Brasil fere criminosamente a segurança nacional e o Estado Democrático de Direito.

Ricardo Vélez Rodriguez, por tudo o que já fez e propôs, não pode passar mais um minuto na cadeira que ora ocupa.

Mais do que isso, se num governo minimamente nacionalista e patriota estivéssemos, sua expulsão do Brasil já deveria ter sido prontamente expedida.

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MINISTRO DA EDUCAÇÃO CHAMA BRASILEIROS DE LADRÕES E CANIBAIS
Em entrevista à revista Veja, publicada nesta sexta-feira, titular da pasta da Educação, voltou a polemizar, inclusive defendendo o fim do sistema de cotas, da mensalidade nas universidades federais e a volta da “educação moral e cívica”.
Via Brasil 247 em 1º/2/2019

O colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, ministro da Educação do governo de Jair Bolsonaro, concedeu entrevista estarrecedora à revista Veja, que vai às bancas neste fim de semana.

“O brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião; ele acha que sai de casa e pode carregar tudo. Esse é o tipo de coisa que tem de ser revertido na escola”, falou, justificando a sua defesa do retorno da disciplina de educação moral e cívica.

Sobre o sistema de cotas, ele disse que deveria ser “uma solução emergencial”, mas que tudo no Brasil que é provisório “vira definitivo”. “Essa é a lógica macunaímica brasileira. Isso não conduz a lugar nenhum. Temos de chegar ao momento de eliminar as cotas para dizer que elas não são mais necessárias porque elevamos o nível do ensino fundamental. De imediato, não vamos abolir as cotas, até porque me matariam quando eu saísse à rua. Mas as cotas têm de ser eliminadas com o tempo”, falou.

Nunca, em toda a sua história, os brasileiros foram tão humilhados por uma autoridade pública.

Leia a entrevista na íntegra.

Leia também:
“A ideia de universidade para todos não existe”, afirma o ministro da Educação de Bozo

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2 Respostas to ““Brasileiros viajando são ladrões e canibais”: Mais do que demitido, ministro da Educação deveria ser expulso do Brasil”

  1. Aristóteles Barros da Silva Says:

    Pior do que esse lacaio, só os mercenários/entreguistas/paus mandados de estadunidenses. Sabem quais? Bozo e Moro!

  2. heloizahelenapiasblog Says:

    ele n passa d um lacaio,ele n é natural da colombia,ele deve ser brasileiro,para volta somente nascido aqui,mas como aqui as coisas mudam d lugar c a maior facilidade, mas este filho olu descendente d colombiano n deveria n ficar mais um min uto aqui e com um cargo deste, n mereçe nada, expulsen ele daqui, infeliz e grosso, n foi este traste q n soube o plural cidadão,???? se foi, mereçe o título de lacaio do ano:
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