Déficit da Previdência militar foi a que mais cresceu em 2018

Foto: José Cruz/Agência Brasil.

Via Estadão em 10/1/2019

O rombo na previdência dos militares das Forças Armadas foi o que mais cresceu no ano passado, de acordo com dados oficiais até novembro de 2018. A equipe econômica defende a inclusão dos militares na proposta de reforma da Previdência, sobretudo porque o presidente Jair Bolsonaro pertence à categoria e deveria “dar o exemplo” enquanto pede “sacrifício” à população com regras mais exigentes para aposentadoria.

O déficit na previdência dos militares até novembro de 2018 subiu 12,85% em relação ao mesmo período de 2017, de R$35,9 bilhões para R$40,5 bilhões. Nesse período, as receitas somaram R$2,1 bilhões, enquanto as despesas, R$42,614 bilhões.

Enquanto isso, o déficit dos servidores civis da União somou R$43 bilhões até novembro do ano passado, alta de 5,22% em relação a igual período de 2017. Já o rombo no INSS subiu 7,4% na mesma base de comparação (os valores são todos nominais).

Militares da reserva e reformados das Forças Armadas ganham em média, por mês, R$13,7 mil de benefício. O gasto médio com os pensionistas militares foi de R$12,1 mil. Aposentados e pensionistas civis da União custaram R$9 mil mensais em 2018, enquanto no INSS, o benefício médio é de R$1,8 mil mensais.

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