Após discussão no Twitter, Bolsonaro bloqueia o perfil de Haddad

Adversário do presidente na última eleição, petista foi chamado de “marmita” e “fantoche do presidiário corrupto”.

Via Metrópoles em 5/1/2019

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) foi ao Twitter, no início da tarde de sábado [5/1], criticar o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o Partido dos Trabalhadores (PT). Após responder as provocações, o petista foi bloqueado pelo chefe do Executivo federal na rede social.

Pela manhã, Bolsonaro chamou Haddad de “marmita” e “fantoche do presidiário corrupto” (em citação indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva) após o ex-prefeito paulistano ter compartilhado um artigo da revista Deutsche Welle que critica o “antiintelectualismo” no Brasil. Segundo o presidente, o PT promove uma série de motivos para a sua derrota na eleição de outubro de 2018.

Haddad respondeu a Bolsonaro na rede social e o convidou para um debate “frente a frente”. “Estou disponível”, escreveu o petista.

De acordo com o presidente, “o PT quebrou o Brasil de tanto roubar, deixou a violência tomar proporções de guerra, é uma verdadeira quadrilha e ninguém aguenta mais

A postagem de Fernando Haddad no Facebook foi feita na noite de sexta-feira (4/1). Na resposta ao presidente, o petista destacou uma frase de um artigo publicado pela revista alemã Deutsche Welle: “No Brasil, está na moda um antiintelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento”. O texto é de autoria de Philipp Lichterbeck e não do petista. A resposta de Haddad não está mais disponível no perfil de Bolsonaro.

Na noite de sexta-feira [4/1], após o bate-cabeça provocado por uma declaração de Jair Bolsonaro sobre a possibilidade de aumento da alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Haddad ironizou o presidente. O chefe do Executivo federal havia dito que poderia reajustar o imposto. Bolsonaro foi desmentido pela própria equipe. “Ele se equivocou”, disse o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

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