Fim da mamata: O general Mourão mentiu ou se “equivocou”?

Marcelo Auler em 9/1/2019

A informação de que o bancário Antônio Hamilton Martins Mourão, funcionário concursado do Banco do Brasil desde 9 de janeiro de 2001, quando iniciou na carreira de caixa executivo, não foi promovido durante os últimos governos por ser filho do general Hamilton Mourão não é verdadeira.

Como mostra a jornalista Madeleine Lacsko, do jornal Gazeta do Povo, do Paraná, na reportagem Fim da mamata: Filho de Mourão salta 3 degraus hierárquicos no BB, foi nos governos do PT que o servidor do BB recebeu nada menos do que oito promoções. Ela afirma isso em seu blog, A Protagonista.

A começar pela transferência de Martins Mourão do Rio Grande do Sul para Brasília, ocorrida logo no primeiro mês do governo Lula, em 2003. Ele saiu do atendimento na agência de Campo Novo (RS), onde atuava como Gerente de Expediente, para o cargo de Gerente de Contas II em uma agência na Asa Sul, do Distrito Federal. Ficou nele apenas oito dias, sendo transferido em seguida para a função de Operador Financeiro Jr., já fora de agência e na estrutura do banco.

Consta da reportagem de Madeleine: “Conhecido como pessoa correta pelos colegas, subiu bastante na carreira. Nos últimos 5 anos, chegar onde ele chegou inclui participar de outra seleção, o “Bolsa Primeira Investidura” – outro formato de seleção construído entre sindicato e banco – e necessário para se entrar em qualquer cargo de Gerente Geral de Agência para cima”.

[…]

Diz ainda a jornalista na reportagem publicada na tarde de quarta-feira [9/1] no blog A protagonista:

Seu último cargo, na Diretoria de Agronegócio, havia sido conquistado em 19 de dezembro de 2016, meses após o impeachment de Dilma Rousseff. Durante o governo Temer, ainda teve mais uma promoção, em 6 de fevereiro de 2017. Nesse período, houve a oportunidade de se candidatar ao “Bolsa Executivo”, passo necessário para ser Gerente de Divisão ou Gerente Executivo, cargos que podem levar à Assessoria Especial da Presidência, de livre nomeação. Mas ele não se candidatou”.

Ou seja, ao que parece, as acusações do general vice-presidente não são respaldadas em fatos concretos, mas no imaginário deste governo que acha que os governos anteriores – sejam do PSDB, seja do PT, fizeram perseguições políticas. A propósito, vale ler o depoimento de Ricardo Kotscho, sobre o exemplo dado pelo vice-presidente petista, José de Alencar, e o próprio comportamento dele, Kotscho, ao assumir a assessoria de comunicação do governo Lula, publicado no Balaio do Kotscho em O filho de Mourão e o irmão de José Alencar: dois casos exemplares.

[…]

Clique aqui para ler a íntegra da matéria.

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