Famiglia Bolsonaro trata brasileiros como idiotas

Ricardo Mello em 28/12/2018

A “entrevista” do assessor Fabricio Queiroz comprova que a famiglia de Bolsonaro aposta na imbecilidade dos brasileiros. O sujeito, acusado de falcatruas a mando do clã, veio a público dizer que… não tem nada a dizer. E aí ofereceu uma maionese vencida de justificativas a quem perdeu tempo ouvindo suas não explicações.

Vende carros, é um “homem de negócios” (quem sabe um clone do coronel laranja Lima de Temer –coincidência ou não, ambos PMs) e tempera suas afirmações pedindo compaixão. “Estou doente”. E apela pesado para o sentimentalismo: diz que tem câncer, mas não conta o hospital onde ficou, manda silenciar o médico que supostamente o trata e outras coisas elementares nesta situação. Quem acredita nessa história, acredita em tudo.

Fabrício/Bolsonaro escolheram o SBT por motivos óbvios. Junto com a TV Record, Sílvio Santos é um dos aliados preferenciais dos governos. Qualquer governo. Sílvio Santos já apoiou todo mundo, de Figueiredo a Lula, de Dilma a Temer, e agora se esmera em afagar o capitão.

Para quem não sabe, vai uma informação apurada de modo irrefutável. Numa de suas edições, o Poder em Foco, apresentado pela mesma jornalista Debora Bergamasco, entrevistou em 4/11/2018 Eduardo Bolsonaro, um dos descendentes do presidente eleito num pleito fraudado.

Para surpresa de quem ainda respira algum jornalismo na emissora, veio o recado: a bancada de entrevistadores seria escolhida pelo próprio Bolsonarinho. Sem isso, não haveria programa. Censura, em bom português.

Ordem dada, ordem cumprida. Eis que a transmissão não passou de palanque para o sujeito vomitar seu arsenal de ignorância. Uma vergonha. Para completar o serviço, Sílvio Santos anunciou que o programa sairá do ar no fim do ano. Claro, já fez o serviço sujo tão a gosto do ex-camelô que subiu na vida dando rasteira em Manuel da Nóbrega ao roubar deste o Baú da Felicidade.

Tudo isso é apenas um aperitivo do que está por vir. Bolsonaro finge ignorar o dito clássico: pode-se enganar muita gente durante pouco tempo, pouca gente durante muito tempo, mas não todo mundo durante todo o tempo.

Suas aparições grotescas lavando roupa beiram a insanidade. Na mesma foto, observa-se que há uma lavadora e uma secadora. Além de limítrofe, Bolsonaro se revela um ignorante. Quem iria para o tanque tendo equipamentos à disposição para fazer este trabalho? Perguntem à Michelle se ela algum dia tocou num sabão em pedra. Ainda mais tendo um “vendedor de carros” a depositar cheques polpudos em sua conta.

A data da posse se aproxima. O incrível aparato de segurança montado para impedir o acesso de jornalistas escancara que o próprio capitão praticamente expulso do Exército percebe que não está com essa bola toda. Desmontar a soberania e o que resta de democracia no Brasil não será tão fácil como gostaria.

Insisto: o resultado de tudo isso vai depender da oposição democrática. É desalentador ouvir do presidente da CUT que pretende negociar docilmente com um governo eleito de forma fraudulenta, discutir a liquidação da aposentadoria e outros temas sensíveis à maioria que despenca de volta à miséria desde o golpe de 2016.

Não se trata de negociar, mas sim de resistir.

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