Queiroz complica a vida de Flavinho e Globo complica a vida do clã Bolsonaro

TV DIVULGA RELATÓRIO DO COAF COM 48 DEPÓSITOS SUSPEITOS PARA FLÁVIO BOLSONARO
Via Jornal GGN em 19/1/2019

Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) mostra movimentações suspeitas de Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo PSL e filho do presidente eleito. Flávio recebeu em sua conta 48 depósitos em dinheiro, considerados suspeitos pelo Coaf. O documento foi obtido e divulgado no Jornal Nacional de ontem [18/1].

A Coaf levantou informações sobre as movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro no período de junho e julho de 2017. Ou seja, os 48 depósitos são deste período e foram feitos no autoatendimento da agência bancária localizada dentro da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). As transações eram no valor de R$2 mil cada.

No total, foram R$96 mil depositados em cinco dias. No dia 9 de junho de 2017 foram 10 depósitos em cinco minutos; 5 de junho mereceram cinco depósitos, em dois minutos; em 27 de junho foram 10 depósitos, em três minutos; e no dia 28 de junho, 8 depósitos em quatro minutos. Por fim, no dia 13 de julho, foram 15 depósitos em 6 minutos.

A reportagem afirma que não foi possível identificar a autoria dos depósitos, mas o fracionamento desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro.

Segundo o Coaf, o fracionamento de depósitos pode ter configurado, baseando-se em circular do Banco Central, como lavagem de dinheiro. Operações que, por sua habitualidade, valor e forma configuram artifício para dificultar a identificação dos responsáveis ou dos beneficiários finais. O documento está identificado como “item 4” e faz parte de um relatório de inteligência financeira (RIF).

Pelas informações do Jornal Nacional, esse relatório de inteligência foi feito a pedido do Ministério Público do Rio na esteira das investigações de movimentações financeiras atípicas de assessores parlamentares da Alerj. O primeiro relatório versava sobre as movimentações dos funcionários da Assembleia. Foi pedido nova abordagem, ampliando o levantamento, sob suspeita de que funcionários praticavam a ‘rachadinha’, ou seja, devolviam parte de seus salários.

O pedido da Coaf foi feito em 14 de dezembro e atendido no dia 17, um dia antes da diplomação de Flávio Bolsonaro como senador. De acordo com o MP, na ocasião ele não tinha foro privilegiado.

Flávio Bolsonaro questionou a competência do Ministério Público e pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) a suspensão temporária da investigação e a anulação das provas. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra Fabrício Queiroz.

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QUEIROZ COMPLICA DE VEZ FLÁVIO BOLSONARO: 48 DEPÓSITOS SUSPEITOS, NO VALOR DE R$98 MIL
Via Brasil 247 em 18/1/2019

Um trecho do Relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) divulgado na noite da sexta-feira [18/1], pelo Jornal Nacional, complica de vez a situação do deputado Flávio Bolsonaro (PSL/RJ).

O relatório do Coaf traz informações sobre movimentações financeiras de uma conta corrente de Flávio Bolsonaro, entre junho e julho de 2017. Neste período, o Coaf registrou 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$2 mil.

O Coaf diz que não foi possível identificar quem fez os depósitos. O relatório afirma que o fato de terem sido feitos de forma fracionada desperta suspeita de ocultação da origem do dinheiro. O Coaf classifica que tipo de ocorrência pode ter havido com base numa circular do Banco Central que trata da lavagem de dinheiro.

A revelação foi feita um dia depois que Flávio Bolsonaro pediu e o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a investigação. Ele foi citado no procedimento aberto pelo Ministério Público do Rio contra Fabrício Queiroz. O ex-assessor de Flávio Bolsonaro é investigado por movimentação suspeita de R$1,2 milhão durante um ano.

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COAF MOSTRA QUE FLÁVIO BOLSONARO PAGOU TÍTULO DE R$1 MILHÃO SEM IDENTIFICAR FAVORECIDO
Via Blog do Esmael em 19/1/2019

Novo trecho do relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), divulgado pelo JN da Globo, sobre movimentações bancárias suspeitas do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ), aponta que ele fez um pagamento de R$1.016.839 de um título bancário da Caixa Econômica Federal.

O Coaf diz que não conseguiu identificar o favorecido, como também não há data e nenhum outro detalhe do pagamento.

O documento cita que o senador eleito tem operações muito parecidas com as feitas por Fabrício Queiroz, seu ex-assessor, apesar de as datas serem diferentes.

As semelhanças dos dois relatórios do Coaf é de que os depósitos e saques eram feitos em caixas de autoatendimento dentro da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), além de as operações serem feitas em espécie e com valores fracionados.

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O MASSACRE
Moisés Mendes em 19/1/2019

Se quiserem e se não sucumbirem a uma trégua, a Globo e a Folha poderão triturar os Bolsonaro.

O bolsonarismo ressuscitou o jornalismo moribundo. Os jornais estavam entregues à sua irrelevância com o esvaziamento das redações e a desistência de fazer jornalismo.

A maioria comeu pela mão da Lava-Jato, sem produzir uma, só uma reportagem de investigação sobre o caso.

Alguns optaram pelo jornalismo de opinião de direita como tentativa de salvação. Mas a maioria sobrevivia da inércia, mandando embora jornalistas de esquerda, à espera do que acontece com jornais em todo o mundo, inclusive os já alojados no mundo virtual.

Mas Bolsonaro brigou com quem não poderia ter brigado. Não só com os comandos das empresas, mas com os jornalistas. O bolsonarismo ressuscitou o furo, como os dois aplicados pelo grupo Globo ontem [18/1].

Primeiro, o Globo antecipou a posição do ministro Marco Aurélio sobre a pretensão desastrada de Flávio Bolsonaro de buscar refúgio no Supremo e desmontar as investigações do Ministério Público do Rio.

E depois veio o furo da TV Globo, que revelou que Flávio recebeu, em 2017, R$96 mil depositados em dinheiro vivo na sua conta. Foi devastador. A cachorrada está solta. Até os jornalistas fofos começam a se revoltar.

Os Bolsonaro acharam que iriam fazer comunicação com mensagens de fumaça pelo Twitter e pelo WhatsApp, para o contingente de estúpidos que acredita em tudo o que eles dizem.

Queriam continuar em campanha. Subestimaram a estrutura de comunicação da direita (que sempre os rejeitou), que ainda conversa com a classe média, como o PT já havia subestimado.

Os Bolsonaro são atacados por todos os lados, inclusive em relação às suas vidas privadas. Experimentam os mais variados bumerangues na testa. Não deveriam ter provocado tantos inimigos ao mesmo tempo.

Não há como enfrentar a Globo, a Folha, as ex-namoradas, os desafetos que hibernavam, os inimigos dos primos e agora o Ministério Público e um ministro que destoa do acovardamento do Judiciário, do Supremo, com Fux e com tudo.

Os Bolsonaro terão de pedir uma trégua, mas talvez seja tarde demais.

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Leia também:
Coaf: Queiroz, o motorista do clã Bolsonaro, movimentou R$7 milhões em 3 anos

Repercussão nas redes sociais

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