Leandro Fortes: Se nossos militares têm competência para agir em Brumadinho, por que usar os israelenses?

Militares israelenses chegam ao Brasil.

Leandro Fortes em 27/1/2019

Nossas Forças Armadas têm know-how e competência para agir em Brumadinho.

Desconheço o trabalho dos militares israelenses, nesse caso. Mas gostaria muito de saber quanto vai custar esse carnaval.

Porque, depois da patacoada sobre Jerusalém e, agora, a entrada de uma força estrangeira no Brasil, sem autorização do Congresso Nacional, começamos a pisar na areia movediça do Oriente Médio, de graça.

Com o Estado Islâmico na cola.

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BOLSONARO DIZ QUE VAI RECEBER UM TELEFONEMA DO SENHOR “BENJAMIN NATANIEL”, PRIMEIRO-MINISTRO DE ISRAEL

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BOLSONARO DIZ QUE GOVERNO NÃO TEM “NADA A VER” COM DESASTRE DE BRUMADINHO
Via Brasil 247 em 26/1/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou em entrevista a uma rádio de Brumadinho, na sexta-feira [25/1], que o governo federal “não tem nada a ver” com o que chamou de “a questão” da empresa ao falar sobre o rompimento da barragem que transformou a região num mar de lama e rejeitos. Bolsonaro isentou a própria administração de responsabilidade sobre o que chamou de “acidente”.

“Se bem que a questão da Vale do Rio Doce não tem nada a ver com o governo federal”, disse, afirmando que “apenas cabe a nós a fiscalização, por parte do Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], que é um órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, e buscar meios para se antecipar a problemas”.

Vale destacar que Bolsonaro e o próprio ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, tem feito dura críticas ao Ibama e outros órgãos fiscalizadores, pelo que chama de “indústria de multas”.

Na entrevista, Bolsonaro disse que “esses meios partem primeiramente da empresa que executa a obra, e só em Minas são 450 represas parecidas, como essa, e no Brasil todo são quase 1.000. Então é um número enorme”, declarou.

Bolsonaro disse que “lamenta profundamente o ocorrido”, mas classificou o desastre como um “acidente”.

Contraditório, como é de praxe, Bolsonaro diz que não quer “começar a culpar os outros pelo que está acontecendo”. E apesar de afirmar que é um “acidente”, disse que “algo está sendo feito errado ao longo dos tempos”.

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